TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010

 

Vemos tantos líderes religiosos afirmarem a existência do inferno que ocorreu-nos perguntar: quando foi que Deus criou o inferno?

No livro Gênesis, encontramos Deus criando os "céus e a terra". Mas, qual a razão de não ter também criado o inferno neste momento? Céus, segundo se acreditava, era a morada de Deus.

A primeira vez que a palavra inferno aparece na Bíblia Católica é no Salmo 41:9, e significava o lugar para onde iriam todos os mortos, tanto os bons quanto os maus. Não é o conceito que temos hoje dessa palavra, foi modificado após a influência cultural dos persas, passando a ser um lugar só para os maus. Na Bíblia Protestante, curiosamente, aparece em maior número de vezes, está aí a razão de se falar tanto nele nesse meio.

Por qual motivo Deus, ao instituir os Dez Mandamentos, não disse que iriam para o inferno todos que não os cumprissem. Não seria esse o momento para se criá-lo? Por outro lado, isso não seria uma injustiça? Afinal, os que viveram antes desse código não tinha o inferno como "castigo", somente os que vieram depois. Que justiça é essa? Justiça desse tipo só mesmo produzida pela ignorância humana, que ainda não percebeu que Deus "não faz acepção de pessoas". Ora, as penas instituídas aos infratores nada têm a ver com inferno, mas com situações terrenas, ou seja, todas elas estão relacionadas com coisas do dia a dia. Isso prova que o inferno, na verdade, é uma criação humana. Até mesmo porque se Deus "não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira"- Salmo 103:9-, não há como se falar em inferno eterno.

O Instituto Vox Populi, ao final de 2001, realizou uma pesquisa sobre a religiosidade dos brasileiros, por encomenda da Revista Veja:

 

Perguntas

Católicos

Evangélicos

Acreditam no diabo

44%

81%

Crêem na vida eterna no Paraíso

84%

96%

 

A crença do diabo está intimamente ligada a do inferno. Entretanto, a maioria não admite que irá para lá. "(...) A pesquisa Vox Populi encontrou uma realidade surpreendente: muitos brasileiros (34%) acreditam que irão para o céu. Uns poucos, 11%, que passarão um período de penitência no purgatório. Mas nem um só admitiu a possibilidade de ir para o inferno", concluiu a revista Veja. Qual é a utilidade prática, se ninguém admite ir para lá?

Se Jesus voltasse hoje, não temos dúvida , novamente "expulsaria os vendilhões do templo" e diria a muitas instituições religiosas: "Vá vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, depois vem e segue-me".

Apesar das transformações acontecerem a passos de tartaruga, um dia mudarão esse discurso. Vejamos o que diz na Revista Veja: "Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica retirou discretamente de seus ensinamentos as terríveis histórias de punição após a morte. Há dois anos, o Papa João Paulo II decidiu que o inferno não é um lugar físico, onde as pessoas seriam cozidas em fogo eterno, como se apregoou durante séculos, mas um ‘estado da alma’, em que o sofrimento do pecador seria causado não mais pelas chamas e sim pela ausência de Deus". Parabéns para a Igreja Católica pela mudança de rumo, e, mesmo que agindo discretamente, esperamos que as igrejas evangélicas possam um dia conhecer essa verdade.

Mas, qual o interesse em manter essa idéia? Tudo leva a crer que é apenas para dominar os fiéis. Pois ameaçando-os com as labaredas do "fogo do inferno", tiram-lhes o dízimo, disfarçado em "doação", como forma de pagamento, em "suaves prestações", do seu lugar no "céu". Passam a seus fiéis a idéia de que é "uma forma de retribuir por tudo que Deus nos dá", frase afixada dentro de um templo religioso.



Depois desse estudo respiramos mais aliviados, pois agora, com mais absoluta certeza, sabemos que não iremos para o inferno, lugar para onde, segundo o desejo de muitos, irão os espíritas.

 

 

 

 

 

Revista Veja, Editora Abril, edição 1731, ano 34, nº 50 de 19/12/2001.

 

 

Bibliografia

 

A Bíblia Anotada, Trad. Carlos Oswaldo Cardoso Pinto, São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:04

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
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