TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Sexta-feira, 04 de Novembro de 2011

 

Que é o livre-arbítrio?

 

 

Abrindo “O Livro dos Espíritos”, vamos encontrar no Capítulo X - Da Lei de Liberdade -, 3ª Parte da obra, oito questões relacionadas com o assunto livre-arbítrio (Questões 843 a 850), nas quais os Espíritos superiores instruem-nos a respeito.

Logo na Questão 843, indaga o Codificador se o homem tem o livre-arbítrio de seus atos. E os Espíritos respondem que se tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar, porquanto, sem o livre-arbítrio ele seria máquina.

Em resposta à Questão 845, os Espíritos afirmam que conforme se trate de Espírito mais ou menos adiantado, as predisposições instintivas podem arrastá-lo a atos repreensíveis, porém não existe arrastamento irresistível.

Basta que o Espírito (encarnado ou desencarnado), sendo consciente do mal a que esteja ou se sinta arrastado, utilize a vontade no sentido de a ele resistir.

Verificamos, no contexto geral das Questões acima referidas, que não há desculpa óbvia para o mal que o homem venha a praticar, uma vez que ele, por mais imperfeito que seja, tem a consciência do ato que pratica - se é bom ou se é mau.

O livre-arbítrio é uma faculdade indispensável ao ser humano, não nos resta qualquer dúvida, pois, sem ele, já foi dito, o ser espiritual seria simples máquina ou robô, sem qualquer responsabilidade dos atos que viesse a praticar.

É justamente a faculdade do livre-arbítrio que empresta ao homem certa semelhança com o Pai soberano do Universo. E constitui desiderato pleno desse Pai magnânimo que os Espíritos, seus filhos, cresçam para a glória eterna, iluminando-se na prática da sabedoria e do bem.

A prática do mal pelo Espírito, encarnado ou desencarnado, não tem qualquer justificativa porque ele sabe quando obra indevidamente. Caim, no exemplo bíblico, ao matar Abel, tinha plena consciência do que fazia tanto que o fez às escondidas. O que faltou a Caim foi a compreensão de que nada há oculto aos olhos de Deus!

Pode-se, verdadeiramente, lesar os homens, pode-se até mesmo lesar-se a si próprio, mas nunca lesará alguém a magnânima justiça de Deus.

Esclarece-nos a Revelação da Revelação, ou “Os Quatro Evangelhos”, que o Espírito antes de encarnar toma resoluções quanto ao gênero das provações, quanto à extensão e ao termo delas, até mesmo quanto à duração da existência bem como quanto aos atos que praticará durante a mesma, no entanto, o emprego, o uso ou o abuso que ele faz da vida terrena muitas vezes o impedem de atingir o limite e o bom cumprimento daquela resolução (l.º Volume, pág. 139, 7ª edição FEB).

No caso enfocado, o Espírito teve o livre-arbítrio de programar o que seria a sua encarnação, no entanto, em função do próprio livre-arbítrio, por usá-lo mal ou dele abusar, estragou um bom programa de vida. Há, porém, aqueles que procuram justificar-se com fundamento no esquecimento produzido pelo véu da carne.

Os Espíritos, todavia, em resposta à Questão 392 de “O Livro dos Espíritos”, explicam que “não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro.” E concluem: “Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.”

Vejamos, por exemplo, uma situação em que determinado indivíduo houvesse sido homicida em sua última encarnação e tivesse programado para a atual existência a quitação desse delito. Não obstante a desnecessidade de desencarnar assassinado, ele não teria paz até o dia de seu retorno à vida espírita. Estaria sempre sobressaltado e na expectativa da presença de alguém que lhe viesse subtrair a vida física, se recordasse sua transgressão anterior.

O esquecimento do passado é necessário, misericordioso, e justifica perfeitamente a prova ou provas a que todos estamos naturalmente submetidos, pois essa é uma das funções da vida corporal.

Sentimos a importância do livre-arbítrio quando somos levados a tomar decisões que incomodam a consciência... Isto significa quanto o Pai celestial é bom, nos ama e se preocupa com o nosso progresso. Concede-nos o livre-arbítrio, mas concede-nos igualmente a consciência, espécie de censor natural, que nos alerta quando dele pretendemos abusar.

A propósito queremos fazer um paralelo entre duas informações ou elucidações em torno do livre-arbítrio e as conseqüências de sua errônea utilização. Uma se encontra em “Os Quatro Evangelhos” ou Revelação da Revelação (l.º Vol. pág. 299, 7ª edição FEB), nos seguintes termos:

“Esses Espíritos presunçosos e revoltados, cuja queda os leva às condições mais materiais da Humanidade, são então humanizados, isto é, para serem domados e progredirem sob a opressão da carne, encarnam em mundos primitivos, ainda virgens do aparecimento do homem, mas preparados e prontos para essas encarnações” (grifos da obra).

A outra se encontra em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capítulo III, Item 16, edição FEB), nos termos seguintes:

“Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, Ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.”

Em ambas as elucidações, vê-se que o livre-arbítrio é um dom de que o Espírito pode abusar, mas terá sempre de enfrentar as conseqüências desse abuso, sofrendo encarnações destinadas a purificá-lo, transformá-lo, regenerá-lo, o que não deixa de ser pena de efeito verdadeiramente misericordioso.

Os itens 16 e 17 desse capítulo de “O Evangelho segundo o Espiritismo” são constituídos de uma mensagem de Santo Agostinho, que deve ser lida atenciosamente pelo espírita estudioso. Pois a questão livre-arbítrio confunde bastante aqueles que a conhecem apenas superficialmente, literariamente, sem analisar-lhe a profundidade científico-filosófica.

Há, ainda, aqueles que confundem livre-arbítrio com direito, quando são duas coisas diferentes. No livre-arbítrio temos uma ação voluntariosa de escolha entre alternativas diferentes em que o ator é responsável pelas conseqüências do seu ato. Na ciência do direito a responsabilidade do ato praticado decorre da lei humana.

A Doutrina Espírita exerce, portanto, considerável papel em sua função de Consolador prometido pelo Cristo de Deus: o de alertar as almas que atingiram determinado degrau da escala evolutiva, em que a alegação de ignorância já não atenua determinados erros cometidos em função do livre-arbítrio. No que diz respeito aos habitantes de um mundo em vias de mudança para estágio de regeneração, vale acentuar ainda, conforme vimos acima, a função da consciência como faculdade de alertamento no processo optativo das alternativas para a ação.

A Doutrina está no mundo para todos. Ela não pertence aos espiritistas. Enviou-a Jesus à Humanidade. Os espiritistas somos apenas seus instrumentos de exemplificação e divulgação sem qualquer outro “privilégio” além da consciência do livre-arbítrio.

 

Fonte: Reformador nº1984 – Julho/1994


 

 

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 20:20

Terça-feira, 01 de Novembro de 2011

Análise

 

A luz clareia aqueles que abrem seus olhos, mas as trevas se espessam para aqueles que querem fechá-los (SIMEON).

O presente artigo não tem como espoco a depreciação da fé alheia. Segundo a Constituição Federal, todos os homens são livres para pensar e crer naquilo que mais lhe apraz, sem distinção de credo ou filosofia. Por este motivo temos o livre direito de nos expressar, pois somos livres pensadores para expormos nossas idéias. Não somos contra as pessoas, apenas não concordamos com as ideias retrógradas que obstruem o desenvolvimento do intelecto. Não nos importamos com o que os opositores falem, mas antes de fazê-lo, faz-se mister ler e refletir, ainda que posteriormente discorde do nosso ponto de vista, este é um direito inalienável do ser humano que exerce seu pleno direito de pensar.

 

Somente por volta século III afirmou-se ou creu-se que os livros constituintes do Novo Testamento eram inspirados; mas isso não nos parece verdade, pelo menos dentro de um conceito cientifico e racional. Os protestantes aceitaram essa ideia apenas em 1657, na Assembléia de Westminster. Mas, com uma leitura atenciosa, notaremos que a própria Bíblia desmente essa inspiração. No livro II de Timóteo lemos: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;" (II Timóteo 3,16). Ora, se esta citação consta no Novo Testamento, o autor só poderia estar se referindo ao Antigo Testamento, pois o Novo ainda não existia.

Se a Bíblia fosse inspirada por Deus, deveria:

a) ser um livro que nenhum outro homem pudesse escrever, além de conter a perfeição da filosofia;

b) estar totalmente de acordo com cada fato da natureza, sem os erros em astronomia, geologia ou em quaisquer outros assuntos ou ciências;

c) seus ensinamentos tinham que ser totalmente sublimes e puros;

d) suas leis e suas regras, para controle de conduta, deveriam ser justas, sábias, perfeitas e adequadas aos fins visados;

e) não conter quaisquer coisas que tornassem o homem cruel, vingativo ou infame;

f) estar repleta de inteligência, de justiça, de pureza, de honestidade, de clemência e de espírito de liberdade;

g) teria que se opor à contenda, à guerra, à escravidão, à cobiça, à ignorância, à credulidade e à superstição;

h) incentivaria a todos desenvolver o intelecto e civilizar o coração;

i) satisfaria o coração e a mente dos melhores e dos mais sábios;

j) ser inquestionavelmente verdadeira.

 

Será que o Velho Testamento satisfaz esses quesitos?

Como pode Deus criar o mundo e ainda conferir para ver se estava bom (Gn 1:10), bem como afirmar que a Terra tem quatro cantos (Apol.7:1), cujo escritor demonstra não ter a menor noção da esfericidade do planeta. Depois de criar os animais, Deus inspira o homem a dizer que o morcego é uma ave (Lv 11:13), que as lebres ruminam (Lv 11:6) e que os insetos possuem pés (Lv 11:23), e que as cobras comem pó (Gn 3:14). Cobras nunca comem pó! Agora observe essa citação; “E o que comeres será como bolos de cevada, e cozê-los-ás sobre o esterco que sai do homem, diante dos olhos deles. E disse o SENHOR: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre os gentios para onde os lançarei (Ezq. 412,13). Tem certeza que tudo isso foi inspiração divina?

No livro do Gênesis o “próprio” Deus afirma que a Lua tem luz própria (Gn 1:16). No livro dos Salmos se diz que os ventos são guardados em reservatórios (Salmos 135:7). Reservatórios?!!!

Como pode um livro divinamente inspirado e infalível conter fatos científicos falsos como estes?

Se houve inspiração por que Deus não aboliu a escravidão considerando-a como imoral? Mas não o fez! Por que não inspirou os autores desse livro com a finalidade de instruir o mundo sobre astronomia, geologia ou qualquer ciência? Os fundamentalistas odeiam a ciência; é só falar de Charles Darwin, por exemplo. O Deus bíblico se preocupou em instruir seu “povo eleito” em detalhes sobre a maneira de manter escravos e de sacrificar diversos animais; e como pôde dizer que os pecados das pessoas podem ser transferidos a um bode? Um Deus civilizado sujaria seu altar com o sangue de bois, ovelhas e pombas? Transformaria todos sacerdotes em verdadeiros açougueiros? Deliciar-se-ia com o odor de gordura queimada (Lv 2,9)? E o que devemos pensar do fato de que, ao encerrar seu tratado, Deus não conseguiu pensar em nenhuma atividade humana mais premente e duradoura do que cobiçar escravos e animais domésticos? E o que dizer de um Deus que faz da maternidade uma ofensa que precisa ser compensada com uma oferenda? Dá pra acreditar numa coisa dessas em pleno século XXI ?

Alguns questionamentos que o senso comum jamais formula:

Por que devemos aceitar os erros pela fé se pelo raciocínio continua sendo erro?

Por que devemos aceitar tudo cegamente só porque um homem disse que os textos são inspirados?

E os homens que criaram o Cânone eram tão bem qualificados quanto os especialistas de hoje?

E por que a opinião deles vale mais do que a nossa?

Não podemos pensar por nós mesmos? Como um homem pode estabelecer a inspiração de outro?

Como um homem inspirado pode provar que está inspirado?

Como ele próprio sabe que está inspirado?

O que é inspiração?

Deus usa homens como instrumentos?

Será que fez com que escrevessem seus pensamentos?

Tomou posse de suas mentes e suprimiu suas vontades de modo a sobressair a Sua?

Esses escritores estavam apenas parcialmente controlados; daí seus equívocos, sua ignorância e seus preconceitos estarem misturados com a sabedoria de Deus...

Como podemos distinguir os erros do homem daquilo que é realmente pensamento de Deus?

Podemos fazê-lo sem estarmos inspirados? Se os autores estavam inspirados, então os tradutores também deveriam estar, assim como os intérpretes da Bíblia para que a integridade dos textos fosse preservada. Como é possível a um ser humano ter consciência de que está inspirado por um ser infinito? Quais os critérios adotados para identificar uma inspiração? Mas, de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado certamente deve ser superior a quaisquer outros livros produzidos por homens não inspirado e, acima de tudo, ser verdadeiro, repleto de sabedoria, prosperidade e beleza, além de ser perfeito.

Será que o Criador das galáxias, nebulosas, cometas e todo o universo infinito, escolheu a Terra justamente numa época que era habitada por seres semi-selvagens e selecionar meia dúzia de homens atrasados que viviam sujos e esfarrapados para lhes inspirar alguma coisa? Se uma árvore me inspirar a escrever um poema sobre ela, aquele poema são palavras minhas ou palavras da árvore? Ademais, inspiração não é o inspirador.

“Quem quer que afirme a verdade de forma absoluta, sem a suspensão da dúvida, está destinado ao dogmatismo e à intolerância. Onde quer que a verdade seja afirmada como posse, proíbe-se o exercício livre da razão, no chamado “livre exame”.

Todo aquele que possui a verdade, está condenado a ser um inquisidor”

Se Deus inspirou homens pouco inteligentes ensinando-os como escravizar pessoas, a matar crianças por que ele hoje não inspira os cientistas para que descubram novas vacinas? Por que não inspira os que se dedicam uma vida inteira de trabalho num laboratório para encontrar a cura da aids, do mal de Parkinson ou do Alzheimer? Por que não inspira os árabes para terminar com a guerra santa? Não é estranho o deus bíblico se preocupar com coisas tão mesquinhas e deixar as mais importantes de lado?

Até hoje nenhuma instituição religiosa apresentou um tratado, um registro, um critério lógico para justificar essa inspiração; apenas dizem que é inspirada e pronto!

Nem os dez mandamentos é coisa original; seus princípios tinham sido divulgados em 1.700 a.C, pelo rei Hamurábi da Mesopotâmia, conhecido como "código de Hamurábi"; Não é muita ingenuidade acreditar de forma literal que Deus levou 40 dias e 40 noites para cunhar as duas tabuinhas da lei, coisa que qualquer escultor faria com uma hora de serviço, ou pouco mais... Então que revelação foi esta se tudo já existia muito antes da Bíblia ser escrita? Veja o segundo mandamento; Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu. Que ensinamento moral pode ter este mandamento? Agora veja o terceiro; “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Que mal Deus poderá fazer com seu filho se por alguma imperfeição humana for usado o nome dele? O quarto mandamento é sem pé nem cabeça; “guardará o dia de sábado”. Quem guarda o sábado senão judeus e adventistas? Ora, quem não sabe que isso é resultado da cultura judaica? Ninguém guarda esse dia e nem dia nenhum. Se esse livro fosse inspirado, Deus teria dispensado vários mandamentos sem sentido, e em seu lugar diria: "Não escravizarás o teu próximo".

Uma coisa é certa, uma mentira dita insistentemente um dia acaba se tornando uma falsa verdade, em virtude da eliminação das gerações presentes à ocorrência dos fatos posteriormente “transformados” em verdade. Nos Dez Mandamentos todas as ideias boas são antigas; todas as novas são tolas.

Teria deixado de lado a condenação sobre criar imagens esculpidas, e diria: "Não provocarás guerras de extermínio e não desembainharás tua espada senão em legítima defesa". No passado, todos que discordassem da maioria eram apedrejados até a morte. Investigar, era um crime. Maridos eram obrigados a denunciar e ajudar no assassinato de suas esposas descrentes. Como pode um livro que dizem ser inspirado ser inimigo da arte? "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra": esta foi a morte da arte (Êxodo 20:4). A Palestina jamais produziu um pintor, senão o contemporâneo Ismaïl Shammut. Mas não se conhece nenhum escultor palestino.

Se a Bíblia é um livro inspirado, por que as casas publicadoras vivem fazendo revisões e mais revisões, correções e mais correções, atualizações e mais atualizações?

Estariam consertando os erros de Deus? Deus deveria ter escrito de forma clara e objetiva para não gerar tantas interpretações diferentes. Se Ele quis revelar suas leis na Bíblia, por que deixou surgir o Alcorão, o Zend-Avesta, o Upanishads, como livros sagrados muito antes dela? E por que restringiu essas leis somente aos judeus?

Não nos restam dúvidas de que as citações do AT nunca foram pronunciadas pela maior fonte de sabedoria do universo, mas por homens imperfeitos e supersticiosos que não tinham a mínima noção de ciências naturais, além de terem uma visão de mundo muito estreita.

Uma coisa é certa: a Bíblia é um livro que qualquer um pode usar qualquer versículo para defender qualquer ideia, seja ela boa ou ruim, certa ou errada. É por causa dessa pedagogia de teólogos ignaros, que os fiéis se acham mesmo superiores aos outros pelo que acreditam, intitulando-se "filhos de Deus", sempre deixando claro que o resto da humanidade, que não crê como eles, não passa de "criaturas de Deus", mas não filhos como eles o são; e essa distinção é feita por causa da crença religiosa irracional, causadora do fanatismo e do sectarismo.

Mas, por tudo isso é fácil entender o motivo de sustentarem esses absurdos. Se um líder reconhecer apenas um erro na Bíblia ela estará toda minada; então a religião ficará desacreditada; uma vez caindo no descrédito, as igrejas fecharão suas portas e seus líderes não terão do que viver. É por isso que se sustenta essa ideia de inspiração que não resiste à menor análise.

A afirmativa de que a Bíblia é inspirada ou a “palavra de Deus”, foi uma forma usada para dominar um povo simples e ignorante, fazendo-o acreditar na existência dum deus punitivo como Jeová dos exércitos; com isso, as pessoas passavam a ser subservientes ao poder teocrático. Hoje temos como exemplos dois regimes desse tipo: o do Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe-de-Estado o Papa; e o Irã, que é controlado pelos Aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica em 1979.

Como os líderes podem argumentar que os fatos científicos falsos da Bíblia citados acima são inspirados por Deus? Além disso, os fiéis ou fingem que acreditam ou não aprenderam a pensar e não conseguem concordar ou discordar dessas discrepâncias.

E por que eles não conseguem enxergar que suas estimadas doutrinas estão repletas de erros e contradições? Medo? Contudo, esta analise demonstra que a Bíblia não foi inspirada por Deus, o que abala a sua autoridade inquestionável absoluta que os pregadores esperam favorecer.

Lembremos que o iluminismo foi uma corrente filosófica puramente racionalista, grandes nomes da história fizeram parte desse movimento cultural que tinha por objetivo aumentar para todas as camadas sociais o saber e melhoramento e progresso para todos, mas o saber era privilégio de uma elite eclesiástica, de uma sociedade fechada, que deveria ser instrumento para todos. Mas a igreja preferiu manter o povo sob domínio e na ignorância.

As manifestações ocorridas no iluminismo em busca de um progresso era um ponto importante, o iluminista defendia que a razão é a base para chegar a um conhecimento seguro. Descartes afirmava que a dúvida metódica, racional, pode-se chegar a compreensão até mesmo de Deus. Rousseau também afirmava que a razão pode chegar a uma concepção de Deus mais pura e verdadeira do que aquela apresentada pelas religiões, que criou o Deus antropomorfo.

Aqui, encerramos nossa crítica em respeito a inteligência do leitor, mas poderíamos mostrar muito mais coisas ridículas e absurdas; agora, cabe a cada um fazer o livre exame. Acreditamos que os questionamentos podem quebrar paradigmas instituídos ao longo dos séculos que não exprimem a verdade. Toda a ideia seja religiosa, filosófica ou cientifica, precisa passar pelo crivo da razão para testar sua veracidade; mas isso o senso comum não faz; porém nós o fazemos, para todas as coisas de nossa vida.

O leitor inteligente percebeu que a Bíblia esta totalmente em Xeque, sendo reprovada sumariamente nos quistos ciências naturais, astronomia, geografia, princípios de higiene e inspiração divina. Por este motivo não devemos deixar os outros dizer no que temos de acreditar, pois muitos desejam que fiquemos na ignorância na qual eles se encontram. O artigo serve para todas as pessoas de qualquer credo, filosofia ou pensamento, que possuem consciência do certo e do errado, pois o princípio da crítica vale para todos os momentos e situações de nossa vida.

Luciano Ribeiro

Maio 2010

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:55

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Excelente texto. Parabéns!
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