TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

 

REENCARNAÇÃO: CONCEITO, RESUMO HISTÓRICO, RELIGIÕES E POVOS QUE A ADOTAM.

 

"Antes de nascer, a criança já viveu; e a morte não é o fim.
A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce."
(Muller, 1970)

 

CONCEITO

Reencarnar significa voltar à carne novamente, tornar a nascer.

Reencarnação equivale a renascimento, Usa-se outro termo também: palingenesia (ou palingênese) que etimologicamente provém do grego: palin = de novo, e gignomai = gerar, isto é: novo nascimento.

Uma palavra empregada impropriamente no mesmo sentido é metempsicose, a qual deriva do grego, metempsykhosis, e foi levada do Egito para a Grécia por Pitágoras. Seu significado, entretanto, é um tanto diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Alguns filósofos gregos aceitavam esta crença.

Plotino (205-270 a.D.) e Orígenes (185-254 a.D.) contestaram a propriedade semântica do termo metempsicose. Plotino sugeriu que se o substituísse por metensomatose, uma vez que haveria, na realidade, mudança de corpo (soma), e não de alma (psykhé).

Entretanto, parece não haver nenhuma evidência observacional em apoio a essa suposição. O renascimento deve ocorrer exclusivamente dentro da mesma espécie, conforme o que se tem observado até agora.

 

NA ANTIGUIDADE - EGITO

Há indícios de que algumas tribos paleolíticas acreditavam na sobrevivência da alma após a morte do corpo físico.

O culto do fogo ligado ao das imagens antropomórficas e das pedras, bem como os cuidados com os cadáveres, são evidências a favor desta hipótese. (Wernert. 1948, 1 vol., pp. 73-88).

Alguns antropólogos e historiadores concordam com a tese de que os paleontropideos alimentavam a esperança de um renascimento após a morte. Por exemplo, Mircea Eliade (Universidade de Chicago) diz o seguinte:

"Por outro lado, nada impede que a posição curvada do morto, longe de denunciar o medo de 'cadáveres vivos' (medo atestado em alguns povos). signifique, ao contrário, a esperança de um 'renascimento'; conhecem-se, com efeito, vários casos de inumação intencional em posição fetal." (Eliade. 1978. Tomo 1. vol. 1, p. 27].

A crença na reencarnação é antiquíssima e bastante difundida. Ela sempre constituiu o dogma básico da maioria das religiões primevas. Louis Jacolliot assim se expressa:

"O mito da transmigração das almas é talvez o primeiro sistema filosófico que se há produzido no mundo, sobre o imortalidade da alma e a origem do homem: liga-se intimamente com aquele da encarnação da divindade, nas crenças hieráticas da Índia antiga." (Jacolliot, 1892, p. 457).

É possível que a fonte mais primitiva das crenças religiosas seja o Manarva Dharma-Sastra, mais conhecido como o "Código do Manu·'. Este Código já era citado no RigVeda, há cerca de 1300 anos a.c., como sendo, então, muito antigo. No Livro XII, Manu o Legislador refere-se, nestes termos, ao destino das almas daqueles que morrem:

Após a morte, as almas dos homens que cometeram más ações tomam um outro corpo, para a formação do qual concorrem os cinco elementos sutis, e que é destinado a ser submetido às torturas das zonas inferiores.

Quando as almas revestidas desse corpo sofreram as penas purificadoras, penetram nos elementos grosseiros, aos quais se unem para retomar novo corpo, voltar ao mundo e concluir sua evolução... (Jacolliot opus. cit p. 461-462).

O sacerdote sebenita Manethon afirmava que a reencarnação era também dogma fundamental da religião egípcia. O Papiro Anana [1320 a.c.) diz o seguinte:

"O homem retorna à vida várias vezes, mas não se recorda de suas prévias existências, exceto algumas vezes em um sonho, ou como um pensamento ligado a algum acontecimento de uma vida precedente. Ele não consegue precisar a data ou o lugar desse acontecimento, apenas nota serem-lhe algo familiares. No fim. todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas .. ".

O livro de Fontane, sobre o Egito, menciona uma referência ainda mais antiga acerca da palingênese (3.000 a,C.): 'Antes de nascer, a criança já viveu: e a morte não é o fim, A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce," (Müller. 1970, p, 21),

Parece que o antiquíssimo autor desta sentença colheu seus conhecimentos a respeito da reencarnação, observando as recordações de vidas passadas manifestadas por crianças. Este é o método básico usado pelo Prof. H. N. Banerjee, pelo Dr. Ian Stevenson e pelos investigadores do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas - IBPP.

 

A GRÉCIA

Ferecides de Siros (Pherekydes) e seu discípulo Pitágoras (Pythagoras) - contemporâneos de Buddha - foram os principais veículos das idéias reencarnatórias que fluíram do Egito para a Grécia.

De acordo com Cícero, Ferecides foi o primeiro filósofo grego a ensinar a imortalidade da alma. Pitágoras seu discípulo afirmava recordar-se de várias encarnações pregressas. Eis algumas, a título de ilustração e por ordem de antigüidade:

1ª - Prostituta na Fenícia:

2ª - Esposa de um comerciante lojista na Lídia:

3ª - Agricultor na Trácia:

4ª - Hermotimus - Profeta que foi queimado vivo pelos seus rivais:

5ª - Euphorbus - Guerreiro troiano que lutou durante a guerra de Tróia: Pitágoras ao ver a couraça que havia servido a esse guerreiro, reconheceu-a imediatamente:

6ª - Pitágoras de Samos (580-496 a,c.) filósofo e matemático grego. (Stuart, 1977, p, 134).

Sócrates (469-399 a.C.) segundo Platão (427-347 a.C) ensinava a imortalidade da alma e a reencarnação. No diálogo entre Sócrates e Cebes, há uma passagem assim:

"Efetivamente, Cebes, retoma Sócrates, nada é mais verdadeiro, segundo creio, e nós não nos enganamos em o reconhecer. É certo que há um retorno à vida, que os vivos nascem dos mortos, que as almas dos maltas existem (e que a sorte das almas boas é melhor, aquela das más é pior,)" (Platão. 3 tomo, Phedon, p, 134, XVII d).

 

O EPISÓDIO DE ER

No livro X da República. 614-620b, há uma das mais fascinantes passagens acerca da reencarnação, descrita juntamente com um caso de OBE (Experiência fora do corpo). Trata-se do episódio de Er, filho de Armênio, originário da Panfília.

Er foi tido por morto em uma batalha. Dez dias depois, quando eram colhidos os cadáveres já em putrefação, o seu foi encontrado intacto. Levaram-no para casa para ser cremado, mas no décimo segundo dia, quando já se achava estendido sobre a pira, retornou à vida. Após recobrar os sentidos, contou o que viu do lado de lá.

Er explicou detalhadamente a sua caminhada juntamente com outros que haviam também morrido, até o local em que as almas dos mortos são julgadas por juízes divinos e depois selecionadas, seguindo as boas em direção às regiões celestiais, e as más às regiões infernais. A ele os juízes recomendaram que se mantivesse ali, para observar tudo e relatar aos homens o que viesse presenciar a seguir.

Logo mais. Er assistiu à chegada àquele local, das almas que já houveram passado anteriormente pelo céu e pelo inferno, e que retornavam para, mais tarde, seguirem novo destino. Segundo ele soube, as recompensas e as penas duravam em média o equivalente a mil anos terrestres. Alguns sofriam mais tempo, devido à maior gravidade de suas faltas. De um modo geral, as penas eram aplicadas na razão de dez por um. Aqueles que, ao contrário, haviam feito o bem ao redor de si, que haviam sido justos e piedosos, obtinham a recompensa na mesma proporção.

Depois de estagiar na planície, por sete dias, cada grupo levantava o acampamento e viajava quatro dias, após o que chegava a um sítio de onde se avistava uma coluna de luz que atravessava todo o céu e a terra. Após mais um dia de marcha. chegava-se ao centro da referida luz, onde se acha o liame entre o Céu e a Terra. Ali estava suspenso o imenso fuso da Necessidade que faz girar todas as esferas [planetasl. O próprio fuso gira sobre os joelhos da Necessidade.

No topo de cada círculo encontra-se uma Sereia que gira com ele, emitindo um som único, de uma nota apenas; e essas oito notas compõem, em conjunto, uma só harmonia (a harmonia das esferas, de Platão). Três outras mulheres, sentadas a intervalos iguais e ao seu redor, cada uma sobre um trono, as filhas da Necessidade, Lachesis, Clotho e Atropos, cantam acompanhando a harmonia das Sereias. Elas representam: Lachesis o passado. Clotho o presente, Atropos o futuro.

Quando as almas chegam àquele lugar, devem apresentar-se a Lachesis. E, então, um hierofante coloca-as em ordem: depois, tomando de sobre os joelhos de Lachesis diversos modelos de vida, sobe em um estrado elevado e fala assim:

"Declaração da virgem Lachesis, filha da Necessidade: Alma efêmeras, vós ireis começar uma nova carreira e renascer na condição mortal. Não será jamais um gênio que vos determinará a sorte, sereis vós mesmas que escolhereis o vosso gênio. Que a primeira designada por sorteio escolha em primeiro lugar a vida à qual será ligada pela necessidade. A virtude absolutamente não tem mestre; cada uma de vós, conforme a honre ou a desdenhe, tê-la-á ou mais mais menos. A responsabilidade pertence àquele que escolhe. Deus não será em absoluto o responsável". (Platão, 4 tomo, República, 617e).

Em seguida, o hierofante deita a sorte para que cada qual obtenha o devido lugar na escolha do seu destino. Depois disso ele expõe diante das almas ali presentes os modelos de vida, em número muito superior ao dos candidatos.

Escolhidos os tipos de vida desejados, todas aquelas almas dirigiram-se a Lachesis, na ordem que se lhes fixara por sorte, Lochesis deu a cada uma o gênio que fora preferido, para sentir-lhe de guardião durante a existência e fazer cumprir seu destino.

Depois os respectivos gênios as conduziram a Clotho, o qual, sob o turbilhão do fuso, fixou o destino de cada uma. Em seguida, passaram pela trama de Atropos, para tornar irrevogável o que foi fixado por Clotho. Então, sem retornar, cada alma passou sob o trono da Necessidade; e quando todas se reuniram deo outro lado, seguiram para a planície do Lethes, onde faz um calor terrível que queima e sufoca, porque essa planície é nua e desprovida de vegetação.

Chegada a tarde, aquelas almas acamparam às margens do Rio Ameles, cuja água não pode ser colhida por nenhum vaso. Cada alma é compelida a beber certa quantidade daquela água. Devido à sede, muitas bebem mais do que se deve. Mas, bebendo-a perde-se a lembrança de tudo, sobrevém o esquecimento do passado. Er não bebeu daquela água: haviam-lhe proibido de fazê-lo, pois deveria conservar a memória de tudo o que testemunhara, para relatar aos seus companheiros, mais tarde.

Dessedentadas, as almas procuram dormir para descansar. Porém, em meio à noite, um súbito estrondo se fez ouvir, seguido de um terremoto. Cada alma foi repentinamente lançada em uma direção diferente nos espaços superiores, rumo ao lugar de seu renascimento, e tombaram sobre a Terra como estrelas cadentes.

Quanto a Er, sua alma retornou ao corpo que se achava sobre a pira prestes a ser cremado, despertou e logo relatou aos seus companheiros a sua excitante aventura.

 

ORIENTE E OUTROS POVOS

As religiões predominantes na Índia são o Hinduismo forma moderna do Brahmanismo, e o Jainismo. que segue as diretrizes de Mahavira (540 a.C.]. Ambas são reencarnacionistas.

Outra religião muito difundida no Oriente é o Buddhismo, fundada por Siddartha Gautama - o Buddha (560-480 a.c.] -que nasceu em Kapilavastu, Índia, nas faldas (sopé) do Himalaia, e pertencia à tribo dos Sákias.

A reencarnação e a lei do Karma constituem os postulados básicos do Buddhismo, O objetivo primacial da "Doutrina Buddhista" consiste na libertação do Samsara círculo vicioso das reencarnações sucessivas mediante a prática das virtudes prescritas na 4ª, Nobre Verdade Ariyo Atthangiko Maggo ou o nobre caminho das oito sendas.

O Buddhismo tem uma enorme difusão. Os principais países onde ele floresce há muitos anos são: Índia, Ceilão, China, Vietnã, Coréia, Japão, Birmânia, Tibet, Camboja, Indonésia, Mongólia e Tailândia.

Mencionaremos apenas de passagem mais outros povos e religiões que aceitam a crença na reencarnação. Pérsia - hoje Irã; Zoroastrismo, ou Mazdeísmo, fundado por Zoroastro (500 a.C.), cujo livro sagrado é o ZendAvest, ensinava a reencarnação.

Os Celtas, Druidas e Teutões eram reencarnacionistas quando Cesar os encontrou.

Na Inglaterra, a Feitiçaria ensinava a reencarnação, antes do advento do Cristianismo.

Na França, os Cátharos (Século XI e XII d.C.) aceitavam a crença na reencarnação.

Na Africa, os Bagongos e Bassongos, bem como outras tribos localizadas próximo do Rio Congo, não só crêem na reencarnação, como fazem referência às marcas-de-nascença reencarnatórias ("birthmarks").

No Alasca, os índios Tlingit e os Esquimós são reencarnacionistas, O mesmo se dá com os Peles-Vermelhas Winnibagos e os índios Chippeway. Outros países como a Turquia e o Líbano possuem grande número de Drusos, os quais aceitam a reencarnação como crença religiosa. (Stevenson, 1966).

 

JUDAÍSMO E CRISTIANISMO

Os antigos judeus admitiam o renascimento. A Cabala ensina a reencarnação.

Flavius ]osephus [37 a 95 a.D.). intelectual e historiador judeu, em sua famosa obra De Bello Judaico, faz a seguinte advertência aos soldados judeus que preferiam desertar, suicidando-se:

"Não vos recordais de que todos os espíritos puros que se encontram em conformidade com a Vontade divina vivem nos mais humildes dos lugares celestiais, e que no decorrer do tempo eles serão novamente enviados de volta paro habitar corpos inocentes? Mas que as almas daqueles que cometem suicidio serão atiradas às regiões trevosas do mundo inferior" (Josephus, 1910).

No velho e novo Testamentos há várias passagens em que se notam alusões à crença na reencarnação, cultivada pelos primitivos adeptos do Judaísmo e do Cristianismo, Ei-las: Velho Testamento: Job, 1:21: Jeremias, 1:5; Malachias; 1:2-3, Novo Testamento: Matheus, X1:7-15; XVI:13-14, XVII:10-13: Marcos. VIII:27-28, IX:11-13: Lucas, 1:17, VII:24-28, 1X:18-19: João:1-13, VII:56-58. IX:1-3: Efésios, 1:3-5,

Nem todas as descobertas empíricas ou teóricas foram imediatamente aceitas e incorporadas ao sistema dominante dos conhecimentos científicos. Pelo contrário, algumas chegaram a ser energicamente combatidas.

A reencarnação evidentemente é uma das crenças mais antigas da humanidade. Ela parece apoiada nos fatos observados empiricamente pelos nossos antepassados, em todos os tempos e lugares.

Entretanto, somente agora, ela começa a conquistar o título de verdade científica e a ganhar o seu reconhecimento como LEI NATURAL.

Cremos que a maioria das pessoas admitirá a suma importância desse fato, talvez o mais significante no que concerne à natureza do homem e à sua destinação dentro do contexto cósmico.

Hernani. G. Andrade

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:11

 

 

Como é compreensível, a planificação para reencarnações é quase infinita, obedecendo a critérios que decorrem das conquistas morais ou dos prejuízos ocasionais de cada candidato. Na generalidade, existem estabelecidos automatismos que funcionam sem maiores preocupações por parte dos técnicos em renascimento, e pelos quais a grande maioria de Espíritos retorna à carne, assinalados pelas próprias injunções evolutivas.

Ao lado desse extraordinário automatismo das leis da reencarnação, há programas e labores especializados para atender finalidades específicas, na execução de tarefas relevantes e realizações enobrecedoreas, que exigem largo esforço dos Mentores encarregados de promover e ajudar os seus pupilos, no rumo do progresso e da redenção.

Sem nos desejarmos deter em pormenores dos casos especiais, referentes aos missionários do Amor e aos abnegados cultores da Ciência e da Arte, os candidatos em nível médio de evolução, antes de serem encaminhados às experiências terrenas, requerem a oportunidade, empenhando os melhores propósitos e apresentando os recursos que esperam utilizar, a fim de granjearem a bênção do recomeço, na bendita escola humana...

Examinados por hábeis e dedicados programadores, que recorrem a técnicas mui especiais de avaliação das possibilidades apresentadas, são submetidos a demorados treinamentos, de acordo com o serviço a empreender, com vistas ao bem-estar da Humanidade, após o que são selecionados os melhores, diminuindo, com esse expediente, a margem do insucesso. Os que não são aceitos, voltam a cursos de especialização para outras atividades, especialmente de equilíbrio, com que se armam de forças para vencer as más inclinações defluentes das existências anteriores que se malograram, bem como para a aquisição de valiosas habilidades que lhes repontarão, futuramente, no corpo, como tendências e aptidões.

Concomitantemente, de acordo com a ficha pessoal que identifica o candidato, é feita a pesquisa sobre aqueles que lhe podem oferecer guarida, dentro dos mapas cármicos, providenciando-se necessários encontros ou reencontros na esfera dos sonhos, se os futuros genitores já estão no veículo físico, ou diretamente quando se trata de um plano elaborado com grande antecedência, no qual os membros do futuro clã convivem, primeiro, na Erraticidade, donde partem já com a família adrede estabelecida...

Executada a etapa de avaliação das possibilidades e a aproximação com a necessária anuência dos futuros pais, são meticulosamente estudados os mapas genéticos de modo a facultarem, no corpo, a ocorrência das manifestações físicas como psíquicas, de saúde e doença, normalidade ou ou idiotia, lucidez e inteligência, memória e harmonia emocional, duração do cometimento corporal e predisposições para prolongamento ou antecipação da viagem de retorno, ensejando, assim, probabilidades dentro do comportamento de cada aluno à aprendizagem terrena...

Fenômenos do determinismo são estabelecidos com margem a alternâncias do uso do livre-arbítrio, de modo a permitir uma ampla faixa de movimentação com certa independência emocional em torno do destino, embora sob controles que funcionam automaticamente, em consonância com as leis do equilíbrio geral. São travados debates entre o futuro reencarnante e os seus fiadores espirituais, com a exposição das dificuldades a enfrentar e dos problemas a vencer, nascendo e se desdobrando a euforia e a esperança em relação ao futuro.

Em clima de prece, entre promessas de luta e coragem, sob o apoio de abnegados Instrutores, o Espírito mergulha no oceano compacto da psicosfera terrena e se vincula à célula fecundada, dando início a novo compromisso. Os que amam, na Espiritualidade, ficam expectantes e interessados pelos acontecimentos, preocupados pelos sucessos que se darão, e buscando interceder nas horas graves, auxiliando nos momentos mais difíceis, encorajando sempre...

A REENCARNAÇÃO, porém, que leva a parcial esquecimento das responsabilidades, em razão da imantação celular que se faz, é sempre cometimento de grande porte e alta gravidade. Conseguindo o êxito do renascimento, continua o intercâmbio, durante a primeira infância, com os Amigos da retaguarda espiritual e, à medida que o corpo absorve o Espírito ou este se assenhoreia daquele, vão-se apagando as lembranças mais próximas enquanto ressumam as fixações mais fortemente vivas no ser, dando nascimento às tendências e paixões que a educação e a disciplina moral devem corrigir a benefício do educando.

Nunca cessam, em momento algum, os socorros inspirativos que procedem da esfera espiritual, em contínuas tentativas pelo aproveitamento integral do valioso investimento a que o Espírito se propôs. O retorno é feito, quase sempre, com altos índices de fracasso, com agravamento de responsabilidades; de insucesso, em decorrência da invigilância e da indolência, dando margem à amargura e à perturbação; de perda do tentame, graças à fatuidade e aos graves comprometimentos do pretérito, de que não se conseguiram libertam...

Pode-se compreender a preocupação afetuosa dos Benfeitores Espirituais que acompanham os seus pupilos, à medida que estes se afastam da sua influência benéfica e se transferem espontaneamente de área vibratória, entregando-se aos envolvimentos perniciosos e destrutivos. Instam, esses nobres cooperadores do bem, para que os seus protegidos retornem ao roteiro traçado, usando de mil recursos sutis, ou de interferências mais vigorosas, tais como as enfermidades inesperadas, os acidentes imprevistos, as dificuldades econômicas, a carência afetiva, de modo a despertarem do anestésico da ilusão os que se enovelaram nos fios da leviandade ou se intoxicaram pelo bafio do orgulho, do egoísmo, da cólera...

A REENCARNAÇÃO é o maior investimento da vida ao Espírito em processo evolutivo, o qual, sem ela, padeceria a hipertrofia de valores intelecto-morais, pela falta do ensejo da convivência com aqueles que se lhe vinculam pelo amor santificado, pelo amor asselvajado das paixões dissolventes, ou pelo amor enlouquecido no ódio, na violência, na perseguição... A conjuntura carnal constitui valiosa aprendizagem para a fixação dos recursos mais elevados do bem e do progresso na escalada inevitável da evolução.

Sem dúvida, o parcial olvido dos compromissos assumidos responde por alguns fatores do insucesso, mas, ao mesmo tempo, isto constitui a mais expressiva concessão do amor do Pai, evitando que se compliquem os fenômenos da animosidade e do ressentimento, das mágoas e das preferências exclusivistas, que tenderiam a reunir os afins nos gostos e afetos, produzindo um clima de desprezo e agressão contra aqueles que se lhes opusessem.

Como jamais retrograda o Espírito, no seu processo evolutivo, os insucessos não atingem as conquistas, que permanecem, agravando, isto sim, o programa de responsabilidades de que se desobrigará, quando falharem as provações remissoras, mediante as expiações redentoras que serão utilizadas como terapêutica final. Todas as conquistas da inteligência - e sempre são logradas novas etapas, nesse campo, em cada reencarnação - permanecem, embora as aquisições morais, mais lentas, porém mais importantes, somente através de sacrifício e renúncia, de amor e devotamento conseguem ser alcançadas.

Com as luzes projetadas pelo Espiritismo, na atualidade, o empreendimento da reencarnação adquire hoje mais amplo entendimento pelos homens, que reconhecem a sua procedência espiritual, identificando-a e, por sua vez, preparando-se para o retorno à vida que estua e nela se encontra, inevitavelmente, seja no corpo ou fora dele.

 

REMINISCÊNCIAS E CONFLITOS PSICOLÓGICOS
O processo da reencarnação está a exigir estudos acurados por embriogenistas, biólogos e psicólogos, de modo a poderem penetrar nos seus meandros, que lhes permanecem ignorados, o que dá margem, nessas áreas de estudo, quando diante de determinados acontecimentos, a opiniões sem fundamentação, porque destituídas do conhecimento das causas, cujos efeitos contemplam. Iniciando-se, no momento da fecundação, alonga-se o processo reencarnatório até a adolescência do ser, quando, a pouco a pouco, atinge a plenitude. (Consultado o Espírito Manoel P. Miranda, este esclareceu, por intermédio de Divaldo Franco, que mesmo terminado aos 7 anos o processo reencarnatório, este se vai fixando, lentamente, até o momento da transformação da glândula pineal, na sua condição de veladora do sexo).

As impressões mais fortes das experiências passadas fixam-se no corpo em formação, através de deficiências físicas ou psíquicas, saúde e inteligência, de acordo com o tipo de comportamento que caracteriza o estado evolutivo do Espírito. Estabelecidos os programas cármicos referentes às necessidades de cada ser, outros fatores contribuem, durante a gestação e o parto, para ulteriores fenômenos psicológicos no reencarnante.

Graças à simpatia ou animosidade que o vinculam aos futuros genitores, estes reagem de forma positiva ou não, envolvendo o filho em ondas de ternura ou revolta que o mesmo assimila, transformando-se essas impressões em fobias ou desejos que exteriorizará na infância e poderá fixar, indelevelmente, na idade adulta. Porque lúcido, acompanhando o mergulho na organização física, percebe-se desejado ou reprochado, registrando os estados familiares, bem como os conflitos domésticos do meio onde irá viver.

Vezes ocorrem, em que o pavor se torna tão grande, que o Espírito desiste da reencarnação ou, em desespero, interrompe inconscientemente o programa traçado, resultando em aborto natural a gestação em andamento. Os meses de ligação física com a mãe são, também, de vinculação psíquica, em que o recomeçante em sofrimento pede apoio e amparo, ou, se ditoso, roga ternura para o fiel cumprimento do plano feliz que se encontra em execução.

Adicionando-se às LEIS DO MÉRITO os fenômenos emocionais dos futuros pais, esses resultarão em heranças, que fazem pressupor semelhanças com o clã, estudadas pelas modernas leis da genética. - Tal pai, tal filho - afirma o refrão popular, demonstrando a força dos genes e cromossomos nos códigos da hereditariedade. A verdade, porém, é diversa. Se ocorrem semelhanças físicas e até psicológicas, estas adquiridas mediante convivência familiar, o mesmo não se dá nos campos moral e intelectual.

O Espírito é o herdeiro das próprias conquistas passadas, graças às quais se expressa no campo da atividade nova. No entanto, os comportamentos familiares influem sobre a conduta do reencarnante, que se impregna - especialmente quando se trata de Espírito imperfeito - dos conflitos e das vibrações perniciosas que lhe irão influenciar profundamente o procedimento.

Reações de várias ordens se manifestarão na criança, como resultantes da insegurança que experimenta no berço novo, desdobrando-se em rebeldia e insatisfação, nervosismo e incapacidade intelectual, durante a infância e a adolescência, com agravantes para o futuro, caso o amor dos pais não interrompa a caudal das reminiscências infelizes. O auxílio do psicólogo, a terapia cuidadosa ajudam no mecanismo de reajustamento da criança, todavia, aos pais cumprem a tarefa maior, assistindo e amparando o filhinho temeroso e desconfiado, necessitado de segurança e tranquilidade.

Não nos referimos aqui ao capítulo adicional das obsessões, que exercem forte interferência no quadro complexo da reencarnação, respondendo por graves injunções no comportamento infantil. Detemo-nos, apenas, nas reminiscências, ora do domínio do inconsciente atual, que irrigam a consciência com temores e conflitos, produzindo estados de desequilíbrio, que poderiam ser evitados. Enurese noturna, irritabilidade, pavores de toda espécie, timidez, ansiedade encontram nas ocorrências da vida fetal, em relação à mãe e aos demais familiares, muitas das suas causas.

Não obstante, é possível minimizar-lhes as consequências, através de uma atitude firme e afetuosa dos pais, particularmente da mãe, utilizando-se do sono do filhinho para infundir-lhe coragem e anular-lhe as impressões negativas, envolvendo-o em amor e conversando com ele, com sincero carinho, transmitindo-lhe a confiança de que romperá a barreira invisível das dificuldades, enfim, alcançando-lhe o íntimo.

Desde que ainda não esteja concluída a reencarnação, o Espírito ouvirá e entenderá as sugestões positivas que lhe são apresentadas, o amor que lhe é oferecido, toda a gama de afeição que lhe é destinada. Quantas vezes um conflito sexual não se originará, na criança em face da decepção da mãezinha que esperava um varão e recebeu uma menina, ou vice-versa, e, vítima, de imaturidade, declara o desagrado, explodindo em pranto injustificado, assim chocando o recém-chegado, que lhe recebe o rechaço, vindo a exteriorizá-lo, mais tarde, em forma de conflito!?

Sempre é tempo de reconsiderar-se a atitude, reconciliando-se com o ser menosprezado, graças ao grau de amor e à força do bem que se coloque no relacionamento afetivo lúcido, quando o mesmo estiver dormindo, portanto, em situação receptiva. O inconsciente receberá as novas informações, que serão arquivadas, e ressumarão, posteriormente, de forma agradável e cordial, estruturando a personalidade infanto-juvenil e proporcionando-lhe mais amplas aquisições que logrará com o tempo, conduzido por aqueles a cujo lado recomeça a caminhada redentora.

Mesmo na adolescência, quando não se soube agir antes, deve-se tentar recuperar o filho, reconquistá-lo, conversando com ele, em estado de sono, perseverando-se em um relacionamento tranquilo e gentil, também durante a fase em que esteja desperto, agindo com amor ao invés de reagindo com ira ou zombaria, quando o mesmo apresente seus conflitos, suas dificuldades...

Não será o ato de falar, pura e simplesmente, mas empatia, o contributo da emoção afetuosa com os quais a palavra se carregue, para alcançar a finalidade a que se destina. Por fim, é necessário que a carga de certeza do êxito se faça presente, conforme enunciou Jesus: "Tudo é possível àquele que crê", para que os resultados felizes coroem a empresa do amor.

MANOEL P. DE MIRANDA - TEMAS DA VIDA E DA MORTE

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:04

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
Ok, Sergio.O seu e-amil é só esse: oigres.ribeiro@...
Ok, desejaria sim.
Ola, Sérgio.Gotaria de lhe fazer um convite:Gostar...
Obrigado e abraços.
www.apologiaespirita.org
Ola, Sérgio.Gostei de sua postagem, mas gostaria s...
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