TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Sábado, 19 de Junho de 2010

No principio do século V, o debate sofre o sofrimento humano centrou-se nos bebês  recém-nascidos, que obviamente não haviam cometido ainda qualquer pecado. Se não havia pecado, por que alguns nasciam com deficiências, ou poucos inteligentes, enquanto outros eram normais? A Igreja rejeitara a resposta de Orígenes a esta pergunta: os seus destinos eram resultados direto de suas ações no passado. Por isso tiveram que providenciar outra resposta para a mesma questão: por que os bebês inocentes( e as pessoas boas em geral) sofrem e morrem?

Os primeiros teólogos contemplavam a ideia de que o estado lamentável da condição humana relacionava-se, de alguma forma,  com a Queda de Adão e Eva no Paraíso. Mas foi Santo Agostinho (354-430) que apanhou do chão  esta maçã empoeirada, limpou-a em seu manto de bispo e transformou-a naquilo que ainda hoje é fundamento da teologia cristã – o pecado original.

Coisas más acontecem às pessoas boas porque todas as pessoas são más por natureza, dizia Agostinho, e à única oportunidade para se recuperarem desta maldade natural era alcançar a graça de Deus através da Igreja. Como escreveu: “Ninguém será bom, se antes não tiver sido mau”.

Embora a Igreja tenha, desde então, rejeitado alguns dos argumentos de Agostinho, o catecismo católico ainda nos diz: “Não podemos interferir com a revelação do pecado original sem minarmos o mistério do Cristo”. O pecado original está intimamente vinculado ao Cristo, afirma a Igreja, pois é o Cristo que nos liberta do pecado original.

Agostinho acreditava que Adão e Eva viviam num estado de imortalidade física. Não teriam morrido nem envelhecido se não tivessem provado do fruto proibido e, assim, perdido o privilégio da graça divina. Depois da sua queda, as pessoas passaram a sofre, envelhecer e morrer.

De acordo com Agostinho, a vinda do Cristo deu-nos a oportunidade de restabelecermos o estado de graça. Ele atuaria como um mediador entre o Pai e uma criação desobediente. Embora a intercessão  do Cristo não salvasse da morte física, permitira o seu retorno ao estado de imortalidade física através da ressurreição do corpo. A graça não impediria que coisas más acontecessem às pessoas na Terra, mas garantiria a sua imortalidade após a morte.

A principal implicação do pecado original é que, como descendente de Adão, temos também  a sua natureza imperfeita. “O homem... não tem poder de ser bom”, escreve Agostinho. Ele acreditava  que somos tão capazes de fazer o bem como um macaco de falar. Só podemos fazer o bem através da graça. (as ideias de Agostinho, levadas ao extremo, provavelmente induziram as pessoas a pecar. “Não posso fazer nada” seria uma boa desculpa).

A abordagem de Agostinho sobre o sexo deixou profundas marcas na nossa civilização. Mais do que qualquer outro, foi responsável  pela ideia de que o sexo é inerentemente mau. A seu ver, o sexo, era indicação mais visível do estado caído do homem, ele via o desejo sexual como a “prova” e o “castigo” pelo pecado original.

 

MOSTRE-ME NA BIBLIA

Muitas pessoas  reagem à ideia do pecado original com descrença. Ele não existe em parte alguma da bíblia, dizem.

Agostinho encontrou apoio para sua doutrina nas Escrituras, em Romanos 5:12. Na nova tradução Revista, o versículo diz: “O pecado veio ao mundo através do homem, e a morte veio através do pecado, e a morte espalhou-se por todos porque todos havia pecado”.

A versão que Agostinho possuía deste versículo havia sido mal traduzido. Ele não lia grego, a língua original do Novo Testamento, por isso usou a tradução em latim, agora conhecida como Vulgata. Nela lemos na segunda parte deste versículo: “E assim, a morte espalhou-se por todos os homens, através de um homem, através do qual todos os homens pecaram”. Agostinho  conclui que “através do qual” referia-se a Adão e que, de alguma forma, todas as pessoas havia pecado quando Adão pecou.

Fez de Adão uma personalidade que incorporava a natureza de todos os homens futuros, transmitida através de seu sêmen. Agostinho escreveu: “Todos nós estávamos naquele homem”. Embora  não tivéssemos ainda uma forma física, “a natureza seminal pela qual seriamos propagado já se encontrava ali”.

Por isso todos os descendentes de Adão seriam corruptos e condenáveis, porque estavam presentes dentro dele(como sêmen) quando pecou. Agostinho descreveu o pecado como algo que fora “contraído” e que se espalhara pela raça humana como uma doença venérea. Jesus ficou isento do pecado original porque, de acordo com os ortodoxos, foi concebido sem sêmen.

Agostinho concluiu que, como resultado do pecado de Adão,  toda a raça humana era um “comboio do mal” dirigindo-se para “destruição pela segunda morte”. Com exceção, é claro, daqueles que conseguem alcançar a graça divina através da igreja.

 

A CONTROVÉRSIA DO BEBÊ

A doutrina de Agostinho sobre o pecado original gerou uma discussão sobre o batismo infantil. A pergunta central era: O QUE ACONTECE AOS BEBÊS QUE MORRESSEM SEM TEREM SIDO BATIZADOS? VÃO PARA O CÉU OU PARA O INFERNO?

Parecia difícil acreditar que Deus os mandaria para o inferno, uma vez que não tinham cometido qualquer pecado. Mas, se fossem mandados para o céu, porque então precisariam ser batizados? Na verdade, por que alguém precisa ser batizado? Esta controvérsia ameaçava grandemente a autoridade da igreja.

Na época de Agostinho, muitas pessoas adiavam o batismo até a idade adulta, pela mesma razão que Constantino adiara o seu batismo, cerca de um século antes. Não queriam perder a oportunidade de se libertar de todos os pecados. Alem disso, não apreciavam  a ideia de fazer penitência pública, exigida pela igreja para pecados cometidos depois do batismo.

Agostinho foi capaz de convencer a cristandade de que todas as crianças precisavam ser batizadas, porque haviam sido maculadas pelo pecado origina. Como os bebês não haviam cometidos pecado algum, ele escreveu: “Só resta o pecado original” para explicar o seu sofrimento. A menos que os bebês sejam batizados, “correm perigo de danação” – de irem para o inferno – alertava ele.

Durante a vida de Agostinho esta doutrina transformou-se numa terrível ameaça para os pais, como vemos na seguinte história, relatada por ele 1 a sua congregação; uma mãe  estava desesperada porque seu filho havia morrido sem ser batizado. Levou o corpo da criança para o santuário de Santo Estevão. A criança ressuscitou milagrosamente, foi batizada e morreu outra vez. A mãe aceitou esta segunda morte com muito mais resignação, pois agora estava certa de que seu filho seria poupado da dor eterna do inferno.

O medo da danação das crianças persiste até hoje. Pouco antes do dia 06 de Junho de 1996, milhares de mulheres colombianas encheram as igrejas de Bogotá  exigindo que seus filhos fossem batizados. Temiam que, se as crianças não fossem protegidas pelo batismo, ficariam vulneráveis ao Anticristo, cuja vinda estava sendo anunciada para breve. Este rumor surgiu a partir de uma predição feita por uma seita fundamentalista cristã.

 

VENDENDO A MAÇÃ

Fazer com que a igreja engolisse a pílula amarga do pecado original não foi uma tarefa fácil. Mas Agostinho devotou 20 anos a este fim. Depois da sua conversão ao Cristianismo, deixou a Itália  e retornou a África, tornando-se bispo no porto marítimo de Hippo Regius, no norte da África, hoje Algéria. Começou a escrever cartas e tratados, que enviava pelos navios carregados de milho que se dirigiam ao já decadente Império Romano. Instalado em segurança entre os olivais e vinhedos férteis, enfrentava bispos e influenciava papas e concílios da igreja.

Combateu com eficácia as ideias de João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla (347-407), que dizia que não deveríamos ser acusados dos pecados cometidos por Adão. Crisóstomo afirmava que, quando alguma coisa de mal acontecia, era uma punição pelos nossos próprios pecados, e não pelos pecados de Adão. Embora a sua argumentação fosse lógica, não explicava as iniquidades da vida – incluindo o sofrimento dos bebês inocentes.

A explicação de Agostinho para o pecado original tinha certa consistência e moldava-se perfeitamente à imagem de Deus como um imperador criado por Constantino. Agostinho escreveu: “Deus, o mais alto governante do universo, decretou com justiça que nós, que descendemos da primeira união, nascêssemos na ignorância e nas adversidades e sujeitos à morte, pois eles (Adão e Eva) pecaram e foram lançados no meio do erro, das dificuldades e da morte”.

O maior oponente de Agostinho foi o teólogo britânico Pelágio (354-418) que considerava o conceito de pecado original absurdo. Ele não podia compreender uma crença que dizia que os homens eram maus por natureza e incapazes de se aperfeiçoar. Pelágio, como Ário, acreditava que o homem tinha um destino mais elevado. Escreveu: “Não existe uma exortação mais premente do que esta: que devemos ser chamados filhos de Deus”.

Mas Agostinho conseguiu convencer o papa e Honório, governante da metade do império, a excomungar Pelágio (que vivia em Roma) e a envia-lo para o exílio, junto com seus seguidores. Pelágio morreu pouco tempo depois. Mas um dos seus seguidores, Juliano, o jovem bispo italiano de Eclanum, continuou a luta no exílio, na Ásia Menor. Juliano e Agostinho trocaram mísseis de pergaminho através do Mediterrâneo, de 418 até a morte de Agostinho, em 430. Agostinho, porem, já havia vencido.

Juliano perdeu a batalha por não conseguir defender a justiça Divina que permitia o sofrimento dos bebês.

Agostinho argumentava que se Deus era justo e as pessoas eram boas, por que os bebês deveriam sofrer? Mais especificamente, por que Deus permitiria que as almas dos bebês fossem “atormentadas nesta vida pelas aflições da carne”.

Disse Juliano: “É preciso responder que tão grande inocência às vezes nasce cega, “surda” ou “retardada””. A única explicação, acreditava, era o pecado original que os pais da criança lhe haviam “transmitido”.

Juliano contra-atacou perguntando por que um Deus justo condenaria uma criança a sofrer pelos “pecados dos outros” (os de Adão), que contraíra “sem saber nem querer”.

Agostinho respondeu: “Se não existiu o pecado (original), então os bebês... não sofreriam nenhum mal no corpo ou na alma, sob o grande poder do Deus justo”. Se alguém liberta as crianças do pecado original, este individuo esta acusando Deus  de ser injusto. “Ambos percebemos a punição”, escreveu Agostinho a Juliano, “mas vós que dizeis que não foram os pais que transmitiram algo que mereça castigo – quando ambos concordamos que Deus é justo – precisais provar se fordes capazes, que existe num bebê alguma culpa que mereça punição”.

A menos que recorresse à reencarnação, Juliano não poderia provar que as crianças tinham feito algo que justificasse os “castigos”que sofriam. Por isso a igreja acabou rejeitando os argumentos de Juliano.

Agostinho conhecia bem o conceito de reencarnação. Em seus 9 anos como maniqueísta, provavelmente aceitou a ideia, pois era um dos princípios fundamentais daquela fé. Sabemos que alguns dos seus oponentes no debate sobre o pecado original sugeriram a reencarnação como uma explicação alternativa para o sofrimento humano.

Mas Agostinho – e finalmente a igreja – rejeitou imediatamente a reencarnação. Disse que era uma “ideia revoltante” considerar que almas precisassem “retornar novamente ao jugo da carne corrupta para pagar as penas do tormento”. Aparentemente, Agostinho achava que o tormento do inferno e da segunda morte eram preferíveis aos “tormentos” da “carne corrupta”.

A controvérsia sobre o pecado original foi resolvida no ano de 529, quando o Concilio de Orange aceitou a doutrina do pecado original elaborada por Agostinho. O concilio  declarou que o pecado de Adão corrompera o corpo e alma de toda a raça humana e que o pecado e a morte eram resultado da desobediência de Adão.

Texto retirado do livro Reencarnação – o elo perdido do Cristianismo. De Elizabeth Clare Prophet.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

Quarta-feira, 09 de Junho de 2010

 

 Foram terríveis os prejuízos causados pelos tradutores protestantes em todas as suas tentativas de traduzir as Sagradas Escrituras. A incompetência, aliada muitas vezes a má fé, causou danos irreparáveis aos ensinamentos de Jesus Cristo na terra contribuindo decisivamente para a dispersão de seu rebanho. Acompanhe abaixo cada tradutor protestante e seu atentado às Escrituras:Lutero

 

Na Alemanha, já havia 30 diferentes edições católicas alemãs da Bíblia*, mas, Lutero, fundando o protestantismo, resolveu fazer sua tradução e adulterou Romanos 1,17, onde diz que “o justo viverá pela fé”. Ele acrescentou a palavra alemã “allein” que significa “somente”, e passou a pregar que o justo “viverá SOMENTE pela fé”. Foi o modo desonesto que ele achou para justificar sua nova religião do “Sola fide”. Ele mesmo confirmou esta adulteração, quando cheio de ódio disse: ”Se um papista lhe questionar sobre a palavra ‘somente’, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão.” (Amic. Discussion, 1, 127,’The Facts About Luther,’ O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201). – * (Imperial Encyclopedia and Dictionary © 1904 Vol. 4, Hanry G. Allen & Company), (Holman Bible Dictionary © 1991).

 

A carta de Tiago que condena o “Somente a fé” em (2,20), (2,14-16) e (2,21-22), foi assim tratada pelo dito “reformador”: ”A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico.” (‘Preface to the New Testament,’ ed. Dillenberger, p. 19.).

 

Hoje, discretamente retiraram o “somente” das traduções protestantes posteriores, mas a doutrina de Lutero (sola fide) é a essência do protestantismo. Continua o jeito fácil de salvar-se, “somente” tendo fé, como determinou Lutero: “Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 – American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).

 

Zwinglio

Zwínglio foi além, na sua tradução alemã, ousou adulterar as mais importantes palavras de Jesus Cristo, com visível intenção de eliminar sua presença na Eucaristia. Colocou a palavra “significa”, onde Jesus diz que o pão “É” seu Corpo e o vinho “É” seu Sangue. Veja o repúdio de um autor protestante da época: “Não é possível de modo algum excusar este crime de Zwínglio; a cousa é por demais manifesta; (…) Não o podeis negar nem ocultar porque andam pelas mãos de muitos os exemplares dedicados por Zwinglio a Francisco, rei de França, e impressos em Zurique no mês de março de 1525. Na aldeia de Munder, na Saxônia, no ano 60 eu vi na casa do reitor do colégio, Humberto, não sem grande maravilha e perturbação, exemplares da Bíblia alemã, impressas em Zurique, onde verifiquei que as palavras do Filho de Deus haviam sido adulteradas no sentido dos sonhos de Zwinglio. Em todos os quatro lugares (Mt., 26; Mc., 14; Lc., 22; I cor., 11) em que se referem as palavras da instituição do Filho de Deus, o texto achava-se assim falseado: Das bedeutet meinen Leib, das bedeutet meinen Blut, isto significa o meu corpo, isto significa o meu sangue. (Conr. Schluesselburg, op. cit. f. 44 a.) (citações em padre Leonel Franca, op. cit., pág. 211).

 

Lutero levantou-se contra Zwinglio, e disse que ”“é “ não pode ser traduzido por “significa””. (Uma Confissão a respeito da Ceia de Cristo – Von Abendmahl Christi, Bekenntnis WA 26, 261-509, LW 37. 151-372, PEC 287-296. – SASSE, H. Isto é o meu Corpo, p. 107). Citado em: http://www.seminarioconcordia.com.br/Artigos_Prunzel/A_Santa_Ceia%20_em_Lutero.mht

Eles corrigiram isso nas versões protestantes seguintes. Mas, até hoje os pastores pregam que “significa”.

 

Tyndale

Tyndale foi outro falsário protestante, por isso, morto por um decreto do imperador em Augsburg. O rei Henrique VIII já havia condenado em 1531 a “bíblia” de Tyndale como uma corrupção da Escritura. Nas palavras dos conselheiros do rei: “a tradução da Escritura corrompida por Tyndale deveria ser totalmente expelida, rejeitada e deveria ficar fora das mãos das pessoas…”. Para se pensar, que as “bíblias” protestantes de Tyndale ou Lutero fossem tão boas, por que os protestantes europeus hoje não as usam como fazem com a King James? São Thomas More, que viveu naquele tempo comentou que, procurar erros na “bíblia” de Tyndale era semelhante a procurar água no mar. (Henry G. Graham, Where We Got The Bible (TAN Books, 1977) pp. 128,130).

 

Miguel Servet

Miguel Servet foi outro protestante que morreu por corromper ao traduzir as Escrituras. João Calvino, o principal “reformador” protestante em 1522, obteve tantas cópias quanto pôde ter achado da Bíblia protestante de Miguel Servet para serem queimadas, já que Calvino não a aprovou. Depois Calvino queimou o próprio Miguel Servet na estaca. (Henry G. Graham, Where We Got The Bible (TAN Books, 1977) p. 129).

 

William Shakespear

William Shakespear, aquele da caveirinha, nasceu em 1564, e quando tinha 46 anos, em 1610, participou da tradução da Bíblia protestante do Rei Tiago (King James Version – KJV, publicada em 1611), e maliciosamente forçando a tradução, ele deixou autografado seu sobrenome no Salmo 46. Usando uma Bíblia KJV, localize o Salmo 46 e conte 46 palavras a partir do início: você encontrará a palavra “shake”. Vá agora para o final do mesmo Salmo e conte 46 palavras a partir da última voltando: você encontrará agora a palavra “spear”. Junte-as, e você obterá “Shakespear” (veja abaixo).

SALM 46 (King James Version):

“God is our refuge and strength, a very present help in trouble. Therefore will not we fear, though the earth be removed, and though the mountains be carried into the midst of the sea; Though the waters thereof roar and be troubled, though the mountains shake with the swelling thereof. Selah. There is a river, the streams whereof shall make glad the city of God, the holy place of the tabernacles of the most High. God is in the midst of her; she shall not be moved: God shall help her, and that right early. The heathen raged, the kingdoms were moved: he uttered his voice, the earth melted. The Lord of hosts is with us; the God of Jacob is our refuge. Selah. Come, behold the works of the Lord, what desolations he hath made in the earth. He maketh wars to cease unto the end of the earth; he breaketh the bow, and cutteth the spear in sunder; he burneth the chariot in the fire. Be still, and know that I am God: I will be exalted among the heathen, I will be exalted in the earth. The Lord of hosts is with us; the God of Jacob is our refuge”. (Charles The Hammer – Fonte: Catholic Apologetics .Net ).

 

E assim o malandro Shakespear fez sua travessura, nos Salmos da bíblia inglesa protestante. Apesar do descalabro acima, esta é tida pelos protestantes como sua melhor tradução. Isso porque foi literalmente traduzida da Vulgata Católica de São Jerônimo. O crítico bíblico protestante, George Campbell, disse: “A vulgata é, no geral, uma versão boa e fiel”. ( Fonte: Lista Apologética Aplicada).

 

 

João Ferreira de Almeida

João Ferreira de Almeida, um protestante adolescente de 16 anos de idade, de origem portuguesa (que não era padre coisa nenhuma, mas usava esse título para ganhar credibilidade), afirmava ter feito a primeira tradução em língua portuguesa da Bíblia, diretamente dos originais em hebraico e grego. O que não é verdade.

Este, nunca teve a mão os originais da bíblia, mas, escritos do séc. XVI de Erasmo de Roterdam. Também valeu-se de traduções católicas em vários idiomas, como atesta a Enciclopédia Wikipédia: “João Ferreira de Almeida lançou-se num enorme projecto: a tradução do Novo Testamento para o português usando como base parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol da tradução de Reyna Valera, 1569. Almeida usou também como fontes nessa tradução, as versões: Latina (de Beza), Francesa [Genebra, 1588] e Italiana [Diodati 1641] – todas elas traduzidas do grego e do hebraico. O trabalho foi concluído em menos de um ano quando Almeida tinha apenas16 anos de idade.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Ferreira_de_Almeida

 

A tradução do NT do adolescente João Ferreira tinha tantos erros, que os revisores passaram quatro anos tentando corrigir o que ele fez em menos de um. Ele morreu em 1691, sem completar o VT, e outro continuou a desastrada missão. Antes de morrer, João Ferreira publicou uma lista de mais de mil erros em seu Novo Testamento, e Ribeiro dos Santos afirma serem mais. (Ribeiro dos Santos foi um importante historiador do protestantismo brasileiro. Ele era pastor presbiteriano).

 

Hoje, os erros aumentaram, incluindo os de gramática, com frases inteiras erradas, tanto pela fraseologia quanto pela ortografia e sintaxe. Em (Êxodo 9,24), (I Samuel 18,22) e (I Cor 4,3) a palavra espanhola “mui” aparece com grande freqüência do VT ao NT, provando que a tradução não foi dos originais, mas, surrupiada de versões latinas.

 

As novas edições do adolescente João Ferreira, trazem muitos velhos erros, apesar de aparecer escrito na página inicial de cada volume, as frases: “EDIÇÃO REVISTA E CORRIGIDA”, ALMEIDA CORRIGIDA E FIEL. Tais expressões significam, em bom português, que o que foi impresso trouxe sempre erros e mais erros, a ponto de a própria legítima Palavra de Deus ter tido a necessidade de ser examinada de novo (revista) e “corrigida” por seres humanos incapazes, dando a entender que essa Palavra revelada pela Escritura Sagrada, no Antigo e no Novo Testamento, continha erros e precisou ser CORRIGIDA!

 

Em 1819, a Bíblia iniciada e não terminada por João Ferreira de Almeida foi publicada em um só volume pela primeira vez, com o título:

"A Bíblia Sagrada, contendo o Novo e o Velho Testamentos, traduzida em português pelo Padre João Ferreira de Almeida, ministro pregador do Santo Evangelho em Batávia. Londres, na oficina de R. e A Taylor, 1819 – 8º gr. de IV – 884pp. A que se segue, com rosto e numeração o Novo Testamento, contendo IV – 279 páginas."

 

 Note que 128 anos depois da morte de João Ferreira, que usava o título de “padre” para ganhar credibilidade, os protestantes, continuaram usando esse mesmo falso título, para dar credibilidade a sua bíblia ainda hoje infestada de erros. Alguns dizem que ele usava o título de “padre” ingenuamente, porque eram assim também chamados os missionários protestantes. Mas ingênuo mesmo, é quem crê numa marmelada destas.

Como se não bastasse as distorções das Sagradas Escritura, eles também a mutilaram arrancando-lhe sete livros.

Até o início do séc. XVII, os deuterocanônicos estavam lá nas Bíblias protestantes. Dá uma conferida na edição protestante KJV de 1611, e veja que nela estavam TODOS OS DEUTEROCANÔNICOS. Somente após a morte do Rei Tiago é que os protestantes resolveram “reformar” sua bíblia, ARRANCANDO-LHE definitivamente os deuterocanônicos, e os tachando erroneamente de “apócrifos”, por contrariarem suas doutrinas humanas. E ainda espalharam a mentira de que a Igreja os teria inserido no Concílio de Trento. Para desmascará-los, basta ver tais livros no índice de bíblia de Gutemberg, impressa quase um século antes deste Concílio. Veja:

http://www.hrc.utexas.edu/exhibitions/permanent/gutenberg/web/pgstns/13.html

 

Corrigindo os protrestantes: <<Apócrifo>> sempre significou: [escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas,] (Dicionário Enciclopédia. Encarta 99). Ou seja, são os livros que ficaram fora do Cânon da Igreja. Esses é que são os espúrios, ocultos etc, etc..

 

Já os deuterocanônicos, estão sim no Cânon cristão. Confira: já escrevia Santo Agostinho, no ano 397: “… O cânon inteiro da Bíblia é o seguinte: os cinco livros de Moisés, ou seja, Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio,… Tobias, Éster e Judite, e os dois livros de Macabeus,… Para dois livros, Sabedoria e Eclesiástico, é designado Salomão como autor, mas nossa provável opinião é que foram escritos por Jesus, o filho de Sirac,… Baruque,…” (Santo Agostinho, Sobre a Doutrina Cristã, livro 2, cap. 8, 13 ano 397).

Virginia Mollenkott

 

Durante os anos em que a bíblia protestante NIV (Nova Versão Internacional), esteve sendo preparada (1968-1978), trabalhou na comissão Virginia Mollenkott. Ela declarou sem a menor cerimônia: “Meu lesbianismo sempre tem sido parte de mim…” (New International Version – What today’s Christian needs to know about the NIV, G.W. & D.E. Anderson, article no. 74 TBS).

Declarou ainda a tradutora protestante: “Até onde eu sei, ninguém incluindo o Dr. Palmer suspeitava que eu era lésbica enquanto eu estava trabalhando na NIV; era informação que eu mantinha privada naquela época”. (Carta de Virginia Mollenkott a Michael J. Penfold datada em 18 Dez. 1996).

 

Como resultado natural de seu homossexualismo, Virginia Mollenkott certamente influenciou o texto da NIV, que suprimiu palavras contundentes sobre a condenação que o Senhor faz à prática homossexual. A mais escancarada foi em 1Cor 6,10 onde as palavras “efeminados” e “sodomitas” [em grego literalmente "arsenokoites" - homem que pratica coito com outro homem], foram retiradas e substituídas por “male prostitutes” (homens prostitutos) e “homosexual offenders” (ofensores de homossexuais!). Veja, agora, que se você prega para um homossexual que ele está em pecado quando pratica o homossexualismo, você o está ofendendo e você é que está cometendo o pecado imperdoável!!!

 

A corrupção foi tanta, que 64.576 palavras estão faltando na corrupta NVI e DEZESSETE VERSOS INTEIROS! Veja a lista:

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Em Mateus: 3 versos: 17:21, 18:11 e 23:14.

Em Marcos: 5 versos: 7:16, 9:44, 9:46, 11:26 e 15:28.

Em Lucas: 2 versos: 17:36, 23:17.

Em João: 1 verso: 5:4.

Em Atos: 4 versos: 8:37, 15:34, 24:7, 28:28,

Em Romanos: 1 verso: 16:24 e

Em 1João: 1 verso: 5:7.

Total: 17 versos subtraídos!

 

A NVI foi lançada no Brasil, e certamente é a preferida das igrejas evangélicas gays: ‘Sinos de Belém’ e ‘Acalanto’. Ótima, para as corriqueiras cerimônias “matrimoniais” gays da igreja presbiteriana.

E assim vai o povo errante do “Somente a fé”, do “significa”, dos falsários mortos, do errático tradutor de dezesseis anos que dizia-se “padre”, do “revista e corrigida”, do “ corrigida e fiel”, do Shakspear, do arranca livros e da lésbica tradutora, chamando o Todo Poderoso Deus, de “El Shadai”(???), de “Jeová” (???), ou qualquer outra coisa que os corruptores determinarem. O problema como vimos, é que seus ludibriados leitores viciam na palavra errada.

 

O Reverendo. Dr. Aked, ministro batista, declarou à “Appleton’s Magazine,” em setembro de 1908:

“Nas páginas da versão protestante da Bíblia será achado erros históricos, enganos aritméticos, inconsistências e contradições múltiplas, e, o que é longe pior, a pessoa acha que os crimes mais horríveis são cometidos por homens que falam: ‘Deus disse,’ em justificação de seus terríveis atos. Além disso, a Bíblia inglesa é uma versão de uma versão que é uma tradução de uma tradução. Veio do hebraico, grego e latim em inglês. Em todas suas fases antigas foi copiada à mão de um manuscrito a outro por escritores diferentes, um processo que resultou em muitos enganos”.

 

Corrompendo e mutilando a Bíblia, Lutero e seus seguidores caem sob a maldição da própria Bíblia, que diz:

” Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.” (Apoc. 22,18-19).

“É que de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da palavra de Deus. Mas é na sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus.” (2 Cor. 2,17).

Autor: Fernando Nascimento

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

Terça-feira, 08 de Junho de 2010

  

 

Olhar com imparcialidade a questão não está ao alcance de nenhuma das alas que se digladiam, ambas se afastam do foco principal que abrange por motivos óbvios, o "querer" e o "entender" da maneira que cada um já solidificou como crença, impossível surgir destes meios qualquer acordo ou nova luz.

Qual das duas correntes possui mais proximidade com o entendimento das palavras do Cristo?

Ao Católico soa muito obvia que Pedro está sendo designado, ali, o primeiro bispo da Igreja, vindo fundamentar admiravelmente o edifício hierárquico deste império religioso no mundo. Seria isto um sinal? Entretanto, a visão Protestante se afasta radicalmente deste entendimento, oferecendo a possibilidade de alicerçar o seu dogma principal, a fé, pois, é com ela que o individuo abre as portas para a sua salvação.

Buscando uma explicação mais consentânea aos propósitos de Jesus à época, entendendo sua missão como sendo de caráter universal e não com finalidade de atender a particularismo de certo povo nos confins do mundo, muito menos colocar toda uma missão, que seria somente cabível a um homem perfeito em todas as suas manifestações que às mãos de um simples pescador, com limitações óbvias e certa incompreensão da sua divina vontade, deparamos com uma visão diferente disso tudo.

O filosofo universalista Huberto Rohden foi uma destas lufadas de sorte em nosso caminho que trouxe a mais provável luz ao entendimento favorecendo uma aproximação da verdade, vejam, não podemos afirmar ser esta versão de Rohden toda a verdade e que o tema tenha se esgotado. A Verdade é relativa ao nosso nível de entendimento intelectual e moral, entretanto, é a que mais nos toca e preenche aquilo que sentimos, é a nossa provisória verdade até que outra de melhor abrangência se manifeste, mas até lá...

E o que nos diz Rohden desta passagem do evangelho?

Relembremos primeiramente o episódio entre Jesus e seus discípulos e especialmente, Pedro.

Naquela época, em Cesaréia-de-Filipe, Jesus indagara a seus discípulos a respeito do que os homens diziam d’Ele; as respostas dos discípulos informa-O que são diversas; depois, Jesus que saber o que eles, seus discípulos pensam dele e não mais o povo, mas, eles mesmos a respeito da pessoa de Jesus. Quando Pedro, mais exaltado disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo!

É agora que começamos a entrar na exegese universalista de Rohden; A resposta de Jesus é o inicio da grande controvérsia e também a chave para inicio do entendimento; Rohden esclarece que Jesus empregava a palavra Pai quando se referia ao elemento eterno, divino, seu Eu espiritual, assim como empregava as palavras carne e sangue para as coisas que tinha origem carnal, humana e não divina, vamos conferir a resposta de Jesus antes de prosseguir na busca do entendimento.

Jesus diz: "Não foi a carne e o sangue que t’o revelou, mas sim meu Pai que está nos céus".

Temos ainda outro problema quando de uma visão literal para algo que não é real ou palpável o que dificulta a equalização por parte dos exegetas católicos e protestantes, é quanto a palavra "céus". Diversas vezes foi indagado Jesus a respeito do "reino dos céus", sua localização e como era lá, dúvidas e curiosidades naturais que todos nós teríamos se tivéssemos oportunidade de estar ao lado de Jesus e podermos também fazer indagações como essas, mas suas respostas levavam seus interlocutores a admiração pela simplicidade inusitada: "os céus está dentro de vós"!

Não é difícil entendermos que Jesus não se refere ao um morador em um lugar distante lá nas alturas, Ele a todo instante quer nos mostrar que este "Pai" está tão próximo que podemos tocá-lo. Neste sentido é podemos entender estas palavras "As obras que faço, não sou eu que as faço, mas sim meu Pai que em mim está". Longe de estar se afirmando ser Ele mesmo um Deus com querem, aquela esdrúxula figura embolada parecida a aparelhos de som "3 em 1", Ele está tentando nos passar a verdadeira imagem que devemos ter de Deus e que se manifesta através do "elemento divino que há em nós". Rohden identifica este elemento divino como o "Cristo", e todo homem possui este elemento divino.

A continuidade das palavras de Jesus é a gota da discórdia quando diz: "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja". Façamos uma pequena pausa apenas para uma explicação; Pedro e Pedra para nós, que sofremos com a língua portuguesa, diferem apenas nas ultimas vogais, o "o" e o "a", realmente não tem nada a ver uma com a outra, "Pedro é Pedro" e "pedra é pedra", não é! Conheço até um Cartório cujo nome do Tabelião é "Pedro Pedra", entretanto, para aquela época, para designar aquilo que entendemos como "pedra" aplicava-se a palavra "kepha" e "kepha" só poderia ser mesmo o nome de Pedro; portanto, teríamos que admitir que Pedro não é Pedro, mas "Kepha", ou seja, "Pedra" mesmo.

Vejamos agora a frase sob este ângulo: "Também eu te digo que tu és "Pedra", e sobre esta "pedra" edificarei minha igreja".

Outro problema temos aqui, pois uma pedra não é um homem! É um objeto inanimado e inerte, mas, observa-se que o sentido é dar a idéia de que não é o nome do individuo que interessa ao alicerce da igreja de Jesus, mas ao simbolizado dele, a pedra, "o elemento divino" que habita em Pedro; Rohden ensina que o que vem do "elemento divino" é firme, mas o que vem do elemento puramente humano "é inseguro", lembrando da convergência com a parábola das construções da casa na "rocha" (kepha) e na "areia" que é o simbolismo para "carne e sangue", o elemento puramente humano. A partir desta explicação, torna-se evidente que o edifício religioso de Jesus não se fará de tijolos e nem de carne e sangue (areia), mas sobre "uma rocha viva da intuição espiritual" ou "revelação de Deus".

Ainda está complicado para você?

Vamos aclarar mais as coisas trilhando a linha de raciocínio já engendrada por Rohden. Já se vê que Jesus não parece afirmar que está depositando todas suas fichas na pessoa de Pedro, e sim no seu "elemento divino", o seu "Cristo interno" como reconheceu o apóstolo Paulo certa feita: "Já não sou eu que vivo, o Cristo é que vive em mim"; esta força que impulsiona homens como estes e outros tantos notáveis exemplificadores de seu evangelho através dos séculos, é nesta kepha onde Jesus depositou os pilares de sua igreja, "no mundo interior do homem", como é e deve ser vivido seu Evangelho, em nosso intimo, esta intuição que desabrocha em nosso ser pois ela já existe, apenas não propiciamos meios para que se manifeste em toda a sua força como foi manifestada em Jesus, fazendo com que afirmasse "Eu e o Pai somos um" assim como "O Pai está em vós, e vós estais no Pai".

O elemento divino que há em Pedro, o Eu, o seu Cristo (Lógos), identifica o Cristo que age em Jesus, e Jesus ao identificar em Pedro este mesmo elemento que age plenamente nele comunica a discípulo que é com este elemento, que identifica como pilar de sustentação, que é a "kepha" onde se assentará sua igreja, Rohden cita Paulo onde este parece confirmar esta verdade quando diz: "A pedra porém, é o Cristo, é ele o fundamento da igreja, e ninguém pode lançar outro fundamento", claro que não estava se referindo a pessoa do Pedro humano neste momento, mas do "elemento oculto na pessoa humana de Simão Pedro", onde Jesus disse que fundaria sua igreja e sobre este "as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Entretanto, parece que as portas do inferno prevaleceram, sim, contra Pedro!

Veremos isto quando Jesus ao referir-se aos acontecimentos que deveriam ocorrer em breve e culminaria com sua morte, quando Pedro diz a Jesus que recusasse diante desta perspectiva, vemos a rápida a ríspida repreensão vinda de Jesus dizendo a Pedro, que minutos antes o tinha designado o pilar fundamental de sua igreja, "vade retro, satan!" E agora, como entender isso?

Se há um elemento divino no homem, o Eu que é o Cristo interno em cada um de nós pelo qual Pedro foi intuído e afirmou o Cristo que há igualmente em Jesus, como pode haver dualidade e habitar também em Pedro satan?

Ora, Rohden nos esclarece: Satan é o simbolismo do Ego. Este representa a nossa frágil natureza humana, o Ego tem muita força, energia, nos impulsiona nas realizações das coisas, das conquistas, é o motor de nossos avanços materiais, pois, é onde também reside nosso orgulho, nosso egoísmo, estes dois sentimentos que são base de tantos outros como a avareza, a inveja, a ira, etc. Não é a ambição que move o progresso dos povos? Não é a avareza que desbrava lugares, constrói e refaz pajeada pelo orgulho? Não é a luxuria que move os comércios das noites frenéticas? E não é a paixão que alimenta o comércio de flores, do mundo erótico, das butiques? Ainda acha que não são forças?

Veja a reprimenda de Jesus a Pedro: "Porque o teu modo de pensar é de homem, e não de Deus".

Aquilo que chamamos de Ego humano é o que Jesus denomina de Satan, que traz este caudal de violência e realizações no mundo material, entretanto, Jesus não expulsou Satan. "Vade retro", foram estas as palavras que disse ao Ego de Simão Pedro, ao elemento humano de Pedro, onde estão guardados os sentimentos temperados de egoísmo e orgulho, o Satan. Quando damos evasão a sentimentos com pitadas de egoísmo e orgulho, nos afastamos da influencia das esferas divinas e nos aproximamos e nos prendemos as coisas mundanas e passageiras, vindo daí nosso sofrimento e desespero, é quando Satan nos domina, quando somos vitimas de nossos próprios sentimentos inferiores. Por que Jesus não expulsou Satan que havia em Simão?

Por que não podemos tirar fora algo que nos é inerente a alma, nossos sentimentos, antes sim, "vade retro", isto é, "siga atrás" de mim, venha após mim, eis a grande verdade de Jesus. Satan simbolizando todos os nossos sentimentos inferiores deve ser domesticado, deve aprender a seguir seu dono, ao Cristo, seguir após o Cristo, mas o que é o Cristo mesmo?

A palavra Cristo vem do grego e quer dizer Ungido. A pessoa que dá mais ênfase ao seu Eu, o seu Cristo, é um Ungido de Deus, é a manifestação da mesma essência de Deus, e Deus é Amor, conforme nos ensinou João. Se deve entender que os nossos sentimentos inferiores possuem uma força incontrolável quando nos deixamos subjugar por elas, daí a causa de tanta violência e tragédias no mundo de hoje. Entretanto, buscarmos o seu domínio que se faz através de exercícios de "Reforma Intima", faremos com que estas forças promovam realizações muito mais significativas, porque segue a sua frente o Amor Universal, o Cristo, o Eu (Lógos). O programa social "pastoral da criança", como exemplo, é a materialização desta força que segue a Cristo, como vemos nas obras sociais diversas no mundo inteiro.

Retornando a questão de Pedro ser o vigário de Deus, o alicerce da igreja de Jesus na Terra a esta altura do entendimento, pela ótica de Rohden, já parece não ter mais lógica, haja vista como era insegura e frágil a pessoa do pescador Galileu.

O filosofo então indaga: Jesus então se desdisse? Não, diz Rohden, a verdade é que apenas "cedeu a areia, não cedeu a rocha!" Jesus não edificou a sua igreja sobre "o Pedro da confissão" e lembrando palavras de Santo Agostinho, "mas, sobre a "confissão de Pedro", portanto, "edificou sua igreja sobre si mesmo, sobre o Cristo confessado, que é a rocha dos séculos e não sobre a pessoa humana deste discípulo".

Finalizando, o filosofo universalista nos diz que a interpretação tradicional da igreja romana nos dias de hoje tem razão de conveniência histórica, pela tendência, a partir da Idade Média, de centralizar o poder espiritual numa só pessoa, cuja igreja se tornou um império dando a confundir o poder material com o poder espiritual que deveriam ser respeitados. Pois fora transferido para essa todo o poder e gloria que Jesus teria conferido a Pedro. Porém, esta rocha é todo homem unido ao Cristo, e isto não se transfere por sucessão.

Wymac Uorres

 

De todas as querelas entre religiosos católicos e protestantes, uma, das mais polemicas, encontramos no episódio conhecido como a afirmação de Jesus sobre Pedro, base onde seria assentada sua igreja.

― setembro 2004.

_______________

Bibliografia:

Filosofia Cósmica do Evangelho

, Huberto Rohden, 2ª. Edição, 1976, Fundação Alvorada.

O Redentor

, Edgard Armond, Editora Aliança.

 

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

Segunda-feira, 07 de Junho de 2010

Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.

Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet.

 

 

 

“Cara Dra. Laura

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levíticos 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.

Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las:

 

1. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

 

2. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

 

3. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

 

4. Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

 

5. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo mesmo?

 

6. Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

 

7. Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

 

8. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

 

9. Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco).

 

10. Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19 porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)?

 

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar de que a palavra de Deus é eterna e imutável. “Seu discípulo e fã ardoroso.”

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

Domingo, 06 de Junho de 2010

 

A Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior promoverá no dia 6 de junho, em Vale de Cambra, mais um encontro espírita voltado ao público infantil.

Chamado de Convívio Nacional da Criança Espírita (Concesp), o evento chega à sua 14ª edição tendo o tema “A família” como foco central de seus estudos. O Concesp ocorrerá no Pavilhão Ilídio Pedro, em Lordelo, com participação aberta a todos os inscritos nas Casas Espíritas daquela região e de outras partes do país.

Outros detalhes, pelo telefone 256 403 021, ou pelos correios eletrônicos:

 concesp 2010@gmail.com  

geral@acbmi.org.

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 06:34

 

O egoísmo é Irmão do orgulho e procede das mesmas causas. É uma das mais terríveis enfermidades da alma, é o maior obstáculo ao melhoramento social. Por si só ele neutraliza e torna estéreis quase todos os esforços que o homem faz para atingir o bem. Por isso, a preocupação constante de todos os amigos do progresso, de todos os servidores da justiça deve ser a de combatê-lo.

 

O egoísmo é a persistência em nós desse Individualismo feroz que caracteriza o animal, como vestígio do estado de inferioridade pelo qual todos já passamos. Mas, antes de tudo, o homem é um ser social. Está destinado a viver com os seus semelhantes; nada pode fazer sem o concurso destes.

 

Abandonado a si mesmo, ficaria impotente para satisfazer suas necessidades, para desenvolver suas qualidades.

 

Depois de Deus, é à sociedade que ele deve todos os benefícios da existência, todos os proventos da civilização. De tudo aproveita, mas precisamente esse gozo, essa participação dos frutos da obra comum lhe Impõe também o dever de cooperar nela. Estreita solidariedade liga-o a esta sociedade, como parte integrante e mutuante. Permanecer inativo, improdutivo, inútil, quando todos trabalham, seria ultraje à lei moral e quase um roubo; seria o mesmo que lucrar com o trabalho alheio ou recusar restituir um empréstimo que se tomou.

 

Como parte integrante da sociedade, o que o atingir também atinge a todos.

É por essa compreensão dos laços sociais, da lei de solidariedade que se mede o egoísmo que está em nós. Aquele que souber viver em seus semelhantes e por seus semelhantes não temerá os ataques do egoísmo.

 

Nada fará sem primeiro saber se aquilo que produz é bom ou mau para os que o rodeiam, sem indagar, com antecedência, se os seus atos são prejudiciais ou proveitosos à sociedade que integra. Se parecerem vantajosos para si só e prejudiciais para os outros, sabe que em realidade eles são maus para todos, e por Isso se abstém escrupulosamente.

 

A avareza é uma das mais repugnantes formas do egoísmo, pois demonstra a baixeza da alma que, monopolizando as riquezas necessárias ao bem comum, nem mesmo sabe delas aproveitar-se. O avarento, pelo seu amor do ouro, pelo seu ardente desejo de adquirir, empobrece os semelhantes e torna-se também indigente; pois, ainda maior que essa prosperidade aparente, acumulada sem vantagem para pessoa alguma, é a pobreza que lhe fica, por ser tão lastimável como a do maior dos desgraçados e merecer a reprovação de todos.

 

Nenhum sentimento elevado, coisa alguma do que constitui a nobreza da criatura pode germinar na alma de um avarento. A inveja e a cupidez que o atormentam sentenciam-lhe uma existência penosa, um futuro mais miserável ainda. Nada lhe Iguala o desespero, quando vê, de além-túmulo, seus tesouros serem repartidos ou dispersados.

 

Vós que procurais a paz do coração, fugi desse mal repugnante e desprezível. Mas, não caiais no excesso contrário. Não desperdiceis coisa alguma. Sabei usar de vossos recursos com critério e moderação.

 

O egoísmo traz em si o seu próprio castigo. O egoísta só vê a sua pessoa no mundo, é indiferente a tudo o que lhe for estranho. Por Isso são cheias de aborrecimento as horas de sua vida. Encontra o vácuo por toda parte, na existência terrestre assim como depois da morte, porque, homens ou Espíritos, todos lhe fogem.

 

Aquele que, pelo contrário, aproveitando-se do trabalho já encetado por outros, sabe cooperar, na medida de suas forças, para a obra social, e vive em comunhão com seus semelhantes, fazendo-os compartilhar de suas faculdades e de seus bens, ou espalhando ao seu redor tudo o que tem de bom em si, esse se sente mais feliz. Está consciente de ter obedecido à lei e sabe que é um membro útil à sociedade. Interessa-lhe tudo o que se realiza no mundo, tudo o que é grande e belo sensibiliza-o e comove; sua alma vibra em harmonia com todos os espíritos esclarecidos e generosos; o aborrecimento e o desânimo não têm nele acesso.

Nosso papel não é, pois, o da abstenção, mas, sim, o de pugnar continuamente pela causa do bem e da verdade. Não é sentado nem deitado que nos cumpre contemplar o espetáculo da vida humana em suas perpétuas renovações: é de pé, como campeão ou como soldado, pronto a participar de todos os grandes trabalhos, a penetrar em novos caminhos, a fecundar o patrimônio comum da Humanidade.

 

Embora se encontre em todas as classes sociais, o egoísmo é mais apanágio do rico que do pobre. Muitíssimas vezes a prosperidade esfria o coração; no entanto, o infortúnio, fazendo conhecer o peso da dor, ensina-nos a compartilhar dos males alheios. O rico saberá ao menos a preço de que trabalhos, de que duros labores se obtêm as mil coisas necessárias ao seu luxo?

 

 

Jamais nos sentemos a uma mesa bem servida sem primeiro pensar naqueles que passam fome.

 

Tal pensamento tornar-nos-á sóbrios, comedidos em apetites e gostos.

 

Meditemos nos milhões de homens curvados sob os ardores do estio ou debaixo de duras intempéries e que, em troca de deficiente salário, retiram do solo os produtos que alimentam nossos festins e ornam nossas moradas. Lembremo-nos de que, para iluminar os nossos lares com resplandecente luz ou para fazer brotar chama benfeitora em nossas cozinhas, homens, nossos semelhantes, capazes como nós de amar, de sentir, trabalham nas entranhas da terra, longe do céu azul ou do alegre sol, e, de picareta em punho, levam toda a vida a perfurar a espessa crosta deste planeta. Saibamos que, para ornar os salões com espelhos, com cristais brilhantes, para produzir os inumeráveis objetos que constituem o nosso bem-estar, outros homens, aos milhares, semelhantes ao demônio em volta de uma fogueira, passam sua vida no calor calcinante das grandes fornalhas das fundições, privados de ar, extenuados, consumidos antes do tempo, só tendo por perspectiva uma velhice achacosa e desamparada. Sim, saibamo-lo, todo esse conforto de que gozamos com indiferença é comprado com o suplicio dos humildes e com o esmagamento dos fracos. Que esse pensamento se grave em nós, que nos siga e nos obsidie; como uma espada de fogo, ele enxotará o egoísmo dos nossos corações e forçar-nos-á a consagrar nossos bens, lazeres e faculdades à melhoria da sorte dessas criaturas.

 

Não haverá paz entre os homens, não haverá segurança, felicidade social enquanto o egoísmo não for vencido, enquanto não desaparecerem os privilégios, essas perniciosas desigualdades, a fim de cada um participar. Pela medida de seus méritos e de seu trabalho, do bem-estar de todos. Não pode haver paz nem harmonia sem justiça. Enquanto o egoísmo de uns se nutrir dos sofrimentos e das lágrimas de outros, enquanto as exigências do eu sufocarem a voz do dever, o ódio perpetuar-se-á sobre a Terra, as lutas de interesse dividirão os ânimos, tempestades surgirão no seio das sociedades.

 

Graças, porém, ao conhecimento do nosso futuro, a Idéia de solidariedade acabará por prevalecer. A lei da reencarnação, a necessidade de renascer em condições modestas, servirão como aguilhões a estimular o egoísta. Diante dessas perspectivas, o sentimento exagerado da personalidade atenuar-se-á para dar lugar a uma noção mais exata da situação e papel do homem no Universo. Sabendo-nos ligados a todas as almas, solidários no seu adiantamento e felicidade, Interessar-nos-emos com ardor pela sua condição, pelos seus progressos, pelos seus trabalhos.

 

E, à medida que esse sentimento se estender pelo mundo, as instituições, as relações sociais melhorarão, a fraternidade, essa palavra repetida banalmente por tantos lábios, descerá aos corações e tornar-se-á uma realidade. Então nos sentiremos viver nos outros, para fruir de suas alegrias e sofrer de seus males. Não mais haverá queixume sem eco, uma só dor sem consolação. A grande família humana, forte, pacifica e unida, adiantar-se-á com passo rápido para os seus belos destinos.

Léon Denis

Depois da Morte

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:36

Sábado, 05 de Junho de 2010

 

O profeta Elias, o Tesbita, viveu na época do rei Acabe e Jezebel, cerca de 8 séculos a . C. Desapareceu numa nave de fogo (disco voador?) subindo para o espaço, segundo seu discípulo e sucessor Eliseu, pelo que uns acham que Elias não desencarnou. Mas para a Bíblia ninguém escapa da morte: "Porque tu és pó e ao pó retornarás." (Gênesis 3,19).

 

Ademais, "Carne e sangue não podem herdar o reino dos céus" (1 Coríntios 15,50). Veremos, nesta matéria, que João Batista, o Precursor, é a reencarnação de Elias. E essa palavra só foi criada por Kardec na segunda metade do século 19. Por isso, jamais poderia estar na Bíblia, na qual aparece, porém, com o nome de ressurreição ("palingenesia"), ação de ressurgir ou surgir de novo. Na Antigüidade usava-se também o termo renascimento.

 

Muitos judeus acreditavam na metempsicose (ressurreição do espírito em corpos de animais e em plantas). Daí São Paulo ter dito que as carnes não podem se misturar (1 Coríntios l5,39). O espírito humano pode vir como animal, isto é, com inteligência de um animal, mas sempre em um corpo humano, como o ensinam o Espiritismo e uma boa parte do Budismo moderno.

 

Com essa questão das carnes, Paulo só poderia estar chamando-nos a atenção para a ressurreição (reencarnação) do espírito humano na carne humana, pois em outras passagens, ele e outros autores bíblicos sempre ensinam que a ressurreição é do espírito: "Temos um corpo da atureza e outro espiritual. Ressuscita o corpo espiritual(1 Coríntios 15,44). A conhecida ressurreição da carne não é da Bíblia, mas do Credo. Há 3 tipos de ressurreições do espírito: no mundo espiritual, após a morte do corpo, nos corpos humanos que nascem (reencarnação) e aquela no mundo espiritual, em definitivo, no final dos tempos. Paulo disse que o homem morre uma vez só (Hebreus 9, 27). Mas ele se referiu ao homem fenomênico (corpo da natureza), e jamais ao espírito (corpo espiritual) que é imortal.

Para o povo judeu, o Batista era a ressurreição (reencarnação) de um dos profetas: Elias, Jeremias etc. (Mateus 13, 16 e 14). E João negou que fosse o Elias. Mas Jesus o contradisse, quando, de certa feita, falando sobre Elias, os discípulos entenderam que se tratava de João Batista (Mateus 17, 13). E de outra vez, disse do Precursor: "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." (Mateus 11, 14 e 15). O Papa São Gregório Magno (590 a 604) proclamou também que o Batista foi reencarnação de Elias (Homilia 7, "In Evangelio", Patol. Lat., vol.76, Col. 1.100). Malaquias 4,5 cita também Elias como sendo o Precursor, confirmando o que Jesus disse em Mateus 11,14 e 15.

 

E eis mais um exemplo de reencarnação, entre muitos que há na Bíblia : "Somos de ontem, e nada sabemos." (Jó, 8,9)!

 

José Reis Chaves

Autor de "A Face Oculta das Religiões" (adotado para trabalho pela USP), Ed. Martin Claret, entre outros livros. E-mail
escritorchaves@ig.com.br

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

Quinta-feira, 03 de Junho de 2010

 

 

A Doutrina Espírita adota e ensina a reencarnação – a pluralidade das existências – como uma das leis naturais.

Na questão 166-b, de O Livro dos Espíritos (Ed. FEB), o Codificador indaga aos Espíritos reveladores, após obter esclarecimentos sobre a forma de depuração das almas: “A alma passa então por muitas existências corporais?”.

A resposta é peremptória, terminante, sobre a realidade das vidas sucessivas: “Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles”.

O ensino, seguido de outros esclarecimentos, não deixou dúvidas sobre a divina determinação da sucessividade das vidas corporais como forma de expiação e melhoramento progressivo de cada Espírito, lei que atinge toda a Humanidade.

É interessante assinalar que Allan Kardec, que antes das explicações dos Espíritos reveladores não aceitava a pluralidade das existências, modificou, desde então, sua opinião, passando a admitir a necessidade da reencarnação como uma das leis naturais ou divinas necessárias à evolução do Espírito imortal.

Prova cabal do imediato convencimento do Codificador, diante das explicações recebidas, são seus comentários formulados em aditamento à questão 171 da obra básica da Doutrina, nos quais expressa sua convicção sobre a justiça de Deus, ao determinar a sucessividade da vida corporal, enquanto necessária ao aperfeiçoamento do ser espiritual.

São palavras do Codificador:

Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.

 

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.

Pelo ensino dos Espíritos, as diversas existências nem sempre ocorrem todas no mesmo mundo material.

As almas podem reencarnar em um mesmo globo material, como a Terra, ou podem passar de um mundo para outro.

O que determina a necessidade das reencarnações, seja em um mesmo, ou em diferentes mundos, é o imperativo da evolução, do progresso, lei divina aplicável a todos os Espíritos, como uma das determinações da Justiça Divina.

A crença nas existências sucessivas não é exclusividade do Espiritismo.

Foi admitida, sob formas diversificadas, desde a mais remota antiguidade, por doutrinas espiritualistas de diversos povos, ou por personalidades eminentes, que se destacaram pelas suas idéias.

Os ensinos do Cristo, embora não tenham explicitado a doutrina reencarnacionista como a entendemos na atualidade, deixaram referências ao renascimento do Espírito em diversos relatos evangélicos, como é do conhecimento dos espíritas.

Entretanto, o Cristianismo dos homens, as Igrejas Romana, Oriental, e as resultantes da Reforma não aceitam as vidas sucessivas.

Admitindo a criação da alma no momento do nascimento e diante das desigualdades morais, intelectuais e sociais dos indivíduos, evidenciando uma injustiça flagrante às criaturas, formularam as igrejas e outras religiões, da atualidade e do passado, ideias que se contrapõem inteiramente à Justiça Divina: o inferno eterno, ou o céu de delícias, também eterno, como consequências irrecusáveis de uma vida na Terra, que se alonga por algumas décadas, ou se limita a dias ou poucos anos.

A incoerência dos ensinos dessas religiões é flagrante e foi percebida pelos pensadores independentes, no decorrer dos séculos.

A preocupação com a origem e o destino da criatura humana vem desde as eras mais recuadas.

Religiões e filosofias, as mais antigas e as atuais, interessaram-se por esse problema que, somente com as revelações do Consolador, prometido e enviado pelo Cristo de Deus, ficou esclarecido em suas múltiplas faces.

Foram necessárias, entretanto, ao lado do progresso da Humanidade, sob diversos aspectos, as revelações da Espiritualidade superior, essenciais à elucidação de questões transcendentais, como as que dizem respeito às vidas sucessivas.

Se pesquisarmos o histórico de vários povos antigos, vamos encontrar a questão da palingenesia formulada de diferentes formas, de conformidade com o entendimento de determinados grupos humanos e as ideias de alguns filósofos e pensadores.

Na Índia, desde tempos longínquos, a pluralidade das existências era entendida com bastante aproximação da realidade, o que ocorre até os dias atuais.

No Bhagavad Gita e nos Vedas encontram-se citações e referências que não deixam dúvida sobre a percepção que os hindus tinham e ainda têm sobre a reencarnação.

Na Pérsia antiga, o Masdeísmo dava ao povo uma noção bem realista das vidas sucessivas, para a redenção de todas as criaturas humanas.

Entre os hebreus, a ideia do renascimento das almas encontra-se veladamente admitida no Velho Testamento, especialmente nos escritos de alguns profetas.

Mas nos Evangelhos há referências explícitas em algumas passagens, como a resposta de Jesus aos seus discípulos, a respeito da volta de Elias: “Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram-lhe tudo o que quiseram”. (Mateus, 17:12.)

O comentário do Evangelista é que os discípulos compreenderam que o Mestre se referia a João Batista, como Elias reencarnado.

Outra passagem clara, registrada no Evangelho de João (3:3), é a resposta de Jesus a Nicodemos, que os espíritas conhecem bem, por ser muito citada: “Em verdade, em verdade vos digo, ninguém verá o reino de Deus, sem nascer de novo”.

Por mais que se procure interpretar as palavras do Mestre Jesus em outros sentidos figurativos, como o fazem os seguidores de religiões que não admitem a reencarnação, a expressão “nascer de novo” é peremptória, decisiva, para caracterizar um renascimento novo do ser, máxime atentando-se na circunstância de que Jesus não desconhecia uma crença comum a vários povos antigos, inclusive, o hebreu.

Por isso, diante da dúvida de Nicodemos, que objetou:

“Como pode ser isso?”, o Mestre respondeu: “Tu és mestre de Israel e não sabes isso?” (João, 3:9-10).

Certo é que existiam, nas sociedades antigas, ensinos ocultos ao comum dos homens, mas conhecidos e aceitos pelos iniciados. A crença na imortalidade da alma e nas vidas sucessivas eram ensinos cultivados, independentemente da aprovação dos detentores dos poderes constituídos.

Na Grécia, Pitágoras tomou conhecimento da sucessividade dos renascimentos das almas, em suas viagens à Pérsia e ao Egito, introduzindo essa crença em sua pátria.

Mas, entre os gregos, não podemos omitir a doutrina de Sócrates e Platão, considerados, com justa razão, precursores do Cristo e do Espiritismo.

Na “Introdução”, item IV, de O Evangelho segundo o Espiritismo (Ed. FEB), peça notável que os seguidores da Doutrina Consoladora devem reler sempre, por seus esclarecimentos importantes, o Codificador refere-se aos dois filósofos gregos como verdadeiros “precursores da ideia Cristã e do Espiritismo”.

Acrescenta Kardec que Sócrates, assim como Jesus, o Cristo, nada deixaram escrito: “[...] Assim como a doutrina de Jesus só a conhecemos pelo que escreveram seus discípulos, da de Sócrates só temos conhecimento pelos escritos de seu discípulo Platão. [...]”.

Os romanos receberam a influência dos gregos, especialmente no que se refere aos conhecimentos e às crenças.

No poderoso império, pelo menos dois nomes se destacaram na aceitação da ideia reencarnacionista:

Virgílio e Ovídio.

Nas Gálias, território da França atual, a religião dos druidas ensinava a existência de Deus e a crença nas vidas sucessivas.

Vale recordar que o Codificador da Doutrina dos Espíritos, o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, viveu entre os druidas, com o nome Allan Kardec, conforme lhe foi revelado, o que lhe inspirou a ideia de adotar, como pseudônimo, seu antigo nome, o qual ficaria ligado, para sempre, à Doutrina Consoladora.

No período da Idade Média, a longa noite de mil anos, quando o mundo Ocidental foi dominado pela poderosa Igreja Católica Romana, a doutrina palingenésica, ou das vidas sucessivas, foi proscrita e praticamente esquecida. Somente algumas sociedades secretas transmitiam oralmente esse conhecimento tradicional de uma realidade que acompanha a Humanidade desde tempos imemoriais.

Nem a divisão da Igreja, com a separação da Igreja Oriental, nem a Reforma iniciada por Martinho Lutero e que resultou nas Igrejas Protestantes, espalhadas pelo Ocidente, favoreceram a aceitação da doutrina reencarnacionista, que ficou adstrita às antigas religiões e filosofias orientais (Índia) e aos iniciados em ciências ocultas, que sempre existiram.

Somente com a conquista da liberdade de pensamento e de expressão, cujo símbolo maior é a Revolução Francesa, nos fins do século XVIII, tornou-se possível a propagação das ideias, das verdades e dos conhecimentos, aos quais se opunham os poderosos.

Por isso é que a sabedoria do Cristo só determinou a vinda do outro Consolador, que podemos identificar na Doutrina dos Espíritos, na época apropriada – meados do século XIX – para ficar definitivamente com os homens que tiverem olhos e ouvidos para percebê-lo e dele fazerem a orientação para suas vidas.

Deste modo, sejam quais forem as provações em nossas vidas, agradeçamos a Deus por suas leis justas, entre as quais se insere a reencarnação.

Juvanir Borges

Reformador Abril2008

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:46

Quarta-feira, 02 de Junho de 2010
   
   

Homens, olhem para vosso mundo. O que estão fazendo deste planeta senão um celeiro de iniquidades onde a maldade, a dor e o sofrimento campeiam por todos os lados? Não percebeis que estais apenas erguendo muralhas ao teu derredor, onde vossos espíritos se agitarão em agonia no futuro?

Onde o amor a Deus?! Na moeda e nas riquezas que a exploração de seu nome pode proporcionar? Pobres criaturas que perambulam pelas avenidas da vida sem rumo certo, envolvidos pelas sombras da insensatez.

Vossas mentes se transtornaram pela luxúria, pelo prazer desvairado e alucinado, pelas facilidades e imediatismos que homens mundanos e espíritos inferiores nutriram em vossas almas.

A cada um segundo suas obras e eis que a miséria, a fome, o crime, vos assaltam os lares, construídos tantas vezes sob alicerces frágeis de ilusões e fantasias.

Julgais então que o que vês é tudo? Oh não, a colheita está apenas começando. Todo o mal que plantaste durante décadas está agora sendo colhido por vós mesmos. São os frutos apodrecidos da má semeadura.

Vossa juventude se perdeu, escravizou-se junto ás drogas, vossas crianças crescem desorientadas, carentes de exemplos edificantes. Vossos idosos jazem nas cátedras do esquecimento acreditando-se realmente inúteis para a sociedade devido aos vossos pensamentos hipnotizantes, mesquinhos e egoístas.

Até quando a venda cobrirá vossos olhos? Acreditais então que permanecendo com ela Deus vos julgará inocente e vos isentará das consequências de Ter permanecido tanto tempo na escuridão quando a luz do Evangelho te alcançava as vistas e convidava-te a viver sob as claridades do Teu amor? Não podeis mais fingir-vos crianças inocentes e ingênuas. Sereis inevitavelmente descobertos e desmascarados, acreditem nisso.

Ninguém está isento de sofrer pela própria rebeldia. Somente os mais incautos depositam confiança neste tipo de pensamento e mesmo para esses chegará o momento propício do despertar, através das sacudidas da dor. Invigilância é sinônimo de possíveis perdas e sofrimentos. Atentem mais do que nunca para a advertência do Cristo que lhes solicitou orar e vigiar para que não venham a sucumbir no minuto seguinte.

As vozes dos seres que atravessaram os portais da morte vêm falar-vos aos corações e preveni-los.

Os campos estão repletos de ervas daninhas e a foice da justiça divina já está preparada para lança-las ao fogo.

Que vejam os que tiveram olhos de ver e ouçam os que tiverem ouvidos de ouvir.

Espírito Luís. 1864

 

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:27

Terça-feira, 01 de Junho de 2010

 

Parte I

Para quem gosta de histórias de horror, a Bíblia é um prato cheio. Escondido no meio de milhares de versículos, podemos topar com cenas de arrepiar os cabelos.

 

Em Gênesis, por exemplo, encontramos um episódio, no mínimo, bizarro. Como todos sabem, Abraão foi o patriarca dos Hebreus. Com seu pai, sua mulher e seu sobrinho Lot, Abraão saiu da cidade de Ur, no baixo Eufrates. Encaminharam-se para Harrã, nas cabeceiras do mesmo rio, uma cidade santa dedicada ao culto de Sin, o deus-lua, o mais importante do panteão sumeriano. Depois, Lot se separou de Abraão e foi morar em Sodoma, a cidade do pecado.

 

Conta a Bíblia que, certa vez, Lot hospedou dois anjos em sua casa. À noite, alguns homens de Somorra bateram à porta de Lot e disseram-lhe que sabiam que ele tinha dois hóspedes e que eles, os homens de Sodoma, queriam ter relações sexuais com os visitantes. Quem duvidar que confira: Gênesis 19.

 

Lot ficou apavorado. Para acalmar os tarados, disse que tinha duas filhas virgens e que as daria para os homens, a fim de poupar seus hóspedes. Poderiam fazer o que quisessem com suas filhas.

 

Os homens de Sodoma não aceitaram a proposta e invadiram a casa. Então, os anjos cegaram os homens e mandaram Lot fugir de Sodoma, que seria destruída por Deus.

 

Os horrores continuam. Depois que fugiram de Sodoma, as filhas de Lot disfarçaram-se de prostitutas, embebedaram o pai com vinho e tiveram relações sexuais com ele, a fim de “preservar sua raça”. Das relações incestuosas nasceram Moab e Amon, patriarcas dos moabitas e dos amonitas, tribos árabes vizinhas de Israel.

 

Antes deste espetáculo grotesco, encontramos outra cena curiosa. O Deus bíblico de então, que ainda não tinha revelado seu nome aos hebreus (Iavé), disse a Abraão que iria destruir Sodoma. Assustado com a ameaça divina, Abraão pergunta a Deus o que faria se houvesse em Sodoma cinqüenta homens de bem. Deus disse que não destruiria a cidade, em respeito aos cinqüenta homens de bem. Abraão anima-se e começa a pechinchar com Deus. Pergunta o que Deus faria se houvesse apenas quarenta e cinco homens de bem. Deus atende à pechincha e diz que pouparia a cidade. Depois Abraão baixa para quarenta, e Deus concorda. No fim, Deus concorda em não destruir a cidade se encontrasse apenas dez homens de bem.

 

O que é assustador nesta conversa é a noção antropomórfica do Deus do Antigo Testamento. O Deus dos primeiros capítulos da Bíblia, embora seja todo-poderoso, criador dos céus e da terra, é uma figura humana, com pernas e braços, cabeça, e certamente uma respeitável barba. Possivelmente tem uma esposa e até uma residência que, de acordo com o velho testamento, é o Templo de Salomão, que, aliás, foi destruído por Tito Flávio Vesásiano há quase dois milênios.

 

Em outro local, depois que Adão e Eva cometeram o pecado original, sentem vergonha de Deus. Quando pressentem que Deus se aproxima, escondem-se dele atrás de um arbusto. Diz o texto sagrado que Deus estava aproveitando “a fresca da manhã”.

 

Este é o livro mais vendido no mundo, e o mais respeitado. Consta que foi escrito sob inspiração divina, como se o próprio Deus o tivesse escrito.

Ele é tão respeitado que, em alguns tribunais, as pessoas fazem juramento com as mãos sobre a Bíblia. A explicação é simples. Embora a Bíblia seja livro mais vendido de todos os tempos, é também o menos lido.

 

Parte II

“Não matarás”, reza o sexto mandamento de Jeová (Êxodo 20:13). Segundo a tradição, a Bíblia foi escrita sob inspiração divina, como se o próprio Deus a tivesse escrito.

 

Se Deus é infinitamente bondoso, é inconcebível que ele cometa a mínima crueldade com qualquer ser humano. Assim pensam os que veneram a Bíblia. Veneram porque não a leram.

 

Este Deus, criador dos céus e da terra, não poderia ser bom para uns e mau para outros. No entanto, podemos encontrar na Bíblia um desfile de horrores, que nada fica a dever aos filmes de Frankenstein. Quem não acreditar, que confira.

 

No começo do segundo milênio AC, Jeová, o deus do Antigo Testamento, retira Abraão e sua família da cidade de Ur, na baixa Mesopotâmia, e dá-lhes de presente uma terra “onde corre leite e mel”, a lendária Canaã (Palestina).

 

Jeová, o mesmo que disse “não matarás”, diz, com todas as letras que, para se apossarem da terra que lhes foi ofertada, eles têm que aniquilar sete nações (Deuteronômio, 7:1-6): “Quando o senhor teu Deus te introduzir na terra à qual passará a possuir, e tiver lançado muitas nações diante de ti, os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus, os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirá; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas... Derribareis os seus altares, quebrareis suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis suas imagens de escultura”.

 

As ordens de Jeová são claras, como em Deuteronômio 7:16: “E tens que consumir todos os povos que Jeová, teu Deus,  te dá. Teu olho não deve ter pena deles...”.

 

Em Deuteronômio 13:15-16, o rol de barbaridades atinge o clímax: “Então, certamente, ferirás a fio de espada os moradores daquela cidade, destruindo-a completamente e tudo o que nela houver, inclusive os animais domésticos. Ajuntarás os despojos no meio da praça e a cidade e todo o seu despojo queimarás por oferta total ao Senhor, teu Deus, e será montão perpétuo de ruínas, e nunca mais se edificará”.

 

Estas barbaridades são apenas uma amostra do verdadeiro festival de horrores do Antigo Testamento. No entanto, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo – católicos, protestantes, evangélicos e judeus – consideram este livro a voz de um Deus justo, bondoso, misericordioso, criador dos céus e da terra, que oferece aos homens a oportunidade de salvação eterna em um céu ou um paraíso.

 

Quantas pessoas foram mortas obedecendo as ordens de Jeová? Qual a quantidade de sofrimento causada pelo aniquilamento dessas nações?

 

Este mesmo Deus, tão misericordioso, não só pregou as barbaridades que são encontradas na Bíblia como, por meio de seus auto-designados representantes, ainda ameaça com a crueldade infinita do inferno àqueles que, embora tenham levado uma vida santa, esqueceram-se de ir à missa aos domingos ou deixaram de confessar o último pecado.

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
Ok, Sergio.O seu e-amil é só esse: oigres.ribeiro@...
Ok, desejaria sim.
Ola, Sérgio.Gotaria de lhe fazer um convite:Gostar...
Obrigado e abraços.
www.apologiaespirita.org
Ola, Sérgio.Gostei de sua postagem, mas gostaria s...
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