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  <title>APOLOGÉTICA ESPÍRITA</title>
  <subtitle>TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.&#13;
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    <name>apologeticaespirita</name>
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  <updated>2012-04-28T22:48:30Z</updated>
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    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2012-04-28T23:47:32</issued>
    <title>CAIM FUNDOU UMA CIDADE SEM TER QUEM HABITÁ-LA!</title>
    <published>2012-04-28T22:48:30Z</published>
    <updated>2012-04-28T22:48:30Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com quem se casou Caim, ao retirar-se para a terra do Node? Se Adão e Eva eram as primeiras criaturas humanas. Caim era a terceira. Não haveria mais gente em toda a Terra. Mas a Bíblia nos conta o seguinte: "E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho". (Gênesis, IV: 17). Não há explicação teológica que possa resolver as contradições do texto. É evidente que Caim não era a terceira criatura da Terra, mas apenas o primeiro descendente de uma nova raça, que surgia num mundo já povoado e evoluído.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A mulher de Caim era de outra raça, do povo que habitava a terra de Node. Os costumes da época ressaltam de todo o texto. Ao construir uma cidade, Caim lhe deu o nome do filho, homenagem comum nos tempos antigos e ainda hoje comum entre os pioneiros de zonas novas. E com que povo ia Caim povoar a sua cidade? Pensaria em fazê-lo apenas com a sua geração? Claro que isso seria absurdo. Era o povo de Node que teria de habitar a cidade de Caim.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O fato mesmo de Caim ser pastor e Abel lavrador já nos mostra que Adão e Eva viviam numa civilização constituída. Se já havia profissões, divisão do trabalho, especialização da produção e até mesmo fundação de cidades, é evidente que o mundo não estava começando, mas já havia começado há muito tempo. Não se pode ajeitar as coisas, diante destes dados do texto. O que se pode e deve fazer é interpretar o texto, desvendar-lhe o sentido, decifrar-lhe o símbolo como o fez Kardec.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A raça adâmica era uma nova raça que surgia na Terra, proveniente de migrações espirituais. Sua missão era auxiliar o desenvolvimento do planeta, ajudar os seus habitantes primitivos a se elevarem espiritualmente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não surgia milagrosamente, mas de forma natural, por descendência biológica de outras raças mais aperfeiçoadas. Entretanto, como era necessário preservar a condição evolutiva dessa raça, a fim de que ela não se perdesse na animalidade terrena, a Bíblia usou o mito da criação direta de Adão e Eva por Deus.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A descendência de Caim e a genealogia do povo hebreu, que vêm nos versículos seguintes da Bíblia, desse mesmo capítulo IV: 1726, e do capítulo V: l 32, provam precisamente o que acabamos de acentuar. Os casamentos ali referidos não podem ser explicados sem a existência de outros povos, na Terra, como não se pode admitir que a corrupção do gênero humano tenha ocorrido na descendência de Adão. Insistir na aceitação literal dessas coisas, a pretexto de que a Bíblia é "a palavra de Deus", só serve para desmoralizar a Bíblia e a própria religião. Já é tempo das criaturas pensantes examinarem problemas tão sérios com maior seriedade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;J. Herculano Pires&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Visão Espírita da Bíblia&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:62273</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-11-04T20:20:04</issued>
    <title>O LIVRE ARBÍTRIO</title>
    <published>2011-11-04T20:21:13Z</published>
    <updated>2011-11-04T20:21:13Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ff0000; font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Que é o livre-arbítrio?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Abrindo “O Livro dos Espíritos”, vamos encontrar no Capítulo X - Da Lei de Liberdade -, 3ª Parte da obra, oito questões relacionadas com o assunto livre-arbítrio (Questões 843 a 850), nas quais os Espíritos superiores instruem-nos a respeito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Logo na Questão 843, indaga o Codificador se o homem tem o livre-arbítrio de seus atos. E os Espíritos respondem que se tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar, porquanto, sem o livre-arbítrio ele seria máquina.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em resposta à Questão 845, os Espíritos afirmam que conforme se trate de Espírito mais ou menos adiantado, as predisposições instintivas podem arrastá-lo a atos repreensíveis, porém não existe arrastamento irresistível.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Basta que o Espírito (encarnado ou desencarnado), sendo consciente do mal a que esteja ou se sinta arrastado, utilize a vontade no sentido de a ele resistir.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Verificamos, no contexto geral das Questões acima referidas, que não há desculpa óbvia para o mal que o homem venha a praticar, uma vez que ele, por mais imperfeito que seja, tem a consciência do ato que pratica - se é bom ou se é mau.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O livre-arbítrio é uma faculdade indispensável ao ser humano, não nos resta qualquer dúvida, pois, sem ele, já foi dito, o ser espiritual seria simples máquina ou robô, sem qualquer responsabilidade dos atos que viesse a praticar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É justamente a faculdade do livre-arbítrio que empresta ao homem certa semelhança com o Pai soberano do Universo. E constitui desiderato pleno desse Pai magnânimo que os Espíritos, seus filhos, cresçam para a glória eterna, iluminando-se na prática da sabedoria e do bem.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A prática do mal pelo Espírito, encarnado ou desencarnado, não tem qualquer justificativa porque ele sabe quando obra indevidamente. Caim, no exemplo bíblico, ao matar Abel, tinha plena consciência do que fazia tanto que o fez às escondidas. O que faltou a Caim foi a compreensão de que nada há oculto aos olhos de Deus!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pode-se, verdadeiramente, lesar os homens, pode-se até mesmo lesar-se a si próprio, mas nunca lesará alguém a magnânima justiça de Deus.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esclarece-nos a Revelação da Revelação, ou “Os Quatro Evangelhos”, que o Espírito antes de encarnar toma resoluções quanto ao gênero das provações, quanto à extensão e ao termo delas, até mesmo quanto à duração da existência bem como quanto aos atos que praticará durante a mesma, no entanto, o emprego, o uso ou o abuso que ele faz da vida terrena muitas vezes o impedem de atingir o limite e o bom cumprimento daquela resolução (l.º Volume, pág. 139, 7ª edição FEB).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No caso enfocado, o Espírito teve o livre-arbítrio de programar o que seria a sua encarnação, no entanto, em função do próprio livre-arbítrio, por usá-lo mal ou dele abusar, estragou um bom programa de vida. Há, porém, aqueles que procuram justificar-se com fundamento no esquecimento produzido pelo véu da carne.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os Espíritos, todavia, em resposta à Questão 392 de “O Livro dos Espíritos”, explicam que “não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro.” E concluem: “Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vejamos, por exemplo, uma situação em que determinado indivíduo houvesse sido homicida em sua última encarnação e tivesse programado para a atual existência a quitação desse delito. Não obstante a desnecessidade de desencarnar assassinado, ele não teria paz até o dia de seu retorno à vida espírita. Estaria sempre sobressaltado e na expectativa da presença de alguém que lhe viesse subtrair a vida física, se recordasse sua transgressão anterior.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O esquecimento do passado é necessário, misericordioso, e justifica perfeitamente a prova ou provas a que todos estamos naturalmente submetidos, pois essa é uma das funções da vida corporal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sentimos a importância do livre-arbítrio quando somos levados a tomar decisões que incomodam a consciência... Isto significa quanto o Pai celestial é bom, nos ama e se preocupa com o nosso progresso. Concede-nos o livre-arbítrio, mas concede-nos igualmente a consciência, espécie de censor natural, que nos alerta quando dele pretendemos abusar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A propósito queremos fazer um paralelo entre duas informações ou elucidações em torno do livre-arbítrio e as conseqüências de sua errônea utilização. Uma se encontra em “Os Quatro Evangelhos” ou Revelação da Revelação (l.º Vol. pág. 299, 7ª edição FEB), nos seguintes termos:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Esses Espíritos presunçosos e revoltados, cuja queda os leva às condições mais materiais da Humanidade, são então humanizados, isto é, para serem domados e progredirem sob a opressão da carne, encarnam em mundos primitivos, ainda virgens do aparecimento do homem, mas preparados e prontos para essas encarnações” (grifos da obra).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A outra se encontra em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capítulo III, Item 16, edição FEB), nos termos seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, Ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em ambas as elucidações, vê-se que o livre-arbítrio é um dom de que o Espírito pode abusar, mas terá sempre de enfrentar as conseqüências desse abuso, sofrendo encarnações destinadas a purificá-lo, transformá-lo, regenerá-lo, o que não deixa de ser pena de efeito verdadeiramente misericordioso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os itens 16 e 17 desse capítulo de “O Evangelho segundo o Espiritismo” são constituídos de uma mensagem de Santo Agostinho, que deve ser lida atenciosamente pelo espírita estudioso. Pois a questão livre-arbítrio confunde bastante aqueles que a conhecem apenas superficialmente, literariamente, sem analisar-lhe a profundidade científico-filosófica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há, ainda, aqueles que confundem livre-arbítrio com direito, quando são duas coisas diferentes. No livre-arbítrio temos uma ação voluntariosa de escolha entre alternativas diferentes em que o ator é responsável pelas conseqüências do seu ato. Na ciência do direito a responsabilidade do ato praticado decorre da lei humana.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Doutrina Espírita exerce, portanto, considerável papel em sua função de Consolador prometido pelo Cristo de Deus: o de alertar as almas que atingiram determinado degrau da escala evolutiva, em que a alegação de ignorância já não atenua determinados erros cometidos em função do livre-arbítrio. No que diz respeito aos habitantes de um mundo em vias de mudança para estágio de regeneração, vale acentuar ainda, conforme vimos acima, a função da consciência como faculdade de alertamento no processo optativo das alternativas para a ação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Doutrina está no mundo para todos. Ela não pertence aos espiritistas. Enviou-a Jesus à Humanidade. Os espiritistas somos apenas seus instrumentos de exemplificação e divulgação sem qualquer outro “privilégio” além da consciência do livre-arbítrio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Reformador nº1984 – Julho/1994&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-11-01T00:55:34</issued>
    <title>A BIBLIA É INSPIRADA?</title>
    <published>2011-11-01T00:57:16Z</published>
    <updated>2011-11-01T00:57:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Análise&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ffff00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A luz clareia aqueles que abrem seus olhos, mas as trevas se espessam para aqueles que querem fechá-los (SIMEON).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O presente artigo não tem como espoco a depreciação da fé alheia. Segundo a Constituição Federal, todos os homens são livres para pensar e crer naquilo que mais lhe apraz, sem distinção de credo ou filosofia. Por este motivo temos o livre direito de nos expressar, pois somos livres pensadores para expormos nossas idéias. Não somos contra as pessoas, apenas não concordamos com as ideias retrógradas que obstruem o desenvolvimento do intelecto. Não nos importamos com o que os opositores falem, mas antes de fazê-lo, faz-se mister ler e refletir, ainda que posteriormente discorde do nosso ponto de vista, este é um direito inalienável do ser humano que exerce seu pleno direito de pensar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Somente por volta século III afirmou-se ou creu-se que os livros constituintes do Novo Testamento eram inspirados; mas isso não nos parece verdade, pelo menos dentro de um conceito cientifico e racional. Os protestantes aceitaram essa ideia apenas em 1657, na Assembléia de Westminster. Mas, com uma leitura atenciosa, notaremos que a própria Bíblia desmente essa inspiração. No livro II de Timóteo lemos: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;" (II Timóteo 3,16). Ora, se esta citação consta no Novo Testamento, o autor só poderia estar se referindo ao Antigo Testamento, pois o Novo ainda não existia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se a Bíblia fosse inspirada por Deus, deveria:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;a) ser um livro que nenhum outro homem pudesse escrever, além de conter a perfeição da filosofia;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;b) estar totalmente de acordo com cada fato da natureza, sem os erros em astronomia, geologia ou em quaisquer outros assuntos ou ciências;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;c) seus ensinamentos tinham que ser totalmente sublimes e puros;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;d) suas leis e suas regras, para controle de conduta, deveriam ser justas, sábias, perfeitas e adequadas aos fins visados;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;e) não conter quaisquer coisas que tornassem o homem cruel, vingativo ou infame;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;f) estar repleta de inteligência, de justiça, de pureza, de honestidade, de clemência e de espírito de liberdade;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;g) teria que se opor à contenda, à guerra, à escravidão, à cobiça, à ignorância, à credulidade e à superstição;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;h) incentivaria a todos desenvolver o intelecto e civilizar o coração;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;i) satisfaria o coração e a mente dos melhores e dos mais sábios;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;j) ser inquestionavelmente verdadeira.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Será que o Velho Testamento satisfaz esses quesitos?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como pode Deus criar o mundo e ainda conferir para ver se estava bom (Gn 1:10), bem como afirmar que a Terra tem quatro cantos (Apol.7:1), cujo escritor demonstra não ter a menor noção da esfericidade do planeta. Depois de criar os animais, Deus inspira o homem a dizer que o morcego é uma ave (Lv 11:13), que as lebres ruminam (Lv 11:6) e que os insetos possuem pés (Lv 11:23), e que as cobras comem pó (Gn 3:14). Cobras nunca comem pó! Agora observe essa citação; “E o que comeres será como bolos de cevada, e cozê-los-ás sobre o esterco que sai do homem, diante dos olhos deles. E disse o SENHOR: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre os gentios para onde os lançarei (Ezq. 412,13). Tem certeza que tudo isso foi inspiração divina?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No livro do Gênesis o “próprio” Deus afirma que a Lua tem luz própria (Gn 1:16). No livro dos Salmos se diz que os ventos são guardados em reservatórios (Salmos 135:7). Reservatórios?!!!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como pode um livro divinamente inspirado e infalível conter fatos científicos falsos como estes?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se houve inspiração por que Deus não aboliu a escravidão considerando-a como imoral? Mas não o fez! Por que não inspirou os autores desse livro com a finalidade de instruir o mundo sobre astronomia, geologia ou qualquer ciência? Os fundamentalistas odeiam a ciência; é só falar de Charles Darwin, por exemplo. O Deus bíblico se preocupou em instruir seu “povo eleito” em detalhes sobre a maneira de manter escravos e de sacrificar diversos animais; e como pôde dizer que os pecados das pessoas podem ser transferidos a um bode? Um Deus civilizado sujaria seu altar com o sangue de bois, ovelhas e pombas? Transformaria todos sacerdotes em verdadeiros açougueiros? Deliciar-se-ia com o odor de gordura queimada (Lv 2,9)? E o que devemos pensar do fato de que, ao encerrar seu tratado, Deus não conseguiu pensar em nenhuma atividade humana mais premente e duradoura do que cobiçar escravos e animais domésticos? E o que dizer de um Deus que faz da maternidade uma ofensa que precisa ser compensada com uma oferenda? Dá pra acreditar numa coisa dessas em pleno século XXI ?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns questionamentos que o senso comum jamais formula:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por que devemos aceitar os erros pela fé se pelo raciocínio continua sendo erro?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por que devemos aceitar tudo cegamente só porque um homem disse que os textos são inspirados?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E os homens que criaram o Cânone eram tão bem qualificados quanto os especialistas de hoje?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E por que a opinião deles vale mais do que a nossa?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não podemos pensar por nós mesmos? Como um homem pode estabelecer a inspiração de outro?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como um homem inspirado pode provar que está inspirado?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como ele próprio sabe que está inspirado?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que é inspiração?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus usa homens como instrumentos?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Será que fez com que escrevessem seus pensamentos?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tomou posse de suas mentes e suprimiu suas vontades de modo a sobressair a Sua?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esses escritores estavam apenas parcialmente controlados; daí seus equívocos, sua ignorância e seus preconceitos estarem misturados com a sabedoria de Deus...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como podemos distinguir os erros do homem daquilo que é realmente pensamento de Deus?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Podemos fazê-lo sem estarmos inspirados? Se os autores estavam inspirados, então os tradutores também deveriam estar, assim como os intérpretes da Bíblia para que a integridade dos textos fosse preservada. Como é possível a um ser humano ter consciência de que está inspirado por um ser infinito? Quais os critérios adotados para identificar uma inspiração? Mas, de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado certamente deve ser superior a quaisquer outros livros produzidos por homens não inspirado e, acima de tudo, ser verdadeiro, repleto de sabedoria, prosperidade e beleza, além de ser perfeito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Será que o Criador das galáxias, nebulosas, cometas e todo o universo infinito, escolheu a Terra justamente numa época que era habitada por seres semi-selvagens e selecionar meia dúzia de homens atrasados que viviam sujos e esfarrapados para lhes inspirar alguma coisa? Se uma árvore me inspirar a escrever um poema sobre ela, aquele poema são palavras minhas ou palavras da árvore? Ademais, inspiração não é o inspirador.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Quem quer que afirme a verdade de forma absoluta, sem a suspensão da dúvida, está destinado ao dogmatismo e à intolerância. Onde quer que a verdade seja afirmada como posse, proíbe-se o exercício livre da razão, no chamado “livre exame”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todo aquele que possui a verdade, está condenado a ser um inquisidor”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se Deus inspirou homens pouco inteligentes ensinando-os como escravizar pessoas, a matar crianças por que ele hoje não inspira os cientistas para que descubram novas vacinas? Por que não inspira os que se dedicam uma vida inteira de trabalho num laboratório para encontrar a cura da aids, do mal de Parkinson ou do Alzheimer? Por que não inspira os árabes para terminar com a guerra santa? Não é estranho o deus bíblico se preocupar com coisas tão mesquinhas e deixar as mais importantes de lado?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Até hoje nenhuma instituição religiosa apresentou um tratado, um registro, um critério lógico para justificar essa inspiração; apenas dizem que é inspirada e pronto!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nem os dez mandamentos é coisa original; seus princípios tinham sido divulgados em 1.700 a.C, pelo rei Hamurábi da Mesopotâmia, conhecido como "código de Hamurábi"; Não é muita ingenuidade acreditar de forma literal que Deus levou 40 dias e 40 noites para cunhar as duas tabuinhas da lei, coisa que qualquer escultor faria com uma hora de serviço, ou pouco mais... Então que revelação foi esta se tudo já existia muito antes da Bíblia ser escrita? Veja o segundo mandamento; Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu. Que ensinamento moral pode ter este mandamento? Agora veja o terceiro; “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Que mal Deus poderá fazer com seu filho se por alguma imperfeição humana for usado o nome dele? O quarto mandamento é sem pé nem cabeça; “guardará o dia de sábado”. Quem guarda o sábado senão judeus e adventistas? Ora, quem não sabe que isso é resultado da cultura judaica? Ninguém guarda esse dia e nem dia nenhum. Se esse livro fosse inspirado, Deus teria dispensado vários mandamentos sem sentido, e em seu lugar diria: "Não escravizarás o teu próximo".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é certa, uma mentira dita insistentemente um dia acaba se tornando uma falsa verdade, em virtude da eliminação das gerações presentes à ocorrência dos fatos posteriormente “transformados” em verdade. Nos Dez Mandamentos todas as ideias boas são antigas; todas as novas são tolas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Teria deixado de lado a condenação sobre criar imagens esculpidas, e diria: "Não provocarás guerras de extermínio e não desembainharás tua espada senão em legítima defesa". No passado, todos que discordassem da maioria eram apedrejados até a morte. Investigar, era um crime. Maridos eram obrigados a denunciar e ajudar no assassinato de suas esposas descrentes. Como pode um livro que dizem ser inspirado ser inimigo da arte? "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra": esta foi a morte da arte (Êxodo 20:4). A Palestina jamais produziu um pintor, senão o contemporâneo Ismaïl Shammut. Mas não se conhece nenhum escultor palestino.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se a Bíblia é um livro inspirado, por que as casas publicadoras vivem fazendo revisões e mais revisões, correções e mais correções, atualizações e mais atualizações?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estariam consertando os erros de Deus? Deus deveria ter escrito de forma clara e objetiva para não gerar tantas interpretações diferentes. Se Ele quis revelar suas leis na Bíblia, por que deixou surgir o Alcorão, o Zend-Avesta, o Upanishads, como livros sagrados muito antes dela? E por que restringiu essas leis somente aos judeus?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não nos restam dúvidas de que as citações do AT nunca foram pronunciadas pela maior fonte de sabedoria do universo, mas por homens imperfeitos e supersticiosos que não tinham a mínima noção de ciências naturais, além de terem uma visão de mundo muito estreita.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é certa: a Bíblia é um livro que qualquer um pode usar qualquer versículo para defender qualquer ideia, seja ela boa ou ruim, certa ou errada. É por causa dessa pedagogia de teólogos ignaros, que os fiéis se acham mesmo superiores aos outros pelo que acreditam, intitulando-se "filhos de Deus", sempre deixando claro que o resto da humanidade, que não crê como eles, não passa de "criaturas de Deus", mas não filhos como eles o são; e essa distinção é feita por causa da crença religiosa irracional, causadora do fanatismo e do sectarismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, por tudo isso é fácil entender o motivo de sustentarem esses absurdos. Se um líder reconhecer apenas um erro na Bíblia ela estará toda minada; então a religião ficará desacreditada; uma vez caindo no descrédito, as igrejas fecharão suas portas e seus líderes não terão do que viver. É por isso que se sustenta essa ideia de inspiração que não resiste à menor análise.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A afirmativa de que a Bíblia é inspirada ou a “palavra de Deus”, foi uma forma usada para dominar um povo simples e ignorante, fazendo-o acreditar na existência dum deus punitivo como Jeová dos exércitos; com isso, as pessoas passavam a ser subservientes ao poder teocrático. Hoje temos como exemplos dois regimes desse tipo: o do Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe-de-Estado o Papa; e o Irã, que é controlado pelos Aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica em 1979.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como os líderes podem argumentar que os fatos científicos falsos da Bíblia citados acima são inspirados por Deus? Além disso, os fiéis ou fingem que acreditam ou não aprenderam a pensar e não conseguem concordar ou discordar dessas discrepâncias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E por que eles não conseguem enxergar que suas estimadas doutrinas estão repletas de erros e contradições? Medo? Contudo, esta analise demonstra que a Bíblia não foi inspirada por Deus, o que abala a sua autoridade inquestionável absoluta que os pregadores esperam favorecer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lembremos que o iluminismo foi uma corrente filosófica puramente racionalista, grandes nomes da história fizeram parte desse movimento cultural que tinha por objetivo aumentar para todas as camadas sociais o saber e melhoramento e progresso para todos, mas o saber era privilégio de uma elite eclesiástica, de uma sociedade fechada, que deveria ser instrumento para todos. Mas a igreja preferiu manter o povo sob domínio e na ignorância.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As manifestações ocorridas no iluminismo em busca de um progresso era um ponto importante, o iluminista defendia que a razão é a base para chegar a um conhecimento seguro. Descartes afirmava que a dúvida metódica, racional, pode-se chegar a compreensão até mesmo de Deus. Rousseau também afirmava que a razão pode chegar a uma concepção de Deus mais pura e verdadeira do que aquela apresentada pelas religiões, que criou o Deus antropomorfo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aqui, encerramos nossa crítica em respeito a inteligência do leitor, mas poderíamos mostrar muito mais coisas ridículas e absurdas; agora, cabe a cada um fazer o livre exame. Acreditamos que os questionamentos podem quebrar paradigmas instituídos ao longo dos séculos que não exprimem a verdade. Toda a ideia seja religiosa, filosófica ou cientifica, precisa passar pelo crivo da razão para testar sua veracidade; mas isso o senso comum não faz; porém nós o fazemos, para todas as coisas de nossa vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O leitor inteligente percebeu que a Bíblia esta totalmente em Xeque, sendo reprovada sumariamente nos quistos ciências naturais, astronomia, geografia, princípios de higiene e inspiração divina. Por este motivo não devemos deixar os outros dizer no que temos de acreditar, pois muitos desejam que fiquemos na ignorância na qual eles se encontram. O artigo serve para todas as pessoas de qualquer credo, filosofia ou pensamento, que possuem consciência do certo e do errado, pois o princípio da crítica vale para todos os momentos e situações de nossa vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Luciano Ribeiro&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Maio 2010&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-09-03T08:44:53</issued>
    <title>DO PECADO ORIGINAL SEGUNDO O JUDAÍSMO</title>
    <published>2011-09-03T07:45:59Z</published>
    <updated>2011-09-03T07:45:59Z</updated>
    <category term="espirita"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pode ser interessante, para aqueles que o ignoram, conhecer a doutrina dos Judeus com respeito ao pecado original; pedimos emprestada a explicação seguinte ao jornal israelita, Ia Famille de Jacob, que se publica em Avignon, sob a direção do grande rabino Benjamin Massé; número de julho de 1868.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"O dogma do pecado original está longe de estar entre os princípios do Judaísmo. A lenda profunda que o Talmud (Nida XXXI, 2) e que representa os anjos fazendo a alma humana, no momento em que ela vai se encarnar num corpo terrestre, prestar juramento de se manter pura durante a sua estada neste planeta, a fim de retornar pura junto do Criador, é uma poética afirmação de nossa inocência primitiva e de nossa independência moral da falta de nossos primeiros pais, Essa afirmação, contida nos livros tradicionais, está conforme o verdadeiro espírito do Judaísmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Para definir o dogma do pecado original, bastar-nos-á dizer que se toma pela letra o relato da Gênese, do qual se desconhece o caráter lendário, e que, partindo desse ponto de vista errado, aceitam-se cegamente todas as conseqüências que dele decorrem, sem se importar com a sua incompatibilidade com a natureza humana e com os atributos necessários e eternos que a razão reporta à natureza divina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"&lt;strong&gt;Escravos da letra&lt;/strong&gt;, afirmam-se que a primeira mulher foi seduzida pela serpente, que ela comeu de um fruto proibido por Deus, e que ela o fez comer a seu esposo, e que, por esse ato de revolta aberta contra a vontade divina, o primeiro homem e a primeira mulher incorreram na maldição do céu, não só por eles, mas por seus filhos, mas por sua raça, mas pela Humanidade inteira, para a Humanidade cúmplice por qualquer ausência da duração que ela se encontra dos culpados, cúmplice de seu crime, do qual ela é, conseqüentemente, responsável em todos seus membros presentes e futuros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Segundo essa doutrina, a queda e a condenação de nossos primeiros pais foram uma queda e uma condenação para a sua posteridade; desde então, para o gênero humano, os males inumeráveis que teriam sido sem fim, sem a mediação de um Redentortão incompreensível quanto o crime e a condenação que o chamam. Do mesmo modo que o pecado original de um único foi cometido por todos, do mesmo modo a expiação de um único será a expiação de todos; a Humanidade, perdida por um único, será salva por um só: a redenção é a conseqüência inevitável do pecado original.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Compreende-se que não discutimos essas premissas com as suas conseqüências, que não são para nós mais aceitáveis do ponto de vista dogmático do que do ponto de vista moral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Nossa razão e nossa consciência jamais se acomodarão com uma doutrina que apaga a personalidade humana e a justiça divina, e que, para explicar as suas pretensões, nos faz viver todos juntos, na alma como no corpo, do primeiro homem, ensinando-nos que, embora numerosos que sejamos na sucessão das idades, fazemos parte de Adão em espírito e matéria, que tomamos parte em seu crime, e que devemos ter a nossa parte nessa condenação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"O sentimento profundo de nossa liberdade moral se recusa a essa assimilação fatal, que nos tiraria nossa iniciativa, que nos acorrentaria apesar de nós num pecado longínquo, misterioso, do qual não temos consciência, e que nos faria sofrer um castigo ineficaz, uma vez que aos nossos olhos ele não seria merecido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"A idéia indefectível e universal que temos da justiça do Criador se recusa muito mais energicamente ainda em crer no compromisso, na falta de um só, dos seres livres criados sucessivamente por Deus na seqüência dos séculos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Se Adão e Eva pecaram, só a eles pertence a responsabilidade de sua ação má; só a eles sua queda, sua expiação, sua redenção por meio de seus esforços pessoais para reconquistar a sua nobreza. Mas nós, que viemos depois deles, que, como eles, temos sido o objeto de um ato idêntico da parte do poder criador, e que devemos, a esse título, ser de um prêmio igual ao do nosso primeiro pai aos olhos de nosso Criador, nós nascemos com a nossa pureza e a nossa inocência, das quais somos os únicos senhores, os únicos depositários, e cuja perda ou conservação não dependem absolutamente de nossa vontade, quanto das determinações de nosso livre arbítrio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"Tal é, sobre esse ponto, a doutrina do Judaísmo, que não poderia nada admitir que não esteja nada conforme à nossa consciência esclarecida pela razão."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;B. M.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Revista Espírita Setembro de 1868&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-08-11T22:25:28</issued>
    <title>PEQUENA PARCELA DAS CONTRADIÇÕES BIBLICAS</title>
    <published>2011-08-11T21:25:58Z</published>
    <updated>2011-08-11T21:25:58Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;NÃO EXISTE UM SER HUMANO EQUILIBRADO QUE POSSA ACREDITAR NISSO:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1. A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus (II Timóteo 3:16).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas em alguns trechos é negada a inspiração divina (I Coríntios 7:6;5:12) (II Coríntios 11:17).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2. Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação (Gênesis 7:23).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;3. Deus diz para Noé que tudo o que se move e tem vida servirá de alimento para ele, e também toda a vegetação. Só não poderá comer da carne ainda com vida, ou seja, com sangue (Gênesis 9:3-4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus diz que nem todos os animais podem ser consumidos (Deuteronômio 14:7-20).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;4. Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;5. Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;6. Deus envia Moisés para o Egito resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10. 4:19-23).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. (Êxodo 4:24-26). Não proveu de explicação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;7. Deus mata todos os animais dos egípcios com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu à pestilência (Êxodo 9:3-6).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus mata todos os animais dos egípcios com uma chuva de granizo (Êxodo 9:19-21,25). (Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;8. Deus não foi conhecido por Abraão, Isaac e Jacó pelo nome de Javé (Êxodo 6:2-3).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O nome do Senhor já era conhecido (Gênesis 4:26).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;9. Deus proíbe que seja feito a escultura de qualquer ser (Êxodo 20:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus ordenou a fabricação de estátuas de ouro (Êxodo 25:18).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;10. Proibição do assassinato (Êxodo 20:13).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus manda Moisés matar todos os homens de Madiã (Números 31:7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;11. Proibição do roubo (Êxodo 20:15).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus manda roubar os egípcios (Êxodo 3:21-22).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;12. Proibição da mentira (Êxodo 20:16)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus permiti a mentira (I Reis 22:22)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;13. Você tem que julgar o próximo com justiça (Leviticus 19:15).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não julgue ninguém para não ser julgado (Mateus 7:1).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;14. Deus jamais se arrepende (I Samuel 15:29).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus se arrepende (Gênese 6:6) (Êxodo 32:14) (I Samuel 15:11,35) (Jonas 3:10).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;15. Deus não pode mentir (Números 23:19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus deliberadamente enviou um "espírito" mentiroso (I Reis 22:20-30) (II Crônicas 18:19-22).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus faz pessoas acreditarem em mentiras (II Tessalonicenses 2:11-12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Senhor engana os profetas (Ezequiel 14:9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;16. Aarão morreu no monte Hor. Imediatamente depois disso, os israelitas foram para Salmona e Finon (Números 33:38).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aarão morreu em Mosera. Depois disso, os isralelitas foram para Gadgad e Jetebata (Deuteronômio 10:6-7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus diz a Moisés que Aarão morreu no monte Hor (Deuteronômio 32:50).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;17. Nós temos que amar Deus (Deuteronômio 6:5) (Mateus 22:37).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nós temos que temer Deus (Deuteronômio 6:13) (I Pedro 2:17).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;18. Deus escreveu nas tábuas as dez palavras da aliança (Deuteronômio 10:1-2,4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus ditou e Moisés escreveu (Êxodo 34:27-28).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;19. Josué queimou a cidade de Hai e reduziu-a a um monte de ruínas para sempre (Josué 8:28).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hai ainda existe como uma cidade (Neemias 7:32).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;20. Josué destruiu totalmente os habitantes de Dabir (Josué 10:38-39).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os habitantes de Dabir ainda existem (Josué 15:15).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;21. Saul destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 15:7-8,20).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;David destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 27:8-9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Finalmente os amalecitas são mortos (I Crônicas 4:42-43).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;22. Isaí teve sete filhos além de seu mais jovem, David (I Samuel 16:10.11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;David foi o sétimo filho (I Crônicas 2:15).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;23. Saul tentou consultar o Senhor (I Samuel 28:6).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saul nunca fez tal coisa (I Crônicas 10:13-14).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;24. Saul cometeu suicídio (I Samuel 31:4-6) (I Crônicas 10:4-5).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saul foi morto por um amalecita (II Samuel 1:8-10).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saul foi morto pelos filisteus (II Samuel 21:12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;25. Davi tomou 1.700 cavaleiros de Adadezer (II Samuel 8:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Davi tomou 7.000 cavaleiros de Adadezer (I Crônicas 18:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;26. Davi matou aos arameus 700 parelhas de cavalos e 40.000 cavaleiros (II Samuel 10:18).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Davi matou aos arameus 7.000 cavalos e 40.000 empregados (I Crônicas 19:18).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;27. Israel dispõe de 800.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 500.000 homens (II Samuel 24:9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Israel dispõe de 1.100.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 470.000 homens (I Crônicas 21:5).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;28. Satã provocou Davi a fazer um censo de Israel (I Crônicas 21:1).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus sugeriu Davi a fazer um censo de Israel (II Samuel 24:1).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;29. Davi pagou 50 siclos de prata por gados e pelo terreno (II Samuel 24:24).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Davi pagou 600 siclos de ouro pelo mesmo terreno (I Crônicas 21:25).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;30. Rei Josias foi morto em Magedo. Seus servos o levam morto para Jerusalém (II Reis 23:29-30).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Rei Josias foi ferido em Magedo e pediu para seus servos o levarem para Jerusalém, onde veio a falecer (II Reis 23:29-30).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;31. Foram levados 5 homens dentre os mais íntimos do rei (II Reis 25:19-20).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foram levados 7 homens dentre os mais íntimos do rei (Jeremias 52:25-26).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;32. São citados os nomes de 10 pessoas que vieram com Zorobabel (Esdras 2:2)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;São citados os nomes de 11 pessoas que vieram com Zorobabel (Neemias 7:7)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;33. (Esdras 2:3 &amp;amp; Neemias 7:8) Estas passagens pretendem mostrar a quantidade de pessoas que voltaram do cativeiro babilônico. Compare o número para cada família: 14 deles discordam.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;34. A terra vai durar para sempre (Salmos 104:5) (Eclesiastes 1:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A terra perecerá (II Pedro 3:10) (Hebreus 1:10-11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;35. Deus fala a respeito de sacrifícios com os filhos de Israel libertos do egito (Levítico 1:1-9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus nega que houvesse dito algo sobre sacrifícios naquela ocasião (Jeremias 7:22).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;36. O filho não deve ser castigado pelo erro do pai, ou vice-versa (Deuteronômio 24:16) (Ezequiel 18:20) (II Crônicas 25:4).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus vinga a crueldade dos pais nos filhos até a quarta geração (Êxodo 20:5) (Deuteronômio 5:9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todos os homens são culpados pelo pecado de Adão. A culpa passou de pai para filhos por diversas gerações (Romanos 5:12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;37. Jesus foi filho de José, que o foi de Jacob (Mateus 1:16).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus foi filho de José, que o foi de Heli (Lucas 3:23).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;38. O pai de Salathiel foi Jeconias (Mateus 1:12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O pai de Salathiel foi Neri (Lucas 3:27)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;39. Abiud é filho de Zorobabel (Mateus 1:13).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Resa é filho de Zorobabel (Lucas 3:27).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;São citados os nomes de todos os filhos de Zorobabel, mas nem Resa e nem Abiud estão entre eles (I Crônicas 3:19-20).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;40. Jorão era o pai de Ozias que era o pai de Joathão (Mateus 1:8-9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jorão era o pai de Occozias, do qual nasceu Joás, que gerou Amazias, que foi pai de Azarias que, finalmente, gerou Joathão (I Crônicas 3:11-12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;41. Josias era o pai de Jeconias (Mateus 1:11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Josias era o avô de Jeconias (I Crônicas 3:15-16).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;42. Zorobabel era filho de Salathiel (Mateus 1:12) (Lucas 3:27).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Zorobabel era filho de Fadaia. Salathiel era tio dele (I Crônicas 3:17-19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;43. Sale era filho de Cainan, neto de Arfaxad e bisneto de Sem (Lucas 3:35-36).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sale era filho de Arfaxad e neto de Sem (Gênese 11:11-12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;44. Ninguém jamais viu a Deus (João 1:18, 6:46) (I João 4:12).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jacob viu Deus cara a cara (Gênesis 32:30).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24:9-11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33:11) (Deuteronômio 34:10).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1:27-28).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;45. Jesus curou um leproso depois de visitar a casa de Pedro e Simão (Marcos 1:29,40-42).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus curou o leproso antes de visitar a casa de Pedro e Simão (Mateus 8:2-3,14).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;46. O Diabo levou Jesus primeiro ao topo do templo e depois para um lugar alto para ver todos os reinos do mundo (Mateus 4:5-8).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Diabo levou Jesus primeiro para o lugar alto e depois para o topo do templo (Lucas 4:5-9).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;47. Quem crê no filho de Deus tem vida eterna (João 3:36).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quem ama a Deus e ao seu próximo tem vida eterna (Lucas 10:25-28).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quem guarda os 10 mandamentos tem vida eterna (Mateus 19:16-17).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;48. O sermão conteve 9 beatitudes (Mateus 5:3-11).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sermão conteve 4 beatitudes (Lucas 6:20-22).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;49. Jesus adquiriu Mateus como discípulo depois de acalmar a tempestade (Mateus 8:26).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus adquiriu Mateus (Levi) como discípulo antes de ter acalmado a tempestade (Marcos 2:14, 4:39)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Obs: O contexto identifica Levi como outro nome para Mateus. Compare [Mateus 9:9-17] com [Marcos 2:14-22] e com [Lucas 5:27-39].&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;50. O centurião se aproximou de Jesus e pediu ajuda para um criado doente (Mateus 8:5-7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O centurião não se aproximou de Jesus. Ele enviou amigos e os anciões dos judeus (Lucas 7:2-3,6-7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;51. Jairo pediu a Jesus que ajudasse a sua filha, que estava morrendo (Lucas 8:41-42).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ele pediu para que Jesus salvasse a filha dele que já havia morrido (Mateus 9:18).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;52. Jesus disse aos seus discípulos que deveriam andar calçados com sandálias (Marcos 6:8).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus lhes disse que não deveriam andar descalços (Mateus 10:10).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;53. Deus confiou o julgamento a Jesus (João 5:22) (João 5:27,30 8:26) (II Coríntios 5:10) (Atos 10:42).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus, porém, disse que não julga ninguém (João 8:15,12:47).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os santos hão de julgar o mundo (I Coríntios 6:2).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;54. A transfiguração de Jesus ocorreu 6 dias após a sua profecia (Mateus 17:1-2).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A transfiguração ocorreu 8 dias após (Lucas 9:28-29).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;55. A mãe de Tiago e João pediu a Jesus para que eles se assentassem ao seu lado no reino (Mateus 20:20-21).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tiago e João fizeram o pedido, ao invés de sua mãe (Marcos 10:35-37).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;56. Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com dois homens cegos (Mateus 20:29-30).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com somente um homem cego (Marcos 10:46-47).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;57. Dois dos discípulos levaram uma jumenta e um jumentinho para Jesus da aldeia de Bethfagé (Mateus 21:2-7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eles levaram somente um jumentinho (Marcos 11:2-7).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;58. Jesus amaldiçoou a árvore de figo depois de ter deixado o templo (Mateus 21:17-19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ele amaldiçoou a árvore antes de ter entrado no templo (Marcos 11:14-15,20)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;59. Um dia após Jesus ter amaldiçoado a figueira, os discípulos notaram que ela havia secado (Marcos 11:14-15,20)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A figueira secou imediatamente após a maldição ser posta (Mateus 21:19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;60. Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias (Mateus 23:35).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Zacarias era filho de Joiada (II Crônicas 24:20-22).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;61. Jesus manda amarmos uns aos outros (João 13:34-35).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Você não pode ser um discípulo de Jesus a menos que já tenha aborrecido seus pais, seus irmãos, seus filhos ou sua esposa (Lucas 14:26).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;62. Vestiram Jesus com um manto carmesim (Mateus 27:28).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vestiram Jesus com um manto púrpura (Marcos 25:17) (João 19:2).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;63. Após Pedro ter negado Jesus, o galo cantou pela segunda vez (Marcos 14:30,57-72).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O galo só cantou uma vez (Lucas 22:34,60-61) (Mateus 26:34,69-74)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:61372</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://apologeticaespirita.blogs.sapo.pt/61372.html"/>
    <issued>2011-08-05T09:20:40</issued>
    <title>PLURARIDADE DAS EXISTÊNCIAS</title>
    <published>2011-08-05T08:22:08Z</published>
    <updated>2011-08-05T08:22:08Z</updated>
    <category term="espirita"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Compreendam e não esqueçam nunca que, pela pluraridade das existências e corformemente ao grau de culpabilidade, as provações e as expiações, tendo por fim a purificação e o progresso são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. Assim, por exemplo, o senhor de ontem, duro e arrogante, que faliu nas suas provas como senhor, fossem quais fossem, dentro da ordem social, sua posição ou seu poder na terra, é o escravo, o servo, ou criado de amanhã. O sábio que ontem, materialista e orgulhoso, abusou de sua inteligência, da sua ciência, para desencaminhar os homens, para perverter as massas populares, é o cego, o idiota ou o louco de amanhã. O orador de ontem, que abusou gravemente da palavra para arrastar os homens ou os povos a erros profundos, é o surdo mudo do dia seguinte. O que ontem dispôs da saúde, da força, ou da beleza física e gravemente abusou de tudo isso, é o sofredor, o doente, o raquítico, o desertado da natureza, o enfermo de amanhã. Se é certo que os corpos procedem dos corpos, não menos certo é que são apropriados às provações e às expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação se dá no meio e nas condições  adequados ao cumprimento de tais provações e expiações. É o que explica como e porque, na mesma família, dois filhos, dois homens nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, se encontram em condições físicas tão adversas, tão opostas. De igual modo a diferença nas provações, a disparidade do avanço realizado nas existências precedentes explicam porque e como, do ponto de vista moral ou intelectual, esses dois irmãos se acham em condições tão adversas, tão opostas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Compreenda o homem e não se esqueça nunca que o mais próximo e mais querido parente de ontem, que o mais amigo da véspera podem vir a ser e são muitas das vezes o estranho, o desconhecido do dia seguinte, que ele a todo instante poderá encontrar, acolher ou repelir.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Que, pois, os homens, cientes e compenetrados de que a vida humana e as condições sociais são provações e ao mesmo tempo meio e modo de amparo e de concurso recíproco nas vias da reparação e do progresso, pratiquem a lei de amor, partilhando mutuamente o que possam de natureza material ou intelectual, dando aquele que tem ao que não tem, dando de coração o auxílio do coração, dos braços, da bolsa, da inteligência, da palavra e, sobretudo do exemplo. Então, quando tal se verificar, estarão cumpridas em toda verdade, sob os auspícios e a pratica da fraternidade recíproca e solidária, estas palavras de Jesus: “Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Trecho retirado do livro “OS QUATRO EVANGELHOS” de J.B.Roustaing.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Recebido mediunicamente pelos apóstolos Mateus, Marcos e Lucas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;Páginas 192 e 193.  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:61171</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://apologeticaespirita.blogs.sapo.pt/61171.html"/>
    <issued>2011-07-06T03:41:14</issued>
    <title>SALVAÇÃO</title>
    <published>2011-07-06T02:42:15Z</published>
    <updated>2011-07-06T02:42:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sacrifício de Jesus na Cruz - embora tendo sido olhado e considerado dum ponto de vista diferente do real - constituiu verdadeiramente uma “salvação” para muitos espíritos que, por meio dele, e impressionados com ele, conseguiram destacar-se do Anti-Sistema e passar a viver no ambiente sintônico do Sistema. Milhões foram os espíritos que, no decorrer destes últimos dois mil anos, se “saltaram”. Justifica-se, pois o título de SALVADOR (sôtêr) atribuído a Jesus desde os primórdios, apesar de essa palavra não ter o sentido que a teologia lhe empresta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;De fato, o pensamento teológico é que a imolação de Jesus teve o efeito de apagar ou “redimir os pecados”, por própria força intrínseca, em vista da grandeza de Seu Espírito divino, ou melhor, em vista de ser o próprio Deus que &lt;span style="color: #ff0000; text-decoration: underline;"&gt;“morreu”&lt;/span&gt; (!).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em decorrência disso, teve que fatalmente ser abandonado e combatido o fato da reencarnação, conhecido e comprovado desde a antiguidade, pois se um espírito foi redimido e está salvo, não poderia mais voltar à condição antiga de sua capacidade de errar ou pecar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, uma interpretação unilateral de um fato, obriga esse intérprete a negar outro fato real. A dedução empírica e cerebrina, que constrói uma teoria improvada (e negada pela prática), tenta destruir um acontecimento comprovado pela maioria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esqueceram-se, todavia, de importante pormenor: se o sacrifício de Jesus foi de efeito tão forte e irresistível que “redimiu os pecados da humanidade”, como explicar que os homens continuaram – salvo raríssimas exceções - a cometer seus “pecados”, obtendo absolvição e voltando de novo aos pecados?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao observar a história da humanidade, verificamos uma mudança fundamental na direção de sua caminhada, mas não descobrimos, absolutamente, uma diminuição dos desvios da rota, nem de erros, nem de crimes, coisa que seria de esperar de tão grande e infinito impacto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A razão disso é que Jesus de fato SALVOU, como disseram os primeiros discípulos, mas não com a remissão dos pecados &lt;span style="color: #ff0000;"&gt;(&lt;strong&gt;tradução tradicional mas imprópria e até falsa&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt; e sim com o DESATAR DOS ERROS (aphesis tôn hamartíôn, vol. 6), que exprime precisamente o que estamos dizendo: desatou os laços que prendiam os homens aos erros do Anti-Sistema, isto é, à ilusão da personagem.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, realmente SALVOU (sôzein) a humanidade, pois com sua força vibratória incomensurável, porque crística interrompeu a caminhada do Espírito que descia cada vez mais para a personagem, e fê-la dar uma volta de 180º, mudando o rumo errado em que caminhava, para levá-la a prosseguir seus passos na direção do Espírito, para o Sistema, para a Individualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Observemos e estudemos com atenção, e verificaremos que milhões de pessoas, depois de Jesus, aprenderam a renunciar “ao mundo, às suas pompas e às suas obras” - ou seja, desdenharam as honras, as glórias, a fama e a grandeza da personagem, para buscar dentro de si a felicidade espiritual, o encontro com o Cristo interno, servindo-se, em muitos casos, do magnífico e insuperável símbolo da recepção da hóstia consagrada, com a qual “entrava” no coração o Cristo, ainda vindo “de fora”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, com o tempo, Ele passou a “morar” dentro do coração permanentemente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, Jesus SALVOU a humanidade, por mostrar-lhe a direção certa de sua caminhada e “desatá-la dos erros” da personagem (da ilusão do mundo transitório ), e não por tê-la “redimido do pecado”, &lt;strong&gt;coisa que em absoluto foi atingida até hoje&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com essa interpretação lógica e acorde com o texto, verificamos que tudo se coloca em seus lugares e passa a ser indispensável o fato da reencarnação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pois não basta reconhecer o caminho certo e voltar-se na direção correta: é necessário palmilhar essa estrada, pois em Sua vida o próprio Jesus a percorreu, dando-nos o exemplo vivo. E essa jornada é muito longa, &lt;strong&gt;não sendo conseguida em uma só vida&lt;/strong&gt;, de modo algum: é estrada cheia de percalços, embora a meta seja nítida, clara e inconfundível no fim da viagem.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Naquela ocasião, não havia mais tempo de muitas explicações, porque se aproximava a hora da ação, e o Anti-Sistema cumpriria a tarefa que lhe competia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E embora nada tivesse com Jesus, que descera voluntariamente ao Anti-Sistema, mas a ele não pertencia mais, no entanto ainda agia com eficiência sobre a humanidade toda, e portanto devia atingir Jesus em Sua humanidade. E isso para que todos nós pudéssemos ver, saber e compreender, que o Espírito ama o Pai e faz como Ele manda, mas a personagem precisa receber os impactos dolorosos que nos impulsionam na subida evolutiva.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A hora, a partir daí, é de AÇÃO: “Levantai-vos, vamo-nos daqui”, enfrentemos as forças adversárias que se erguem, e cumpramos as determinações superiores com inquebrantável coragem, a fim de superarmos e vencermos os impactos do mundo&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:60797</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-06-28T03:53:08</issued>
    <title>ANJOS E DEMÔNIOS</title>
    <published>2011-06-28T02:53:59Z</published>
    <updated>2011-06-28T02:53:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que se entende por anjo? E por demônio? Há diferença entre a posição católica e a espírita? Nosso objetivo é fazer um estudo comparativo, no sentido de melhor entender as relações entre esses dois temas e os seus correlatos: Satanás, Diabo e Lúcifer.  &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2. CONCEITO&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Anjo&lt;/strong&gt; – Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante, é freqüentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Demônio&lt;/strong&gt; – 1. Nas crenças da Antiguidade e no politeísmo, gênio inspirador, bom ou mal, que presidia o caráter e o destino de cada individuo; alma, espírito. 2. Nas religiões judaicas e cristãs, anjo mau que, tendo-se rebelado contra Deus, foi precipitado no Inferno e procura a perdição da humanidade; gênio ou representação do mal; espírito maligno, espírito das trevas, Lúcifer, Satanás, Diabo. 3. Cada um dos anjos caídos ou gênios maléficos do Inferno, sujeitos a Lúcifer ou Satanás. (Dicionário Aurélio) &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;3. HISTÓRIA DO DEMÔNIO&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A história de uma palavra mostra-nos as suas transformações ao longo do tempo. O termo demônio não fugiu à regra. Nas crenças populares gregas da antiguidade, era usada para designar os espíritos dos falecidos, que dispunham de forças sobrenaturais, intervindo de modo extraordinário na natureza e na vida dos homens, e contra os quais os homens deviam se defender através da magia. Os filósofos gregos o elevou à esfera do divino, por isso o &lt;em&gt;daimon&lt;/em&gt; socrático. O termo demônio não é citado no AT, onde só aparece, nos últimos livros. Ele existe no Novo Testamento, onde os Evangelistas confundem os demônios com Satã. Quer dizer, o demônio só surge com a influência grega.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na época do Novo Testamento, as almas dos mortos, assimiladas às das divindades, foram confundidas com as manes, os lares e os gênios latinos. Estas concepções penetram a Palestina. Com a vinda dos romanos, o Demônio grego transforma-se em Diabo, cujo significado passou a ser "espírito da mentira" ou "caluniador".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O &lt;em&gt;Daimon&lt;/em&gt; grego passa a ser o &lt;em&gt;Diabolus&lt;/em&gt; romano. Na Baixa Idade Média, o &lt;em&gt;Diabolus&lt;/em&gt; romano ganha força. Como o &lt;em&gt;Diabolus&lt;/em&gt; romano era um "espírito mau", passou a designar o espírito mau hebraico, Satã. Para explicar a sua presença como tentador do mundo, os padres da Igreja recorreram à lenda da revolta do anjo Azazel, dos Livros de Enoque, que eram apócrifos. (Sampaio, 1976) &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4. A&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; IGREJA CATÓLICA E A SUA DOGMÁTICA &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4.1. HIERARQUIA DOS ANJOS&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A fonte da angelologia medieval é o texto do Pseudo-Dionísio, o Areopagita, Sobre a Hierarquia Celeste (séc. V). A hierarquia celeste é constituída por nove ordens de anjos agrupados em disposições ternárias. A primeira é a dos Serafins, dos Querubins e dos Tronos; a segunda é a das Dominações, das Virtudes e das Potestades; a terceira, a dos Principados, dos Arcanjos e dos Anjos. Essa doutrina foi aceita por S. Tomás e adotada por Dante no &lt;em&gt;Paraíso&lt;/em&gt;. (Abbagnano, 1970) &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4.2. LÚCIFER E SATÃ&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lúcifer&lt;/strong&gt; - o Príncipe dos Demônios - não é referendado na Bíblia (VT e NT). Apresenta-se como  sinônimo de Diabo, Demônio e Satanás. Este nome surgiu na Baixa Idade Média, baseado numa divindade associada ao planeta Vênus. Os teólogos, para criar o termo, recorreram ao Livro de Enoque, considerado apócrifo, do qual restam vestígios na Bíblia, em Gênesis, 6.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Lúcifer, produto da teologia cristã, foi associado aos "diabos" Satã, ao conceito de "demônio" dos gregos e ao princípio do dualismo Bem e Mal do Zoroatrismo, entre outras tradições".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Satã&lt;/strong&gt; significa "o adversário", "o acusador". O termo "acusador" existia no Império Persa, cuja função era a de percorrer secretamente o reino e fiscalizar tudo o que estava sendo feito de mal no sentido de apresentar denúncias diante do Imperador, que mandava chamar os funcionários faltosos e os castigava.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com a evolução da doutrina religiosa judaica, Satã acabou se convertendo, de um acusador dos pecados dos homens, num deus secundário, oposto a Javé. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Satã não é Lúcifer&lt;/strong&gt;. Ele não é um anjo que se revoltou contra o Senhor. Ele é apenas um &lt;em&gt;acusador&lt;/em&gt;., ou seja, um dos olhos do Senhor, que anda pela Terra e comparece perante o Senhor para acusar. (Sampaio, 1976)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;4.3. DEMONOLOGIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Idade Média surge a Demonologia, ciência dos demônios, cujo objetivo era fazer um tratado sobre os demônios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lúcifer-Satã-Diabo-Demônio, ao cair, levou muitos consigo. 19 anjos principais e uns 200 liderados que teriam “caído”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A 1.ª medida da demonologia foi o recenseamento do Inferno, no sentido de estabelecer o número de demônios que ali habitavam. Foram contados 7.045.926 demônios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Havia também movimentos políticos no inferno. Satã, o diabo grosseiro, da luxúria e da gula, dos defeitos capitais dá um golpe de estado, depondo lúcifer do comando. (Sampaio, 1976)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5. ANJOS E DEMÔNIOS NA ÓTICA ESPÍRITA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5.1. ANJOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P.128 - Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Não; são Espíritos puros: está no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A palavra&lt;/strong&gt; anjo &lt;strong&gt;desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante, é freqüentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade. Diz-se: o bom e o mau anjo; o anjo da luz e o anjo das trevas; e nesse caso ele é sinônimo de Espírito ou de &lt;/strong&gt;gênio.&lt;strong&gt; Tomamo-lo aqui na sua boa significação.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; P.129 - Os anjos também percorrem todos os graus?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Percorrem todos. Mas, como já dissemos: uns aceitaram a sua missão sem murmurar e chegaram mais depressa; outros empregaram maior ou menor tempo para chegar à perfeição.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P. 130 – Se a opinião de que há seres criados perfeitos e superiores a todos os outros é errônea, como se explica a sua presença na tradição de quase todos os povos?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Aprende que o teu mundo não existe de toda a eternidade, e que muito antes de existir há havia Espíritos no grau supremo; homens, por isso, acreditaram que eles sempre haviam sido perfeitos. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5.2. DEMÔNIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P.131 - Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A palavra&lt;/strong&gt; demônio &lt;strong&gt;não implica a idéia de Espírito mau, a não ser na sua acepção moderna, porque o termo grego&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;daimon&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;de que ele deriva, significa&lt;/strong&gt; gênio, &lt;strong&gt;inteligência, e se aplicou aos seres incorpóreos, bons ou maus, sem distinção.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Os homens fizeram, com os demônios, o mesmo que com os anjos. Da mesma forma que acreditaram na existência de seres perfeitos, desde toda a eternidade, tomaram também os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. A palavra demônio deve, portanto ser entendida como referente aos Espíritos impuros, que freqüentemente não são melhores do que os designados por esse nome, mas com a diferença de ser o seu estado apenas transitório. São esses os Espíritos imperfeitos que murmuram contra as suas provações e por isso as sofrem por mais tempo, mas chegarão por sua vez à perfeição quando se dispuserem a tanto. (Kardec, 1995)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;5.3. HÁ LÓGICA NA DOUTRINA DOS ANJOS DECAÍDOS?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não. Ora, como pode um Espírito que atingiu uma luz espiritual da perfeição retrogradar e ficar numa posição de inferioridade. O progresso é uma lei natural, compulsória e inexorável, que nos impulsiona sempre para frente. Em &lt;em&gt;A Gênese&lt;/em&gt;, Allan Kardec reporta-se ao Paraíso Perdido,em que Espíritos de outros mundos vieram reencarnar na Terra. Cita o caso dos exilados de Capela, orbe semelhante ao da Terra, situado na Constelação de Cocheiro, que estava passando por um período de transformação, semelhante ao que estamos verificando no Planeta Terra. Embora tenham reencarnado num mundo inferior, eles não perderam o progresso adquirido, não regrediram moralmente e intelectualmente, apenas tiveram que fazer as suas experiências num mundo mais hostil, justamente para se equilibrarem no campo moral.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6. O PENSAMENTO E AS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6.1. AS IDÉIAS E O PENSAMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O tema anjos e demônios levam-nos a refletir sobre a nossa condição humana, especificamente na relação que temos com o conhecimento da verdade. Em nosso dia-a-dia produzimos idéias. As idéias formam o nosso pensamento. O pensamento dirige-se à verdade das coisas. A percepção da verdade das coisas está subordinada ao nosso grau de evolução espiritual e intelectual. Por isso, diz-se que somente atingiremos a verdade quando pudermos ter um perfeito relacionamento entre o sujeito e o objeto, ou seja, somente quando o objeto refletir-se fielmente na mente do sujeito.  Para que isso se dê, temos que desobstruir a nossa mente dos preconceitos e das diversas idiossincrasias automatizados em nosso subconsciente.  &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6.2. AS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os anjos e os demônios simbolizam as influências que recebemos dos Espíritos que nos acompanham. De acordo com a instrução de diversos Espíritos, somos monitorados por uma avalanche deles. Nesse sentido, há os Espíritos bons que nos incentivam ao bem e os maus que induzem ao mal. Aceitar ou não suas sugestões é um trabalho que depende de nossa vontade e de nossa perseverança. É preciso tomar cuidado, porque há sempre um primeiro momento, um primeiro convite, principalmente no que diz respeito à entrada pela porta larga da perdição. Na &lt;em&gt;Revista Espírita&lt;/em&gt; de 1862, Voltaire faz uma &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt; sobre os desvios que permitiu a si mesmo quando esteve encanado no século XVIII,em França. Conta-nos que tinha recebido toda as inspiração necessária para ser um dos divulgadores de idéia de Deus e do Evangelho de Jesus e perdeu-se por sua vaidade, ou seja, por querer ver o seu nome estampado nos anais de ciência e da filosofia terrena.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;6.3. DECISÃO DAS TREVAS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este é o título do capítulo 38 de &lt;em&gt;Contos desta e de outra vida&lt;/em&gt;, pelo Espírito Irmão X. Relata-se o diálogo entre o ORGANIZADOR DE OBSESSÕES e os seus sequazes, cujo objetivo era impedir o avanço do Espiritismo, no que tange aos novos horizontes que este abria na mente humana. Eles agem como Cristo na Antiguidade: não há meio de isolá-los na prece inativa; em vez de se ajoelharem, caminham. É indispensável encontrar um meio de esmagá-los, destruí-los...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O obsessor exaltado, o obsessor violento, o malfeitor recruta, o obsessor confusionista, o malfeitor antigo e o obsessor fabricange de dúvidas dão suas sugestões, mas são rechaçadas pelo Líder. Por último, surge o VAMPIRIZADOR EXPERIENTE, que sugere: “Será fácil treinar alguns milhares de companheiros para a hipnose coletiva em larga escala e faremos que os espíritas se acreditem santos de carne e osso... Creio que, desse modo, enquanto estiverem preocupados em preservar a postura e a máscara dos santos, não disporão de tempo algum para os interesses do espírito”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;ORGANIZADOR DE OBSESSÕES – Excelente excelente! Ponhamos mãos à obra. (Xavier, 1978)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;7. CONCLUSÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os anjos e os demônios, como vimos, significam respectivamente os bons e os maus Espíritos. Eles estão sempre ao nosso derredor. Saibamos elevar os nossos pensamentos através da prece e da prática da caridade para que os bons venham ao nosso encontro e os maus sejam rechaçados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;ABBAGNANO, N. &lt;em&gt;Dicionário de Filosofia&lt;/em&gt;. São Paulo: Mestre Jou, 1970.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;FERREIRA, A. B. de H. &lt;em&gt;Novo Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, [s. d. p.]&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;KARDEC, A. &lt;em&gt;O Livro dos Espíritos&lt;/em&gt;. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;SAMPAIO, Fernando G. &lt;em&gt;A História do Demônio&lt;/em&gt;: da Antiguidade aos nossos Dias. Porto Alegre: Garatuja, 1976.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;XAVIER, F. C. &lt;em&gt;Contos Desta e Doutra Vida&lt;/em&gt;, pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, 1978.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-06-10T22:51:42</issued>
    <title>HOMOSSEXUALIDADE</title>
    <published>2011-06-10T21:53:26Z</published>
    <updated>2011-06-10T21:53:26Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A questão 202 de O Livro dos Espíritos afirma: “Quando errante o que prefere o espírito: encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher? Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Essa colocação da codificação demonstra a existência da bissexualidade psicológica do espírito, o que não identifica uma concordância com a vivência bissexual do ser enquanto encarnado no campo da genitalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Posteriormente, essa postura doutrinária encontraria confirmação nos estudos da psicanálise.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Revista Espírita, Allan Kardec assim se expressa quanto às experiências sexuais do espírito em suas diversas encarnações: “É com o mesmo objetivo que os espíritos encarnam Homossexualidade nos diferentes sexos. Aquele que foi homem poderá renascer mulher e aquele que foi mulher poderá renascer homem, a fim de realizar os deveres de cada uma dessas posições e sofrer as provas. (...) Pode acontecer que o espírito percorra uma série de existências no mesmo sexo, fazendo com que, durante muito tempo, possa conservar no estado de espírito o caráter de homem ou de mulher, cuja marca nele ficou impressa”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por meio da mediunidade de Chico Xavier, André Luiz assim esclarece: “Na essência, o sexo é a soma das qualidades passivas ou positivas do campo mental do ser. É natural que o espírito acentuadamente feminino se demore séculos e séculos nas linhas evolutivas da mulher e que o espírito marcadamente masculino se detenha por longo tempo nas experiências do homem”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É essa condição de que o sexo seja mental, como bem esclarece a codificação e as obras secundárias, que pode explicar a questão da homossexualidade. Se o sexo não fosse mental, não haveria razão para a existência de tal condição, já que a morfologia do corpo não se superpõe aos poderes da mente, mas se sujeita às suas ordens. E essa estrutura psicológica na qual se erguem os destinos foi manipulada com os ingredientes do sexo através de milhares de reencarnações, conforme afirma Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;As causas morais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No campo das causas morais, encontramos aquelas criaturas que abusaram das faculdades genésicas tanto da posição masculina como da feminina, arruinando a vida de outros indivíduos, destruindo uniões e lares diversos. Elas são induzidas a procurar uma nova posição ao reencarnarem, em corpos físicos opostos às suas estruturas psicológicas, a fim de que possam aprender, em regime de prisão, a reajustarem seus próprios sentimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Encontramos também aqueles que persistem nessas práticas por uma busca hedonista, sem maior compromisso com a vida, que reencarnam assim na tentativa de retratarem suas posições em nova chance de resgate. São espíritos rebeldes, pertinazes em seus erros, que encontram na questão da inversão sexual uma oportunidade para o refazimento de suas vidas, na qual a lei divina lhes coloca diante de situações semelhantes ao passado de faltas, cobrando-lhes posturas mais éticas perante si e o outro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Causas educacionais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As causas educacionais podem ser agrupadas em atávicas e atuais. A atávica é resultado de vivências repetitivas dos espíritos em culturas e comunidades onde a prática homossexual seria aceita e até estimulada, como na Grécia antiga e em certas tribos indígenas, ou nas sociedades culturais e religiosas que segregavam ou segregam seus membros, facilitando esse comportamento nas criaturas. Assim, ao reencarnarem em um local onde o homossexualismo não fosse mais aceito como prática livre esbarrariam em sua condição viciosa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já dentro das atuais, temos aquelas causas advindas dos defeitos de educação nos lares, onde o comprometimento dos afetos já estaria presente anteriormente, em que as paixões deterioradas do passado tendem a levar pais e parentes ascendentes a estimularem posturas psicológicas e sexuais inversas ao seu estado físico em seus descendentes, sem que necessariamente ocorressem comportamentos ostensivamente incestuosos. Encontramos também os casos de pais contrariados em seus desejos quanto ao sexo do rebento, levando-o a uma condição inversa ao de seu sexo físico ou aqueles dos quais a entidade reencarnante, ao perceber esse desejo inconsciente dos pais, busca se adaptar patologicamente a essa situação durante o processo da gestação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra causa está na presença de segmentos atuais da sociedade e da cultura estimulando esse tipo de conduta, quando uma linguagem mais política e sem qualquer comprometimento ético, através dos vários meios de comunicação de massa, estimula e condiciona as criaturas a acreditarem que essas vivências seriam uma postura natural, dependendo unicamente da escolha realizada pelo indivíduo. Esse posicionamento vai de encontro a uma visão social mais ampla, que continua atribuindo ao homossexualismo uma condição de marginalidade, mantendo um processo de segregação social e associando a ele outras posturas marginalizadas, como o abuso das drogas e a prostituição, agravando ainda mais a situação daqueles que optaram por esse caminho sexual.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Causas obsessivas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entre esse tipo de causa, podemos citar os casos em que parceiros do passado delituoso, em processos homossexuais ou vivências heterossexuais pervertidas, reencontram-se em condição de ódio ou paixão doentia, estimulando uma postura homossexual no encarnado com o objetivo de atender o desencarnado em seus anseios viciosos ou de levar sua vítima para uma situação constrangedora e de intenso sofrimento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esses desencarnados poderiam estar em uma condição mental de homossexualidade ou não, induzindo o encarnado em um projeto de total desestruturação íntima e social.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O processo obsessivo não precisa necessariamente ter sua origem em uma encarnação anterior. Ocorre que, nos casos de uma obsessão atual, os parceiros da vivência patológica participam de opções de vida viciosas, onde geralmente o encarnado invigilante busca posições mentais sexualmente pervertidas ou locais nos quais esses comportamentos são socialmente aceitos, condicionando-se a essas práticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra situação possível, oriunda de um processo obsessivo, seria aquela na qual um espírito obsediando um encarnado em posição sexual inversa à sua enfermado por uma interação intensa e duradoura, passa a sentir prazer sexual semelhante à sua vítima, pervertendo-se nesse campo e se condicionando a uma vivência homossexual em uma próxima encarnação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesses casos, a situação obsessiva teria existido em uma encarnação anterior e a homossexualidade seria a desdita daquele que teria sido o algoz naquela vivência.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seria o famoso caso em que “o tiro saiu pela culatra”.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2011-05-26T03:15:18</issued>
    <title>GAVETA DE PAPÉIS</title>
    <published>2011-05-26T02:17:26Z</published>
    <updated>2011-05-26T02:17:26Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Acho que as idéias, como os seres, os bichos e as plantas, também envelhecem e também morrem quando se aferram à sua condição transitória, esquecidas do apoio eterno da verdade. Isso é natural e explicável, pois que, se assim não fosse, a lei evolutiva, que evidentemente governa o Universo inteiro, seria impossível. De vez em quando temos de fazer uma revisão em nossas idéias, a fim de abandonar as que não servem mais e examinar com cuidado as que se incorporaram aos nossos arquivos psíquicos. E’ assim que evoluímos espiritualmente, pois, afinal de contas, o Espírito tem uma vocação irresistível para o aperfeiçoamento moral e o esclarecimento intelectual. Mais ainda: é preciso desenvolver harmoniosamente os dois termos da equação humana: moral e intelecto. Nem tudo pode fazer uma criatura moralizada, quando reduzidos lhe são os recursos intelectuais, não lhe permitindo uma atividade esclarecedora em benefício próprio e alheio. Em todo o caso, é infinitamente melhor sermos bem evolvidos moralmente e acanhados do ponto de vista intelectual, do que sermos grandes sábios, pejados de conhecimentos, sem uma estrutura moral suficientemente desenvolvida. Deficiências morais e intelectuais são transitórias; essas faculdades tendem a se ajustarem, de vez que o Espírito às vezes se detém na sua caminhada, mas nunca recua, como ensina Allan Kardec. Acabará o Espírito por encontrar em si mesmo o justo equilíbrio, tornando-se moral e intelectualmente evoluído, o que, de resto, constitui seu objetivo e seu passaporte para o mundo maior. Em suma: é muito melhor ser bom e inculto do que sábio e imoral, mas o ideal só começamos a alcançar quando nos tornamos bons e sábios. Enquanto não nos bafejamos com a brisa da bondade e da sabedoria, em doses equilibra¬das e justas, precisamos, não obstante, viver, aqui e no mundo espiritual, à medida que vamos e voltamos, em sucessivas encarnações. Ora, vi¬ver é escolher. A vida é uma série infinita de escolhas, de decisões e resoluções. Temos de as tomar, no livre exercício do nosso arbítrio. Ninguém pode, em sã consciência, pegar-nos pela mão e nos conduzir ao nosso destino; temos de ir com as nossas próprias forças e recursos. Quanto mais alta a hierarquia espiritual daqueles que se incumbem da espinhosa missão de nos guiar, mais cuidadosos se mostram em não to¬mar por nós decisão que nos compete. O que fazem esses orientadores é nos mostrar as alternativas. Se resolvermos pelo caminho do bem, dizem-nos, teremos o mérito das nossas vitórias; se nos decidirmos pelo mal, ficaremos com a responsabilidade e os ônus dos nossos erros. O Espírito, portanto, é deixado livre na sua escolha e iniciativa. Nessas contínuas e repetidas decisões é que vamos renovando nossas idéias e treinando a nossa vontade. O que ontem nos parecia certo, hoje pode parecer duvidoso e amanhã inteiramente inaceitável. De outro lado, muito do que considerávamos há pouco completamente errôneo, pode, de repente, assumir aspectos menos hostis, até que acabamos por incorporar as novas idéias à nossa bagagem intelectual. Há, porém, a considerar, aqui, um ponto da mais alta importância: é que tanto podemos caminhar na direção da luz como permanecer nas trevas, tateando, ou nelas afundando cada vez mais, conforme esteja ou não alertada aquela condição básica a que o Mestre chamou vigilância. Se nos faltar esta que, ainda segundo o Cristo, se fortalece com a oração (orai e vigiai), vamos aceitando idéias indignas e dissolventes que antes nos repugnavam, mas que passamos a achar muito naturais. Se estamos atentos, se guardamos em nós a singeleza de coração que nos leva a receber, com humildade, não apenas as alegrias, mas principalmente as tristezas, então as idéias que começamos a considerar são as que constroem e educam, que aperfeiçoam e moralizam cada vez mais. E’ aí, pois, que entra em ação a nossa capacidade de escolha e decisão. E surge a pergunta: a idéia que se nos oferece é digna de ser incorporada à estrutura do nosso espírito ou é uma dessas que só vão contribuir para nos dificultar a marcha? Será que não es¬taremos trocando uma idéia nova, que à primei¬ra vista nos seduz a imaginação, por uma outra que, embora velha, está escorada na Verdade? Ou, examinando a medalha do outro lado: será que não estamos desprezando uma idéia magnífica, apenas porque não desejamos, por comodismo ou temor, abandonar a ilusória segurança das nossas velhas e desgastadas noções? Essas coisas todas me ocorrem quando me lembro da dificuldade que temos para nos livrar¬mos de idéias que somente nos prejudicam. Algumas delas têm sido mesmo responsáveis por muitas das nossas aflições e, em acentuada pro¬porção, pelo próprio retardamento da marcha evolutiva da Humanidade. Estão neste caso alguns dos dogmas mais caros e mais irredutíveis da teologia ortodoxa. E aqui não se distingue a teologia católica da teologia protestante. Esta última, a despeito de todo o seu ímpeto reformista, conservou certos princípios que ainda prevalecem, como a questão da salvação. Espero que o leitor fique bem certo de que não pretendo atacar o Catolicismo nem o Protestantismo. Reencarnacionistas convictos, como somos os espíritas kardequianos, podemos estar razoavelmente certos de já havermos trilhado os caminhos da ortodoxia religiosa. E’ bem provável que muitos de nós tenhamos até trabalhado ativamente para propagar essas idéias dogmáticas que agora não mais podemos aceitar. No entanto, temos de pensar sem que nisso vá nenhuma pitada de superioridade — que aqueles caminhos ainda servem a muitos e muitos ir¬mãos nossos. Mas, voltando ao fio da conversa, em que consiste a salvação? Salvamos a nossa alma, diz o teólogo, das penas do inferno e vamos para o Céu, se agirmos de acordo com os preceitos da lei moral e se praticarmos fielmente os sacra¬mentos, observando os ritos, conforme a prescrição canônica. Para a teologia ortodoxa não basta que o homem seja altamente moralizado, bom e puro; é preciso também que pratique os sacramentos e se conforme com a estrita orientação espiritual da sua Igreja. O desvio, por menor que seja, é logo tido por heresia e o seu iniciador é proscrito do meio, depois de esgotados os re¬cursos habituais de persuasão, com o objetivo de reconduzir ao seio da comunidade a ovelha desgarrada. Convém examinar bem essa idéia da salvação, pois esta é uma das que têm trazido bastante dano à evolução do espírito humano. No fundo, é um conceito egoístico: o Espírito se salva pela fé e pelas obras, diz o católico. Não, diz o protestante, basta a fé, porque o homem é intrinsecamente pecador e sem a graça vai para o inferno irremediavelmente. E, assim, muitos se encerraram em claustros, passaram a viver isolados do mundo para que nele não contaminas¬sem suas almas destinadas ao Senhor, logo após a libertação da morte. Outros, empenhados não apenas em salvar as suas próprias almas, como a dos outros, saíram pregando aquilo que lhes parecia ser a doutrina final, a última palavra em matéria teológica. Ainda outros, mais zelo¬sos e exaltados, achavam que não bastava sal¬var suas próprias almas e convocar as de seus irmãos a fim de lhes mostrar o caminho; era necessário obrigá-los a se salvarem, porque nem todos estariam em condições de decidir acerca dessas coisas tão importantes. E, por isso, aqueles que estudavam Teologia e se diziam em íntimo contacto com Deus e agiam em nome do Senhor, se sentiam não apenas no dever, mas na obrigação de salvar a massa ignara que nada entendia disso. “Creia porque eu creio e eu mais do que você” — parecia pensarem estes mais agressivos salvadores de almas. Quando o irmão recalcitrava, era preciso corrigi-lo, aplicando pe¬nas que iam desde a advertência amiga e verdadeiramente cristã, até o extremo da tortura e, finalmente, do inacreditável assassínio frio e calculado, em masmorras infectas ou nas fogueiras purificadoras. Disso não se eximiu nem mesmo o nascente Protestantismo, cuja intolerância religiosa conduziu a crimes lamentáveis. Era melhor queimar um corpo físico — pensavam todos — do que permitir que aquela alma “rebelde” contaminasse outros seres incautos, com as suas doutrinas, e acabasse pelos arrastar às fornalhas do inferno. Vemos, então, que a idéia da salvação se prende solidamente a duas outras: a do céu e a do inferno. A questão é que também estas precisam de um reexame muito sério. Aqueles de nós que têm tido oportunidade de entrar em contacto com Espíritos desencarnados, ficam abismados com a quantidade imensa de pobres seres desarvorados que não conseguem entender o estado em que se encontram e a vida no Além, ficando numa confusão dolo¬rosa por um lapso de tempo imprevisível. O Espírito que levou uma ou mais existências ouvindo a pregação dogmática, sem cuidar de examiná-la, praticando as mais nobres virtudes, frequentando religiosamente todos os sacramentos e assistindo a todas as cerimônias do ritual, sente-se, com certa razão, com direitos inalienáveis ao prêmio que lhe foi prometido, isto é, subir para Deus imediatamente após a morte do corpo físico. No entanto, não é isso que acontece. Quem somos nós, Senhor, já não digo para sermos acolhidos no seio de Deus, mas para suportar com nossos pobres olhos o brilho de um Espírito mais elevado? Que mérito temos nós, ainda tão imperfeitos, para exigir o chamado céu, após uma vida (uma só, como crêem os ortodoxos) em que tanto erramos, por melhores que tenham sido nos¬sas intenções? Como poderemos ambicionar chegar a Deus se nem ainda tivemos tolerância suficiente para admitir a coexistência de outras crenças? Daí o desapontamento daquele que morreu em pleno seio da sua Igreja amada, protegido por todos os sacramentos, recomendado por tantas missas e serviços religiosos, mas que, a despeito de tudo isto, ainda não viu a Deus. Conhecemos também a angústia daqueles que, conscientes dos seus erros e crimes, ou mesmo ainda indiferentes a eles, mergulham num clima de angústia que lhes parece irremediável e sem fim, tal como lhes diziam que era o inferno. Hipnotizados à idéia do sofrimento eterno, nem sequer sabem que estão “mortos” na carne nem suspeitam que podem recuperar-se pela oração e pelo arrependimento. Figuras sinistras passeiam à sua volta e deles escarnecem e os fazem sofrer. São os demônios, pensa a criatura aterrada e desalentada. No entanto, são seres como ele próprio, também desarvorados e infelizes, todos inconscientes das forças libertadoras que trazem em si próprios e que podem ser despertadas pelo poder da lágrima e da prece. Tanto num caso como noutro, não há como negar, estamos diante de vítimas do dogmatismo cego que proíbe o livre exame das questões. Enquanto na carne, aceitavam aquelas idéias ou seriam forçados a abandonar as igrejas a que pertenciam, se não excomungados, pelo menos proscritos do meio. E se de um lado estão os que não se dispuseram a deixar as idéias erradas por indiferença ou comodismo, de outro vemos os que não as deixaram por receio de não se sal¬varem, pois que uma das doutrinas prediletas das organizações dogmáticas é a de que fora delas não há salvação. Assim, vai a criatura inteiramente despreparada para enfrentar o mo¬mento supremo da sua vida terrena, isto é, aquele em que, mais uma vez, se encontra diante do trágico balanço da sua existência. Por isso o Espiritismo mudou o conceito da salvação. Não dizemos que fora do Espiritismo não há salvação, e sim que fora da caridade não há salvação. Mas completamos esse nobre conceito explicando que céu e inferno são figuras de ficção que já perderam sua razão de ser e, ainda, que nunca essas idéias se conciliaram com a de um Deus justo e bom, puro e perfeito. Esse Deus, imenso de caridade e amor, não iria criar filhos seus para as chamas do inferno irremediável e eterno, como também não ficaria como um potentado, rodeado de multidões a Lhe cantarem loas eternas. O que Deus quer de nós é o trabalho fraterno e a conquista da nossa própria paz interior, palmo a palmo, com o nosso próprio esforço, se bem que muito ajudados pelo infinito amor que Ele derrama tão generosamente por todo esse grandioso Universo, fervilhante de vida. Salvar-se, para o Espiritismo, não é escapar às penas de um inferno mitológico, para subir às glórias de um céu de contemplação extática. Salvamo-nos caminhando sempre para a luz divina, aos pouquinhos, vencendo nossas fraquezas, caindo aqui, levantando ali, ajudando e sendo ajudados, distribuindo as alegrias que nos sobram e recebendo um pouco da mágoa que aos outros aflige, pois que já disse alguém que a felicidade aumenta com o dar-se e o sofrimento alivia quando partilhado. Salvar-se, para a Doutrina Espírita, não é escapar ao inferno que não existe, é aperfeiçoar-se espiritualmente, a fim de não cairmos em estados de angústia e depressão após o transe da morte, em suma, libertar-se dos erros, das paixões insanas e da ignorância. Salvamo-nos do mal e nos liberamos para o bem, eis tudo. Examine o leitor as suas idéias, como quem remexe uma gaveta de papéis. Aqui e acolá vai encontrando alguns que não servem mais e precisam ser postos fora, como também encontrará alguns conceitos novos que, sem se saber ao certo, juntaram-se à nossa bagagem. Estes também precisam de ser examinados com atenção. Talvez nos sejam úteis, mas tenha cuidado com eles. Uma idéia pode ser nova e boa e pode ser apenas nova. Pode ser velha e excelente e pode ser não mais que uma velharia que já teve seu tempo e desgastou-se. A pedra de toque de todas as idéias é a Verdade e esta somente nos ajuda a selecionar o nosso mobiliário mental e espiritual quando vamos adquirindo serenidade e humildade no aprendizado constante que é a vida, aqui e no Espaço. Fonte: Reformador – agosto, 1964&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-03-09T19:40:42</issued>
    <title>PROFECIAS QUE FALHARAM</title>
    <published>2011-03-09T19:41:54Z</published>
    <updated>2011-03-09T19:41:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomático da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-09T00:01:42</issued>
    <title>A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO</title>
    <published>2011-01-08T19:32:24Z</published>
    <updated>2011-01-08T19:32:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Doutrina Espírita adota e ensina a reencarnação – a pluralidade das existências – como uma das leis naturais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na questão 166-b, de &lt;em&gt;O Livro dos Espíritos &lt;/em&gt;(Ed. FEB), o Codificador indaga aos Espíritos reveladores, após obter esclarecimentos sobre a forma de depuração das almas: “A alma passa então por muitas existências corporais?”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A resposta é peremptória, terminante, sobre a realidade das vidas sucessivas: “Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O ensino, seguido de outros esclarecimentos, não deixou dúvidas sobre a divina determinação da sucessividade das vidas corporais como forma de expiação e melhoramento progressivo de cada Espírito, lei que atinge toda a Humanidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É interessante assinalar que Allan Kardec, que antes das explicações dos Espíritos reveladores não aceitava a pluralidade das existências, modificou, desde então, sua opinião, passando a admitir a necessidade da reencarnação como uma das leis naturais ou divinas necessárias à evolução do Espírito imortal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Prova cabal do imediato convencimento do Codificador, diante das explicações recebidas, são seus comentários formulados em aditamento à questão 171 da obra básica da Doutrina, nos quais expressa sua convicção sobre a justiça de Deus, ao determinar a sucessividade da vida corporal, enquanto necessária ao aperfeiçoamento do ser espiritual.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;São palavras do Codificador:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova&lt;/em&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pelo ensino dos Espíritos, as diversas existências nem sempre ocorrem todas no mesmo mundo material.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As almas podem reencarnar em um mesmo globo material, como a Terra, ou podem passar de um mundo para outro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que determina a necessidade das reencarnações, seja em um mesmo, ou em diferentes mundos, é o imperativo da evolução, do progresso, lei divina aplicável a todos os Espíritos, como uma das determinações da Justiça Divina.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A crença nas existências sucessivas não é exclusividade do Espiritismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foi admitida, sob formas diversificadas, desde a mais remota antiguidade, por doutrinas espiritualistas de diversos povos, ou por personalidades eminentes, que se destacaram pelas suas idéias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os ensinos do Cristo, embora não tenham explicitado a doutrina reencarnacionista como a entendemos na atualidade, deixaram referências ao renascimento do Espírito em diversos relatos evangélicos, como é do conhecimento dos espíritas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, o Cristianismo dos homens, as Igrejas Romana, Oriental, e as resultantes da Reforma não aceitam as vidas sucessivas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Admitindo a criação da alma no momento do nascimento e diante das desigualdades morais, intelectuais e sociais dos indivíduos, evidenciando uma injustiça flagrante às criaturas, formularam as igrejas e outras religiões, da atualidade e do passado, ideias que se contrapõem inteiramente à Justiça Divina: o inferno eterno, ou o céu de delícias, também eterno, como consequências irrecusáveis de uma vida na Terra, que se alonga por algumas décadas, ou se limita a dias ou poucos anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A incoerência dos ensinos dessas religiões é flagrante e foi percebida pelos pensadores independentes, no decorrer dos séculos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A preocupação com a origem e o destino da criatura humana vem desde as eras mais recuadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Religiões e filosofias, as mais antigas e as atuais, interessaram-se por esse problema que, somente com as revelações do Consolador, prometido e enviado pelo Cristo de Deus, ficou esclarecido em suas múltiplas faces.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foram necessárias, entretanto, ao lado do progresso da Humanidade, sob diversos aspectos, as revelações da Espiritualidade superior, essenciais à elucidação de questões transcendentais, como as que dizem respeito às vidas sucessivas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se pesquisarmos o histórico de vários povos antigos, vamos encontrar a questão da palingenesia formulada de diferentes formas, de conformidade com o entendimento de determinados grupos humanos e as ideias de alguns filósofos e pensadores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Índia, desde tempos longínquos, a pluralidade das existências era entendida com bastante aproximação da realidade, o que ocorre até os dias atuais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No &lt;em&gt;Bhagavad Gita &lt;/em&gt;e nos &lt;em&gt;Vedas &lt;/em&gt;encontram-se citações e referências que não deixam dúvida sobre a percepção que os hindus tinham e ainda têm sobre a reencarnação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Pérsia antiga, o Masdeísmo dava ao povo uma noção bem realista das vidas sucessivas, para a redenção de todas as criaturas humanas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entre os hebreus, a ideia do renascimento das almas encontra-se veladamente admitida no &lt;em&gt;Velho Testamento&lt;/em&gt;, especialmente nos escritos de alguns profetas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas nos Evangelhos há referências explícitas em algumas passagens, como a resposta de Jesus aos seus discípulos, a respeito da volta de Elias: “Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram-lhe tudo o que quiseram”. (Mateus, 17:12.)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O comentário do Evangelista é que os discípulos compreenderam que o Mestre se referia a João Batista, como Elias reencarnado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra passagem clara, registrada no Evangelho de João (3:3), é a resposta de Jesus a Nicodemos, que os espíritas conhecem bem, por ser muito citada: “Em verdade, em verdade vos digo, ninguém verá o reino de Deus, sem nascer de novo”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por mais que se procure interpretar as palavras do Mestre Jesus em outros sentidos figurativos, como o fazem os seguidores de religiões que não admitem a reencarnação, a expressão “nascer de novo” é peremptória, decisiva, para caracterizar um renascimento novo do ser, máxime atentando-se na circunstância de que Jesus não desconhecia uma crença comum a vários povos antigos, inclusive, o hebreu.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por isso, diante da dúvida de Nicodemos, que objetou:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Como pode ser isso?”, o Mestre respondeu: “Tu és mestre de Israel e não sabes isso?” (João, 3:9-10).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Certo é que existiam, nas sociedades antigas, ensinos ocultos ao comum dos homens, mas conhecidos e aceitos pelos iniciados. A crença na imortalidade da alma e nas vidas sucessivas eram ensinos cultivados, independentemente da aprovação dos detentores dos poderes constituídos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Grécia, Pitágoras tomou conhecimento da sucessividade dos renascimentos das almas, em suas viagens à Pérsia e ao Egito, introduzindo essa crença em sua pátria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, entre os gregos, não podemos omitir a doutrina de Sócrates e Platão, considerados, com justa razão, precursores do Cristo e do Espiritismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na “Introdução”, item IV, de &lt;em&gt;O Evangelho segundo o Espiritismo &lt;/em&gt;(Ed. FEB), peça notável que os seguidores da Doutrina Consoladora devem reler sempre, por seus esclarecimentos importantes, o Codificador refere-se aos dois filósofos gregos como verdadeiros “precursores da ideia Cristã e do Espiritismo”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Acrescenta Kardec que Sócrates, assim como Jesus, o Cristo, nada deixaram escrito: “[...] Assim como a doutrina de Jesus só a conhecemos pelo que escreveram seus discípulos, da de Sócrates só temos conhecimento pelos escritos de seu discípulo Platão. [...]”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os romanos receberam a influência dos gregos, especialmente no que se refere aos conhecimentos e às crenças.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No poderoso império, pelo menos dois nomes se destacaram na aceitação da ideia reencarnacionista:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Virgílio e Ovídio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nas Gálias, território da França atual, a religião dos druidas ensinava a existência de Deus e a crença nas vidas sucessivas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vale recordar que o Codificador da Doutrina dos Espíritos, o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, viveu entre os druidas, com o nome Allan Kardec, conforme lhe foi revelado, o que lhe inspirou a ideia de adotar, como pseudônimo, seu antigo nome, o qual ficaria ligado, para sempre, à Doutrina Consoladora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No período da Idade Média, a longa noite de mil anos, quando o mundo Ocidental foi dominado pela poderosa Igreja Católica Romana, a doutrina palingenésica, ou das vidas sucessivas, foi proscrita e praticamente esquecida. Somente algumas sociedades secretas transmitiam oralmente esse conhecimento tradicional de uma realidade que acompanha a Humanidade desde tempos imemoriais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nem a divisão da Igreja, com a separação da Igreja Oriental, nem a Reforma iniciada por Martinho Lutero e que resultou nas Igrejas Protestantes, espalhadas pelo Ocidente, favoreceram a aceitação da doutrina reencarnacionista, que ficou adstrita às antigas religiões e filosofias orientais (Índia) e aos iniciados em ciências ocultas, que sempre existiram.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Somente com a conquista da liberdade de pensamento e de expressão, cujo símbolo maior é a Revolução Francesa, nos fins do século XVIII, tornou-se possível a propagação das ideias, das verdades e dos conhecimentos, aos quais se opunham os poderosos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por isso é que a sabedoria do Cristo só determinou a vinda do outro Consolador, que podemos identificar na Doutrina dos Espíritos, na época apropriada – meados do século XIX – para ficar definitivamente com os homens que tiverem olhos e ouvidos para percebê-lo e dele fazerem a orientação para suas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deste modo, sejam quais forem as provações em nossas vidas, agradeçamos a Deus por suas leis justas, entre as quais se insere a reencarnação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Juvanir Borges&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Reformador Abril2008&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-08T19:30:56</issued>
    <title>JUSTIÇA HUMANA E JUSTIÇA DIVINA</title>
    <published>2011-01-08T19:31:40Z</published>
    <updated>2011-01-08T19:31:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Disse Jesus: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas; não vim destruí-los, mas cumpri-los; porque em verdade vos digo que o Céu e a Terra não passarão sem que tudo na Lei seja cumprido perfeitamente até o último jota e o último ponto.” (Mateus, Capítulo V, Vv. 17, 18.)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim, não viera Jesus para desfazer as leis, mas sim dar-lhes cumprimento. Referia-se ele nessa passagem às Leis de Deus e explica que sua vinda destinava-se a desenvolver a legislação divina, dar-lhe seu verdadeiro sentido e adequá-la ao grau de adiantamento dos homens.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, as leis de Moisés foram profundamente modificadas por Jesus, quer na forma como no fundo. Combateu, principal­mente, o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, reformulando as leis moisaicas radicalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Leis são normas ou conjunto de regras de conduta. Os homens precisam organizar sua legislação para possibilitar a vi­da em sociedade. Nas leis humanas procura-se estabelecer os direitos e os deveres do cidadão, registrando as respectivas punições para seus transgressores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Lei de Deus está formulada nos Dez Mandamentos. É a Lei de todos os tempos e de todos os seres, e é uma Lei que não sofre modificações. Jesus, fundamentando sua doutrina nos deveres para com Deus, resumiu essa Lei em um só manda­mento: “Amar a Deus sobre to­das as coisas e ao próximo como a si mesmo.”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As leis humanas estão sujei­tas a modificações no tempo e no espaço, conforme o conceito de Justiça de cada época e de cada lugar, conforme o grau de conhecimento do povo e seu conceito de Moral. Sendo imperfeitos e limitados, não podem fazer leis perfeitas e sumamente justas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim, as leis dos homens são variáveis e, como não pode­ria deixar de ser, a justiça humana está sujeita às falhas e imperfeições próprias da natureza do Homem. As leis terrenas podem, também, sofrer influências externas que fazem pender o prato da balança segundo as conveniências e o peso do poder econômico, do prestígio político e da posição social dos réus.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tanto é falha a justiça dos homens que pune simplesmente a crueldade manifesta, os atos que afetem o interesse público, quando há destruição da vida ou assalto ao patrimônio coletivo ou particular.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os erros judiciários são comuns, em que inocentes são condenados injustamente, enquanto os verdadeiros culpados ficam isentos da correspondente punição. Também os braços da justiça humana não são suficientemente longos para alcançar ricos e poderosos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Justiça Divina atinge a to­dos os culpados indistintamente, punindo pelo mecanismo de ação e reação até mesmo os crimes que já foram julgados e condenados pela legislação ter­rena.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A&lt;sub&gt; &lt;/sub&gt;Justiça de Deus é infalível, perfeita, imutável, imparcial e nada lhe escapa: nas Leis Divinas sempre cada qual recebe de acordo com suas próprias obras, atos, sentimentos ou atitudes. Pela Lei de Causa e Efeito, toda ação praticada recebe o retorno correspondente no devido tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É por isso que se pode afirmar ser todo e qualquer indivíduo, no exercício de seu livre-arbítrio, o autêntico construtor de seu próprio destino. De nada adianta, portanto, jogar sobre ombros alheios a responsabilidade de tudo o que nos acontece!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existe uma ação solidária entre as leis naturais: umas são decorrentes das outras. E esse encadeamento, essa interdecor­rência dos princípios que regem a obra da Criação, sob o imperativo do progresso e da evolução contínua, a tudo tange para o supremo objetivo que é a Perfeição.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Do rudimentar para o complexo, do primário para o sumamente elaborado, do limitado para o mais amplo dimensionamento, da ignorância e da simplicidade para a Sabedoria e para a Moralidade, do falho e do imperfeito ao íntegro, tudo evolui no Uni­verso por determinação do Criador.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E entre o ponto de partida e a estação terminal, intermediando as extremidades da escala evolutiva, há uma longa e árdua travessia a ser cumprida por to­dos os seres. No exercício de sua individualidade, sob sua responsabilidade e risco, devendo conquistar o galardão máxi­mo que lhe está destinado, evolve sempre a criatura por seus próprios recursos e méritos. Não há privilégios na Justiça Divina.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim, causas e efeitos, ação e reação, conhecimento e responsabilidade, reprodução, conservação e destruição, tudo se encadeia entre si, todos os princípios estão inter-relacionados e decorrem uns dos outros. As sábias, perfeitas e imutáveis leis da Natureza foram criadas por Deus para instrumentalizar o Plano da Criação que tem o progresso como fator onipresente e a Perfeição como meta final, sendo que o livre-arbítrio atua como agente de opção e de auto-responsabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus nunca se engana. O Homem, que traz a Lei de Deus impressa em sua consciência, só é infeliz quando a transgride ou dela se afasta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As leis divinas da Criação precisam estar entrelaçadas umas às outras para que o supremo desiderato seja cumprido. Assim, tanto o Criador estabeleceu a Lei de Conservação, que é o apego instintivo à vida, por­que todos devem colaborar nos desígnios da Providência, como criou a Lei de Destruição que visa a estabelecer o índice populacional, manter a Lei de Re­produção nos limites do indispensável equilíbrio. E como conseqüência do uso do livre-arbítrio, há a Lei de Causa e Efeito ou Lei de Ação e Reação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Natureza, manifestando a vontade divina, coloca lado a &lt;em&gt;­&lt;/em&gt;lado os meios de conservação e os agentes de destruição. E o remédio junto ao mal, o pronto-socorro que impede a destruição antecipada e indiscriminada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É da lei natural que tudo seja destruído para renascer e se regenerar. No entanto, como os homens não têm condição de bem interpretar os desígnios divinos, rotulam de destruição o que tem por finalidade apenas a renovação e a melhoria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O acaso não existe, tudo o que acontece é interdecorrente e tem sua razão de ser. Não há efeito sem a causa que lhe deu origem. Todavia, não existe um determinismo absoluto, mas reações em cadeia em resposta às ações desencadeantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pela Lei de Causa e Efeito, colhe-se simplesmente o que é plantado. A semeadura é livre, porém a colheita é imperativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quem semeia ventos, colhe tempestades. Os homens agridem a Natureza com poluição, desmatamentos indiscriminados, queimadas criminosas, explosões atômicas, desastres radiativos, desequilibrando e desafiando as leis naturais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, em obediência à Lei de Ação e Reação, recebe em troca portentosas enchentes e secas arrasadoras, catástrofes, abalos sísmicos, tempestades e ciclones, convulsões da Natureza traduzidas por incontroláveis fenômenos que reduzem ou elevam a temperatura do meio ambiente a níveis aniquilantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Castigos de Deus? Não, simplesmente a aplicação das leis naturais, pois que para toda ação praticada corresponde a devida reação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Reformador – agosto, 1989&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-05T13:34:03</issued>
    <title>O IDIOTA</title>
    <published>2011-01-05T13:34:25Z</published>
    <updated>2011-01-05T13:34:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;ENTRE AS DOENÇAS MENTAIS avultam, pela sua gravidade, as oligofrenias - enfermidades devidas a lesões do cérebro e caracterizadas por graus diversos de deficiência mental. Os mais leves são representados pelos casos de simples debilidade mental; os graus médios - pelos de imbecilidade; e o máximo grau é representado pelos casos graves de idiotia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cabem dentro dessa classificação geral, constituindo formas clínicas especiais, os casos de mongolismo e de cretinismo, em que intervêm causas endócrinas ligadas a perturbações das glândulas pituitária e tireóide. Finalmente, há ainda a idiotia amaurótica, em que, num supremo requinte de mi­séria física e mental, ao déficit da mente vem juntar-se a cegueira ou amaurose.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A idiotia é, pois, o grau máximo de deficiência mental e realiza, em patologia da mente, aquilo que se poderia designar pela palavra amência (falta da mente).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o louco ou demente levou uma boa parte da sua vida em atividade mental normal e equilibrada, somente mais tarde, na mocidade, na. maturidade ou mesmo na velhice, manifestando-se o desequilíbrio - o idiota, ao contrário, nunca teve atividade mental normal, pois já nasceu com o tremendo déficit que caracteriza o oligofrênico grave, ou adquiriu-o muito cedo, nos primeiros meses ou primeiros anos de vida, por traumatismo ou infecção, encefalite ou heredo-sífilis, ou por outras causas que, lesando grave e irremissivelmente o cérebro, comprometeram, no próprio instrumento da sua manifestação, o desenvolvimento da inteligência,, da afetividade e até da motilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os idiotas nada entendem e, por isso, nada aprendem. Não aprendem a escrever nem a falar, .isto é, não adquirem o maravilhoso instrumento da manifestação do Espírito, que é a linguagem, quer para fazer-se entender, quer para entender os semelhantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seus sentimentos não podem manifestar-se adequadamente, dando, mesmo, a impressão de que nem existem. Pouco se movimentam e, se o fazem, seus movimentos são desconexos, desordenados, ineficientes para uma locomoção normal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se tentam falar, emitem apenas alguns sons guturais, ininteligíveis. São almas que não brilham, cuja inteligência não pode resplandecer, sem lampejos de razão ou de raciocínio. Não possuem autodeterminação e a sua inutilidade social é completa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pobres idiotas! Que destino tão trágico vos colheu em suas malhas? Por que existis, já que a Divina Bondade existe? Como se explica a vossa desventurada existência, totalmente destituída de luz?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;— Só o Espiritismo é capaz de responder a estas angustiosas perguntas que brotam natural e espontaneamente da consciência de toda criatura sensível e racional. E a resposta que o Espiritismo dá é esta: O idiota é um Espírito em expiação dolorosa num corpo deficiente, cujo órgão mais nobre, aquele que coordena e governa as funções corporais, ao mesmo tempo que serve de instrumento apropriado ao exercício de todas as funções psicológicas — o cérebro —, é imperfeito, inacabado, impotente para receber e transmitir os estímulos de que resulta, inteira, a vida psíquica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É o antigo sábio que empregou sua ciência para o mal, para enaltecer o seu orgulho e ofender o seu Criador; é o artista da pena ou do pincel, ou do som, que empregou o seu talento, ou quiçá o seu gênio, somente para perverter e alimentar as paixões inferiores da humanidade materializada; é o antigo esplêndido tribuno, que soube empregar a sua eloqüência somente para liderar movimentos de subversão e de maldade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A existência, no mundo, do idiota, existindo um Deus todo bondade e todo justiça, é um sério argumento a opor a todos que, crendo em Deus e no Espírito, consideram herético e inadmissível o princípio da reencarnação e das vidas sucessivas, pois aceitar uma vida de escuridão e trevas como única imposta à alma que habita aquele disforme e estorvado corpo é, “ipso facto”, conceituar Deus como a expressão mesma da parcialidade e da injustiça, do sadismo e da maldade superlativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ninguém há mais desgraçado que o idiota, pois ele tem uma alma e é como se não a tivesse; é, em essência, um Espírito, mas vive como se não o fosse; entre homens dotados de inteligência e razão e sentimentos, capazes de ações amplas e livres, vive sem tudo isso, como um ser inferior; um, animal biologicamente superior, é certo, mas psicologicamente da mais baixa e desconhecida espécie, bruto, bronco, quase inerte.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O idiota chegou a ser comparado pelos psiquiatras a um vegetal!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E, de fato, ele quase só tem vida vegetativa!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Oh! esse quadro, representando a só e única existência de uma alma, criada por Deus, não se coaduna com a Suprema Bondade e só por si seria a negação mais gritante da própria existência da Divindade! Mas não! O idiota não vive pela primeira vez neste mundo! É um Espírito em angustioso estágio expiatório, redimindo-se no calabouço tenebroso do seu corpo, ao mesmo tempo que aprendendo a lição tremenda de que acima do nosso mísero poder há um poder mais alto, que todo poder e liberdade do homem é outorga divina, e que importa à criatura saber como usar a liberdade plena que lhe é concedida pelo Criador, pois que, se abusivo e mau for esse uso, um dia vem em que o dedo de Deus se levanta sobre a orgulhosa cabeça e sua voz sentencia: Basta! Começa, então, a trajetória forçada de escravidão e de opróbrio, de um Espírito criado para ser livre e livremente manifestar as luminosas faculdades e poderes de que foi dotado: depois de ser luz passa a viver em trevas; sendo já águia para altear-se na amplidão, é forçado a rastejar como os répteis e a movimentar-se apenas na viscosa lentidão e inconsciência dos vermes!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Terrível é, vê-se, a sorte futura dos que mal empregam os divinos dons da inteligência, o raciocínio, a palavra, a pena, a ciência, a arte, pois que, abroquelando-se no orgulho e na vaidade, na perversão e na maldade, insensibilizando e enegrecendo a própria alma e as de seus semelhantes, preparam e alicerçam a horrenda escravidão da masmorra que representa o pobre corpo de um idiota!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Reformador nº 4 – abril, 1972&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-12-22T03:02:14</issued>
    <title>PELOS ESQUECIDOS DA TERRA</title>
    <published>2010-12-22T03:02:46Z</published>
    <updated>2010-12-22T03:02:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;JESUS! Lembrando o Teu convite endereçado a todos nós, há mais de dois mil anos: &lt;strong&gt;“Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei”&lt;/strong&gt;, aproveitamos a oportunidade para fazer-te um pedido em nome dos “esquecidos”, por ocasião de Tua descida ao nosso mundo, entre os dias 24 e 25 de Dezembro, quando comemoramos o Teu aniversário natalício.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como sabes Senhor, eles se encontram em toda parte, a começar pelas crianças que acordam famintas, esquecidas pela sociedade indiferente à sua sorte, e que por isso acabam encontrando a desencarnação na cruel desnutrição. Rogamos pelas mães abandonadas por parceiros desalmados; vencidas pela miséria, elas esquecem de si mesmas para poderem sustentar os filhos e acabam vitimas da traiçoeira tuberculose.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pedimos também pelos pais esquecidos, Senhor, que tudo fazem pelos filhos, sacrificando-se inúmeras vezes para o bem-estar deles, e depois são relegados a um segundo plano na velhice, razão pela qual acabam desencarnando apunhalados moralmente pela ingratidão daqueles de quem tanto esperavam no inverno de suas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus! É certo que não temos a pena de morte em nosso país. Mas há coisa pior do que as vítimas do esquecimento do Poder Público, que apodrecem nas prisões sem as mínimas condições de se reabilitarem perante a vida social? É por isso que intercedemos em favor desses relegados dos poderes constituídos, abandonados nos cárceres, para que sejam restabelecidos a dignidade e o respeito que devemos a esses irmãos em humanidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Médico de nossas almas! Rogamos pelos enfermos, esquecidos nas filas dos hospitais, para serem atendidos não se sabe quando, e pelos que são deixados nos corredores à míngua de socorro e atendimento, em flagrante desrespeito às suas dores e, sobretudo, à sua inconteste condição humana.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Governador do Planeta Terra! Embora tenhas sido relegado ao esquecimento pelos Doutores da Lei, pelos poderosos de Tua época e pelos falsos líderes religiosos, jamais esqueceste dos humildes, dos pecadores, dos sofredores de toda a sorte, pois sempre acolheste a todos eles através do Teu Verbo tocado de infinito amor e profunda compreensão.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além de endereçarmos esta rogativa pelos esquecidos deste mundo, rogamos também em favor, das crianças que estão ainda por nascer, pois existem parlamentares querendo assassiná-las, por meio de aprovação de uma lei que permitirá, infelizmente, a prática do aborto indiscriminado. Ou seja: “esquece-las” pelo resto da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Neste NATAL, vem Senhor, amparar todos os esquecidos que se encontram aflitos e sobrecarregados neste planeta, a fim de aliviares suas dores causadas pela ambição dos insaciáveis, pela indiferença dos egoístas e pela falta de compaixão dos insensíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vem, portanto, Senhor, confortar o coração dos que foram vencidos pela miséria, pela fome, pela enfermidade, pelas injustiças, porque eles não possuem voz para aclamar por piedade aos “vencedores” da Terra!   &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:58743</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2010-11-14T20:44:24</issued>
    <title>ESPÍRITOS ERRANTES</title>
    <published>2010-11-14T20:45:10Z</published>
    <updated>2010-11-14T20:45:10Z</updated>
    <category term="espirita"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos se dividem em várias categorias. A princípio os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;embriões&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que não têm nenhuma faculdade distinta; que nadam no ar como insetos que se vêem turbilhonar num raio de sol; voltam sem objetivo e se encarnam sem terem feito escolha. Tornam-se seres humanos ignorantes e grosseiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Acima deles estão os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Espíritos levianos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, cujos instintos não são maus, mas apenas brincalhões; divertem-se com os homens e lhes causam aborrecimentos frívolos. São crianças. Têm caprichos e a maldade pueril.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos maus não são todos do mesmo grau. Uns não fazem outro mal além de ligeiros enganos; não se agarram a um ser e se limitam a fazer cometer falhas pouco graves. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos malfeitores impelem ao mal e gozam com isto, mas ainda têm um vislumbre de piedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos perversos não a têm. Todas as suas faculdades tendem para o mal. Fazem-no por cálculo e com persistência; gozam as torturas morais que causam. Corres-pondem, no mundo dos Espíritos, aos criminosos do vosso. Chegam a essa perversidade porque desconhecem as leis de ?Deus; nas suas vidas carnais, vão de queda em queda e passam-se séculos antes que lhes venha o pensamento de renovação. O mal é o seu elemento; nele mergulham com delícia; mas, obrigados a reencarnar-se, passam por tais sofrimentos e esses sofrimentos de tal modo crescem em suas vidas espíritas, que a paixão do mal neles se gasta; acabam por compreender que devem ceder à voz de Deus, que não cessa de os chamar. Viram-se Espíritos rebeldes pedir com ardor as mais terríveis expiações e suportar o martírio com alegria. É uma imensa felicidade para os puros Espíritos, esse retorno ao bem. A palavra do Cristo sobre as ovelhas desgarradas é brilhante de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos errantes da segunda ordem são os intermediários entre os Espíritos superiores e os mortais, porque é raro que os Espíritos superiores se comuniquem diretamente: é preciso que a tanto sejam impelidos por uma solicitude particular. Esses intermediários são os Espíritos dos mortais que não têm nenhum mal grave a lamentar e cujas intenções não foram más. Recebem missões, e quando as realizam com zelo e amor, são recompensados por um progresso mais rápido. Têm que passar por menos migrações. Assim, os Espíritos desejam ardentemente essas missões, só concedidas como recompensa e quando são julgados capazes de cumpri-las. São os Espíritos superiores que os dirigem e que lhes escolhem as funções. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;     Os Espíritos superiores não são todos do mesmo grau. Se dispensados das migrações nos vossos mundos, não o são das condições de adiantamento nas esferas mais adiantadas. Enfim, não há qualquer lacuna no mundo visível e no invisível. Uma ordem admirável proveu a tudo; nenhum ser é ocioso ou inútil; todos concorrem na medida de suas faculdades para a perfeição da obra de Deus, que não tem termo nem limite.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: small;"&gt;(Espírito Georges - Revista Espírita de 1860).             &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:58336</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2010-10-24T00:01:30</issued>
    <title>A VERDADE DE CADA UM</title>
    <published>2010-10-23T12:48:59Z</published>
    <updated>2010-10-23T12:48:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;É inadmissível, que nos dias atuais, às vésperas do 3º milênio, quer através da imprensa escrita, falada e televisiva, vejamos "fiéis" de determinadas religiões desenvolverem verdadeiras batalhas contra profitentes de outras crenças. Alguns, para alcançarem seus objetivos - aniquilar o inimigo - não titubeiam em lançar mão dos argumentos mais descabidos, até mesmo da mentira, se necessário for. Aqui comigo penso: se os religiosos, que pregam o entendimento, o perdão e paz, agem dessa maneira, imaginem os demais ...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Não há nenhum constrangimento em que sejam expostas as mazelas do próximo nos programas de TV, para depois então, mostrar a "religião salvadora". A dor e os problemas das pessoas são tratados como "produtos" na busca de conversões, num "marketing" proselitista sem pudor nem antecedentes, verdadeiro comércio da fé.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;É lamentável que os homens "ainda sejam tão crianças no entendimento", como no dizer de São Paulo, perdendo tempo com discussões improdutivas, que não conduzem a lugar algum. Esquecem-se, que mais importante do que o rótulo é o conteúdo; mais importante que as aparências, são as atitudes. Depois, cada um tem o direito - inclusive assegurado pela Constituição do nosso país -,  no que diz respeito às crenças e cultos, de seguir o caminho que bem entender, de acreditar no que bem quiser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Por uma questão de respeito à liberdade de pensamento, temos o dever de aceitar o posicionamento religioso dos outros; se não por isto, pelo menos por educação. Afinal, o preconceito e a discriminação já fizeram milhões e milhões de vítimas ao longo da história da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;A Idade Média ficou para trás, graças a Deus. Os tempos das "cruzadas" e da "santa inquisição", quando  tentavam impor "verdades" à custa de ferro e fogo, fazem parte apenas de um período obscuro e lamentável da nossa historicidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Os habitantes da Terra, lá para o final do 3º milênio, custarão a acreditar que um dia, homens foram escravos de outros homens; que existiu segregação racial nos Estados Unidos, motivo de vergonha para a maior "democracia" do mundo; que uns, por terem nascidos judeus, foram perseguidos e dizimados pelo Reich alemão; que outros, por serem arábes, foram vistos com desconfiança; que na Irlanda, católicos e protestantes, travaram uma guerra secular, sangrenta e desumana, pela disputa do poder em nome do Cristo. E, que ainda se achavam civilizados ...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Chega! É preciso que alguém grite, chamando todos a uma profunda reflexão, revendo conceitos e valores. De que valeram - é bom que se pergunte - os exemplos de Jesus, Buda, Krisna, Francisco de Assis e tanto outros iluminados que passaram pela Terra? De que valeram os sacrifícios de Ghandi, Martin Luther King e outros que ofereceram voluntariamente a própria vida em nome dos direitos humanos, de uma sociedade mais justa e da paz? De que têm valido os ensinamentos vivos que nos foram legados por Albert Schweitzer (evangélico), Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce (religiosas católicas) e por Chico Xavier (espírita), todos desenvolvendo incansáveis tarefas humanitárias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Numa entrevista concedida à Revista Planeta, um dos grandes pensadores dos nossos dias, Frei Leonardo Boff, cita uma frase creditada ao Dalai Lama, líder espiritual do Tibet que, acredito, pode ser uma luz a clarear o entendimento dos religiosos ortodoxos: "A melhor religião é a que te faz melhor."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Entretanto, cada um quer ser dono da verdade, se possível, com exclusividade reconhecida. E, isso, convenhamos, é uma tola presunção de quem quer impor seus pontos de vista. Quem tenta convencer ao outro é aquele que ainda não conseguiu convencer a si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Geralmente, os que já percorreram o caminho e já atingiram o objetivo, são serenos, justos, e neles, a humildade é um estado natural. Não criticam nem julgam, porque têm a consciência de que aqueles que vem atrás, mesmo tropeçando e caindo, também chegarão ao objetivo desejado, independente do caminho que tenham escolhido. Sabem, que a Luz não se impõe - é conquista de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Nem mesmo Jesus, em toda a sua sabedoria, quando questionado por Pilatos, se arriscou a definir a Verdade, preferindo silenciar. Talvez, porque a Verdade não deva ser conceituada, mas sim, vivenciada em toda a sua plenitude, através de uma busca incessante, de um constante caminhar, como no dizer de Sérgio de Souza Carvalho, em o Mestres da Terra: "O caminho dever ser percorrido e não discutido. A compreensão vem do fazer e não do falar:"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - afirmou Jesus - mas, não a definindo, deixou claro que cada um terá que encontrar sua própria Verdade, escolher sua trajetória particular para poder atingi-la. Assim, a coragem libertará o medroso; a cura libertará o doente; a educação libertará o ignorante; a reparação da falta libertará o criminoso; a esperança libertará o pessimista; a hulmidade libertará o orgulhoso e, desse modo, cada um encontrará a "sua verdade", ao seu modo, tempo e lugar. Portanto, ninguém tem o direito de querer "impor" a sua verdade - ou o que julga ser verdade -, a quem quer que seja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Se ainda não somos sábios o suficiente para fazermos nossas as palavras de Sócrates, "Só sei que nada sei", ao menos sejamos educados, respeitando as convicções de cada um. É o mínimo exigido pelo bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2010-10-23T13:45:04</issued>
    <title>SOMOS DEUSES</title>
    <published>2010-10-23T12:45:32Z</published>
    <updated>2010-10-23T12:49:37Z</updated>
    <category term="espirita"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Desde os tempos mais remotos, o ser humano tem sido atraído para o Foco divino por meio das variadas manifestações religiosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Essa atração resulta do pulsar da centelha de luz divina que existe em cada alma humana, da mais rudimentar à mais sublime, aperfeiçoando-se no evolver das vidas sucessivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Como filho de Deus, somos herdeiros de sua divindade e, por conseguinte, somos imortais. É o próprio Jesus que nos esclarece, quando cita o Salmo 81: 6, conforme se lê em João,10:34:“Eu disse: vós sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” E complementa mais adiante: “Aquele que crê em mim fará as obras que faço, e fará ainda maiores que estas (...).” (João 14:12).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Nós somos deuses; todavia ainda não conseguimos vislumbrar a grandeza dessa revelação do Mestre. Vivenciamos o apogeu da ciência e da tecnologia, saturados das filosofias que se “desmancham no ar”, neste final de milênio; contudo não nos detivemos para avaliar a profundidade dessa formosa lição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;Dentro de nós refulge a fagulha que nos permite “acessar” Deus: a &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;consciência&lt;/span&gt;, no seu incessante caminhar rumo à perfeição. “Portanto, sede perfeitos assim como vosso Pai celeste é perfeito.”(Mt, 5:48)  Se tal nos fosse impossível, Jesus não nos teria feito essa exortação. Somos perfectíveis. Renascemos com essa capacidade, esse poder. Por que então ignorá-lo? Para tanto, o Cristo  nos mostrou  o  Caminho  da Verdade e da Vida: o seu  próprio exemplo. Basta segui-Lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 25px; margin: 0px 0px 2px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;“Andai como filhos da luz”, proclama o apóstolo Paulo (Efésios,5:8). “Assim brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”, aconselha-nos Jesus (Mt,5:16). Sejamos como a candeia que ilumina, queimando o seu próprio óleo.  Servindo-nos das palavras de Emmanuel (Vinha de Luz ,p. 12): “ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-13T14:51:04</issued>
    <title>PROFECIAS QUE FALHARAM</title>
    <published>2010-10-13T13:51:57Z</published>
    <updated>2010-10-13T13:51:57Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomático da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!&lt;/p&gt;</content>
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      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
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    <issued>2010-10-12T00:08:47</issued>
    <title>IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS</title>
    <published>2010-10-11T23:09:47Z</published>
    <updated>2010-10-11T23:09:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="Section1"&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Estamos, novamente, diante dos argumentos contra o Espiritismo contidos no site: &lt;a href="http://www.cicero.com.br/"&gt;www.cicero.com.br&lt;/a&gt;. Iremos fazer este estudo buscando colocar os nossos contra-argumentos sobre o que dizem de nós.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Como, de outras vezes, para darem um certo “ar” de que estão corretos colocam cópia de página dos Livros da Codificação. É uma pena que apesar de ter passado por suas mãos algo de extremo valor não conseguiram perceber isso por absoluta falta de compreensão ou por cegueira proveniente do fanatismo que de são revestidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Continuaremos a colocar os textos, de que iremos falar, em itálico e entre barras.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;O que diz o espiritismo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Diz que Deus cria os espíritos simples e ignorantes, e está sempre criando, e evoluem de diversas formas e em vários mundos, sendo que a maioria deles não tem nomes para nós. (&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Livro dos Espíritos - 57&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt; Ed. - Introdução - Item XII - Pág. 36 e 37).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Se os espíritos não fossem criados simples e ignorantes estaríamos diante da mais completa injustiça, pois não há como explicar o porquê das tantas diferenças existentes entre um ser humano e outro. No trato com suas criaturas, Deus para ser plenamente justo, terá que dar oportunidades iguais a todos, ninguém poderá ficar excluído.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Suponhamos que não fosse assim, como entender um Deus justo dando a um de seus filhos uma coisa que não deu a outro? A título de exemplo, a genialidade de certas pessoas tais como:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Mozart compunha com apenas com 8 anos e tocava qualquer música aos 4;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Beethoven descobria a geometria plana aos 12 anos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Rembrandt desenhava como verdadeiro artista antes de aprender a ler;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Miguel Ângelo era técnico perfeito aos 8 anos de idade;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Henecke sabia três línguas aos 13 anos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Hamilton conhecia o Hebraico e mais 11 línguas aos 13 anos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Ericson, aos 12 anos tinha sob a sua responsabilidade 600 homens como inspetor do canal marítimo de Suez;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-         Jaques Chrischton, o gênio monstruoso, discutia em latim, grego, hebraico ou árabe aos 15 anos,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;seria apenas para estes “escolhidos”, o restante da humanidade não teria este direito. Ora um dos princípios básicos do Direito Humano é que todos são iguais perante a Lei, com o que todos nós concordamos por acharmos muito justo. Se sabemos que a justiça divina é muito superior à humana, então porque admitimos que ela possa não dar a todos indistintamente as mesmas oportunidades? Será que ainda continuaremos a agir como os hebreus, de outrora, que se consideravam “o povo eleito de Deus”, que na sua completa ignorância achavam isto justo?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;            Mas como todos nós temos o mesmo ponto de partida, simples e ignorantes, que ao passarmos pelos ciclos de evolução, adquirimos a sabedoria, o conhecimento ou a genialidade através das várias oportunidades que Deus dá a cada um de nós, quando nos sujeita à Lei da Reencarnação. É a única explicação racional e lógica que podemos dar para a genialidade das pessoas que há pouco relacionamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Segundo o próprio espiritismo, existe ainda uma norma fácil e bem clara de como devemos distinguir os bons dos maus espíritos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;  “Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;paixão inferior&lt;/span&gt;; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade”. (&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Livro dos Espíritos - 57&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt; Ed. - Introdução - Item VI - Pág. 26).&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não somos os únicos a dizer ser fácil distinguir os bons dos maus espíritos, encontramos como devemos proceder na própria Bíblia, vejamos em 1 João 4, 1: &lt;em&gt;Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito. Examinai primeiro se os espíritos são de Deus&lt;/em&gt;, (...), combinada com Mateus 7, 17-18: &lt;em&gt;Assim, pois, toda árvore boa dá bons frutos e a árvore má dá maus frutos. Não pode a árvore boa dar maus frutos nem a árvore má dar bons frutos&lt;/em&gt;. Seguindo estas orientações não há como errar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Entretanto, o espiritismo se contradiz, quando mostra em outro livro que os espíritos podem falsificar linguagens e assinaturas, e até mesmo imitar o próprio Cristo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;  “&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Há falsários no mundo dos Espíritos, como os há neste. Aí não se tem, pois, mais do que uma presunção de identidade, que só adquire valor pelas circunstâncias que a acompanhem. &lt;/span&gt;O mesmo ocorre com todos os sinais materiais, que algumas pessoas têm como talismãs inimitáveis para os Espíritos mentirosos. Para os que ousam perjurar o nome de Deus, ou falsificar uma assinatura, nenhum sinal material pode oferecer obstáculo maior. A melhor de todas as provas de identidade está na linguagem e nas circunstâncias fortuitas”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;  “261. Dir-se-á, sem dúvida, que, se um Espírito pode imitar uma assinatura, também pode perfeitamente imitar a linguagem. É exato; alguns temos visto tomar atrevidamente o nome do Cristo e, para impingirem a mistificação, simulavam o estilo evangélico e pronunciavam a torto e a direito estas bem conhecidas palavras: Em verdade, em verdade vos digo”. (&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Livro dos Médiuns - 29&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt; Ed. - Cap. XXIV - Da Identidade dos Espíritos - Perguntas 260 e 261 - Pág. 273).&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A contradição não é nossa, mas dos que leram Kardec e não entenderam nada. Ora, somente existiria contradição se a afirmação dele fosse de que apenas se manifestam os espíritos superiores. Mas Kardec já nos alertava que teríamos de distinguir os bons dos maus espíritos, tal como previu Jesus conforme podemos encontrar em Mateus 24, 23-24: (...)&lt;em&gt; porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas (...).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Kardec ao mostrar a falsificação de alguns espíritos estava confirmando o que tinha dito sobre a possibilidade de manifestação de bons ou maus espíritos. E conforme já previa Jesus, também apareceram os falsos Cristos nas manifestações espirituais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ficam então as perguntas:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;.- Quem é o Jesus para o espiritismo, se um falso espírito pode imitá-lo? &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quanto à pergunta quem é Jesus para o Espiritismo, vamos responder, mas usaremos as próprias palavras dos Espíritos a Kardec, retiradas do Livro dos Espíritos:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Perg. 625: Qual é o tipo mais perfeito, que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?  Resposta: Vede Jesus&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;         &lt;/em&gt;Kardec fez o seguinte comentário a esta questão&lt;em&gt;: Jesus é para o homem o modelo da perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra. Deus nô-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão da sua lei, porque ele estava animado de espírito divino e foi o ser mais puro que apareceu sobre a Terra.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Se algum espírito pode imitá-lo? Responderá o próprio Jesus: &lt;em&gt;Então se alguém vos disser: ‘Aqui está o Cristo’ ou ‘acolá’, não lhes deis crédito, porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e praticarão grandes sinais e prodígios, para enganarem, se possível fora, os próprios eleitos&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(Mateus 24, 23-24)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Repetimos esta passagem para que não persista mais dúvida alguma, entretanto devemos ressaltar que mesmo querendo imitar a Jesus não será possível enganar “os próprios eleitos”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas ao que parece não houve nenhuma preocupação do autor, dos textos citados, em estudar o Espiritismo, tinha apenas em mente encontrar neles alguma coisa que pudesse ser utilizada contra a própria Doutrina, tal e qual fizeram os fariseus com Jesus, conforme narra Mateus 22, 15: (...) &lt;em&gt;entenderam-se entre si para enredá-lo com as suas próprias palavras&lt;/em&gt;, fosse o contrário, ele mesmo teria condições de responder a segunda parte da sua pergunta, principalmente se tivesse estudado o item 261 além do ponto que parou. Assim a seqüência deste trecho é: &lt;em&gt;mas quando se estudou o conjunto, sem prevenção; quando se esquadrinhou o fundo do pensamento, a importância das expressões; quando ao lado de belas máximas de caridade se viram recomendações pueris e ridículas, fora preciso estar fascinado para iludir-se. Sim, certas partes da forma material da linguagem podem ser imitadas, mas não o pensamento; jamais a ignorância imitará o verdadeiro saber, e jamais o vício imitará a verdadeira virtude; sempre, em alguma parte, aparecerá o seu verdadeiro caráter, &lt;/em&gt;(...).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;        &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- Como ter certeza de que uma mensagem (falada ou escrita) do seu parente já falecido é verdadeira? &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não temos a mínima preocupação em provar nada para ninguém, quem estiver atrás de provas que procure até um perito em grafoscopia se for o caso. Numa mensagem a parentes são eles que poderão saber. E normalmente o sabem; pela linguagem, pela riqueza de detalhes e informações bem particulares que poucos conheciam, muitas vezes é citado nome de parente desencarnado que não era do conhecimento do espírito autor da mensagem, em alguns casos os próprios familiares também não sabem quem é. Enfim, tudo isso poderá levar o receptor da mensagem a saber se o autor é realmente quem diz ser.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;O que diz o Cristianismo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Diz que Deus fez primeiro o corpo e só então lhe deu o sopro da vida, que é o espírito.(Gênesis 2:7 e Zacarias 12:1)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Bíblia do Cristianismo afirma ainda que o aperfeiçoamento do espírito se dá quando alguém aceita Jesus Cristo com único e suficiente Salvador, e que isso pode acontecer numa única vida, sem a necessidade de várias reencarnações. (Filipenses 1:6 e Hebreus 10:14).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Se o nosso espírito fosse criado após o corpo físico como podemos interpretar esta passagem: Jeremias 1, 5; &lt;em&gt;Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que nascesses, eu te consagrei e te constituí profeta para as nações&lt;/em&gt;. Não é claro a preexistência da alma? Vejam também esta idéia em Sabedoria 8, 19-20: &lt;em&gt;Fui criança bem dotada e recebera, como quinhão, uma alma boa. Ou antes, como era bom, vim a um corpo sem mancha; &lt;/em&gt;e em Jó 8, 9: &lt;em&gt;Porque nós somos de ontem, e nada sabemos (...).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;         &lt;/em&gt;Já falamos em outra oportunidade que se Deus criasse os espíritos depois do corpo físico estaria se sujeitando ao ser humano, ou seja, só poderia criar um espírito se um casal resolvesse ter um bebê. É um absurdo tal coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Suponhamos que as passagens seguintes sejam como querem interpretá-las: Filipenses 1, 6: &lt;em&gt;Estou persuadido de que aquele que entre vós iniciou a boa obra há de completá-la até o dia de Cristo Jesus&lt;/em&gt;; e Hebreus 10, 14: &lt;em&gt;Com uma só oblação levou à perfeição definitiva os santificados&lt;/em&gt;. Se for realmente isso, como fica o &lt;em&gt;“a cada um segundo suas obras”&lt;/em&gt; dito por Jesus? Ficaremos com Paulo ou com Jesus? Quem é o Mestre?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, se Jesus nos manda: &lt;em&gt;Sede perfeitos, assim como o Pai celeste é perfeito&lt;/em&gt; ( Mateus 5, 48) é porque podemos atingir a mais alta perfeição, não é mesmo? Ora, pela violência, pelos crimes e vícios que ainda acontecem na humanidade, podemos afirmar que longe está o homem desta meta, assim pergunto: poderá numa só vida chegar à perfeição do Pai Celestial? Mesmo aqueles, a quem chamamos de santos seriam pouquíssimos na Terra, assim a esmagadora maioria não terá a perfeição que fala Jesus. Estão mais para inferno do que para o céu, não é mesmo?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;         Concluindo, iremos deixar Kardec falar na explicação que coloca da pergunta 625, do Livro dos Espíritos, que comentamos um pouco atrás: &lt;em&gt;Se alguns daqueles que pretenderam instruir o homem na lei de Deus, algumas vezes a extraviaram por meio de falsos princípios, foi por se deixarem dominar, eles mesmos, por sentimentos muito terrestre e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com aquelas que regem a vida do corpo. Vários deram como leis divinas o que não eram senão leis humanas criadas para servir às paixões e dominar os homens&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Paulo da Silva Neto Sobrinho&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;Bibliografia:&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;p&gt;- A Bíblia Anotada = The Ryrie Study Bible/Texto bíblico: Versão Almeida, revista e atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto, - São Paulo: Mundo Cristão, 1994.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Bíblia Sagrada, Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 8ª edição, 1989.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- O Livro dos Espíritos, IDE, Araras, SP, 37ª edição, 1987.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- A Psiquiatria em face da Reencarnação, Dr. Inácio Ferreira, FEESP, São Paulo, SP, 1ª edição, 1987.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB, Rio Janeiro, RJ, 85ª edição.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <title>CHARGE DO DIA</title>
    <published>2010-10-09T12:47:29Z</published>
    <updated>2010-10-09T12:47:29Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/gYhaSlU0lZMnBrz3Wpla"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m0d0562c2/7309654_IHDdm.jpeg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>CHARGE DO DIA 2</title>
    <published>2010-10-09T12:43:31Z</published>
    <updated>2010-10-09T12:43:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/CJatHLQeOifNlhJGq3zh"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m480585c5/7309642_p9jJc.jpeg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <updated>2010-10-09T12:41:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/1CC5kMHqCe2voktDNO4i"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b9505c4ff/7309631_CEzpT.jpeg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>CHARGE</title>
    <published>2010-10-01T21:27:19Z</published>
    <updated>2010-10-01T21:27:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/wg8UeLUmdb8NR8JFkwn4"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m200515bc/7258181_JMozf.jpeg" alt="" width="450" height="472" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:apologeticaespirita:56161</id>
    <author>
      <name>SÉRGIO RIBEIRO</name>
    </author>
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    <issued>2010-10-01T00:01:30</issued>
    <title>PARÁBOLA DOS LAVRADORES MAUS OU DOS RENDEIROS INFIÉIS</title>
    <published>2010-09-30T00:56:44Z</published>
    <updated>2010-09-30T00:56:44Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;“Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou aí um lagar, edificou uma torre e arrendou-a a uns lavradores e partiu para outro país. Ao aproximar-se o tempo dos frutos, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam. Estes, agarrando os servos, feriram um, mataram outro e a outro apedrejaram. Enviou ainda outras servos em maior número; e trataram-nos do mesmo modo. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito ao meu filho. Mas, os lavradores, vendo-o, disseram entre si: este é o herdeiro; vinde, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança: e, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados, e arrendará a vinha a outros, que lhe darão os frutos no tempo próprio.”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;(Mateus, XXI, 33 – 42. – Marcos, XII, 1 – 9 – Lucas, XX, 9 – 16.)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Parábola acima é a prova da inigualável presciência do Filho de Deus, assim como é a magistral sentença que se havia de cumprir no nosso século contra os &lt;strong&gt;“rendeiros infiéis”, &lt;/strong&gt;que têm devastado a nossa seara.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um proprietário plantou uma vinha, cercou-a com um tapume feito de ramos e troncos de árvores; assentou um lagar (local com todos os petrechos para a fabricação de vinho) e edificou uma “torre” (grande edifício com proteção contra os ataques inimigos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;De maneira que a fazenda estava completa, tudo preparado: terras de sobra, parreiras em grande quantidade, lagar, tanques, tonéis — tudo o que era preciso para a fabricação do vinho. Casa de moradia com toda a comodidade e conforto” Mas, tendo de ausentar-se o proprietário, arrendou a herdade a uns lavradores; no tempo da colheita dos frutos mandaria receber o produto do arrendamento, ou seja, os frutos que lhe tocavam”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O contrato foi passado e muito bem redigido: selado, registrado e com as competentes testemunhas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por ocasião da primeira colheita, o Senhor da vinha mandou que seus empregados fossem receber os frutos que lhe tocavam.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os rendeiros, em vez de darem conta do depósito; que lhes fora confiado, agarraram os emissários, feriram um, apedrejaram outro e mataram o seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na outra colheita, o proprietário da herdade tornou a mandar outros emissários, que tiveram a mesma sorte dos primeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vendo o dono da herdade o que acontecera com seus emissários, julgou mais acertado delegar poderes ao próprio filho, porque, com certeza, os respeitariam, e o enviou a ajustar contas com os arrendatários”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas os lavradores, em vendo este chegar à propriedade, combinaram entre si e deliberaram matá-la, porque, diziam; “este é o herdeiro, vinde, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança”. E assim fizeram: tiraram-no fora da vinha e o mataram”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;“Quando chegar o Senhor da Vinha, o que fará àqueles lavradores?” — perguntou Jesus ao propor a parábola.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E a resposta veio em seguida: “Fará perecer os malvados, os arrendatários dolosos, e entregará a vinha a outros, que lhe darão os frutos em tempo próprio.”&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parábola é a exposição ou a pintura de uma coisa em confronto com outra de relação remota, ou de sentido oculto ou invisível.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Jesus tinha por costume, para explicar aquilo que escapa à compreensão vulgar, usar das parábolas, a fim de se tornar mais compreendendo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesta Parábola dos Lavradores Maus, rendeiros infiéis, quis Jesus explicar a soberania da ação divina que às vezes tarda, mas não falha; e quis ainda mostrar a seus discípulos quem são os lavradores que prejudicam a sua seara.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A seara é a Humanidade; o proprietário é Deus; a vinha que ele plantou é a Religião; o lagar são os meios de purificação espiritual que ele concede; a Casa que edificou é o mundo, os &lt;em&gt;lavradores &lt;/em&gt;que arrendaram a &lt;em&gt;lavoura &lt;/em&gt;são os sacerdotes e protestantes de todos os tempos, desde os antigos que sacrificavam o sangue dos animais, até os nossos contemporâneos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros servos que foram feridos, apedrejados e sacrificados, são os profetas da Antiguidade, que passaram por duras provações: Elias, Eliseu, Daniel, que foi posto na cova dos leões; o próprio Moisés, que sofreu com os sacerdotes do Faraó e com os israelitas fanatizados que chegaram a fundir um bezerro de ouro para adorar, contra a Lei do Senhor; depois veio João Batista, que foi degolado; e depois outros servos, que passaram pelos mesmos sofrimentos dos primeiros — apóstolos e profetas como Estevão, que foi lapidado; Paulo, Pedro, João, Tiago, que sofreram martírios, e todos os demais que não têm acompanhado as concepções sacerdotais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Filho do Proprietário, que foi morto pelos rendeiros que se apossaram da sua herança, é Jesus Cristo, Senhor Nosso, que sofreu o martírio ignominioso da cruz. E, de acordo com as previsões da Parábola, os tais sacerdotes se apossaram da herança com a qual se locupletam fartamente, deixando a Seara abandonada e a Vinha sem frutos para o Proprietário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nas condições em que se acha a Seara, poderá o Senhor deixar a sua Vinha entregue a essa gente, a esses rendeiros inescrupulosos e maus?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estamos certos de que se cumprirá brevemente a última previsão da Parábola: “O Senhor tomará a Vinha desses malvados e a arrendará a outros, que lhe darão os frutos no tempo próprio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A confusão religiosa é a mais espessa escuridão &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;que infelicita as almas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A crença é como o fruto da videira que alimenta, encoraja e vivifica. Assim como este alimenta o corpo, aquela alimenta alma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Religião de Jesus Cristo não é o culto, as exterioridades, os sacramentos, a ganância do dinheiro, a fé cega; também não é o fogo que aniquila e consome o mal que vence o bem, o Diabo que vence a Deus.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Religião de Jesus Cristo é o bálsamo que suaviza, é a caridade que consola, é o perdão que redime, é a luz que ilumina; não é o aniquilamento, mas a Vida não é o corpo mas, sim, o Espírito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Religião de Jesus Cristo deve, pois, ser ministrada em &lt;em&gt;espírito &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;verdade &lt;/em&gt;e não em &lt;em&gt;dogmas &lt;/em&gt;e com &lt;em&gt;exterioridades aparatosas, &lt;/em&gt;para que possa ser compreendida, observada e praticada pelo Espírito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O corpo é nada; o Espírito é tudo. O corpo existe porque o Espírito aciona; o vivifica e o movimenta. No dia em que o Espírito dele se separa, nenhuma vida mais resta a esse &lt;em&gt;invólucro, &lt;/em&gt;a esse &lt;em&gt;instrumento.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Que é o violino sem o músico? Que é o relógio sem que se lhe dê corda? Que é a máquina sem maquinista?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O corpo sem o Espírito é morto e se desagrega, como uma casa que cai e se converte em escombros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O corpo “pulvis est et in pulveris reverteris”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E se assim é, qual o efeito dos sacramentos e práticas sibilinas que não atingem o Espírito?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O princípio da Religião é a Imortalidade e os rendeiros da Vinha têm por dever salientar e demonstrar este princípio, para que o Templo da Religião, assentado sobre esta base inamovível, abrigue com a Verdade os corações que desejam a paz e a felicidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os pastores e os sacerdotes, “arrendatários da Vinha”, “maus obreiros” que conspurcam os sentimentos cristãos, transformando a Religião de Jesus em missas, imagens, procissões, aparatos, músicas, girândolas e sacramentos, serão &lt;em&gt;chamados às contas &lt;/em&gt;e o látego da Verdade desde já os vem expulsando da herdade, que será entregue a outros, para que os frutos da Vinha sejam dados aos famintos de justiça, aos deserdados de consolação, aos que procuram a luz que encaminha e conduz à perfeição.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde tempos que vão longe, a Religião tem sido causa de abjeta exploração. O sacerdócio, por várias vezes, tem feito periclitar o sentimento religioso. A desgraça da Religião tem sido, em todas as épocas, o padre e o pastor. O padre hebreu, o padre egípcio, o padre budista, o padre brâmane; sempre o padre, a corporação eclesiástica, com toda a sua hierarquia, a sua escolástica, os seus princípios rígidos, os seus cultos aparatosos, os seus sacramentos arcaicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sacerdócio, tornando-se arrendatário da Vinha, como tem acontecido, só conhece um “deus” a quem obedece cegamente: “deus” constituído eclesiasticamente e tirado ou escolhido de um dos seus próprios membros. Todas as religiões têm tido e continuam a ter o seu papa, o seu &lt;em&gt;maioral, &lt;/em&gt;o seu &lt;em&gt;patriarca, &lt;/em&gt;o seu &lt;em&gt;chefe &lt;/em&gt;a quem todos prestam obediência em detrimento do Supremo Senhor e Criador.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Daí a luta cruenta que o &lt;em&gt;sacerdotalismo &lt;/em&gt;tem desenvolvido contra os &lt;em&gt;profetas &lt;/em&gt;em todas as épocas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esta Parábola é a comparação de todas as lutas que os gênios, os grandes missionários, os profetas que falam em nome da Divindade e da Religião, têm sustentado contra a cleresia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde que o Grande Proprietário plantou na Terra a sua Vinha; desde que fez brilhar no mundo o Sol vivificador da Religião, cercando a Vinha com uma sebe, aí estabelecendo um lagar e edificando uma torre; desde que os princípios religiosos foram estabelecidos e ficaram gravados nos Códigos dos divinos preceitos, os lavradores maus dela se apoderaram como rendeiros relapsos, deixando perecer as videiras e massacrando os enviados que em nome do Senhor lhes vinham pedir ou reclamar, como o fazemos hoje, os frutos da Vinha!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os servos do Proprietário da Lavoura eram presos, feridos e mortos. A pretexto de heresia e apostasia, queimaram corpos como quem queima lenha seca e verde; infligiram-lhes os mais duros suplícios, tisnando de sangue as páginas da História do nosso mundo. Nem o Filho de Deus, cuja parábola premonitória de morte acabamos de ler, nem Ele foi poupado pela classe sacerdotal, que tinha por Pontífices Anás e Caifás, em conluio com os governos da época.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A classe sacerdotal, que nada fez à Humanidade e ainda fascinou os homens com os seus cultos aparatosos e seus dogmas horripilantes, é precisamente o que constitui, em sua linha geral, os “lavradores maus” da parábola.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estão eles muito bem representados nesses obreiros fraudulentos e mercenários que proliferam no mundo todo, vendendo a fé, a salvação, as graças.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Que fará o Proprietário da Vinha a tão maus obreiros? O resultado não pode ser outro: “falos-á perecer, tirar-lhes-á o poder que lhes concedeu e a entregará a outros, que darão os frutos no tempo próprio.” Felizmente chegou também a época da realização da premonição do Cristo exarada nos Evangelhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os Espíritos da Verdade baixam ao mundo, uns tomam um invólucro carnal, e outros, através do véu que separa as duas vidas, vêm se apossar da Vinha, para que ela dê os resultados designados pelo Senhor de Todas as coisas. O sacerdócio cai, mas a Religião prossegue; os dogmas são abatidos, mas a Verdadeira Fé aparece, robustecendo consciências, consolando corações, e, principalmente, fazendo raiar na Terra a aurora da Imortalidade, para realçar o Deus Espírito, o Deus Justo, o Deus Poderoso e Sábio que reina em todo o Universo.&lt;/p&gt;</content>
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