TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

LUCAS, Cap. XV, w. 11-32

 

V. 11. Disse ainda : Um homem tinha dois filhos. — 12. O mais moço disse ao pai : Meu pai, dá-me a parte que me há de tocar dos teus bens. E o pai repartiu com os dois os seus bens. — 13. Poucos dias depois, o filho mais moço reuniu tudo o que era seu, partiu para um país estranho e muito distante e aí dissipou os seus haveres em desregramentos e deboches. — 14. Quando já havia dissipado tudo, grande fome assolou aquele país e ele começou a passar privações. — 15. Foi então e entrou para o serviço de um dos habitantes do país, o qual o mandou para uma sua fazenda a apascentar os porcos. — 16. Aí, muito gostaria ele de encher a barriga com as landes que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. — 17. Afinal, caindo em si, disse : Quantos jornaleiros há, na casa de meu pai, que têm pão em abundância, enquanto que eu aqui morro de fome! — 18. Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e lhe direi : Meu pai, pequei contra o céu e contra ti. — 19. Não mais sou digno de que me chames teu filho; trata-me como a um dos teus jornaleiros. — 20. E levantando-se, foi ter com o pai. Vinha ele ainda longe quando este o viu e, tomado de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. — 21. Disse-lhe o filho: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; não sou mais digno de que me chames teu filho. — 22. O pai disse, porém, a seus servos : Trazei-me depressa a melhor das roupas e vesti-a nele; ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés; — 23, trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e regozijemo-nos; — 24, pois que este meu filho estava morto e ressuscitou; estava perdido e foi achado. E começaram a festejar o acontecimento. — 25. O filho mais velho, que estava no campo, ao aproximar-se de casa, ouviu música e rumor de dança. — 26. Chamou um dos servos e perguntou o que era aquilo. — 27. O servo respondeu: É que teu irmão voltou e teu pai mandou matar um novilho gordo por tê-lo recobrado são e salvo. — 28. O rapaz se indignou e não queria entrar. O pai saiu e se pôs a lhe pedir que entrasse. — 29. Ele, porém, disse: Já lá se vão tantos anos que te sirvo, sem jamais haver transgredido ordem tua e nunca me deste um cabrito para que eu me banqueteasse com meus amigos. — 30. No entanto, ao regressar o teu outro filho, que esbanjou todos os seus bens com meretrizes, logo lhe matas um novilho gordo. — 31. Meu filho, disse o pai, estás sempre comigo e o que é meu é teu; — 32, mas, pelo que respeita a teu irmão, era preciso que nos banqueteássemos e rejubilássemos, porquanto ele estava morto e ressuscitou, estava perdido e foi achado.

 

De há muito o pai de família repartiu entre vós os bens que vos tocavam. Deu a cada um a sua parte. Que fizestes delas? Em vez de lhe testemunhardes o vosso reconhecimento, o vosso amor, esbanjastes os tesouros que ele vos entregou. A parte que vos cabe na herança é a ciência, a virtude, a vida eterna diante do Senhor. Perdestes, dissipastes esses tesouros com as meretrizes e os companheiros de deboches, isto é, nos vícios de toda espécie, em que vos chafurdastes. Depois, a fome se fez sentir, pois que ela é grande no país em que habitais. Compreendestes, então, que precisáveis "viver" e procurais voltar à "casa paterna". Não pareis no caminho, visto que, por mais culpados e miseráveis que sejais, por mais despidos que estejais, o "Pai de família" vos receberá de braços abertos e seus servos se apressarão a festejar o regresso do filho.

 

Que se deve pensar da opinião dos que pretendem que, em face dos vv. 14-18, ao pecador, que é o filho pródigo, o arrependimento e a necessidade de voltar para casa paterna vêm, não do amor do bem, mas do desejo de trocar os tormentos da miséria pela satisfação do bem-estar?

 

O homem sempre esquece que o corpo oculta a alma e que, nos ensinamentos de Jesus (salvo algumas exceções, aliás de si mesmas claras), o corpo não é senão a figura da alma. Ele usava, com relação ao corpo, de palavras figuradas, que só se devem aplicar à alma.

Sim, depois de haver esbanjado todos os tesouros que tinha em si mesmo, tesouros de força, de ciência, de sabedoria; depois de haver dissipado o seu tempo e a sua inteligência, o filho pródigo sente a fome que o avassala. Faz-se o vácuo no seu íntimo, domina-o invencível tédio e ele se põe ao serviço das más paixões que o esgotam, sem que suas repugnantes escórias o alimentem. Só então, sofrendo os efeitos da miserável condição em que se encontra, pensa, cheio de amargura, em tudo o que perdeu. Só então se lembra do pai, do seu Deus, tão bom, tão terno, único capaz de lhe restituir os tesouros perdidos.

 

Nesse momento, humilde e arrependido, dirige-se ao Senhor, dizendo: Meu Deus, meu pai, pequei contra ti, julguei-me bastante forte para, dispensando conselhos e proteção, dispor à minha vontade das riquezas que me entregaste; reclamei-as antes de tempo, quando delas ainda me não sabia servir; esgotei-as, meu Deus, e agora eis-me aqui, despojado de tudo, sem mais possuir a inteligência que guia, o amor da ciência, que eleva, a força de lutar, que engrandece.

 

Tenho fome, devora-me a fome do futuro. Sinto que não me criaste para viver nesta abjeção, as minhas aspirações te buscam., só tu podes reparar as minhas perdas.

 

Oh! meu pai, abre teus braços paternais para acolher o filho arrependido, restitui à minha alma a força, a inteligência, o amor, a fim de que, compreendendo cada vez mais vivamente as culpas em que incorri para contigo, cada vez mais me esforce pelas reparar.

 

Tendo-se em vista estas palavras de Jesus (Lucas, XIV, vv. 24-35) : "O sal é bom, mas se o sal se torna insípido, com que temperareis?

 

Não servirá mais nem para a terra nem para os adubos, e será, por isso, posto fora; que ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir", quais o sentido e o alcance da parábola do filho pródigo?

 

Aquele, que persevera no mal, que recusa ouvir qualquer conselho, é como a semente estéril: não presta para ser lançada à terra, porque nada produzirá; não presta para ser lançada na estrumeira, porque, devendo o estrume auxiliar a vegetação da terra, o grão estéril que nele se lance, além de inútil para a germinação das outras sementes, ainda se apropriará de uma parte dos sucos nutritivos, para não dar mais do que uma erva abundante e efêmera, nociva ao resto da plantação, sem nada de proveitoso colher para si mesma.

O homem que se obstina no endurecimento fica incapaz de produzir frutos, isto é, de dar exemplos úteis à moralização de seus semelhantes. Absorve os cuidados e a atenção dos que se lhe consagram, ficando esses cuidados e atenções, que em nada lhe aproveitam, de nenhuma utilidade para outros homens de boa-vontade.

 

Eis porque essas criaturas serão postas fora, isto é, desterradas para mundos inferiores, como se faz com a semente má, que é lançada ao fogo. Aí, passarão, para elas, eternidades de prantos e de gemidos, pois que eternidades de séculos amontoados são necessárias ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento das terras primitivas, são precisas para que estas atinjam, não o grau de superioridade a que se hão de elevar, mas, apenas o nível em que vos achais.

 

A conversão de um pecador causa grande alegria aos que o amam e esperam, porém não elimina as conseqüências da ofensa feita. Simplesmente as atenua. De fato, que é a expiação? A conseqüência do mal praticado, o esforço para o reparar.

 

Qual o Espírito arrependido que não conserva, seja qual for o perdão obtido, lembrança tanto mais amarga de suas faltas, quanto maior se tenha manifestado a bondade do Senhor?

 

Qual o Espírito que não tentará fazer voluntária e alegremente tudo o que possa por apagar os traços de um passado que o aflige e por merecer os favores de que se sente objeto?

 

A consciência do homem honesto não lhe brada quando, por um arrastamento qualquer, ele se afasta do caminho que reconhece ser o único honroso? E qual o seu maior desejo, senão o de reparar o mal que causou, apagando-o com o bem? Ora, se isto é o que se dá com alguns de vós outros, que não será em se tratando de Espíritos cujos sentidos alcançaram uma sutileza e um desenvolvimento extremos ?

 

A justiça do Senhor segue sempre o seu curso no tocante à expiação e à reparação, que constituem, para o Espírito culpado, as sendas da purificação e do progresso. Mas, aquele que volta sobre seus passos consegue atenuar o futuro, não o esqueçais nunca.

 

Quais, na parábola, o objeto e o fim dos versículos 26-32, relativos ao filho mais velho do pai de família?

 

(Vv. 26-27.) A resposta do servo ao filho mais velho, que o chamara para interrogá-lo, tem por fim mostrar o acolhimento que o Senhor dispensa àquele cujo arrependimento é sincero, as alegrias que lhe proporciona, os socorros espirituais que lhe concede, por efeito desse arrependimento, que o coloca, em condições de avançar, sem mais desfalecimentos nem paradas, pela estrada de que se desviara.

(Vv. 28-29-30.) A réplica do filho mais velho do pai de família, quando este lhe pedia que entrasse na sala da festa, tem por fim mostrar a tendência do homem para a inveja, para o egoísmo, inveja e egoísmo que o levam a ter ciúmes do que é feito a seus irmãos, considerando-se superior a estes. Aquela resposta põe em destaque esse egoísmo e essa inveja. Não percebendo as graças que cotidianamente lhe são dispensadas, o homem inveja as que julga concedidas aos outros.

Que recompensa lhe deve o Senhor? Não basta lhe conceda participar de suas graças? Notai que a festa celebrada por motivo do regresso do rapaz nenhum compromisso envolve com relação ao futuro, de nenhum trabalho, de nenhuma obrigação o isenta. Festejam-lhe a volta, mas amanhã, amanhã, ele terá que ocupar o seu lugar, que trabalhar e trabalhar com tanto mais zelo e atividade, quanto maior tenha sido o lapso de tempo durante o qual esteve paralisada a obra que lhe cumpre executar.

 

(Vv. 31-32.) As palavras do pai ao filho mais velho têm por fim mostrar a igualdade de todos perante Deus. O pensamento é idêntico ao da parábola dos trabalhadores da última hora.

 

O pai de família fizera entre os dois filhos a partilha de seus bens. Cada um recebera parte igual da herança. Mas o que não se afastara de casa viveu sempre em comum com o pai (o que é meu é teu), isto é, aproveitando das graças já outorgadas e recebendo diariamente novas graças. Como, porém, o hábito o tornara indiferente, não as percebe e então sente inveja do que vê fazer-se aos que voltam a colocar-se na mesma categoria em que ele se acha.

 

"Teu irmão estava MORTO e RESSUSCITOU, diz o pai, estava PERDIDO e foi ACHADO."

 

O Espírito culpado, que se obstina no mal, está morto, no sentido de que o seu estado é o emblema da morte. A morte, na acepção legítima da palavra, é a cessação de todo movimento; logo, numa, acepção figurada, é a cessação de todo progresso. O arrependimento o ressuscita, pondo-o em estado de retomar a sua marcha ascensional. É assim que ele estava perdido e que foi achado.

 

 

NOTAS DA EDITORA — A palavra landes, que se encontra no versículo 16, foi substituída por outros tradutores por — alfarrobas, bolotas, vagens.

A dádiva do anel indicava que o pai não recebia o filho como escravo, visto que naquela época os escravos não podiam usar anéis.

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:09

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Homens, olhem para vosso mundo. O que estão fazendo deste planeta senão um celeiro de iniquidades onde a maldade, a dor e o sofrimento campeiam por todos os lados? Não percebeis que estais apenas erguendo muralhas ao teu derredor, onde vossos espíritos se agitarão em agonia no futuro?

Onde o amor a Deus?! Na moeda e nas riquezas que a exploração de seu nome pode proporcionar? Pobres criaturas que perambulam pelas avenidas da vida sem rumo certo, envolvidos pelas sombras da insensatez.

Vossas mentes se transtornaram pela luxúria, pelo prazer desvairado e alucinado, pelas facilidades e imediatismos que homens mundanos e espíritos inferiores nutriram em vossas almas.

A cada um segundo suas obras e eis que a miséria, a fome, o crime, vos assaltam os lares, construídos tantas vezes sob alicerces frágeis de ilusões e fantasias.

Julgais então que o que vês é tudo? Oh não, a colheita está apenas começando. Todo o mal que plantaste durante décadas está agora sendo colhido por vós mesmos. São os frutos apodrecidos da má semeadura.

Vossa juventude se perdeu, escravizou-se junto ás drogas, vossas crianças crescem desorientadas, carentes de exemplos edificantes. Vossos idosos jazem nas cátedras do esquecimento acreditando-se realmente inúteis para a sociedade devido aos vossos pensamentos hipnotizantes, mesquinhos e egoístas.

Até quando a venda cobrirá vossos olhos? Acreditais então que permanecendo com ela Deus vos julgará inocente e vos isentará das consequências de Ter permanecido tanto tempo na escuridão quando a luz do Evangelho te alcançava as vistas e convidava-te a viver sob as claridades do Teu amor? Não podeis mais fingir-vos crianças inocentes e ingênuas. Sereis inevitavelmente descobertos e desmascarados, acreditem nisso.

Ninguém está isento de sofrer pela própria rebeldia. Somente os mais incautos depositam confiança neste tipo de pensamento e mesmo para esses chegará o momento propício do despertar, através das sacudidas da dor. Invigilância é sinônimo de possíveis perdas e sofrimentos. Atentem mais do que nunca para a advertência do Cristo que lhes solicitou orar e vigiar para que não venham a sucumbir no minuto seguinte.

As vozes dos seres que atravessaram os portais da morte vêm falar-vos aos corações e preveni-los.

Os campos estão repletos de ervas daninhas e a foice da justiça divina já está preparada para lança-las ao fogo.

Que vejam os que tiveram olhos de ver e ouçam os que tiverem ouvidos de ouvir.

Espírito Luís. 1864

 

 

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 04:42

 

Várias vezes já nos perguntaram por que não respondemos, em nosso jornal, aos ataques de certas folhas, dirigidos contra o Espiritismo em geral, contra seus partidários e, por vezes, contra nós. Acreditamos que o silêncio, em certos casos, é a melhor resposta. Aliás, há um gênero de polêmica do qual tomamos por norma nos abstermos: é aquela que pode degenerar em personalismo; não somente ela nos repugna, como nos tomaria um tempo que podemos empregar mais utilmente, o que seria muito pouco interessante para os nossos leitores, que assinam a revista para se instruírem, e não para ouvirem diatribes mais ou menos espirituosas.

Ora, uma vez engajado nesse caminho, difícil seria dele sair, razão por que preferimos nele não entrar, com o que o Espiritismo só tem a ganhar em dignidade. Até agora só temos que aplaudir a nossa moderação, da qual não nos desviaremos, e jamais daremos satisfação aos amantes do escândalo.

Entretanto, há polêmica e polêmica; uma há, diante da qual jamais recuaremos: é a discussão séria dos princípios que professamos. Todavia, mesmo aqui há uma importante distinção a fazer; se se trata apenas de ataques gerais, dirigidos contra a Doutrina,sem um fim determinado, além do de criticar, e se partem de pessoas que rejeitam de antemão tudo quanto não compreendem, não merecem maior atenção; o terreno ganho diariamente pelo Espiritismo é uma resposta suficientemente peremptória e que lhes deve provar que seus sarcasmos não têm produzido grande efeito; também notamos que os gracejos intermináveis de que até pouco tempo eram vítimas os partidários da doutrina pouco a pouco se extinguem. Perguntamos se há motivos para rir quando vemos as idéias novas adotadas por tantas pessoas eminentes; alguns não riem senão com desprezo e pela força do hábito, enquanto muitos outros absolutamente não riem mais e esperam.

Notemos ainda que, entre os críticos, há muitas pessoas que falam sem conhecimento de causa, sem se darem ao trabalho de a aprofundar. Para lhes responder seria necessário recomeçar incessantemente as mais elementares explicações e repetir aquilo que já escrevemos, providência que julgamos inútil. Já o mesmo não acontece com os que estudaram e nem tudo compreenderam, com os que querem seriamente esclarecer-se e com os que levantam objeções de boa-fé e com conhecimento de causa; nesse terreno aceitamos a controvérsia, sem nos gabarmos de resolver todas as dificuldades, o que seria muita presunção de nossa parte. A ciência espírita dá os seus primeiros passos e ainda não nos revelou todos os seus segredos, por maiores sejam as maravilhas que nos tenha desvendado. Qual a ciência que não tem ainda fatos misteriosos e inexplicados? Confessamos, pois, sem nos envergonharmos, nossa insuficiência sobre todos os pontos que ainda não nos é possível explicar. Assim, longe de repelir as objeções e os questionamentos, nós os solicitamos, contanto que não sejam ociosos, nem nos façam perder o tempo com futilidade, pois que representam um meio de nos esclarecermos.

É a isso que chamamos polêmica útil, e o será sempre quando ocorrer entre pessoas sérias que se respeitam bastante para não se afastarem das conveniências. Podemos pensar de modo diverso sem, por isso, deixar de nos estimarmos. Afinal de contas, o que buscamos todos nessa tão palpitante e fecunda questão do Espiritismo? O nosso esclarecimento. Antes de mais, buscamos a luz, venha de onde vier; e, se externamos a nossa maneira de ver, trata-se apenas da nossa maneira de ver, e não de uma opinião pessoal que pretendamos impor aos outros; entregamo-la à discussão, estando prontos para a ela renunciar se demonstrarem que laboramos em erro. Essa polêmica nós a sustentamos todos os dias em nossa Revista, através das respostas ou das refutações coletivas que tivemos ocasião de apresentar, a propósito desse ou daquele artigo, e aqueles que nos honram com as suas cartas encontrarão sempre a resposta ao que nos perguntam, quando não a podemos dar individualmente por escrito, uma vez que nosso tempo material nem sempre o permite. Suas perguntas e objeções igualmente são objeto de estudos, de que nos servimos pessoalmente, sentindo-nos felizes por fazer com que nossos leitores os aproveitem, tratando-os à medida que as circunstâncias apresentam os fatos que possam ter relação com eles. Também sentimos prazer em dar explicações verbais às pessoas que nos honram com a sua visita e nas conferências assinaladas por recíproca benevolência, nas quais nos esclarecemos mutuamente.

REVISTA ESPÍRITA Novembro de 1858, pags. 443 a 445

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:49

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Rabino S. F. Berg

Faz agora dezesseis anos desde que embarquei na missão de trazer este estudo importantíssimo à atenção da humanidade. 

Para meu espanto, no entanto, a minha investigação deste assunto da reencarnação, tão delicado e vital, e a importância de seu lugar na Cabala, logo revelou quão pouco conhecimento a respeito deste assunto estava disponível para o cientista e para o público em geral.

Verifiquei que, quando o assunto da reencarnação surge entre judeus, ainda encontro uma falta de interesse e às vezes uma negação latente de que a reencarnação se relacione, ou tenha qualquer conexão ou relevância para com o judaísmo. Nestes últimos dezesseis anos, encontrei pouco material escrito por cabalistas judeus contemporâneos.

Certamente a academia judaica não ganha créditos pelo fato do Zohar e de trabalhos de autores que estavam realmente informados a respeito do assunto, como o Ari, o Rabino Isaac Luria, e seus volumes, os Portões da Reencarnação e o Livro da Reencarnação, nunca terem sido levados a sério.

Bem afastados da religião, embora completamente ligados a Torá, os assuntos Cabala e reencarnação sempre atraíram a hostilidade tanto de religionistas como de cientistas. Do lado da religião teme-se a "blasfêmia" deste tópico, enquanto os cientistas temem a metafísica, que os leva para fora do alcance de seu ambiente familiar. Com a Teoria da Relatividade de Einstein, e com o exame do mundo subatômico, a ciência pôde alcançar os antigos cabalistas e a Cabala.

A filosofia do século dezessete de Descartes, com uma estrita divisão entre mente e corpo, levou a instituição médica a se concentrar no corpo como uma máquina. De acordo com isso, foi dada maior importância aos aspectos físicos, e o campo da psiquiatria foi relegado a um segundo plano na pesquisa. De uma perspectiva cabalística, a história da humanidade é na verdade uma história de almas que retornam. Realmente, nenhum mistério na longa história de nosso universo é tão iluminador como o comportamento universal e repetido de seus habitantes.

Aprofundamentos que, em última análise, promovem saltos maiores, tiveram efeito muito pequeno no pensamento humano. Será que o nosso padrão mental é realmente diferente do das pessoas da Idade Média? Apesar de mudanças ambientais dramáticas, e mais a síndrome do progresso, terão as necessidades psicológicas humanas realmente mudado ao longo dos séculos? Será que realmente melhoramos, devido ao crescente progresso que continua a se tornar cada vez mais complexo com o passar do tempo?

A reencarnação, junto com o processo de tikun (correção), dirige e dita nossos padrões diários de pensamento, sentimentos e atividades, embora o comportamento humano seja geneticamente controlado até um nível significativo. Bem sei que esta posição desafia a visão convencional da maioria dos cientistas sociais, que afirmam que a cultura e o meio ambiente, e não imperativos relacionados à encarnação, moldam a natureza humana. Há efeitos de longo alcance de nosso espírito humano interno que se estendem às nossas características e determinam as nossas ações externas. Estas são plenamente guiadas e executadas por forças cósmicas relacionadas com a encarnação, prevalecendo momento a momento.

As ações do homem são de fato controladas pelo cosmos, mas apenas na medida em que elas já tenham se manifestado em uma vida anterior. Em outras palavras, se um indivíduo cometeu crimes contra a humanidade em uma encarnação anterior, sua alma encarnada volta e é posta defronte do mesmo tipo de situação com a qual foi desafiada em sua vida passada. Uma pessoa nasce em um momento muito específico e particular no tempo, durante o qual os planetas e signos inter-relacionados do Zodíaco coletivamente canalizam o DNA único (física e mentalmente) que incorpora e abrange o alcance da última vida, assim como as vidas anteriores, que se tornam manifestas no indivíduo agora diante de nós.

Está sendo dada à pessoa uma oportunidade de exercer o livre arbítrio e alterar o cenário do cassete de vidas prévias, ou de sucumbir à sua influência. Em essência, o cosmos oferece a oportunidade e o campo de ação para lidarmos racionalmente com o nosso cassete de encarnação. As linhas cósmicas de atividade não são a causa da estrutura pré-determinada do cassete da vida. Isso já foi determinado por vidas anteriores.

No entanto, podemos levantar a pergunta, "Quais as chances de termos sucesso desta vez quando já falhamos em inúmeras vidas prévias?" A resposta se encontra na própria Era Aquariana, na qual merecemos a informação cabalística enorme e profunda, por meio da qual a humanidade tem agora uma chance de vencer. Os pontos de referência negativos criados por nós mesmos nos oferecem uma oportunidade de exercer o livre arbítrio e alcançar a eliminação do Pão da Vergonha. Obviamente, se essas forças cósmicas negativas não existissem, o homem simplesmente se conformaria com um tipo programado de inteligência que prescreve apenas uma filosofia de compartilhar, nos deixando em um estado que pode ser descrito como robótico. Porém, sendo que as forças cósmicas negativas existem, temos a obrigação e o propósito de indivíduos com livre pensar e livre escolha. 

De acordo com a perspectiva cabalística, a história da humanidade é na verdade uma história de almas que retornam.

Até agora, a história demonstrou que a humanidade tem falhado em conseguir ser dona de seu destino. Com os avanços científicos, ficamos cientes de uma atividade interna, metafísica, que parece criar ainda mais incerteza. Vivemos agora uma época de enorme convulsão social, uma época em que os costumes, as tradições e as respostas do passado estão todas em questão.

No entanto, antes de prosseguir adiante, para os que questionam a existência da reencarnação, permitam-me que coloque esta questão. Vamos começar com o versículo de Eclesiastes 1:4. "Uma geração se vai e outra geração vem, mas a terra continua para sempre." O Zohar nos diz que o que este versículo realmente significa é que a geração que se foi é a mesma geração que vem para substituí-la. Uma pista idêntica pode ser encontrada nas Dez Falas (Êxodo, 20:5), quando se afirma, "Os pecados dos pais são lembrados mesmo sobre a terceira e a quarta geração." Isto não implica, como alguns erradamente têm argumentado, que Deus é tão cheio de ira que não se contenta em punir apenas o pecador, mas infligirá também punição pelo pecado sobre os netos e bisnetos inocentes do pecador. Quem poderia racionalmente amar e adorar uma divindade tão cruel e vingativa?

O Zohar revela que a verdade deste versículo é que a terceira e a quarta geração são, na verdade, a geração anterior, com a alma retornando na forma de seu próprio descendente para que possa corrigir os pecados citados como "pecados dos pais". Tais exemplos em apoio do argumento da reencarnação abundam na Bíblia.

O conceito de reencarnação não é de forma alguma exclusivo do Judaísmo. A idéia era prevalecente entre os Índios no Continente Americano. No Oriente, o ensinamento da reencarnação está muito difundido e é de grande influência. É à base da maior parte dos sistemas filosóficos da Índia, onde centenas de milhões aceitam o fato da reencarnação do mesmo modo como nós aceitamos o fato da gravidade como uma força da natureza.

Mas, como qualquer idéia de grande Antigüidade, o conceito de reencarnação chegou à maior parte do mundo misturado a uma confusão de superstição e mal-entendimento. A superstição é tão repelente para o modo de pensar ocidental que o valor filosófico da própria idéia da reencarnação caiu em grande descrédito. Recentemente, muitos filmes abordaram a idéia da reencarnação, porque por detrás de todas as fantasias esconde-se uma verdade básica e eterna. De que outra forma a idéia pode ter perdurado por tantos milhares de anos? Como ela poderia ter atraído tantos pensadores hábeis?

A única pergunta que toda a humanidade ainda faz é: se Deus realmente existe, porque há tanta miséria no mundo? Por que criminosos ficam sem punição e os justos passam por tanto sofrimento imerecido? Com demasiada freqüência o criminoso fica livre e o inocente é aprisionado. Se todas as almas são iguais ao nascerem, por que os destinos humanos são tão desiguais? Deveremos todos recair na doutrina sem esperança de predestinação? Será tudo uma questão de sorte?

No que diz respeito a este mundo, a igualdade humana é um mito. Somos desiguais mentalmente, espiritualmente e moralmente. Alguns têm corpos fortes e saudáveis; outros são frágeis e doentes.

Em uma criança, apreciamos o desenvolvimento evidente da consciência – a mente e o crescimento desta mente com a passagem do tempo. Na idade avançada, a consciência e a lucidez subitamente desaparecem com a morte do corpo. Quando o instrumento é destruído e a consciência não pode mais se fazer sentir fisicamente, será que isto implica no aniquilamento da mente e da alma? A resposta é não!

A alma do homem não é mais dependente da existência do cérebro do que um músico é dependente da existência de seu violino, apesar de ambos os instrumentos serem necessários para a expressão musical no mundo físico. Somente quando podemos capturar plenamente este ponto de vista podemos começar a nos aproximar do estudo da reencarnação. A consciência humana existia antes do nascimento, e por consciência humana quero dizer a alma. Este é o primeiro fato fundamental da reencarnação.

Minha intenção neste artigo não é provar que a reencarnação é um fato da natureza, apesar de que uma preponderância de evidências dão apoio a tal afirmação. Qualquer um que sinta a necessidade de validação estritamente científica deve perceber que assim que nos aprofundamos no mundo subatômico de nossa existência, descobrimos que a validação estritamente científica de qualquer coisa se torna virtualmente impossível. A mecânica quântica e o agora cientificamente respeitável "Princípio da Incerteza" tomaram conta disso.

Essencialmente, a verificação não está na acumulação de provas mais convincentes da reencarnação, mas mais na persuasão dos cépticos, para que aceitem aquilo que já é sabido. Infelizmente, entre o mundo abstrato da conjetura e o mundo real da experimentação, houve e sempre haverá uma tensão contínua – e às vezes até mesmo conflito, e por causa deste problema o leigo foi deixado de fora, apenas conseguindo alcançar as realidades da Cabala muitos séculos, senão milênios mais tarde.

No entanto, na Era de Aquário, com a doutrina e os princípios da Cabala se tornando tão simples, a idéia da reencarnação está se espalhando fenomenalmente. Da forma como é interpretada pelo Zohar e pelo Leão de Sefat, o Rabino Isaac Luria, a reencarnação permite à humanidade lidar com as soluções das complexidades da vida. O Ari, o Leão de Sefat, afirmou em seu Portões da Reencarnação que, se um homem não reconhece o fato de encarnação ou encarnações anteriores, a capacidade de atingir o tikun ou de alcançar um estado de correção não é possível.

Por muitos anos, não fui capaz de estabelecer a relação entre a realização do tikun e o conhecimento de encarnações anteriores. No entanto, com o passar dos anos, se tornou muitíssimo claro que, no tempo de uma vida, nós só chegamos a reconhecer os nossos erros depois que já é tarde demais para se fazer qualquer mudança. Ou estamos velhos demais ou fracos demais, na parte final de nossa vida, seja para alterar o nosso estado de consciência, seja para nos tornarmos conscientes das atividades negativas que foram parte de nossa vida individual em encarnações passadas.

No entanto, se conseguíssemos atingir uma consciência das ações negativas em que incorremos em vidas anteriores, o conhecimento de nossa experiência virá cedo em nossas vidas, nos permitindo ter a energia e a coragem para mudar. Ao longo de várias vidas, o homem pode encarnar em qualquer um dos três reinos inferiores, a saber, o reino animal, o vegetal e até mesmo o inanimado. O reino no qual encarnamos irá depender de nossa natureza e de nossas atividades negativas.

Tome como exemplo o personagem bíblico Bilaam, que estava decidido a amaldiçoar os israelitas durante a sua jornada no deserto. Ele foi encarnado dentro do reino inanimado para lhe ensinar os efeitos de não prestar atenção para as ações verbais. Confinado a uma pedra, a alma de Bilaam suportou a dor do silêncio. Outros podem retornar como a folha encarnada de uma árvore, para serem incessantemente batidos pelo vento.

Admitimos que, para a mente e cultura ocidental, a tradição da reencarnação irá provavelmente soar muito estranha, uma vez que a característica essencial desta cultura está baseada principalmente em uma visão mecanicista do papel do homem no universo. Não obstante, abrir mão da realidade da reencarnação é fechar uma verdadeira experiência de aprendizado. Quando seguimos o caminho de fazer um exame dos nossos traços de comportamento, e de por que pensamos do modo como pensamos, com certeza chegamos mais próximos de entender a razão de nosso presente estado e o objetivo de nossa existência.

Assumir que viemos a este mundo sem um motivo é rejeitar a idéia de que o vasto universo veio a existir com uma razão e um sentido. O Ari, o Rabino Isaac Luria, pode bem estar correto quando afirma que ignorar o fato da reencarnação é permitir que a humanidade exista sem um leme, navegando então à deriva, em caos.

Ignorar a realidade de que a nossa existência, desde o princípio dos tempos, está cheia de imenso caos, nos cega para a necessidade de chegar a soluções. Só um tolo rejeita qualquer oportunidade, principalmente quando o mundo não se tornou um lugar melhor para se viver. Rejeitar as regras e os princípios ou a essência da reencarnação irá conduzir a humanidade em direção a um meio ambiente inaceitável, onde os homens continuam a se devorar uns aos outros, seja por meios pacíficos ou por meios violentos.

Abordar a reencarnação simplesmente afirmando, "Eu sou céptico, me mostre," é freiar a natureza inquiridora da mente. Como afirmei anteriormente, este artigo não tem como intenção verificar ou validar o argumento da reencarnação. Este assunto foi amplamente discutido em meu livro As Rodas da Alma. O objetivo deste ensaio é estimular a nossa consciência adormecida e retornar ao nosso estado mental inquiridor e questionador, como quando éramos criancinhas. Naquela época não tínhamos as limitações e os arreios de uma idade adulta adulterada.

Eu relembro a história conhecida contada pelo Ba’al Shem Tov sobre o assunto da reencarnação. Um dia um aluno veio ao Besht, como ele também era conhecido, e perguntou se ele (o Besht) poderia oferecer alguma ilustração que demonstrasse a existência da reencarnação. Este aluno foi aconselhado a ir para um determinado parque, se sentar e observar. Depois de se acomodar em um dos bancos do parque, ele observou um homem indo para um banco próximo com uma pequena bolsa na mão. Pouco depois, o homem se levantou e saiu, deixando para trás sua bolsa. Poucos momentos mais tarde outra pessoa se sentou no mesmo banco. Assim que se sentou, percebeu a bolsa. Ele a abriu e encontrou uma grande quantia de dinheiro. Apressadamente, fechou a bolsa e fugiu correndo como um ladrão. Um instante depois, um terceiro homem que aparentemente estava muito cansado se sentou neste mesmo banco. Logo após, o primeiro homem voltou ao mesmo banco procurando por sua bolsa. Assumindo que apenas poucos instantes tinham passado desde que tinha saído daquele banco, ele enfrentou o atual ocupante do banco e pediu que lhe devolvesse a bolsa cheia com seu dinheiro.

O homem, desorientado, respondeu com uma expressão vazia e exclamou, "Do que você está falando? Acabei de chegar aqui." Tomando a resposta de quem assumira ser o ladrão como querendo dizer que ele se recusava a devolver a bolsa com o dinheiro, a vítima começou a bater no suposto ladrão até que ele perdeu a consciência. Frustrado, ele então abandonou o homem agredido e foi embora.

O aluno do Besht ficou em total confusão, e imediatamente voltou para a casa de seu mestre. Ao se encontrar com o Besht, o aluno exclamou que o que ele observara o havia levado a pensar que realmente este mundo nada mais é do que o caos. De fato, o conceito da reencarnação, que tende a criar alguma aparência de ordem no universo, nada mais é do que ilusório. O estudante então relatou o que vira. Um homem está desesperado pela perda de sua bolsa. Outra pessoa se beneficia do infortúnio alheio, e, finalmente, o quadro do caos total, um homem inocente apanha sem razão.

O Besht respondeu que ele não havia captado a implicação plena da cena, que na verdade refletia um incidente entre estes indivíduos em uma vida passada. A primeira pessoa, a quem a bolsa pertencia, havia roubado algum dinheiro do segundo indivíduo, e agora, nesta vida, o segundo homem estava recuperando o que havia sido roubado pelo primeiro na vida anterior.

Então, quem era esta terceira pessoa que foi agredida de forma tão inclemente pela primeira pessoa? O terceiro indivíduo, observou o Besht, havia sido o juiz que não reconheceu nem observou bem os fatos do caso em questão. Tivesse ele sido um juiz com mente e coração puros, nenhum falso julgamento poderia ter ocorrido sob sua jurisdição. As leis naturais e os princípios deste universo, continuou o Besht, regem com acuidade precisa. O reino caótico que parece prevalecer leva o homem a acreditar que não há lei e ordem no universo. O Satan deixa a humanidade com uma impressão de que a justiça não existe no ambiente que conhecemos. O criminoso passa impune e o inocente normalmente sofre indevidamente. Todavia, se chegamos a uma compreensão das doutrinas de reencarnação, compreendemos porque bebês nascem com defeitos e entendemos diversas ocorrências aparentemente injustas.

É precisamente por esta razão que o Ari declarou que se alguém não tem uma compreensão do efeito de vidas passadas e da necessidade de se fazer correções, é inevitável que esta pessoa sofra as conseqüências, até quando um tikun completo tiver sido realizado. O Ari deixa claro que antes que uma pessoa possa saber e submeter-se às leis do tikun, ela deve conhecer a raiz e o lugar de sua alma. Para saber isto, porém, primeiro se deve conhecer a estrutura dentro da qual essa raiz e esse lugar se encontram.

Adão, cujo próprio nome quer dizer ‘homem’, foi o repositório de todas as almas que iriam existir na terra. Assim, sua própria alma era infinitamente subdivisível. Quando ele pecou no Gan Éden, o repositório do receptor foi despedaçado e isto foi fragmentado no que os cabalistas chamam de ‘faíscas’, cada uma tão única como a dupla hélice microscópica do DNA que determina cada característica do indivíduo que a recebe. Inteligências que foram uma vez parte do cérebro de Adão encarnam como pessoas inteligentes, cujo trabalho está relacionado com a atividade mental. As forças inteligentes que foram parte dos dedos de Adão foram corporizadas em humanos cujas atividades se relacionam com o trabalho com os dedos, como artesãos e artistas. Assim, cada uma das forças de energia inteligente do perfil de Adão transmigraram com sua fórmula de DNA peculiar e particular, o que explica os diferentes tipos de pessoas que habitam a terra.

O estudo da reencarnação é o fator singular mais importante para a estabilidade mundial.

Uma das muitas questões que surgem para aqueles que entendem completamente o conceito de reencarnação é por que alguns pais são abençoados com crianças com a sabedoria e a ética de um santo, enquanto outros pais têm crianças imorais e ignorantes. É verdade, estas crianças tem alguma coisa ou muitas coisas a corrigir. No entanto, o que determina para onde e para quem cada uma vai?

Para responder a esta pergunta, para qualquer nascimento no passado ou no futuro, devemos observar uma condição específica em um momento específico do tempo – os pensamentos dos pais durante o ato sexual. Se os pensamentos do homem e da mulher são de pura luxúria, motivados somente pelo desejo de auto indulgência, sua criança irá refletir egoísmo e luxúria, enquanto a criança concebida em um momento de profundo amor e entendimento mútuo irá refletir características positivas. Sendo que cada alma, ao retornar após a morte, deve encontrar um lugar cujas condições sejam similares àquelas há pouco deixadas para trás, os pais virtualmente escolhem sua descendência, como se a tirassem de um catálogo cósmico.

Desta forma, a concepção, variando de uma ira de estupro forçado à delicadeza de se fazer amor da forma correta, irá produzir crianças variando de raivosas a justas. Existem, é claro, exceções à regra. Algumas poucas almas, com o tikun completo, retornam a este plano com uma missão para a humanidade que não tem nada a ver com o seu karma pessoal. Rabi Shimon Bar Yochai, uma faísca encarnada de Moisés, não tinha nenhuma razão de tikun para andar por esta terra há 2000 anos atrás. Mas somente ele poderia ter revelado a sabedoria do Zohar. Da mesma forma, Rabi Isaac Luria apareceu somente para interpretar o Zohar e divulgar sua sabedoria, ele mesmo uma faísca encarnada de Rabi Shimon Bar Yochai.

Para o homem ou mulher comum, tornar-se pai ou mãe é abrir um canal para uma alma que irá elevar suas vidas ou fazê-los infelizes. É uma perspectiva assustadora, e aqueles que não sabem nada de Cabala ou que rejeitam a reencarnação jogam com suas próprias vidas no ato da procriação. Felizes são aqueles que são almas gêmeas nesta situação, pois as almas gêmeas são de fato um, e estão tão felizes em companhia um do outro que nenhum pensamento a não ser o mais benigno pode entrar durante o ato de se fazer amor.

No Mundo Infinito, todas as almas eram uma. Mas o Zohar nos diz que o Criador dividiu cada uma delas do estado de circuito positivo-negativo, assim criando macho e fêmea. As almas gêmeas são estas duas metades de uma única alma, outra vez unidas, geralmente após errarem por muitas vidas procurando uma pela outra e completando o seu tikun.

Como regra geral, as almas gêmeas podem se encontrar e se casar somente após sua dívida kármica ter sido paga. Portanto, poucos no mundo em qualquer dada época estão com sua alma gêmea. Mesmo assim, homens e mulheres se encontram e se casam, e não apenas para a procriação; dos dois sexos, os homens têm maiores dificuldades para completarem o seu tikun. Eles são, talvez, mais obstinados e mais teimosos do que as mulheres, que geralmente atingem a correção da alma com tão pouco quanto uma única vida nesta terra. Quando as mulheres retornam, com a dívida de tikun paga, é normalmente para ajudar um homem que está lutando para pagar a sua. A ajuda nem sempre é suave. Um homem que repetidamente falhou em atingir a correção da alma pode receber uma mulher que tornará sua vida não muito agradável.

Isto poderia implicar que quando o divórcio e o novo casamento – freqüentemente diversas vezes – ocorrem, nenhuma destas uniões é desperdiçada. Cada uma delas era destinada a ensinar ao homem uma determinada virtude, que ele só poderia aprender através do casamento. Mesmo após conquistar a sua alma gêmea, no entanto o homem permanece vulnerável. Se ele leva então uma vida extremamente pecadora, ele poderá ter que voltar a este mundo com o objetivo de cumprir o seu tikun, sem a sua alma gêmea. Mesmo se a lei do tikun liberou a mulher da necessidade de reencarnar, ela pode ter um sentimento tão forte por sua alma gêmea que pode voluntariamente voltar para auxiliá-lo em sua luta pela correção.

É um sábio ditado que diz: "O casamento é como uma fortaleza cercada – aqueles que estão fora querem entrar, e aqueles que estão dentro querem sair." Com a taxa de divórcio para aqueles que se casam alcançando proporções epidêmicas, por que então as pessoas ainda se dão a este trabalho? Já que o casamento desempenha um papel tão importante em qualquer sociedade, é importante entender este papel. As leis cósmicas de reencarnação não podem ser modificadas, e é a falta de conhecimento destas leis que gera tantos dos problemas atuais. O Ari diz que se um homem não consegue entender a sua própria alma e a alma da mulher que ele ama, e se este amor não é baseado no conhecimento da reencarnação e na compreensão mais profunda, não existe uma base sobre a qual o casamento possa ser construído. Um homem deve ter uma verdadeira compreensão de porque ele acontece de estar com esta mulher nesta vida. É dentro do vácuo criado pela falta de entendimento que as relações extra conjugais tão comuns hoje em dia têm suas raízes.

"Quais as possibilidades de ter sucesso desta vez quando já falhamos em inúmeras vidas anteriores?"

Não podemos esconder a instabilidade e a falta de devoção que acomete a maioria dos casamentos modernos. Um verdadeiro casamento entre almas gêmeas é quando o amor incondicional é o fundamento da união. O alto nível de amor incondicional não pode ser trazido à existência sem um amplo entendimento de reencarnação. O Zohar afirma que nenhum relacionamento humano mais profundo é resultado do acaso. David e Bat Sheva foram resultado direto de um processo de tikun que foi estabelecido na época da criação do mundo. Um casamento onde os parceiros simplesmente não conseguem suportar estarem um sem o outro o tempo todo é um exemplo de almas gêmeas em seu grau mais elevado. A harmonia do universo inteiro é mantida por este equilíbrio. O estudo da reencarnação é o fator singular mais importante para a estabilidade mundial.

 

CENTRO DE ESTUDOS  JUDEUS

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:15

Terça-feira, 27 de Abril de 2010
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 22:02

 

O delegado João Alberto Fiorini vem fazendo um trabalho exemplar de pesquisa científica na área da reencarnação, coletando casos e evidências em todo o país, e submetendo-as a análise criteriosa.

O delegado João Alberto Fiorini – cujo trabalho foi apresentado na edição anterior de Espiritismo & Ciência – continua desenvolvendo seu trabalho de pesquisa científica na área da reencarnação, levantando uma série de casos que, na pior das hipóteses, representam enigmas interessantes e que merecem maior atenção.

Já apresentamos a linha principal dessa pesquisa, e agora vamos observar mais de perto alguns dos casos com os quais o pesquisador entrou em contato.

Fiorini se envolveu numa série de investigações, a princípio tentando identificar impressões digitais de seres encarnados com as impressões daqueles que já desencarnaram. Ele está convicto de que será impossível encontrar duas impressões exatamente iguais, mas as possíveis semelhanças encontradas podem indicar um caminho interessante para a pesquisa.

Da mesma forma, outros sinais corpóreos – como marcas de nascença e outros traços marcantes – podem ser uma indicação segura para a pesquisa de reencarnação.

Nesse sentido, o delegado levantou alguns casos interessantes, nos últimos meses. Um desses casos ocorreu em Alagoas – os nomes dos envolvidos não serão citados – e envolve o senhor J., desencarnado em 1997, e seu neto, nascido em 1999. O pai da criança resolveu entrar em contato com Fiorini devido a um sonho que teve. No sonho, apareceu-lhe um velho amigo de seu pai, e ele aproveitou para lhe perguntar sobre seu genitor. A resposta foi que o senhor J. “estava se preparando para voltar”, ou seja, reencarnar. Nessa época, sua esposa sequer estava grávida.

Alguns dias depois, sua irmã também teve um sonho no qual uma voz lhe avisava que “o próximo a nascer na família será o senhor J.”. A criança nasceu na data referida, e apresentou alguns sinais interessantes que podem, de fato, indicar um caso de reencarnação.

Quando o senhor J. tinha cerca de 18 anos, sofreu um acidente com uma espingarda de chumbo para caça, que disparou em sua mão direita. Apesar dos chumbos terem sido retirados, um permaneceu na junta do polegar direito, provocando uma deformação, que ele sequer se incomodou em tentar corrigir.

Mais tarde, já em idade avançada, tentou uma cirurgia – sem sucesso – de modo que seu polegar ficou permanentemente curvado para a palma da mão. O que chamou a atenção de todos foi que, alguns meses após o nascimento da criança, ficou comprovado que ela apresentava a mesma característica que o avô no polegar direito, ou seja, este era levemente curvado para a palma da mão.

Outro detalhe também chamou a atenção de Fiorini ao investigar o caso. Antes do senhor J. falecer, ele teve um aneurisma cerebral, do lado parietal esquerdo do cérebro, o que paralisou todo o lado direito do corpo. Seu neto apresenta sinais de ser canhoto, o que levanta a possibilidade de que o aneurisma tenha influenciado o perispírito. Claro que isso não comprova um caso de reencarnação, mas é mais uma evidência que vem se somar às demais levantadas.

Digitais

Na linha das impressões digitais, João Alberto Fiorini também teve acesso a um caso no Ceará, envolvendo a senhora M.L., desencarnada em 1989, e sua possível reencarnação, o menino J.V., nascido em 1999. Nesse caso, as impressões digitais das duas pessoas foram colhidas e submetidas a exame datiloscópico.

A história chegou ao conhecimento de Fiorini por meio de um grupo espírita cearense, e teve início quando a jovem F.A., que vivia na companhia de uma família desde sua infância, ficou grávida. As pessoas da família ficaram surpresas, entendendo que aquele ser não estava para vir ao mundo por acaso, mas por determinação espiritual.

O passo seguinte, portanto, foi ter acesso aos irmãos instrutores espirituais e solicitar informações a respeito da situação. A resposta deles foi que se tratava, na verdade, da reencarnação da citada senhora M.L., também relacionada à família, e que havia desencarnado há poucos anos. Essa senhora teria uma necessidade de se reajustar com a Lei Divina e, dessa forma, renasceu em um corpo masculino, pois somente assim poderia cumprir adequadamente sua missão.

Uma primeira avaliação das impressões digitais foi realizada, constatando-se que elas são do mesmo padrão. O delegado Fiorini também apresentou as digitais para uma avaliação independente da primeira, e o resultado foi que elas “apresentam coincidências em seu tipo fundamental”, ou seja, têm o mesmo padrão datiloscópico. O perito também comprovou que tanto a desencarnada quanto o encarnado possuem o mesmo número de linhas − doze − nas digitais.

Mais uma vez, é preciso que se diga que não se trata de uma comprovação científica de reencarnação, mas sim, de mais uma evidência levantada nesse sentido. Fiorini destacou que é impossível existir duas impressões exatamente iguais, mas as semelhanças podem ser significativas, e esse trabalho de coletar casos semelhantes vem se somar ao de outros pesquisadores, como o dr. Hernani Guimarães Andrade, e o dr. Ian Stevenson, que há anos vem coletando relatos de crianças que falam sobre vidas passadas, em todo o mundo.

Marcas no Corpo

Fiorini foi convidado por uma família de Avaré, São Paulo, para investigar um caso que teve origem em 1971. Na época, um homem de 31 anos de idade foi vítima de um disparo acidental de arma de fogo, vindo a falecer. A família disse que, após vinte anos, ele teria renascido como seu neto, e que existiam fortes indícios nesse sentido.

“A partir daí”, diz João Alberto, “passei a efetuar várias perguntas de praxe, além de estudar minuciosamente o inquérito policial, bem como suas peças complementares como certidão de óbito, auto de levantamento de cadáver, laudo de exame de corpo de delito, auto de exame do instrumento do crime e, por fim, um exame cardiológico chamado de ecocardiografia, o qual muito me chamou a atenção”.

Pelo exame do auto de levantamento de cadáver, Fiorini percebeu que o calibre da arma em questão era 6.35mm. Coincidentemente, o exame cardiológico da criança apresentava uma fissura interventricular medindo 6mm no ventrículo esquerdo do coração. Ou seja, o calibre da arma era quase o mesmo da fissura no coração. Posteriormente, a criança, que hoje já tem 11 anos, faria uma cirurgia de correção para fechar o orifício interventricular.

Mais que isso, Fiorini também solicitou um exame datiloscópico das impressões do falecido e da criança, e o resultado foi que as impressões eram quase idênticas, de tal forma que foram necessários vários dias para se encontrar pequenas diferenças entre elas. “Não tive mais dúvidas”, diz Fiorini. “Estava diante de uma situação com fortíssimas evidências de reencarnação, embora o tempo de intermissão fosse de vinte anos”.

Inicialmente, o caso foi tido como de um suicídio, mas no relatório da autoridade policial, é dito que a esposa da vítima é de opinião que ocorreu um disparo acidental da arma, uma vez que, na oportunidade, o marido não apenas estava calmo como também fazia planos para o futuro, pensando em adquirir a casa onde residiam.

Esses casos podem somar-se a uma série de outros semelhantes, acumulando evidências fortes no sentido de comprovar a reencarnação, desde que sempre analisados com o critério científico rigoroso proposto pelo delegado João Alberto Fiorini.

Comprovando a Reencarnação

Gilberto Schoereder

Ainda não foi possível comprovar a reencarnação através das impressões digitais, mais a excelente idéia já esta sendo aproveitada por João Alberto Fiorini e, em breve, é possível que tenhamos novidades nesse campo.

As técnicas para se investigar e comprovar possíveis casos de reencarnação já são conhecidas no meio espirita . Nos últimos anos, João Alberto Fiorini, delegado de Polícia atuando na Agência de Inteligência do Paraná, vem desenvolvendo um novo método, especialista em impressões digitais, ele entende que é possível confirmar um caso de reencarnação utilizando essa forma de pesquisa cientifica.

Esse caminho começou a ser seguido em 1999. Na época, João Alberto se recuperava de uma cirurgia realizada em São Paulo e teve a oportunidade de ler um artigo publicado num jornal, em 1935, escrito por Carlos Bernardo Loureiro. A matéria foi reproduzida no jornal da Federação Espirita do Estado de São Paulo e se referia a um menino que já havia falecido há dez ou quinze anos. O autor da matéria era um dos grandes estudiosos do assunto na época e gostava de comparar impressões digitais.

Fiorini sabia que não é possível existirem duas impressões digitais iguais, mas ainda assim, ele levou a sério e resolveu estudar mais : fazer uma pesquisa para saber se não haveria qualquer possibilidade de se encontrar duas impressões semelhantes.

" Eu já era Espírita " , explica João Alberto , " mais ainda não tinha feito qualquer pesquisa cientifica ".

"A partir daí, comecei a fazer um estudo profundo sobre impressões digitais pesquisando tudo o que poderia existir em livros brasileiros e norte-americanos na área da medicina ".

A pesquisa levou-o a conversar com membros do conselho de dermatologia do Paraná e a conhecer o trabalho do Dr. Agnaldo Gonçalves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Assim ficou sabendo porque as pessoas tem impressões digitais, impressões palmares e as linhas nas mãos e nos pés.

Em seu livro " Anais Brasileiros de Dermatologia ", o Dr. Gonçalves diz que os desenhos formados nas mãos e pés estariam ligados a genética, variando de mão para mão, de raça e de sexo . " Se você verificar as impressões digitais das mulheres ", informa Fiorini " vai ver que ela tem uma tendência maior à presilha, que é um tipo de desenho " . Mas uma parte da formação dessas linhas – e não se sabe quanto ao certo – pode estar relacionada aos movimentos do feto no útero.

Mesmo no caso dos gêmeos univitelinos, as impressões digitais são diferentes".

PESQUISA

Segundo uma pesquisa realizada anteriormente em Cambridge, Inglaterra, Fiorini também observou as digitais de homossexuais. O estudo inglês havia mostrado que os homossexuais apresentavam características de impressões no polegar direito que se aproximavam das características femininas. Com uma pesquisa realizada principalmente com travestis, o pesquisador brasileiro comprovou que as digitais apresentavam a presilha de uma digital feminina, conhecimento que serviu para seus estudos posteriores.

O normal é que os homens não apresentem a presilha, mais sim o verticilo, outro tipo de desenho. Então ele se perguntou, por que os homossexuais não teriam o verticilo. A situação não fazia muito sentido, cientificamente falando. Ele também observou as digitais de mulheres criminosas que deveriam apresentar presilha.

Mas, ao estudar os sinais, percebeu que a incidência maior era o verticilo – a característica masculina . "Isso me surpreendeu muito " diz Fiorini " e comecei a ver nas impressões digitais algo a que as pessoas não deram muita importância, como se não tivesse interesse científico".

Vendo pelo lado espiritual, explica Fiorini, uma pessoa ao desencarnar, fica de 0 a 250 anos no plano espiritual. Em outras palavras, ela tanto pode reencarnar rapidamente, quanto pode demorar um tempo mais longo; mas, o mais comum é que essa reencarnação ocorra dentro de um período de 40 a 70 anos. Se imaginarmos que uma mulher morre e retorna rapidamente em mais ou menos dois anos, porém ocupando o corpo de um homem, ela virá então trazendo ainda as características femininas. Assim, segundo João Alberto, a questão envolvendo homossexualidade nada tem a ver com desvio de personalidade como muitas pessoas ainda insistem em dizer, mas esta relacionada com a vida anterior e com o fato da reencarnação ocorrer muito próxima . "Eu cheguei a essa conclusão " ele conta. "Eu sou o único que está levando a pesquisa para esse lado. O Dr. Hernani Guimarães Andrade também já pesquisou, mas ele fala apenas do tempo de intermissão. "Eu vou além, entendendo que essas impressões digitais não se alteram quando o espírito reencarna".

METODOLOGIA

A seqüência lógica dos estudos e pesquisas do Dr. João Alberto Fiorini foi entrar em contato com o Dr. Hernani Guimarães Andrade, Presidente do Instituto de Pesquisas Psicobiofísicas - em Bauru São Paulo - a quem Fiorini considera um dos maiores cientistas do mundo em assuntos de reencarnação. Ele também é um nome muito respeitado por parapsicólogos, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo.

Outro ponto de apoio para suas investigações foi o exaustivo trabalho do Dr. Ian Stevenson, que já investigou mais de três mil possíveis casos de reencarnação.

Baseando-se em depoimentos de crianças, Stevenson (de reputação internacional) começou a coletar depoimentos de crianças de todas as partes do mundo, sempre que elas se referiam a sua existência numa encarnação anterior.

Stevenson e sua equipe coletavam esses depoimentos, arrumavam as informações que as crianças forneciam sobre suas possíveis vidas passadas e iam ao local em que elas teriam vivido para comprovar ou não essas informações.

Os resultados obtidos foram tão impressionantes que grande parte da comunidade cientifica ficou abalada em suas convicções e noções, até então restritas sobre o tema reencarnação.

A pergunta que o Fiorini fez ao Dr. Hernani foi se era possível um espírito retornar com a mesma digital. Ele respondeu que acreditava ser possível, se a pessoa volta com marcas, sinais, cicatrizes e até mesmo doenças, por que não com as mesmas impressões digitais ?

Conversando com ele, estabeleceu um método de pesquisa que consiste em procurar crianças, geralmente entre quatro anos de idade, que tenham o costume de afirmar que viveram em outro lugar, em outra época, que tiveram determinado tipo de ações ou conheceram certas pessoas. Isso ocorre pelo fato do perispírito dessas crianças não estar adaptado ao corpo somático, adaptação que só irá ocorrer aos sete anos. Se o tempo de intermissão for muito curto - geralmente no Brasil essa reencarnação se dá de dois até oito anos – essas crianças começam a falar sobre suas vidas passadas.

Fiorini recomenda aos pais de filhos pequenos – com até cerca de oito anos de idade – que fiquem atentos às informações que essas crianças fornecem sobre suas supostas vidas anteriores. Sempre que não se force a criança a falar sobre o assunto, mas que anote detalhadamente toda e qualquer informação que ela "deixe escapar".

Ocorre que as crianças, até essa idade, ainda estão muito ligadas ao mundo espiritual de onde vieram – explica o perito – Portanto, as lembranças de suas vidas anteriores ainda estão muito vivas em seu consciente. Com o passar do tempo essas lembranças vão se apagando do consciente e transferindo-se para o inconsciente.

Ele sugere, ainda, que nos casos em que se desconfie que uma criança seja reencarnação de determinada pessoa conhecida, que se busque reunir o maior número possível de evidencias: foto, fichas médica e dentária, e - principalmente - documentos em que constem as impressões digitais do falecido. Gilberto Schoereder

 

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 18:42

Sábado, 24 de Abril de 2010

Há muitos caminhos à nossa frente. Qual deles devemos trilhar? Um nos convida pela beleza da vegetação, pelo perfume que se exala das suas flores coloridas. Outro, com regatos mansos e arbustos verdejantes, onde os pássaros canoros gorjeiam amorosamente. Outro ainda nos oferece a planície infinda e, ao longe, como se o horizonte fosse o fim, o repouso, a tranqüilidade. E outros e outros, cada qual com seus atrativos naturais e encantadores.

 

Nossa mente se extasia e leva ao nosso coração essas miragens magníficas, e o coração se enternece e os olhos choram. Tanta beleza à nossa disposição! Tanta coisa sublime, encantadora, e nós, quantas vezes, choramos porque nossas posses não nos permitem assistir a espetáculos de diversões mundanas!

Pois bem, irmão! Deixei-te, de propósito, nessa expectativa do caminho a escolher e te levei ao mundo das coisas fictícias para te mostrar o caminho, ou seja, aquele pelo qual qualquer ser menos previdente pode enveredar, ainda que à tua frente estejam todos os lagos serenos, todas as flores perfumadas, todas as montanhas, todas as belezas naturais, o que seria o suficiente par qualquer alma sentir-se feliz ao poder desfrutá-las.

 

Tudo está à disposição de todos; à frente de todos; as criaturas ainda são como borboletas não se satisfazem em percorrer um caminho que as leve a um fim determinado. Querem adejar, ora aqui, ora ali, sempre ávidas de novidades que supram a sua falta de acuidade para avaliar o que realmente vale a pena a ser apreciado.

 

Almas desse calibre vivem aí, aos milhões tontas, esvoaçantes, cheias de complexos, a se torturarem intimamente por não poderem encontrar a vereda que as liberte de suas deficiências. E põem-se de braços cruzados à espera de que o milagre se faça. E se admiram de que outras pessoas sejam felizes com o pouco de que dispõem e as invejam e as caluniam e as perseguem.

Ter muito é saber viver com o que se tem e sentir-se feliz em qualquer situação e em qualquer ambiente. Quantos caminhos abertos? Mas na realidade, só há um caminho ..

"Eu sou o caminho" (João, 14:6) (N.E.)

Tudo mais é miragem, é Maia. (aparência ilusória da diversidade do mundo na concepção hinduísta) (N.E.)

As flores perfumadas simbolizam a essência das almas puras; o regato manso, a serenidade; os arbustos, a força viva da natureza que brota mesmo sem que a mão do homem semeie. E a vontade que deve brotar com vigor, dentro do ser, para o impulsionar para a frente.

O céu constelado é o convite para que o homem, contemplando o firmamento, admirando tanta grandiosidade, deixe o orgulho e a vaidade e procure brilhar como as estrelas no céu da sua bondade e amor fraterno.

 

Enfim, tudo, todos os caminhos são simbólicos, porque o homem é o ser privilegiado que tem à sua frente tudo o que o possa fazê-lo feliz. O feio, o mau, o odor desagradável são produtos das paixões e vícios que pululam no nosso ambiente.

 

Transmutemos, com vontade firme, tudo que seja contrário à evolução, em dons imperecíveis, e o caminho se apresentará iluminado dentro de nós e poderemos dizer como disse o Mestre: "Eu sou o caminho"...

Cenyra Pinto
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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:37

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 21:53

“O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do Senhor: basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o Senhor."

Aos olhos do Senhor eterno são iguais todas as condições sociais; conseguintemente, o senhor não é mais do que o servo. Só tem maior valor aquele que pratica, com humildade, a lei de amor que vos é ensinada. Só será igual ao mestre em moral aquele que praticar a moral.

Compreendam bem os homens, no seu princípio, no seu objetivo e nas suas conseqüências, a lei natural e divina da reencarnação, que lhes vem ensinar serem a vida humana e as condições sociais, para cada um deles, uma provação, ou uma expiação.

Compreendam e não esqueçam nunca que, pela pluralidade das existências e conformemente ao grau de culpabilidade, as provações e as expiações, tendo por fim a purificação e o progresso são apropriadas às faltas cometidas nas encarnações precedentes. Assim, por exemplo, o senhor de ontem, duro e arrogante, que faliu nas suas provas como senhor fossem quais fossem, dentro da ordem social, sua posição ou seu poder na terra, é o escravo, o servo, ou o criado de amanhã. O sábio que ontem, materialista e orgulhoso, abusou da sua inteligência, da sua ciência, para desencaminhar os homens, para perverter as massas populares, é o cego, o idiota ou o louco de amanhã. O orador de ontem, que abusou gravemente da palavra para arrastar os homens ou os povos a erros profundos, é o surdo-mudo do dia seguinte. O que ontem dispôs da saúde, da força, ou da beleza física e gravemente abusou de tudo isso, é o sofredor, o doente, o raquítico, o deserdado da natureza, o enfermo de amanhã. Se é certo que os corpos procedem dos corpos, não menos certo é que são apropriados às provações e às expiações por que o Espírito haja de passar e que a encarnação se dá no meio e nas condições adequados ao cumprimento de tais provações e expiações. É o que explica como e porque, na mesma família, dois filhos, dois homens, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, se encontram em condições físicas tão diversas, tão opostas. De igual modo a diferença nas provações, a disparidade do avanço realizado nas existências precedentes explicam porque e como, do ponto de vista moral ou intelectual, esses dois irmãos se acham em condições tão diversas, tão opostas.

Compreenda o homem e não esqueça nunca que o mais próximo e mais querido parente de ontem, que o mais caro amigo da véspera podem vir a ser e são muitas vezes o estranho, o desconhecido do dia seguinte, que ele a todo instante poderá encontrar, acolher ou repelir.

Que, pois, os homens, cientes e compenetrados de que a vida humana e as condições sociais são provações e ao mesmo tempo meio e modo de amparo e de concurso recíproco nas vias da reparação e do progresso, pratiquem a lei de amor, partilhando mutuamente o que possuam de natureza material ou intelectual, dando aquele que tem ao que não tem, dando de coração o auxílio do coração, dos braços, da bolsa, da inteligência, da palavra e sobretudo do exemplo. Então, quando tal se verificar, estarão cumpridas em toda verdade, sob os auspícios e a prática da fraternidade recíproca e solidária, estas palavras de Jesus:

Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor".

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:29

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

No Jornal Espírita, nº 317, de janeiro de 2002, especificamente na coluna "Qual é a Dúvida", de responsabilidade de Carlos de Brito Imbassay, foi transcrita para os leitores a seguinte mensagem:

Responderemos às questões propostas pelo articulista, sem a necessidade de demonstrar que se ele realmente pensa desta maneira nada entende de Espiritismo, talvez seja mais um dos que ouviram dizer que o Espiritismo é isso ou aquilo, da boca de outro que ouviu dizer, que por sua vez, também ouviu de outro, e assim sucessivamente.

 

Como? O Espiritismo é cristão?

Ao que nós sabemos ainda não existe nenhuma instituição (nacional ou internacional?) encarregada de distribuir "carteirinha de cristão" a quem quer que seja. O que afirmamos é que: é cristão todo aquele que se diz ser. Nada mais que isso. Mas, isso não implica necessariamente termos que pensar de maneira igual, pois cada um de nós é uma individualidade distinta que possui grau de evolução diferente dos demais.

Entretanto, iremos recorrer ao Evangelho para tirarmos a prova. Primeiramente citaremos o próprio Jesus que diz: Porque, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, eu estou no meio deles (Mateus 18, 20). Veja que a única condição para Ele estar junto com alguém é que esteja reunido em Seu nome. Fora disso, só se alguém estiver querendo ser maior que Jesus. Agora podemos citar Paulo que em sua carta aos coríntios fala: julgais as coisas só pelas aparências. Se alguém tem a certeza de pertencer a Cristo, considere que nós somos de Cristo como ele (2 Coríntios 10, 7).

Também fazemos uma diferença entre ser cristão e seguir ao Cristo. Os que atualmente se dizem cristãos nada mais são que pessoas que poderíamos dizer judeu-cristãos, já que para eles a fonte de suas verdades se apóia na Bíblia. Seguir ao Cristo para nós seria esforçarmos para colocar seus ensinamentos, contidos no Novo Testamento, em prática no nosso dia-a-dia. Não O vemos em momento algum criticando a religião de ninguém, nem O vemos tentando, a qualquer custo, converter alguém a seguí-Lo ou mesmo insistindo que somente quem o segue irá para os céus. A única coisa que disse foi: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14, 6), entretanto isto significa que sem praticar seus ensinamentos não há como chegar ao Pai. Mas, a bem da verdade não podemos dizer que os ensinamentos são propriamente de Jesus, já que disse: portanto, o que falo é justamente aquilo que o Pai me mandou anunciar (João 12, 50), ou seja, estava transmitindo-nos as orientações de Deus.

E para os menos avisados, Kardec estudando a moral do Cristo publicou o Livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo – E.S.E", onde analisa sob a ótica da Doutrina Espírita os ensinamentos de Jesus, entre os quais citamos o Sermão da Montanha. E para ressaltar a importância dele, vejamos os dados abaixo: 1 – No E.S.E. existem 28 capítulos, dos quais 18 contêm passagens dele, corresponde, portanto, a 64% dos capítulos; 2 – Em Mateus ele está inserido nos capítulos 5, 6 e 7, num total de 111 versículos, destes 92 foram estudados por Kardec, ou seja, 83% dos versículos; 3 – Em Mateus existem 28 capítulos, esse episódio está narrado em 3, o que equivale a 11% dos capítulos.

Assim, no aspecto religioso o Espiritismo abraça, sem dúvida alguma, os ensinamentos de Cristo, não os daqueles que se julgam donos da verdade. A nossa máxima é "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO", que cumprida significa: amar ao próximo como a nós mesmos, mandamento básico da mensagem de Deus vinda aos homens por intermédio de Jesus.

 

Mas os senhores então acreditam em criação do Mundo em seis dias há seis mil anos?

E nem poderíamos acreditar num absurdo desse. Vejamos o que a ciência afirma sobre a idade do Planeta Terra: A datação radiométrica permitiu aos cientistas calcular a idade da Terra em 4 bilhões 650 milhões de anos. Assim, não há como contrariar a Ciência por causa da Bíblia. Uma coisa que normalmente os bibliólatras não conseguem enxergar é que tudo o que a ciência vier a descobrir ou desvendar estará certamente descobrindo ou desvendando Leis Naturais, cuja origem é Deus, assim, via de conseqüência, são inegavelmente Leis Divinas.

É bom lembrar que, não muito tempo atrás, os que se apegavam à Bíblia quiseram contestar a tese de Galileu, que afirmava não ser a Terra o centro do Universo, quase o queimaram por isso mas, hoje em dia, nem se discute mais que ele estava coberto de razão.

Mas, para os que acreditam que a criação do Mundo se deu em seis dias, perguntamos: considerando que somente após criar o Sol é que podemos racionalmente dizer em dia (e noite) como estabelecer esse período de tempo para as coisas que foram criadas anteriores à criação dele? Alguém poderá dizer que Deus ao criar a luz no primeiro dia fez uma separação entre a luz e as trevas, e que à luz chamou de dia, e às trevas de noite. Ótimo! Mas, então como explicar que se fale em dia e noite sem que se tenha ainda criado o Sol, uma vez que somente este astro é que nos dá o ciclo dia e noite?

 

Crêem em três Deuses fazendo o papel de Um?

Se fosse ensino de Jesus creríamos. Entretanto, não O vemos em momento algum dizer que Ele era o próprio Deus. Ao contrário, inúmeras vezes se dizia filho do homem (Mateus 30 vezes, Marcos 13, Lucas 26 e João 11) e, pouquíssimas vezes filho de Deus (João 3 vezes). Ser filho de Deus, não quer dizer que era Deus, existe uma diferença inconfundível nisso. Desculpe-nos, falamos inconfundível somente para pessoas de mente aberta, não para alguns fanáticos.

Mas, para que não paire dúvida alguma, faremos uma pesquisa no Novo Testamento, para resolvermos esta questão. Vejamos estas passagens:

Marcos 12, 29 e 32

: ...o SENHOR nosso Deus é o único Senhor. E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; Romanos 3, 30: Visto que Deus é um só ...; 1 Coríntios 8, 4 e 6: ...o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo ...; Gálatas 3, 20: Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um; Efésios 4, 5-6: Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós; e, 1 Timóteo 2, 5: Porque há um só Deus, e um só Mediador...

Por outro lado, os discípulos nunca O tiveram como a um Deus, sempre diziam que era apenas um homem, vejamos: Atos 2, 22: Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais... Romanos 5, 15: ...muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos; e, 1 Timóteo 2, 5: ...e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Ele sempre Se colocou como enviado de Deus, nunca como o próprio Deus. Além de que, as profecias sobre Ele sempre diziam da vinda de um Messias (Mensageiro) não que o próprio Deus iria vir.

Se aceitarmos Jesus como sendo Deus ficaremos diante de algo inexplicável, vejamos: Deus (Jesus) encarna na Terra, se imola na cruz em oferta a Deus (Ele mesmo) para tirar os nossos pecados, pode uma coisa dessa? Também, quando ele morre na cruz, ele diz: Pai (=Deus, ou seja, ele mesmo), em tuas mãos entrego meu espírito, como explicar Ele entregando Seu espírito a Ele mesmo?

Mas se alguém quiser saber o porquê do dogma da Trindade, imposta aos Católicos e aceita pelos Protestantes, é só pesquisar a cultura de todos os povos que dominaram o povo hebreu e encontrará a explicação. Não fizeram nada mais que copiar o que destes povos tinham a respeito de suas divindades, que eram sempre compostas de três pessoas. E o Catolicismo em meio de várias religiões não possuía mais que um Deus, assim, para se igualar às correntes religiosas, diga-se de passagem todas ditas pagãs, resolveram juntar aos seus dogmas mais este.

 

Crêem na infalibilidade da Bíblia?

Os católicos acreditam na infalibilidade do Papa, os protestantes na infalibilidade da Bíblia e nós, os Espíritas, preferimos aceitar e acreditar somente na INFALIBILIDADE DE DEUS. E é por isso que não podemos, por razões de lógica, aceitar que Deus sendo infalível possa produzir algo assim: Em Êxodo 20, 5: ... Castigo a culpa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração... enquanto que em Deuteronômio 24, 16: Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada um será morto por seu próprio pecado, afinal castiga os filhos pelo erro dos pais ou não? Em Êxodo 21, 12: Quem ferir mortalmente um homem, será punido de morte, em Êxodo 21, 15: Quem ferir o pai ou a mãe, será punido de morte, isso entre outras tantas cujo desfecho é a morte, ao passo que em Êxodo 20, 13: Não matarás, ficamos na dúvida é para matar ou não?

Teríamos muito mais coisas para colocar, mas para que este texto não se alongue demais, fiquemos por aqui. E sobre esse assunto, estaremos publicando, em breve, o livro "A Bíblia à Moda da Casa", onde mostraremos verdades sobre a Bíblia para os que possuem capacidade de ver e ouvidos de ouvir.

 

Crêem que estão salvos pelo sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na cruz, para remir nossos pecados?

Não podemos crer nisso, pois preferimos ficar com Jesus, quando Ele diz: Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e retribuirá a cada um conforme suas obras (Mateus 16, 27). Se a retribuição é conforme as nossas obras e Ele nunca falou em sangue, ficamos com as obras, quem quiser que fique com o sangue.

Ao estudarmos o Novo Testamento, percebemos que no princípio essa idéia de sangue resgatar os pecados foi introduzida somente para que o cristianismo nascente se propagasse sem grandes dificuldades de aceitação. É o que os apóstolos fizeram, talvez também fruto das Leis Mosaicas, já que é nelas que o sangue dos touros resgata os pecados, pelo sacrifício de expiação.

Por outro lado, se o sangue de Cristo derramado na cruz, remiu nossos pecados, comamos e bebamos, como diz Paulo, já que estamos todos remidos. Só que os sacrifícios de expiação daquela época eram para resgatar os pecados já cometidos, e assim sendo, necessitaremos de um outro Cristo para pagar os pecados da humanidade após sua morte na cruz, não há outra alternativa se nos baseamos na lógica e no bom senso.

 

Não? Então como pode o Espiritismo ser cristão?

Se tivéssemos outro nome para nos designar talvez fosse bem melhor, pois se ser cristão e ter que aceitar os maiores absurdos só porque constam da Bíblia, é melhor não o sermos. Se ser cristão é não acreditar nos avanços da ciência, preferimos não ser. Se ser cristão é ficar preocupados com os que os outros pensam para os atacar, é preferível não o ser. Enfim, para não sermos confundidos com os que se dizem cristão e não seguem a Cristo, até mesmo suplicamos por outro nome para identificar a nós que nos esforçamos para seguir plenamente Seus ensinamentos. E diante de tantos absurdos que fizeram e ainda fazem os que se dizem cristãos, preferimos somente ser chamados de Espíritas.

 

 

Todo cristão tem por obrigação crer naquelas coisas, pois senão, não podem fazer uso do qualificativo de cristão.

Agora sim é que não quero ser designado cristão mesmo, pois jamais abrirei mão do direito de pensar por mim mesmo. Não podemos ficar sujeitos às interpretações e dogmas impostos por qualquer pessoa. E nisso o Espiritismo é ímpar entre as religiões, pois, muito ao contrário, diz justamente que devemos criticar tudo, não aceitar nada sem uma análise feita utilizando a razão e a lógica, e que podemos questionar tudo, mas tudo mesmo, porque INFALÍVEL SÓ DEUS.

 

 

Conclusão

 

Para evitar que este texto ficasse longo demais, não colocamos todos os nossos argumentos, mas se alguém quiser saber mais sobre o assunto, Espiritismo x Cristianismo, faça uma visita a este endereço na Internet:

www.espirito.com.br/portal/artigos/paulosns/index.html .

Mas, com razão está Huberto Rohden, quando diz:

"Há quem afirme que o cristianismo possa salvar o mundo – enganam-se! Há quase dois mil anos o cristianismo tem cometido os maiores crimes de que há memória nos anais do gênero humano, incluindo cruzadas, inquisições, guerras de extermínio, infernos de ódio, rios de sangue e de lágrimas – e ninguém dirá que isso seja salvação".

"É tempo, senhores teólogos dogmáticos, de enterrarmos os nossos ídolos, tidos e havidos por sagrados, e voltarmos a um conceito mais puro e mais espiritual do cristianismo. Cristão genuíno é todo aquele homem que possui o espírito de Cristo e vive segundo esse espírito. O espírito de Cristo, porém, é o de um amor ao próximo universal, nascido dum profundíssimo amor a Deus".

E, para finalizar, fazemos nossas as seguintes palavras aos que pensam assim:

Eles não compreendem nem o que dizem, nem as questões que defendem, apesar de se apresentarem como doutores da lei

(1 Timóteo 1, 7).

Porque, onde há ciúme e espírito de discórdia, aí reina desordem e toda espécie de maldade

(Tiago 3, 16).

Esta é a vontade de Deus: fazer calar, pela prática do bem, a ignorância dos homens insensatos

(1 Pedro 2, 15).

Será que me tornei vosso inimigo por dizer-vos a verdade? (Gálatas 4, 16).

 

 

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Jan/2002.

 

 

 

Espiritismo Cristão?

Como? O Espiritismo é cristão? Mas os senhores então acreditam em criação do Mundo em seis dias há seis mil anos? Crêem em três Deuses fazendo o papel de Um? Crêem na infalibilidade da Bíblia? Crêem que estão salvos pelo sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na cruz, para remir nossos pecados?

Não? Então como pode o Espiritismo ser cristão? Todo cristão tem por obrigação crer naquelas coisas, pois senão, não podem fazer uso do qualificativo de cristão.

Marcos.

 

Bibliografia:

Bíblia Anotada

= The Ryrie Study Bible/Texto bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Trad. Carlos Oswaldo C. Pinto. São Paulo, Mundo Cristão, 1994.

Bíblia Sagrada, Edição Barsa

, 1965.

Bíblia Sagrada

, Edição Pastoral, Sociedade Bíblica Católica Internacional e Paulus, 14ª Impressão 1995.

Bíblia – Mensagem de Deus , Novo Testamento

- LEB - Edições Loyola, São Paulo, 1984.

Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria

, São Paulo, 1989, 68ª Edição.

Bíblia Sagrada, Editora Vozes

, Petrópolis, RJ, 1989, 8ª Edição

Lampejos Evangélicos

, Huberto Rohden, Editora Martin Claret, São Paulo, SP, 1995.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 02:20

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
Ok, Sergio.O seu e-amil é só esse: oigres.ribeiro@...
Ok, desejaria sim.
Ola, Sérgio.Gotaria de lhe fazer um convite:Gostar...
Obrigado e abraços.
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Ola, Sérgio.Gostei de sua postagem, mas gostaria s...
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