TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

 

Têm-se desenvolvido, desde muito tempo, a idéia que o homem só tem uma vida, quer dizer, só vive apenas uma vez. Não sabemos quando e como isso se iniciou, presumimos que seja por causa da narrativa bíblica sobre a criação do homem, onde se diz que Deus após ter modelado o barro dá a ele o sopro vital.

Até a pouco tempo atrás se pensava que o Espírito era ligado ao corpo das crianças no exato momento em que o recém-nascido "via" a luz, quando saia do ventre materno. Via está entre aspas, pois na verdade não via nada, pois nascia de olhos fechados, diferente das crianças de hoje que já nascem de olhos abertos. Ninguém se preocupava com a existência do espírito antes disso.

Mantendo essa visão, ou seja, de aceitarmos que o espírito é ligado ao corpo no momento do nascimento, devemos convir que Deus estaria se subordinando aos homens para a criação de Espíritos, pois somente após o clímax de se cumprir a vontade de um casal de ter filhos, é que Deus poderia entrar com a criação do Espírito.

O homem moderno, avançando em sua percepção da realidade espiritual, está conseguindo perceber um pouco mais além do que os seus antepassados. Nos consultórios médicos, especialmente os ginecológicos, as gestantes são instruídas pelo seu facultativo a conversarem com os fetos muito antes do dia em que eles irão ver a luz. No início mesmo da gestação já é passada essa orientação. Isso tem contribuído sobremaneira para que os espíritos, em vias de reencarnarem, sintam-se amados e desejados, o que promove uma vida de relacionamento familiar mais harmonioso, notadamente entre pais e filhos.

Entretanto, ainda não se conseguiu desvendar o grande "mistério" de que, muito antes da concepção, o espírito já existia. Estamos falando da preexistência do Espírito, aceita por muitas filosofias religiosas, mas ainda não incorporada às religiões cristãs tradicionais. Sabemos que as mudanças não são fáceis, pois deixar valores antigos para absorver novos não é coisa tão fácil assim, já que sempre nos agarramos às nossas convicções anteriores, pouco nos importando se são verdadeiras ou não.

Podemos notar isso nos obstinados fariseus, que ficavam perplexos, diante dos ensinamentos de Jesus, mas não abriam mão em seguir a Moisés, até que, num dado momento, o Mestre desmascarando-os diz: "Não se coloca remendo de pano novo em pano velho, nem vinho novo em odres velhos" (Mateus 9, 16-17).

Mas, por incrível que pareça, encontramos a percepção da preexistência até no Antigo Testamento, escrito a aproximadamente mil e novecentos anos atrás. Como exemplo, vejamos as seguintes passagens, onde claro fica essa questão:

1) Tobias 6, 18: Antes de se unir a ela, levantem-se os dois e rezem, pedindo ao Senhor do céu que tenha misericórdia e proteja vocês. Não tenha medo. Ela foi destinada a você desde a eternidade, e você é quem vai salvá-la.

Se a moça foi destinada a Tobias deste a eternidade, é porque ambos existiam desde a eternidade. Por eternidade devemos entender um tempo muito longo, sem que saibamos precisar a sua duração certa, já que de toda a eternidade somente existe Deus.

2) Salmos 51, 7: Eis que eu nasci na culpa, e minha mãe já me concebeu pecador.

Como alguém pode nascer pecador se não teve uma vida anterior onde teria pecado? Não venham com essa ridícula afirmação de que nascemos em pecado original. Temos dito que realmente ele é muito original só isso, mas não se coaduna com a justiça divina, até mesmo porque também está escrito: "O filho nunca será responsável pelo pecado do pai, nem o pai será culpado pelo pecado do filho" (Ez 18, 20, ver tb Dt 24, 16).

3) Sabedoria 8, 19: Eu era um jovem de boas qualidades e tive a sorte de ter uma boa alma, ou melhor, sendo bom, vim a um corpo sem mancha.

Aqui, além de estar bastante evidente a preexistência da alma, ainda encontramos a questão do carma. Carma? Isso mesmo, já que o jovem veio num corpo sem mancha porque era um espírito bom (boa alma). E para quem se apressar em dizer que na Bíblia não existe esse pensamento, acrescentamos: "Se alguém ferir o seu próximo, deverá ser feito para ele aquilo que ele fez para o outro: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. A pessoa sofrerá o mesmo dano que tiver causado a outro" (Lv 24, 20). Algumas vezes Jesus diz, ainda que possamos entender como veladamente, sobre o carma, quando fala "a cada um segundo suas obras" (Mt 16, 27), outras, mais preciso de modo a não deixar dúvida, quando afirma a um homem, que esteve doente por 38 anos, ao encontrá-lo no templo: "Você ficou curado. Não peque de novo, para que não lhe aconteça alguma coisa pior" (Jo 5, 14). Para não ficar só nisso, vamos encontrar Paulo dizendo: "cada um colherá aquilo que tiver semeado", claramente está afirmando essa lei divina inexorável que faz com que soframos o mesmo mal que fizermos os outros sofrerem.

4) Jeremias 1, 4-5: Recebi a palavra de Javé que me dizia: "Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações".

Se antes de formar no ventre da mãe Deus já o conhecia, é porque, não tenhamos dúvida, que ele existia como Espírito antes do seu corpo ser formado.

Vejamos o que diz o teólogo e escritor José Reis Chaves, em "A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência", a respeito de Orígenes, considerado um dos pais da Igreja Católica:

Em 543, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência.

Em seguida à publicação do citado édito, Justiniano determinou ao patriarca Menos de Constantinopla que convocasse um sínodo, convidando os bispos para que votassem em seu édito, condenando dez anátemas dele constantes e atribuídos a Orígenes.

A principal cláusula ou anátema que nos interessa é a da condenação da preexistência que, em síntese, é a seguinte: "Quem sustentar mítica crença na preexistência da alma e a opinião, conseqüentemente estranha, de sua volta, seja anátema".

Então, podemos ver, que a questão da preexistência da alma foi abolida por decreto, que, apesar de sua evidência bíblica, ainda teve o beneplácito dos bispos católicos. São os que sempre se consideram os "donos da verdade" é que buscam de todas as formas combater tudo que não vai ao encontro de suas próprias idéias, pouco importando se estão com a razão ou não. O tempo e o progresso inevitável do ser humano, que cada vez mais se torna exigente na questão da razão e lógica, deverá fazer com que essa verdade seja restabelecida, mesmo que isso vá contrariar a uns e outros.

 

Bibliografia: "A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência", José Reis Chaves, Ed. Martin Claret, 5ª edição e "Bíblia Sagrada", Edição Pastoral, Paulus, 43ª edição, 2001.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:49

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

 

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.
Josué 1:3-4 O território israelita se extenderá até o rio Eufrates.
Mas o território israelita nunca se extendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomáticas da atualidade) ele se extenda até mesmo para o Nilo.
Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.
Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.
Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".
Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.
Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.
Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.
Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.
Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.
Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..
Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.
Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.
Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.
Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)
Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).
A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.
Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.
Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.
Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.
Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:08

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

De acordo com os estudos que tenho efetuado ao longo de anos, concluí que a Bíblia contém mais de duas mil contradições explícitas ou implícitas. Esta lista é somente uma pequena seleção. O grande problema dos que se dizem cristãos é que nunca LÊEM de fato o tal livro. São pessoas preguiçosas, que preferem ficar sentadas ouvindo o que os pastores, padres e outros "expertos" dizem. Mas nada melhor do que ler, investigar, comparar e depois concluir que a Bíblia nunca foi sagrada. Não é a Palavra de Deus, nem tem qualquer inspiração divina. Mas é tão somente uma coletânea de livros mal escritos, mal revisados, emendados, falsificados, deturpados e finalmente distribuído aos milhões para espalhar uma religião que se pulverizou aos milhares e que enriquece a uns poucos: seus líderes.


A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus (II Timóteo 3:16).
Mas em alguns trechos é negada a inspiração divina (I Coríntios 7:6;5:12) (II Coríntios 11:17).

Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4).
Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação (Gênesis 7:23).
Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33).

Deus diz para Noé que tudo o que se move e tem vida servirá de alimento para ele, e também toda a vegetação. Só não poderá comer da carne ainda com vida, ou seja, com sangue (Gênesis 9:3-4).
Deus diz que nem todos os animais podem ser consumidos (Deuteronômio 14:7-20).

Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9).
Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5).

Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11).
Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33).

Deus envia Moisés para o Egito resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10. 4:19-23).
No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. Não proveu de explicação (Êxodo 4:24-26).

Deus mata todos os animais dos egípcios com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu a pestilência (Êxodo 9:3-6).
Deus mata todos os animais dos egípcios com uma chuva de granizo (Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?) (Êxodo 9:19-21,25).

Deus não foi conhecido por Abraão, Isaac e Jacó pelo nome de Javé (Êxodo 6:2-3).
O nome do Senhor já era conhecido (Gênesis 4:26).

Deus proibe que seja feito a escultura de qualquer ser (Êxodo 20:4).
Deus ordenou a fabricação de estátuas de ouro (Êxodo 25:18).

Proibição do assassinato (Êxodo 20:13).
Deus manda Moisés matar todos os homens de Madiã (Números 31:7).

Proibição do roubo (Êxodo 20:15).
Deus manda roubar os egípcios (Êxodo 3:21-22).

Proibição da mentira (Êxodo 20:16)
Deus permite a mentira (I Reis 22:22)

Você tem que julgar o próximo com justiça (Leviticos 19:15).
Não julgue ninguém para não ser julgado (Mateus 7:1).

Deus jamais se arrepende (I Samuel 15:29).
Deus se arrepende (Gênese 6:6) (Êxodo 32:14) (I Samuel 15:11,35) (Jonas 3:10).

Deus não pode mentir (Números 23:19).
Deus deliberadamente enviou um "espírito" mentiroso (I Reis 22:20-30) (II Crônicas 18:19-22).
Deus faz pessoas acreditarem em mentiras (II Tessalonicenses 2:11-12).
O Senhor engana os profetas (Ezequiel 14:9).

Aarão morreu no monte Hor. Imediatamente depois disso, os israelitas foram para Salmona e Finon (Números 33:38).
Aarão morreu em Mosera. Depois disso, os isralelitas foram para Gadgad e Jetebata (Deuteronômio 10:6-7).
Deus diz a Moisés que Aarão morreu no monte Hor (Deuteronômio 32:50).

Nós temos que amar Deus (Deuteronômio 6:5) (Mateus 22:37).
Nós temos que temer Deus (Deuteronômio 6:13) (I Pedro 2:17).

Deus escreveu nas tábuas as dez palavras da aliança (Deuteronômio 10:1-2,4).
Deus ditou e Moisés escreveu (Êxodo 34:27-28).

Josué queimou a cidade de Hai e reduziu-a a um monte de ruínas para sempre (Josué 8:28).
Hai ainda existe como uma cidade (Neemias 7:32).

Josué destruiu totalmente os habitantes de Dabir (Josué 10:38-39).
Os habitantes de Dabir ainda existem (Josué 15:15).

Saul destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 15:7-8,20).
David destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 27:8-9).
Finalmente os amalecitas são mortos (I Crônicas 4:42-43).

Isaí teve sete filhos além de seu mais jovem, David (I Samuel 16:10.11).
David foi o sétimo filho (I Crônicas 2:15).

Saul tentou consultar o Senhor (I Samuel 28:6).
Saul nunca fez tal coisa (I Crônicas 10:13-14).

Saul cometeu suicídio (I Samuel 31:4-6) (I Crônicas 10:4-5).
Saul foi morto por um amalecita (II Samuel 1:8-10).
Saul foi morto pelos filisteus (II Samuel 21:12).

Davi tomou 1.700 cavaleiros de Adadezer (II Samuel 8:4).
Davi tomou 7.000 cavaleiros de Adadezer (I Crônicas 18:4).

Davi matou aos arameus 700 parelhas de cavalos e 40.000 cavaleiros (II Samuel 10:18).
Davi matou aos arameus 7.000 cavalos e 40.000 empregados (I Crônicas 19:18).

Israel dispõe de 800.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 500.000 homens (II Samuel 24:9).
Israel dispõe de 1.100.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 470.000 homens (I Crônicas 21:5).

Satã provocou Davi a fazer um censo de Israel (I Crônicas 21:1).
Deus sugeriu Davi a fazer um censo de Israel (II Samuel 24:1).

Davi pagou 50 siclos de prata por gados e pelo terreno (II Samuel 24:24).
Davi pagou 600 siclos de ouro pelo mesmo terreno (I Crônicas 21:25).

Rei Josias foi morto em Magedo. Seus servos o levam morto para Jerusalém (II Reis 23:29-30).
Rei Josias foi ferido em Magedo e pediu para seus servos o levarem para Jerusalém, onde veio a falecer (II Reis 23:29-30).

Foram levados 5 homens dentre os mais íntimos do rei (II Reis 25:19-20).
Foram levados 7 homens dentre os mais íntimos do rei (Jeremias 52:25-26).

São citados os nomes de 10 pessoas que vieram com Zorobabel (Esdras 2:2)
São citados os nomes de 11 pessoas que vieram com Zorobabel (Neemias 7:7)

(Esdras 2:3 & Neemias 7:8) Estas passagens pretendem mostrar a quantidade de pessoas que voltaram do cativeiro babilônico. Compare o número para cada família: 14 deles discordam.

A terra vai durar para sempre (Salmos 104:5) (Eclesiastes 1:4).
A terra perecerá (II Pedro 3:10) (Hebreus 1:10-11).

Deus fala a respeito de sacrifícios com os filhos de Israel libertos do egito (Levítico 1:1-9).
Deus nega que houvesse dito algo sobre sacrifícios naquela ocasião (Jeremias 7:22).

O filho não deve ser castigado pelo erro do pai, ou vice-versa (Deuteronômio 24:16) (Ezequiel 18:20) (II Crônicas 25:4).
Deus vinga a crueldade dos pais nos filhos até a quarta geração (Êxodo 20:5) (Deuteronômio 5:9).
Todos os homens são culpados pelo pecado de Adão. A culpa passou de pai para filhos por diversas gerações (Romanos 5:12).

Jesus foi filho de José, que o foi de Jacob (Mateus 1:16).
Jesus foi filho de José, que o foi de Heli (Lucas 3:23).

O pai de Salathiel foi Jeconias (Mateus 1:12).
O pai de Salathiel foi Neri (Lucas 3:27)

Abiud é filho de Zorobabel (Mateus 1:13).
Resa é filho de Zorobabel (Lucas 3:27).
São citados os nomes de todos os filhos de Zorobabel, mas nem Resa e nem Abiud estão entre eles (I Crônicas 3:19-20).

Jorão era o pai de Ozias que era o pai de Joathão (Mateus 1:8-9).
Jorão era o pai de Occozias, do qual nasceu Joás, que gerou Amazias, que foi pai de Azarias que, finalmente, gerou Joathão (I Crônicas 3:11-12).

Josias era o pai de Jeconias (Mateus 1:11).
Josias era o avô de Jeconias (I Crônicas 3:15-16).

Zorobabel era filho de Salathiel (Mateus 1:12) (Lucas 3:27).
Zorobabel era filho de Fadaia. Salathiel era tio dele (I Crônicas 3:17-19).

Sale era filho de Cainan, neto de Arfaxad e bisneto de Sem (Lucas 3:35-36).
Sale era filho de Arfaxad e neto de Sem (Gênese 11:11-12).

Ninguém jamais viu a Deus (João 1:18, 6:46) (I João 4:12).
Jacob viu Deus cara a cara (Gênesis 32:30).
Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24:9-11).
Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33:11) (Deuteronômio 34:10).
Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1:27-28).

Jesus curou um leproso depois de visitar a casa de Pedro e Simão (Marcos 1:29,40-42).
Jesus curou o leproso antes de visitar a casa de Pedro e Simão (Mateus 8:2-3,14).

O Diabo levou Jesus primeiro ao topo do templo e depois para um lugar alto para ver todos os reinos do mundo (Mateus 4:5-8).
O Diabo levou Jesus primeiro para o lugar alto e depois para o topo do templo (Lucas 4:5-9).

Quem crê no filho de Deus tem vida eterna (João 3:36).
Quem ama a Deus e ao seu próximo tem vida eterna (Lucas 10:25-28).
Quem guarda os 10 mandamentos tem vida eterna (Mateus 19:16-17).

O sermão conteve 9 beatitudes (Mateus 5:3-11).
O sermão conteve 4 beatitudes (Lucas 6:20-22).

Jesus adquiriu Mateus como discípulo depois de acalmar a tempestade (Mateus 8:26).
Jesus adquiriu Mateus(Levi) como discípulo antes de ter acalmado a tempestade (Marcos 2:14, 4:39)
Obs: O contexto identifica Levi como outro nome para Mateus. Compare [Mateus 9:9-17] com [Marcos 2:14-22] e com [Lucas 5:27-39].

O centurião se aproximou de Jesus e pediu ajuda para um criado doente (Mateus 8:5-7).
O centurião não se aproximou de Jesus. Ele enviou amigos e os anciões dos judeus (Lucas 7:2-3,6-7).

Jairo pediu a Jesus que ajudasse a sua filha, que estava morrendo (Lucas 8:41-42).
Ele pediu para que Jesus salvasse a filha dele que já havia morrido (Mateus 9:18).

Jesus disse aos seus discípulos que deveriam andar calçados com sandálias (Marcos 6:8).
Jesus lhes disse que não deveriam andar descalços (Mateus 10:10).

Deus confiou o julgamento a Jesus (João 5:22) (João 5:27,30 8:26) (II Coríntios 5:10) (Atos 10:42).
Jesus, porém, disse que não julga ninguém (João 8:15,12:47).
Os santos hão de julgar o mundo (I Coríntios 6:2).

A transfiguração de Jesus ocorreu 6 dias após a sua profecia (Mateus 17:1-2).
A transfiguração ocorreu 8 dias após (Lucas 9:28-29).

A mãe de Tiago e João pediu a Jesus para que eles se assentassem ao seu lado no reino (Mateus 20:20-21).
Tiago e João fizeram o pedido, ao invés de sua mãe (Marcos 10:35-37).

Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com dois homens cegos (Mateus 20:29-30).
Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com somente um homem cego (Marcos 10:46-47).

Dois dos discípulos levaram uma jumenta e um jumentinho para Jesus da aldeia de Bethfagé (Mateus 21:2-7).
Eles levaram somente um jumentinho (Marcos 11:2-7).

Jesus amaldiçoou a árvore de figo depois de ter deixado o templo (Mateus 21:17-19).
Ele amaldiçoou a árvore antes de ter entrado no templo (Marcos 11:14-15,20)

Um dia após Jesus ter amaldiçoado a figueira, os discípulos notaram que ela havia secado (Marcos 11:14-15,20)
A figueira secou imediatamente após a maldição ser posta (Mateus 21:19).

Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias (Mateus 23:35).
Zacarias era filho de Joiada (II Crônicas 24:20-22).

Jesus manda amarmos uns aos outros (João 13:34-35).
Você não pode ser um discípulo de Jesus a menos que já tenha aborrecido seus pais, seus irmãos, seus filhos ou sua esposa (Lucas 14:26).

Vestiram Jesus com um manto carmesim (Mateus 27:28).
Vestiram Jesus com um manto púrpura (Marcos 25:17) (João 19:2).

Após Pedro ter negado Jesus, o galo cantou pela segunda vez (Marcos 14:30,57-72).
O galo só cantou uma vez (Lucas 22:34,60-61) (Mateus 26:34,69-74).



Profecias falhadas

Obs: As profecias serão mais bem entendidas se houver o devido acompanhamento das passagens bíblicas citadas.


Atos 18:9-10 Numa visão, Jesus garantiu à Paulo que ninguém ousaria fazer-lhe mal, enquanto ele continuasse pregando. Atos 21:20 uma multidão atacou Paulo; 23:2 os ajudantes do sumo sacerdote bateram nele; 24:27 Paulo foi aprisionado; 27:41-43 o navio onde ele estava naufragou.

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.
Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.
Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomáticas da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.

Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma possessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.

Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.

Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".
Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.
Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.

Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.

Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.

Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.

Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..

Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.

Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.
Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.
Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)

Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).
A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.

Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.

Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.

Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.

Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!

Mateus 24:3-35; Marcos 13:24-30; Lucas 21:27-32 Jesus faz uma extensiva e detalhada descrição do fim do mundo e de sua segunda chegada. Tudo isto ocorrerá antes da passagem da presente geração. Alguns apologistas defendem estas passagens com a observação que a palavra "geração" poderia também ser traduzida como "raça". Mas Deus prometeu a Abraão que a raça judaica teria a Palestina para sempre. Logo não se pode negar uma parte da Bíblia para defender outra.

João 5:25 Muito específica declaração de Jesus que "vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus: e os que a ouvirem, viverão".

João 21:20-23 Uma sugestão de Jesus, depois da Ressurreição, que ele retornaria ainda durante o tempo de vida de pelo menos um de seus discípulos. Note que o anônimo autor ou escriba do Livro de João reconheceu a falha ostensiva desta profecia e tentou explicá-la nos versos subsequentes.

I Tessalonicenses 4:15-17 Outra declaração, por Paulo, que o retorno de Jesus ocorreria dentro do tempo de vida de alguns de seus contemporâneos.

I Pedro 4:7; I Coríntios 7:29-31; Hebreus 10:37 Declarações adicionais que o retorno de Jesus era iminente. Paulo até mesmo sugeriu na Epístola aos Coríntios que não se fizesse planos para o futuro.

I João 2:18 João foi até mais específico que Paulo. A hora final estava à mão, e vários Anticristos já tinham aparecido sobre a Terra. Veja também: Mateus 23:25; Hebreus 1:2, 9:26; I Timóteo 6:13-14; I Pedro 1:20 Revelações 22:20. Todas estas passagens implicam que o Apocalipse estava muito perto, não em algum sentido místico, mas em termos humanos.

Isaías 52:1 Uma profecia que os "não-circuncidados e impuros" não mais entrariam na cidade de Jerusalém. A despeito desta profecia, os não-circuncidados e impuros viajam para Jerusalém nos dias de hoje.
 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 22:06


Entre vários atributos que caracterizam a divindade, encontramos a imutabilidade, o que significa que Deus não muda nunca. Entendimento fácil de assimilar, uma vez que se Deus mudar de atitude ou algo que tenha feito, Ele não teria agido com perfeição, o que seria contrário a essa sua natureza. O fato de Deus ter poder para mudar não implica que irá agir dessa forma, pois acima disso está a sua perfeição e só muda quem não fez o que queria ou o que fez não tenha ficado a contento.

Atribuem a Jesus o status de ser o próprio Deus encarnado aqui na Terra, apesar Dele, segundo Davi, não caber no templo (1Rs 8,27), coube dentro de um corpo humano, mas deixemos à vontade os que acreditam nisso.

Segundo uma passagem do Evangelho Jesus teria dito “não vim destruir a Lei, mas cumpri-la” (Mt 5,17), mas será que agiu mesmo dessa forma? Vejamos que em Lv 20,10 se ordena que sejam punidos com a morte os que cometessem adultério, mas ao apresentarem a Jesus uma mulher surpreendida em adultério questionando-O se deveriam apedrejá-la como manda essa Lei, responde: “aquele que estive sem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8,7), numa evidente sugestão que não se deveria cumprir a Lei. Mas se antes havia dito que teria vindo para cumprir a Lei, como é que ficamos diante dessa contradição?

Pior ainda quando aceitamos que Jesus seja mesmo o próprio Deus, pois aí Ele está mudando de atitude apesar de que teria sido dito que “... eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3,6). Sem falar que Jesus, em várias oportunidades, se colocou com vindo para cumprir a vontade daquele que o enviou, deixando bem claro sua completa submissão à vontade de Deus, sempre se colocou com um enviado, demonstrando uma subordinação a alguém que Lhe era superior.

Mas para explicar essa questão temos que nos debruçar nos registros históricos para percebermos que a divinização de Jesus foi uma necessidade teológica, uma vez que, copiando dos povos pagãos, decidiram que Deus também teria que ser representado por uma trindade. Absurdo teológico que, por mais que queiram, não conseguem dar a isso uma única explicação lógica e razoável, partindo para o “mistério”, como a famosa “saída pela tangente”.

Não estamos aqui para “destronar” a Jesus, mas para restabelecer o lugar em que Ele sempre se colocou, pois assim é mais fácil ou melhor é possível seguirmos seu exemplo, caso contrário, ficaremos numa situação insustentável de não termos as mínimas condições de fazer o que Ele mesmo afirma podermos fazer: “tudo o que eu fiz vós podeis fazer e até maiores” (Jo 14,12).

“Meu Pai e vosso Pai”, “meu Deus e vosso Deus” são expressões que usou o tempo todo, o que significa que nos têm no mesmo plano que Ele, ou seja, somos irmãos. A Ele devemos recorrer, como o nosso irmão maior, quando as dificuldades da vida nos pesam nos ombros. “Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados, pois eu vos aliviarei” (Mt 11,28) é sua promessa a todos nós, espíritos em evolução, independente de qual rótulo religioso possamos estar abrigados.

Aos que acreditam nas inúmeras profecias a respeito de Jesus, contidas no Antigo Testamento, fica mais difícil argumentar, pois elas dão conta que Deus enviaria um mensageiro, não que viria pessoalmente à Terra.

Obviamente esses nossos argumentos podem não convencer a todos, mas os que, porventura, não vierem a aceitá-los, que, então, nos demonstrem com boa lógica que isso não é absurdo: Deus desce do céu, se encarna como Jesus, que morre na cruz como vítima oferecida a Ele mesmo para expiação de nossos pecados (sic).

 
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 18:46

 

 

 

 

 
Os religiosos católicos e protestantes, não aceitam a reencarnação, pois obedecem ao dogma que foi constituído em 553 DC no II Concilio de Constantinopla, onde a reencarnação foi banida por decreto. Entretanto a idéia dos renascimentos já estava ligada as religiões na Índia, há mais de 5000 anos. Hoje a maioria esmagadora das religiões aceita a reencarnação. Iremos neste breve estudo mostrar que a reencarnação está escrita na Bíblia sim, de forma implícita, e Jesus, e seus apóstolos, aceitavam-na de forma normal, mesmo sem muito entender como se dava o processo, o diálogo não nos deixam dúvidas, no Evangelho de (II João 3,1-12) temos uma passagem sobre esta lei Natural, leiamos:
 
II João 3,1-12
 
“E HAVIA entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus 2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. 7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9 Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso? 10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? 11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais”.
 
Observamos que Jesus em momento algum, condenou a idéia de Nicodemos, como sempre fez, quando algo que fosse contrário aos seus ensinos era pronunciado, o próprio Mestre, condenava de imediato. Nicodemos já tinha percebido que para nascer de novo deveria voltar ao ventre materno, mas não entendia com muitos detalhes. O Nascer da água e do espírito, mostra, o que hoje a ciência nos prova; O nosso corpo humano é constituído de maior parte de água, e somente um corpo físico constituído de água, poderá gerar outro corpo físico de igual matéria. No verso 6, é citado “o que é nascido da carne é carne, o que é nascido do espírito é espírito”, da mesma forma, somente um corpo físico pode gerar outro corpo físico.
 
No verso 10 Jesus afirma “Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?”

Veja que Jesus sempre fazia as pessoas usarem o raciocínio, pois ele sabia que se Nicodemos usasse a lógica, conseguiria entender suas palavras. É bom que se diga que esse nascer de novo não é o batismo, pois Nicodemos não poderia ficar maravilhado com um simples batismo, já que este ritual era coisa comum na época, além do mais o ritual do batismo não foi mencionado no contexto.

Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?”

Este verso mostra que Jesus falava sobre a Reencarnação considerada uma coisa celeste. No verso 8, esta explicito que o espírito não sabe de onde vem nem para onde vai, enquanto esta na terra. Derruba também, a crença da criação da alma durante o nascimento, pois se não sabe de onde veio, é porque estava em algum outro lugar, por conseguinte, já fora criado, pois se não existisse, não poderia ter estado em outro local.
 
E para a tristeza dos que pensam que reencarnação é crença só dos espíritas, vejamos:
 
                 Outras religiões que aceitam a Reencarnação
Taoísmo
Confucionismo
Bramanismo
Jainismo
Zoroastrismos
Sikhismo
Xintoísmo
Islamismo esotérico (Surate II,26 e Surate XVII: 52 do Corão)
Cabala
Esoterismo
Eubiose
Gnose
Maçonaria
Sufismo
Mahaísmo
Xamanismo
Teosofia
Igreja Messiânica Mundial
Martinismo
Rosa-cruzes
Ordem dos Templários
Santo Daime
 
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:05

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

 

 

 

Estávamos lendo o livro “Os 3 caminhos de Hécate”, do escritor espírita J. Herculano Pires (1914-1979), que falando das manifestações de espíritos na Bíblia, cita, entre outros, os seguintes passos: “Em Provérbios, 31:1-9, o espírito da mãe de Lamuel aparece-lhe para lhe transmitir conselhos. Em Juízes, 13, um espírito aparece a Manué e sua mulher” (p. 113). Bem curioso e até ansioso pela nova informação, fomos imediatamente conferi-la. E foi aí que vimos a verdade dos fatos que fazem de tudo para esconder.

Vejamos o passo Pr 31,1-9, do qual colocaremos apenas o versículo 1, já que é ele o que nos interessa:
Bíblia de Jerusalém: Palavras de Lamuel, rei de Massa, as quais lhe ensinou sua mãe. [...]
(Textos com mesmo sentido ao citado: Bíblia do Peregrino; Bíblia Sagrada – Santuário; Bíblia Sagrada – Vozes; Bíblia Sagrada – Ave Maria; Bíblia Shedd, Bíblia Sagrada - Pastoral e Bíblia Anotada – Mundo Cristão)
Bíblia Sagrada - Barsa: Palavras do rei Lamuel. Visão, pela qual o instruiu sua mãe. […]
(Texto com mesmo sentido ao citado: Bíblia Sagrada – Paulinas).
Novo Mundo: Palavras de Lemuel, o rei, a mensagem ponderosa que sua mãe lhe deu em correção: [...]
Bíblia Sagrada – SBB: Palavras do rei Lemuel: a profecia que lhe ensinou sua mãe. [...]
Infelizmente, percebemos que, na maioria das traduções bíblicas citadas, a passagem foi modificada (se o certo não for dizer adulterada ou corrompida) para não deixar transparecer a realidade de que essas instruções, que Lamuel (ou Lemuel) recebe de sua mãe; e pela sua redação a impressão que se tem é que elas foram recebidas de uma morta, ou seja, a mensagem foi transmitida pelo espírito de sua mãe. Apenas na narrativa de três delas podemos fazer uma análise e chegar a conclusão que se trata mesmo de uma aparição, oportunidade em que o espírito transmitiu a sua mensagem.
Visão em êxtase ou noturna, são os dois tipos de visões que aparecem na Bíblia. Fora as que se relacionam a eventos futuros, geralmente, são protagonizadas por seres espirituais. Algumas passagens do Antigo Testamento, inclusive, relatam pessoas tendo visões do Espírito de Deus, como se isso fosse um fato possível a um ser humano. E aí nos surge um questionamento: Por que Ele não aparece mais a ninguém nos dias de hoje?
Muitos dos antigos profetas eram videntes (1Sm 9,9), como, por exemplo, Samuel e Ido, citados com tal faculdade; certamente que tinham visões dos espíritos. Pedro, Tiago e João viram os espíritos Moisés e Elias conversando com Jesus (Mt 17,1-9). Zacarias vê o anjo Gabriel (Lc 1,19), que também foi visto por Daniel que disse ser ele um homem (Dn 9,21).
Uma outra visão bem interessante é a de Paulo que vê um macedônio, que lhe suplicava ir à sua cidade (At 16,9); o fato é que no passo não se dá para concluir se esse macedônio era vivo ou morto. Não estranhe, caro leitor, os vivos também podem se manifestar, pelo fenômeno da emancipação da alma - na linguagem bíblica eles são tidos como “arrebatamentos em espírito”.
Leiamos, agora, a segunda passagem:
Jz 13,2-25: Havia um homem de Saraá, do clã de Dã, que se chamava Manué. Sua mulher era estéril e não tinha filhos. O anjo de Javé apareceu à mulher e lhe disse: "Você é estéril e não tem filhos, mas ficará grávida e dará à luz um filho...” A mulher foi falar assim ao marido: "Um homem de Deus veio me visitar. Pela sua aparência majestosa, parecia um anjo de Deus…". Então Manué rezou a Javé: "Eu te peço, Senhor: que o homem de Deus que enviaste, volte e nos diga o que devemos fazer com o menino, quando ele nascer". Deus ouviu a oração de Manué, e o anjo de Deus apareceu outra vez à mulher, quando ela estava no campo. Seu marido Manué não estava com ela. A mulher foi correndo avisar o marido: "O homem que me visitou outro dia, voltou". Manué seguiu a mulher e foi perguntar ao homem: "Foi você quem falou com esta mulher?" Ele respondeu: "Sim. Fui eu mesmo". Manué disse: "Quando se realizar a sua palavra, como será o comportamento do menino? O que é que ele deve fazer?" O anjo de Javé respondeu a Manué: "A mulher não poderá fazer nada daquilo que lhe foi proibido:...". Manué disse ao anjo de Javé: "Fique conosco, que vamos preparar um cabrito para você". O anjo de Javé respondeu a Manué: "Mesmo que eu fique, não provarei a sua comida. Mas, se você quiser, prepare um holocausto e ofereça a Javé". Manué não tinha percebido que esse homem era o anjo de Javé. E Manué perguntou: "Qual é o seu nome, para que possamos agradecer a você, quando suas palavras se realizarem?" O anjo de Javé retrucou: "Por que você está querendo saber o meu nome? Ele é misterioso". Então Manué pegou o cabrito com a oferta, e ofereceu-o sobre a rocha em holocausto a Javé, que realiza coisas misteriosas. Manué e sua mulher ficaram observando. Quando a chama do altar subiu para o céu, o anjo de Javé também subiu na chama. Vendo isso, Manué e sua mulher caíram com o rosto no chão. O anjo de Javé não apareceu mais, nem para Manué nem para a sua mulher. Então Manué entendeu que era o anjo de Javé. Ele disse à sua mulher: "Certamente morreremos, porque vimos a Deus". A mulher respondeu: "Se Javé nos quisesse matar, não teria aceito o holocausto e a oferta, não nos teria mostrado tudo o que vimos, nem nos teria comunicado essas coisas"...
Para designar o mesmo ser que aparece a Manué e sua mulher, são utilizados estes termos para descrevê-lo: “anjo de Javé”, “um homem de Deus, que parecia um anjo de Deus”, “anjo de Deus”, “o homem” e “Deus”. Percebe-se a grande confusão que faziam diante das manifestações espirituais, não conseguindo, de fato, distinguir o que realmente viam.
Na verdade, o que viam eram anjos, que nada mais são que espíritos desencarnados, razão pela qual eram confundidos com homens. Para corroborar isso, basta ler em Atos o que aconteceu com Pedro. Ele estava preso a mando de Herodes, que já havia mandado matar a Tiago, irmão de João, e pretendia fazer o mesmo com Pedro, uma vez que viu que isso agradava aos judeus (At 12,1-3). Pedro após ser solto por um anjo do Senhor se dirige à casa de Maria, mãe de João, onde muitos estavam reunidos (At 12,6-12), leiamos, na própria narrativa bíblica, do que se sucede em seguida:
Bateu à porta, e uma empregada, chamada Rosa, foi abrir. A empregada reconheceu a voz de Pedro, mas sua alegria foi tanta que, em vez de abrir a porta, entrou correndo para contar que Pedro estava ali, junto à porta. Os presentes disseram: 'Você está ficando louca!' Mas ela insistia. Eles disseram: 'Então deve ser o seu anjo!' Pedro, entretanto, continuava a bater. Por fim, eles abriram a porta: era Pedro mesmo. E eles ficaram sem palavras. (At 12, 13-16).
Diante da possibilidade de Pedro estar à porta e como o supunham já morto, concluíram que só poderia ser o anjo dele que estava ali; em outras palavras: Então deveria ser o seu espírito!
R. N. Champlin, nos explica essa passagem da seguinte forma:
"Os cristãos primitivos têm com toda a razão sido criticados por essa sua atitude. Primeiramente rebateram a jovem escrava completamente, não crendo nela, preferindo acreditar que ela estava louca a crerem que as suas próprias orações haviam sido respondidas! E então, quando ela insistiu tão veementemente que não se equivocara com respeito à presença de Pedro ao portão, porquanto ele tinha um timbre de voz todo pessoal, chegaram eles a acreditar que Pedro já fora executado, à semelhança de Tiago, e que a aparição fora de seu espírito".
[...]
Aqueles primitivos crentes devem ter crido que os mortos podem voltar a fim de se manifestarem aos vivos, através da agência da alma. Observemos que a segunda alternativa, por eles sugerida, sobre como Pedro poderia estar no portão, era que ele teria sido morto e que o seu "anjo" ou "espírito" havia retornado. Portanto, aprendemos que aquilo que é ordinariamente classificado como doutrina "espírita" era crido por alguns membros da igreja cristã de Jerusalém. Isso não significa, naturalmente, que eles pensassem que tal fosse a regra nos casos de morte; porém, aceitaram a possibilidade da comunicação dos espíritos, que a atual igreja evangélica, especialmente em alguns círculos protestantes dogmáticos, nega com tanta veemência.
[…] Porém, por toda a parte abundam histórias de fantasmas, e muitos céticos negam tudo. Todavia, há muitos desses fenômenos, sob tão grande variedade, e cruzam todas as fronteiras religiosas, para que se possa duvidar dos mesmos como fatos. Algumas vezes os mortos voltam, e entram em comunicação com os vivos. Os teólogos judeus aceitavam isso como um fato, havendo entre eles a crença comum de que os "demônios" são espíritos humanos maus, desencarnados.
[...] É um equívoco cercarmos as doutrinas de muralhas, supondo em vão que somente nós, da moderna igreja cristã do século XX, temos as corretas interpretações das verdades bíblicas. Ainda temos muito a aprender, sobre muitas questões, e convém que guardemos nossas mentes abertas, pelo menos o suficiente para permitirmos a entrada de uma réstia de luz. Sabemos pouquíssimo sobre o mundo intermediáriodos espíritos e supomos que o estado "eterno" já existe, o que todas as evidências mostram não ser ainda assim.
[...]
Naturalmente, sem importar o que os judeus criam a respeito dessas coisas, isso não prova nada neste caso. Porém, a experiência humana parece ser capaz de ilustrar amplamente que, algumas vezes, os espíritos dos mortos voltam a este mundo e entram em contato (pela permissão divina) com os homens. E com base nisso ficamos sabendo, pelo menos, que tais espíritos podem vir a fim de realizar determinadas missões, como também depreendemos que nossos conhecimentos sobre o mundo intermediário dos espíritos é extremamente limitado, porquanto muito nos resta ainda a apreender acerca do mundo dos espíritos, bem como sobre as capacidades e atividades dos espíritos. (CHAMPLIN, 2005, p. 250) (grifo do original).
Eis aí os fatos que comprovam o que fazem para tirar das passagens bíblicas a realidade da comunicação com os mortos. Aliás, ficamos pensando seriamente que se considerassem mesmo a Bíblia como sendo a palavra de Deus, não teriam coragem de alterá-la, modificá-la ou adulterá-la (caro leitor, escolha a que achar melhor), como flagrantemente fazem. Inclusive alguns tradutores têm o disparate de colocar em Dt 18,10-11, que sempre é citada como proibindo as comunicações com os mortos, palavras que não existiam à época que os textos bíblicos foram escritos, fora o fato de que não existem em hebraico, aramaico ou grego, como: Espiritismo, espiritistas, médiuns e médium espírita, que são neologismos criados por Kardec em abril do ano de 1857, quando publica a obra O Livro dos Espíritos.
 
 
Referências bibliográficas:
CHAMPLIN, R. N., O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo, vol. 3, São Paulo: Hagnos, 2005.
PIRES, J. H. Os 3 caminhos de Hecate. São Paulo: Paidéia, 2004.
A Bíblia Anotada. 8ª ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.
Bíblia de Jerusalém, nova edição. São Paulo: Paulus, 2002.
Bíblia do Peregrino. s/ed. São Paulo: Paulus, 2002.
Bíblia Sagrada, 37a. ed. São Paulo: Paulinas, 1980.
Bíblia Sagrada, 5ª ed. Aparecida-SP: Santuário, 1984.
Bíblia Sagrada, 8ª ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 1989.
Bíblia Sagrada, Edição Barsa. s/ed. Rio de Janeiro: Catholic Press, 1965.
Bíblia Sagrada, Edição Pastoral. 43ª imp. São Paulo: Paulus, 2001.
Bíblia Sagrada, s/ed. Brasília – DF: Sociedade Bíblica do Brasil 1969.
Bíblia Sagrada. 68ª ed. São Paulo: Ave Maria, 1989.
Bíblia Shedd. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova; Brasília: SBB, 2005.
Escrituras Sagradas, Tradução do Novo Mundo das. Cesário Lange, SP: STVBT, 1986.
 
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:19

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

 

Pretendo não responder a debates, questionamento que não tem substancia, o meu único caminho é divulgar a Doutrina Espírita, quem se sentir incomodado, me perdoe, não leia, meus artigos nos meus blogs.
 
A DOUTRINA ESPÍRITA vem-nos abrir os olhos e ouvidos, porque fala-nos tudo clara e logicamente.
Levanta-nos o véu que há sobre certos mistérios.
Consola a todos aqueles que sofrem, dando-lhes uma causa justa em relação aquilo que estão passando no momento.
Se Jesus não falou tudo que teria para dizer, é que acreditava dever deixar certas verdades na sombra até que os homens estivessem prontos para compreendê-las.
Isto fica-nos claro, na seguinte passagem bíblica, a qual se encontra logo a seguir, e que está no Evangelho de João:
“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. (Jo 16,12).
 
Todos os dias as pessoas se indagam acerca da crise existencial
chamada morte, doença, guerra, lutas, provações, enfim a
miserabilidade do homem.
A Doutrina dos Espíritos, nesta linguagem franca, aberta,
trabalha as questões tidas, havidas, sofridas e existenciadas
pelo homem.
É a que tem as respostas para os questionamentos humanos.
E  talvez você já tenha feito perguntas como estas:
De onde eu vim ao nascer?
Para onde irei depois da morte?
O que há depois dela?
Por que uns sofrem mais do que os outros?
Por que uns tem determinada aptidão e outros não?
Por que alguns nascem ricos e outros pobres?
Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?
Por que uns, que são maus, sofrem menos que os outros que são bons?
 
Fraternalmente
Sérgio Ribeiro
Rio de Janeiro/Brasil
 
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 15:21

 

Imaginem, nos dias de hoje, alguém acreditando num ser que vive disputando com o Criador do Universo as almas que saíram de Suas “mãos”. Entretanto, e por incrível que pareça, ainda há os que acreditam piamente nas artimanhas de satanás.

Normalmente são essas pessoas que sempre vivem afirmando: o Espiritismo é obra do demônio. A elas podemos dizer:

1) Se você ainda ignora o que realmente é o Espiritismo tudo bem, você “peca” por ignorância, mas temos certeza que um dia compreenderá, já que você tem a eternidade à sua frente para que possa evoluir.

2) Se você sabe o que é e vive distorcendo os fatos, não podemos deixar de considerar que você está sendo um mau-caráter, já que usa da falsidade para denegrir outras pessoas.

Nós estamos preocupados com os primeiros, pois os segundos certamente “no dia do juízo” Deus tomará conta, assim deixemo-os entregues à Justiça Divina.

Queremos que você que não conhece o Espiritismo tenha mais inteligência (ou quem sabe se o correto seria use mais sua inteligência) que os que nos combatem para entender que:

1) Se só os demônios é que se manifestam nas Casas Espíritas, não conseguimos entender o porquê, já que não acreditamos neles. Não seria mais lógico ter a presença deles onde são acreditados?

2) Se o que fazemos é por seguirmos as orientações do demônio, temos a lhe dizer que alguma coisa deve estar errada. Sabe por que? Porque o suposto demônio que você acredita anda dizendo que devemos nos pautar em Jesus como modelo a ser seguido e como nosso guia. Diz mais ainda: que devemos perdoar todo o mal que nos fizerem (mesmo que sejam calúnias), estabelece como máxima: “fora da caridade não há salvação”. Para os que acreditam nele perguntamos: Será que ele se tornou bonzinho? E “como um reino dividido poderá se manter” se o demônio está indo contra seu próprio objetivo? Como ele consegue deixar de seguir o seu instinto de mau?

3) Não dê atestado de burrice, pois é o que acontece quando ingenuamente damos ouvidos aos outros. Não acredite em tudo que lhe dizem, pois muitas mentiras lhe são passadas como verdade, principalmente por aqueles em que o bom senso indica que não se deve perguntar nada sobre alguém, pois inimigos só falam mal dos adversários.

Agora identificaremos o terceiro grupo que ataca o Espiritismo: são os fanáticos religiosos. Esse grupo, por não pensar por sua própria cabeça, somente faz o que o seu líder religioso manda, quando lhes argumentamos sobre alguma coisa que não têm explicação lógica dizem que irão consultá-lo para responder-nos. São eles que normalmente utilizam a frase: “O próprio Satanás se disfarça em anjo de luz!” (2 Cor 11, 14). Entretanto se esquecem, ou talvez nem mesmo saibam que: “Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas” (Jo 3, 20). Confirma que um anjo (espírito) mau não pode se disfarçar naquilo que não é, já que suas vibrações negativas lhes desmascarariam. A esses fanáticos só podemos dizer: “Quem afirma que está na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas” (1 Jo 2, 9), já que normalmente sentem ódio mortal dos que se dizem Espíritas.

Temos dito, principalmente aos que nos conhecem, que ao dizerem que o que estamos fazendo é obra do demônio eles, em verdade, estão menosprezando a nossa capacidade de discernir entre o que é o bem e o mal. Colocam-nos como verdadeiros imbecis que nada sabem. Perguntamos a eles se já nos viram deliberadamente fazer mal a alguém ou se o nosso comportamento perante a sociedade possui algo que possa ser condenado. Sempre não respondem nada a essa pergunta, ficam calados com seu sorriso amarelo.

Vemos por aí, determinadas pessoas querendo misturar Espiritismo com outras crenças ou filosofias que nada tem a ver conosco. Só pelo fato de que entre elas também existe manifestação de Espíritos, acham erroneamente que é Espiritismo. Como sempre diz um grande amigo: “seria o mesmo que dizer que helicóptero é beija-flor só porque que em seu vôo consegue ficar parado no ar”. Outras nos colocam fazendo despachos, magia negra, ou coisa parecida. Essas demonstram completa ignorância do que ocorre numa Casa Espírita, supondo-se que são honestas no que pensam.

Aos que ainda querem falar mal do Espiritismo, recomendamos conhecer primeiro sobre o que irão falar, para isso devem ler, pelo menos, as obras básicas da Codificação Espírita, depois visitem uma Casa Espírita e tirem as suas próprias conclusões. Ah! Se lá você encontrar alguma coisa que vá contra os ensinamentos morais do Cristo, ou contra as leis de convivência social, por favor, nos diga, prometemos nunca mais voltar lá. E, quem sabe, poderemos até passar a freqüentar a sua Igreja, apesar de que achamos isso impossível, não que sua Igreja seja ruim, mas porque você não encontrará nada para nos acusar.

E para finalizar, queremos dizer a todos vocês que a palavra satanás quer dizer adversário. Não é um ser espiritual. Vejam que Jesus nunca expulsou satanás de ninguém. Somente expulsou demônios, e estes nada mais são que espíritos imperfeitos que querendo prejudicar as pessoas sintonizam com elas para atazanar a vida delas. Esses sim se manifestam em sessões espíritas próprias para isso. O objetivo dessas reuniões é moralizá-los, vamos assim dizer, convencendo-os a deixarem de fazer o mal, para o próprio bem deles. A grande maioria ouve os nossos conselhos e mudam de caminho porque nós os tratamos com muito amor e carinho, já que para nós são também filhos de Deus como todos nós. Fazemos o possível para não julgar suas atitudes, já que ninguém está livre de errar. “Atire a primeira pedra quem estiver sem pecado”, é a orientação que procuramos seguir.

Fazemos exatamente o contrário do que se faz em algumas igrejas que os querem expulsar de todas as maneiras, debaixo de rituais onde são completamente humilhados, muito longe da caridade cristã que tanto pregam. Serão mesmos discípulos de Jesus, ou são os falsos profetas da atualidade?

Conhece-se a árvore pelos frutos, vejam o que cada um produz e tire as suas conclusões, meu caro leitor.

Bibliografia:

  • “Bíblia Sagrada”, Edição Pastoral, Editora Paulus, 43ª Edição, 2001.
  •  

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:12

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

 

Para os que lêem a Bíblia, sem nenhum espírito pré-concebido e, principalmente, sem se apegar aos dogmas teológicos do passado, verá que nela a figura da mulher é sempre de inferioridade em relação ao homem. É óbvio que debitamos isso aos homens, portanto nada de ser a vontade de Deus.

Por ser, naquele tempo, uma sociedade extremamente machista, ou ao menos muito mais que a atual, a mulher está retratada, no Livro Sagrado, sempre como uma personagem inexpressiva. Refletindo, pois, a nosso ver, e até que nos provem o contrário, apenas a fatores culturais de um povo, ou talvez até mesmo de toda uma época, onde o machismo era o fator que preponderava nas relações entre homens e mulheres.

Fizemos uma pesquisa, e, por ela, chegamos à conclusão que a Bíblia é um livro no qual o machismo é colocado de forma bem evidente. Causa-nos estranheza é o comportamento da mulher, pois apesar disso é ela quem mais se apega a esse livro.

Vejamos então os seguintes questionamentos: Quem foi criado em primeiro lugar, o homem ou a mulher? A mulher sendo tirada da costela do homem não induz a pensarmos (ou, quem sabe, é o que querem que pensemos) que a mulher estaria em condições de inferioridade em relação ao homem? A quem normalmente se atribui a “culpa” pelo pecado “original”, ao homem ou à mulher? Todas as genealogias constantes da Bíblia são feitas em relação aos homens ou em relação às mulheres? A maioria dos personagens em destaque na Bíblia são homens ou mulheres? Entre os 12 discípulos de Jesus tinha algum que não era homem?

Para confirmar o que estamos dizendo, vejamos, nas passagens bíblicas a seguir, alguns exemplos que nos comprovam o evidente machismo impregnado nela:

Deuteronômio 5, 21: Não cobice a mulher do próximo. (mandamento para os homens).

Deuteronômio 22, 13-15: Se um homem se casa com uma mulher e começa a detestá-la depois de ter tido relações com ela, acusando-a de atos vergonhosos e difamando-a publicamente, dizendo: ‘Casei-me com esta mulher mas, quando me aproximei dela, descobri que não era virgem, o pai e a mãe da jovem pegarão a prova da virgindade dela e levarão a prova aos anciãos da cidade para que julguem o caso.

Deuteronômio 24, 1: Quando um homem se casa com uma mulher e consuma o matrimônio, se depois ele não gostar mais dela, por ter visto nela alguma coisa inconveniente, escreva para ela um documento de divórcio e o entregue a ela, deixando-a sair de casa em liberdade.

Eclesiastes 7, 26: Então descobri que a mulher é mais amarga do que a morte, porque ela é uma armadilha, o seu coração é uma rede e os seus braços são cadeias. Quem agrada a Deus consegue dela escapar, mas o pecador se deixa prender por ela.

Eclesiástico 7, 25: Arrume casamento para sua filha, e terá realizado uma grande tarefa, mas faça que ela se casa com homem sensato.

Eclesiástico 9, 2: Não se entregue a uma mulher, para que ela não o domine.

Eclesiástico 25, 24: Foi pela mulher que começou o pecado, e é por culpa dela que todos morremos.

Eclesiástico 42, 14: É melhor a maldade do homem do que a bondade da mulher: a mulher cobre de vergonha e chega a expor ao insulto.

E para que não fiquemos somente no Antigo Testamento, já que alguém pode alegar que isso é coisa do “Velho”, vejamos também no Novo:

1 Coríntios 11, 7-9: O homem não deve cobrir a cabeça, porque ele é a imagem e o reflexo de Deus, a mulher, no entanto, é o reflexo do homem. Porque o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. Nem o homem foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem.

1 Coríntios 14, 34-35: Que as mulheres fiquem caladas nas assembléias, como se faz em todas as igrejas dos cristãos, pois não lhes é permitido tomar a palavra. Devem ficar submissas, como diz também a lei. Se desejam instruir-se sobre algum ponto, perguntem aos maridos em casa; não é conveniente que a mulher fale nas assembléias.

Colossenses 3, 18: Mulheres, sejam submissas a seus maridos, pois assim convém a mulheres cristãs.

1 Timóteo 2, 9-14: Quanto às mulheres, que elas tenham roupas decentes e se enfeitem com pudor e modéstia. Não usem tranças, nem objetos de ouro, pérolas ou vestuário suntuoso; pelo contrário, enfeitem-se com boas obras, como convém a mulheres que dizem ser piedosas. Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda a submissão. Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Portanto, que ela conserve o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que permaneça com modéstia na fé, no amor e na santidade.

Todos nós conhecemos aquela passagem em que os escribas e fariseus apresentando a Jesus uma mulher surpreendida em adultério perguntaram-Lhe se deveriam cumprir a Lei de Moisés que exigia o apedrejamento dela. É bom que ressaltemos que se trata realmente de uma Lei de Moisés, pois se fosse Lei de Deus todos os que se dizem seguidores da Bíblia ou os que acham ser ela de capa a capa a palavra de Deus a cumpririam, não é mesmo? Como não vemos, nos dias de hoje, ninguém matando homens ou mulheres que cometeram adultério, fica evidente não se tratar mesmo de uma Lei Divina. Mas, chamamos a sua atenção ao que consta dessa Lei: estabelecia que tanto o adúltero quanto a adúltera deveriam ser punidos com a morte (Levítico 20, 10). Perguntamos, então, aonde foi parar o adúltero? Temos que convir que uma mulher não tem como adulterar sozinha já que, para isso, é necessário um homem. É a velha questão, numa sociedade machista em que também os homens é que julgavam, será que iriam condenar um homem adúltero? Achamos muito difícil. Assim, a pena cabia apenas às pobres mulheres que cometessem tal delito, contrariando, portanto, o que consta na Bíblia.

 

E, para que você, caro leitor, possa ter uma visão do que a Doutrina Espírita diz sobre a mulher, colocaremos algumas questões de “O Livro dos Espíritos”, cujas respostas foram dadas pelos Espíritos Superiores a Kardec. São elas:

202 – Quando se é Espírito, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?

- Isso pouco importa ao Espírito; ele escolhe segundo as provas que deve suportar.

Os Espíritos se encarnam homens ou mulheres porque eles não têm sexos. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhe oferece provas e deveres especiais, além da oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens.

817 – Diante de Deus, o homem e a mulher são iguais e têm os mesmos direitos?

- Deus não deu a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?

818 – De onde se origina a inferioridade moral da mulher em certos países?

- Do império injusto e cruel que o homem tomou sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre os homens pouco avançados do ponto de vista moral, a força faz o direito.

819 – Com que objetivo a mulher é fisicamente mais fraca que o homem?

- Para lhe assinalar funções particulares. O homem é para os trabalhos rudes, por ser o mais forte; a mulher para os trabalhos suaves, e ambos para se entreajudarem nas provas de uma vida plena de amargura.

820 – A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?

- Deus deu a uns a força para proteger o fraco, e não para se servir dele.

Deus conformou a organização de cada ser às funções que deve cumprir. Se deu à mulher uma força física menor, dotou-a, ao mesmo tempo, de maior sensibilidade, relacionada com a delicadeza das funções maternais e a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados.

821 – As funções para as quais a mulher está destinada pela Natureza, têm uma importância tão grande quanto às dos homens?

- Sim, e maiores; é ela que lhe dá as primeiras noções da vida.

822 – Os homens, sendo iguais diante da lei de Deus, devem sê-lo, igualmente, diante da lei dos homens?

- É o primeiro princípio de justiça: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem.

- Segundo isso, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher?

- De direitos, sim: de funções não. É preciso que cada um esteja colocado no seu lugar. Que o homem se ocupe do exterior e a mulher do interior, cada um segundo a sua aptidão. A lei humana, para ser eqüitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher, pois todo privilégio concedido a um, ou a outro, é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o progresso da civilização, sua subjugação caminha com a barbárie. Os sexos, aliás, não existem senão pela organização física, visto que os Espíritos podem tomar um e outro, não havendo diferença entre eles sob esse aspecto, e, por conseguinte, devem gozar dos mesmos direitos.

A Filosofia Espírita nos deixa bem claro que a condição de se ser mulher não indica que o homem deve subjugá-la, quer física ou moralmente, já que ambos possuem os mesmos direitos, apenas são diferentes as suas funções, que estão intimamente relacionadas à natureza da organização física de cada um.

Mas, é bem interessante que, muito antes de qualquer tipo de movimento pela emancipação da mulher sair a “campo” para lutar pela sua igualdade com o homem, o Espiritismo tratava desta questão de forma clara e objetiva, dizendo sobre a igualdade entre ambos, como fruto das orientações dos Espíritos Superiores. Se a própria sociedade como um todo vem pregando isso, temos um questionamento aos que dizem coisas sobre o Espiritismo que ele não é, qual seja: Será que todos os Espíritos que se manifestam nas Casas Espíritas são mesmo demônios como sempre apregoam determinadas correntes religiosas? Se o são, temos que convir, que devem ter se tornado bonzinhos, pelo menos os “demônios” que se manifestam nos dias de hoje, pois aconselham exatamente o que a própria sociedade vem fazendo e, diga-se de passagem, todos concordamos que isso representa mesmo uma evolução dessa sociedade, ou seja, a igualdade entre todos, até mesmo entre homens e mulheres.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 15:35

 

 
Texto sobre falhas na Bíblia, do livro «O Espiritismo e as Igrejas Reformadas» de Jayme Andrade, um ex-protestante.
 
 
 
Católicos e Protestantes nos criticam por não crermos na Bíblia como a Palavra de Deus inquestionável. Realmente, damos importância apenas a Jesus, pois nada há de útil no Velho Testamento para os dias de hoje, exceto os Dez Mandamentos. O próprio Jesus afirmou: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas."(Mateus 22:37-40)
 
No Sermão da Montanha, Jesus revogou algumas coisas do Antigo Testamento, retificando o que era humano nas leis mosaicas: “Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo...”(Mateus 5:38 a 42)“Ouvistes o que foi dito: amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem."(Mateus 5:43 e 44)
 
Paulo também disse: “Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo."(Romanos 13:9)
 
O que aí não se inclui, são quinquilharias humanas. Jesus não trabalhou aos sábados; não permitiu que apedrejassem a adúltera; foi contra o divórcio, contrariando Moisés, pois, afinal, eram leis de Moisés, leis para doutrinar aquele povo, e não leis divinas, que nunca se alteram. A expressão “a palavra de Deus” é de origem judaica. Foi naturalmente herdada pelo Cristianismo, que a empregou para o mesmo fim dos judeus: dar autoridade à Igreja. A Bíblia, considerada a "palavra de Deus", reveste-se de um poder mágico: a sua simples leitura, ou simplesmente a audiência dessa leitura, pode espantar o Demônio de uma pessoa e convertê-la a Deus. Claro que o Espiritismo não aceita nem prega essa velha crendice, mas não a condena. A cada um, segundo suas convicções, desde que haja boa intenção. As pesquisas históricas revelam que os livros que compõem a Bíblia tem origem na literatura oral do povo hebreu. Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais (guardados na memória) e proclamá-los em praça pública como a lei do judaísmo, ditada por Deus. É impossível provar que "de capa a capa" a Bíblia é divinamente inspirada. O "credo quia absurdum"(acredito mesmo que absurdo) é fruto do dogmatismo, criação humana dos concílios, enquanto o Espiritismo é a doutrina do livre-exame e consiste na fé raciocinada, apta a "encarar a razão face a face em todas as épocas". Somente às religiões dogmáticas, que se apresentam como vias exclusivas de salvação, interessa o velho conceito da Bíblia como palavra de Deus. Primeiro, porque esse conceito impede a investigação livre. Considerada como a palavra de Deus, a Bíblia é indiscutível, deve ser aceita literalmente ou de acordo com a "interpretação autorizada da igreja". Por isso, as igrejas sempre se apresentam como "autoridade única na interpretação da Bíblia". Segundo, porque essa posição corresponde aos tempos mitológicos, ao pensamento mágico, e não a era de razão em que vivemos.

Há contradições insanáveis em que se afundam os hermeneutas religiosos. Vêem-se eles obrigados a perigosas ginásticas de raciocínio, apoiadas em fórmulas pré-fabricadas, para se safarem das contradições do texto. Mas não escapam jamais a contradição fundamental que é esta: consideram a
Bíblia como a palavra de Deus, mas estabelecem, para sua interpretação, regras humanas. Dessa maneira, é o homem que faz Deus dizer o que lhe interessa. As supostas condenações do Espiritismo pela Bíblia, por exemplo, decorrem das interpretações sacerdotais, até alterando os textos, moldando a "Palavra de Deus" segundo suas conveniências. A Bíblia é um dos maiores repositórios de fatos espíritas de toda bibliografia religiosa. E os textos bíblicos estão eivados de passagens tipicamente espíritas. (leia o item sobre a proibição bíblica a comunicação com mortos)
 
Emmanuel, trabalhador incansável do Cristo, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos diz: "O ato de crer em alguma coisa demanda a necessidade do sentimento e do raciocínio, para que a alma edifique a fé em si mesma. Admitir as afirmativas mais estranhas, sem um exame minucioso, é caminhar para o desfiladeiro do absurdo, onde os fantasmas dogmáticos conduzem as criaturas a todos os despautérios." (O Consolador, Ed. FEB, pág. 201)
 
Será mesmo que tudo na Bíblia tem inspiração divina? A despeito da expressa proibição: "Em ti não se achará quem faça passar pelo fogo seu filho ou a sua filha"(Deut. 18:10), os judeus de vez em quando queimavam seus filhos em sacrifício (II Reis 17:17) e até alguns reis cometeram esse crime hediondo, como Manasses (II Reis, 21:16) e Acaz (II Cron. 28:3), e até o grande libertador Jefté, que foi Juiz em Israel por seis anos, foi "cheio de espírito e ofereceu a sua filha em holocausto a Deus"(Juizes 11:29 e 39). Alguns textos levam a supor que os sacrifícios humanos tinham o beneplácito de Jeová, uma vez que"o homem consagrado a Deus nao poderá ser resgatado, será morto"(Lev. 27:29). Jeu, rei de Israel por 28 anos, matou 2 reis israelitas, Acazias e Jorão(II Reis 9:24-33), bem como toda a linhagem do ex-rei Acab, inclusive seus 70 filhos (II Reis 10:7) e mais 42 irmãos de Acazias (II Reis 10:14), além de inúmeros adoradores de Baal(II Reis, 10:25) e apesar de tão zeloso "não se apartou dos pecados do ex-rei Joroboão e nem destruiu os bezerros de ouro"(II Reis 10:29). Pois foi a esse rei idólatra e sanguinário que Jeová afirmou:"Bem obraste em fazer o que é reto aos meus olhos"(II Reis 10:30) Samuel era vidente de Deus (I Samuel 9:19), mas mandou que o rei destruísse totalmente os amalequitas, "matando desde o homem até a mulher, desde os meninos até os de mama, desde os bois até as ovelhas e desde os camelos até os jumentos"(I Samuel, 15:3). Mas Saul poupou os animais e por isso foi castigado (I Sam., 15:26).
 
Moisés, que "era o mais manso de todos os homens que havia na Terra"(Num. 12:13), desce do Sinai com as "Tábuas da Lei", onde constava o mandamento "Não Matarás" e logo, para passar da teoria à prática, manda matar 3 mil dos seus compatriotas e ainda por cima pede a benção de Deus para os assassinos (Êxodo 32:28/29). Josué conquistou todas as cidades da prometida "Canaã destruindo totalmente a toda alma que nelas havia"(Jos. 10:35), "destruindo tudo que tinha fôlego, como ordenara o Senhor Deus"(Jos 10:42), o que não é de se admirar, uma vez que Jeová é "homem de guerra" (Êxodo 15:3).
 
"Cada um tome a sua espada e mate cada um a seu irmão, cada um a seu amigo, cada um a seu vizinho"(Êxodo 32:27) "Nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida"(Deut. 20:16) "Se o povo de uma cidade incitar os moradores a servir outros deuses, destruirás ao fio de espada tudo quanto nela houver, até os animais" (Deut. 13:12/15)
 
Nossa, até os inocentes animais!!
 
Veja também que havia diversos "Deuses", não só Jeová . Este, claro, era o "Deus" oficial do povo e, sob o seu nome, houve de fato manifestações de espíritos enviados por Deus. Isaías 8:19 também sugere a mesma coisa.
Está escrito em Deuteronômio, capítulo 21, versículo 23: "o que for pendurado em um madeiro é maldito de Deus". Logo, se Jesus passou por semelhante apróbio pode-se concluir que as "Escrituras Sagradas" estão denominando o Mestre de "maldito de Deus". Se a Bíblia não pode ser discutida para um cristão dogmático, como sair dessa??
 
Quando se tem acesso ao livro de Jonas, nota-se um paradoxo: "Deus" se apieda da cidade de Nínive, a grande inimiga de Israel, mandando o profeta Jonas pregar aos seus habitantes, em detrimento dos amalequitas, assassinados por ordem "divina", sem chance de arrependimento. Afinal, há preferência de "Deus" por alguns de seus filhos ? Portanto, que "Deus" é esse? Prejulga merecer o povo de Nínive a sua misericórdia, enquanto os amalequitas foram cruelmente assassinados por sua ordem;
 
Vemos em Levítico 21:16-24:
 
16Disse mais o Senhor a Moisés: 17Fala a Arão, dizendo: Ninguém dentre os teus descendentes, por todas as suas gerações, que tiver defeito, se chegará para oferecer o pão do seu Deus. 18Pois nenhum homem que tiver algum defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, 19ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão quebrada, 20ou for corcunda, ou anão, ou que tiver belida, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo lesado; 21nenhum homem dentre os descendentes de Arão, o sacerdote, que tiver algum defeito, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do Senhor; ele tem defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus. 22Comerá do pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo; 23contudo, não entrará até o véu, nem se chegará ao altar, porquanto tem defeito; para que não profane os meus santuários; porque eu sou o Senhor que os santifico. 24Moisés, pois, assim falou a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel.
 
Raciocinem um pouco: um ato tão desumano de PRECONCEITO teria vindo do próprio Deus??

Também em
Levítico, "Deus" não parece ser o grande Fisiologista, o Supremo Criador da natureza humana, desconhecendo que o processo da menstruação é natural, não podendo lhe ser imposto a pecha de imundo.

Assim está escrito:
"Se um homem se deitar com uma mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão eliminados no meio do seu povo". Menstruação é enfermidade? O próprio "Criador" desconhecendo o que criou? Um "Deus" preconceituoso, anatematizando uma função normal do aparelho sexual feminino? Ainda por cima, violento, ao ponto de expulsar o casal de seu povo? Em Deut. 13:6, 9 e 10, há uma ordem de matar a pedradas os adeptos de outras crenças. Uma apologia à intolerância religiosa. Em Levítico 22:17-18 "Deus" ordena que a oferta a ser oferecida no altar seja de animais sem defeito. E é mais exigente ainda, quando determina que não devam ser ofertados bichos que tiverem testículos machucados, ou moídos, ou arrancados, ou cortados (Levítico 22:24). Os sacrifícios de animais na Bíblia lembram bem o que acontece no Candomblé e Quimbanda nos nossos dias.
 
Paulo afirmou: "Vós recebestes a lei por mistérios dos anjos" (Atos 7:53), explicando ainda em Hebreus 2:2: "Por que a lei foi anunciada pelos anjos", e confirmando na mesma epistola, 1:14: "Espíritos são administradores, enviados para exercer o ministério". Também em Hebreus, (1:7)Paulo afirma: "o que faz os seus anjos espíritos e os seus ministros chamas de fogo". Está claro que os anjos são espíritos reveladores das leis de Deus aos homens, como afirma o Espiritismo. Paulo vai ainda mais longe, afirmando em Atos7:30-31, que Deus falou a Moisés através de um anjo na sarça ardente. Os anjos são, portanto, espíritos, ministros de Deus, que os faz chama de fogo nas aparições mediúnicas.
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:03

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Últ. comentários
Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
Ok, Sergio.O seu e-amil é só esse: oigres.ribeiro@...
Ok, desejaria sim.
Ola, Sérgio.Gotaria de lhe fazer um convite:Gostar...
Obrigado e abraços.
www.apologiaespirita.org
Ola, Sérgio.Gostei de sua postagem, mas gostaria s...
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