TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Quinta-feira, 01 de Abril de 2010

Autor: Rodolfo Calligares

São Inumeráveis os Fatos narrados na Bíblia cuja ação se atribui a Espíritos bons (anjos) ou a Espíritos maus (demônios).

O Livro de Tobias, que não aparece nas edições populares, mas consta da Bíblia oficial católica romana, relata o caso da materialização de um Espírito superior, o anjo Rafael, e sua manifestação ostensiva, qual se fora um homem como nós, em episódios que se prolongaram por muitos dias. Esse anjo, interrogado sobre sua identidade, informou ser "um dos filhos de Israel" e, à pergunta de Tobias: "de que família ou de que tribo és tu?", respondeu: "eu sou Azarias, filho do grande Ananias" (Cap. 5, vv. 7, 16, 18).

O Evangelho de Marcos relata que um homem se chegou a Jesus, dizendo-lhe:

"Mestre, eu te trouxe meu filho possuído de um espírito mudo, o qual, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e o moço deita espuma pela boca, e range com os dentes, e vai-se mirrando. Trazei-mo, disse Jesus. Trouxeram-lhe então, e ainda bem ele não tinha visto Jesus, quando logo o espírito imundo começou a agitá-lo com violência, até que caiu por terra, onde se revolvia, babando-se todo.

Perguntou Jesus ao pai dele: Quanto tempo faz que lhe sucede isto?

E ele disse: Desde a infância. O demônio o tem lançado muitas vezes no fogo, e muitas na água, para o matar; porém, se tu podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós.

Disse-lhe pois Jesus: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.

Imediatamente o pai do moço, gritando, dizia com lágrimas: Sim, Senhor, eu creio, ajuda a minha incredulidade.

E Jesus, vendo que o povo concorria,

ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço e não tornes a entrar nele" (Cap. 9, vv. 17-25).

Tendo ficado claro, através dos textos acima, que "anjo" e "demônio" são designações equivalentes a "Espírito bom"

e "Espírito mau", podem os leitores verificar, por si mesmos, quanto são abundantes os fenômenos espiríticos registrados nas Sagradas Escrituras.

Eis mais alguns, que oferecemos à consideração dos que não disponham de tempo para uma busca demorada:

David afastava, por meio de música, o Espírito maligno que atormentava o rei Saul (I Samuel, 16: 14 e 23).

Este mesmo Saul, servindo-se da pitonisa de Endor, faz evocar o espírito de Samuel, o qual se manifesta e lhe prediz a morte no dia seguinte, o que de fato sucedeu (I Samuel, cap. 28: 7 a 19).

Elifas refere a Jó: "...e ao passar diante de mim um Espírito, os cabelos de minha carne se arrepiaram" (Jó, 4:15).

O rei da Babilônia vê a mão materializada de um Espírito a escrever na parede (Daniel, 5:5).

O profeta Elias recebe alimentos colocados ao seu lado, no deserto, por um anjo ou espírito do Senhor (I Reis, 19:5 a 7).

O rei Jorão recebe uma comunicação, escrita pelo espírito deste profeta (II Crônicas, 21:12).

Na noite anterior ao combate com Nicanor, Judas Macabeu tem uma visão em que lhe aparecem o sacerdote Onias e o profeta Jeremias, de há muito falecidos. Jeremias ofertou uma espada a Judas e predisse-lhe a vitória. Encorajados pelo relato da visão, os judeus combateram intrepidamente e derrotaram o inimigo (II Macabeus, cap. 15).

Moisés e Elias aparecem a Jesus e falam com ele (Mat., 17:3).

No dia de Pentecostes, achando-se os

apóstolos reunidos, viu-se descer sobre eles algo semelhante a línguas de fogo, e começaram a falar em várias línguas. Isto deu azo a que alguns dos circunstantes, supondo-os embriagados, escarnecessem deles. Pedro, então, tomando a palavra, esclarece: "Isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que eu derramarei do meu espírito sobre toda a carne, e profetizarão vossos filhos e vossas filhas, e os vossos mancebos verão visões, e os vossos anciãos sonharão sonhos. E certamente naqueles dias derramarei do meu espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas, e profetizarão" (Atos, 2: 1-18).

O Espírito de um macedônio aparece ao apóstolo Paulo, e roga-lhe que ajude seus concidadãos (Atos, 16:9).

Este mesmo apóstolo, falando ao rei Agripa, assim lhe descreve como foi chamado ao ministério cristão:

"Ao meio dia, vi, ó rei, no caminho uma luz do céu, que excedia o resplendor do sol, a qual me cercou a mim, e aos que iam comigo. E como todos nós caíssemos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me

persegues? dura coisa te é recalcitrar contra o aguilhão.

Então disse eu: Quem és tu, Senhor?

E o Senhor me respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te em pé; porque eu por isso te apareci, para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras que te hei de mostrar em minhas aparições" (Atos, 26: 13-16).

Diante disto, afirmar-se que o Espiritismo não encontra apoio na Bíblia é o mesmo que pretender "tapar o sol com uma peneira".

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 04:27

Autor: Gabriel Delanne

O vocábulo “ideoplastia” foi criado pelo Dr. Durand de Gros, em 1860, para designar os principais caracteres da sugestibilidade.

Mais tarde, em 1864, o Dr. Ochorowicz o empregou para designar os efeitos da sugestão e da auto sugestão, quando ela faculta a realização fisiológica de uma idéia, como se dá nos casos da estigmatização.

Finalmente, o professor Richet o propôs, quando das duas experiências com as senhoritas Linda Gazera e Eva C. . . (1912, 1914), cujas experiências demonstraram, de feição nítida e incontestável, a realidade da materialização de semblantes humanos, que eram, por sua vez, reproduções objetivadas e plásticas de retratos e desenhos vistos pelos médiuns.

Claro é que, desses fatos, dever-se-ia logicamente inferir que a matéria viva exteriorizada é plasmada pela idéia.

E aí está a exata significação do termo “Ideoplastia” aplicado aos fenômenos de materialização mediúnica.

O Espiritismo não inventou nada. Todos os seus ensinos, repousam nos conhecimentos que adquiriu na comunicação com os Espíritos, e é para seus adeptos inigualável alegria ver como cada ponto da doutrina se confirma, à medida que se vai estendendo o inquérito, começado há meio século. Cada passo à frente, dado pela investigação independente, conduz fatalmente para nós. Outrora, era a negação total, obstinada, absoluta das manifestações espíritas, sob todas as suas formas, desde os simples movimentos de mesa e escrita automática até os transportes e as materializações. Em nossos dias, só os tardígrados, os ignorantes, é que contestam, ainda, a realidade dos fatos.

Em virtude da lei do progresso que dá a toda alma a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, como, despojar-se do que tem de mau, conforme o esforço e a vontade próprios, temos que o futuro é franco a todas as criaturas. Deus não repudia nenhum de seus filhos, antes recebe-os em Seu seio à medida que atingem a perfeição, deixando a cada qual o mérito das suas obras.

O Espiritismo, tendo por objetivo o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca forçosamente na maior parte das ciências; só podia, portanto, vir depois da elaboração delas; nasceu pela força mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o auxílio apenas das leis da matéria.a

Com a reencarnação desaparecem os preconceitos das raças e de castas pois o mesmo espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escrava, homem ou mulher.

O amor, profundo como o mar, infinito como o céu, abraça todas as escrituras. Deus é o seu foco. Assim como o Sol se projeta, sem exclusões, sobre todas as coisas e reaquece a natureza inteira, assim também o amor divino vivifica todas as almas; seus raios, penetrando através das trevas do nosso egoísmo, vão iluminar com trêmulos clarões os recônditos de cada coração humano. Todos os seres se criaram para amar. As partículas da sua moral, os germes do bem que em si repousaram, fecundados pelo foco supremo se expandirão algum dia, florescerão até que todos sejam reunidos numa única comunhão do amor, numa só fraternidade universal.

Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinam a concórdia, a paz, a fraternidade.Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonistas de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos que tem por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.

Sei bem que o progresso só se faz por degraus, que é necessário tempo para que a opinião pública se acostume às novidades; assim, é sem impaciência que espero a vinda de novos médiuns, com os quais se poderão continuar esses notáveis descobrimentos. Desde que os fenômenos são reais e que se verificam já um tanto por toda a parte, é certo que se reproduzirão, e então triunfaremos porque a verdade acaba sempre por impor-se.

Ninguém nasce destinado ao mal, porque semelhante disposição derrogaria os fundamentos do Bem Eterno sobre os quais se levanta a Obra de Deus.

O espírito renascente no berço terrestre traz consigo a provação expiatória a que deve ser conduzido ou a tarefa redentora que ele próprio escolheu, de conformidade com os débitos contraídos.

A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de um gozo.

Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, se-lo-á na seguinte ou seguintes, porque todas as existências são solidárias entre si. Aquele que se quita numa existência não terá necessidade de pagar segunda vez.

Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura humana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da consciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no “hoje imperecível”.

Quão raros na Terra se capacitam de que trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de nossas atividades e de nossas obras, e o túmulo nada mais faz que o banho revelador das imagens que escondemos do mundo, sob as vestes da carne!. . .

O espiritismo fornece a chave das relações existentes entre a alma e o corpo, e prova que há reação incessante de um sobre ou outro; desta forma, abre para a ciência uma estrada nova; apontando a verdadeira causa de certas afecções, fornece-lhe os meios de combate-las. Quando levar em conta a ação do elemento espiritual na economia, a ciência errará menos.

Os espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação senão no Espiritismo.

A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por alheios erros, salvo se a eles deu origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo.

Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque, fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário.

O túmulo é o ponto de reunião de todos os homens. Aí terminam inelutavelmente todas as distinções humanas. Em vão tenta o rico perpetuar a sua memória, mandando erigir faustosos monumentos. O tempo os destruirá, como lhe consumirá o corpo. Assim o quer a Natureza. Menos perecível do que o seu túmulo será a lembrança de suas ações boas e más. A pompa dos funerais não o limpará das suas torpezas, nem o fará subir um degrau que seja na hierarquia espiritual.

Uma vez que o perispírito organiza a matéria, e como esta ressuscita das formas desaparecidas, parece lógico concluir que ele conserva traços desse pretérito, porque a hereditariedade, como veremos, é impotente para fazer-nos compreender o que se passa; parece legítimo supor, portanto, que o próprio perispírito evolveu através de estádios inferiores, antes de chegar ao ponto mais elevado da evolução.

Se a reencarnação é uma verdade, bastante lógico é que as lembranças referentes a uma vida anterior se revelem, como já o disse muitas vezes, mais freqüentemente entre as crianças, visto que o perispírito, antes da puberdade, possui ainda um movimento vibratório que, em certas circunstâncias especiais, pode adquirir bastante intensidade, para fazer renascer recordações da existência anterior.

Melhor ainda: as crianças prodígio provam-nos, com evidência irresistível, que a inteligência é independente do organismo que a serve, e isto porque as mais altas formas da atividade intelectual se mostram entre aqueles cuja idade não atingiu a maturidade plena. É esta uma das melhores objeções que se podem opor à teoria materialista.

Porque o perispírito é indestrutível, conservamos, depois da morte, a integralidade de todas as nossas aquisições terrestres, e a memória acorda, então, completa, nos seres suficientemente evolvidos, por maneira que podemos abraçar o panorama de nossa passada existência.

Vê-se, indiscutivelmente, das pesquisas feitas a meio século, pelos sábios mais notáveis do mundo inteiro, que existe no homem um princípio transcendental, desconhecido dos quadros da fisiologia oficial, porque nos é revelado com faculdades que o tornam muitas vezes independente das condições de espaço e de tempo, que regem o mundo material.

Tudo evoluciona, tanto as nações como os indivíduos, assim os mundos como as nebulosas. Tudo parte do simples para chegar ao composto; da homogeneidade primitiva vai-se à prodigiosa complexidade da Natureza atual, realizada por leis que só pedem tempo para produzir todos os seus efeitos.

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publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 04:26

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
Ok, Sergio.O seu e-amil é só esse: oigres.ribeiro@...
Ok, desejaria sim.
Ola, Sérgio.Gotaria de lhe fazer um convite:Gostar...
Obrigado e abraços.
www.apologiaespirita.org
Ola, Sérgio.Gostei de sua postagem, mas gostaria s...
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