TODO AQUELE QUE CRÊ NUM DOGMA, ABDICA COMPLETAMENTE DE SUAS FACULDADES. MOVIDO POR UMA CONFIANÇA IRRESISTÍVEL E UM INVENCÍVEL MEDO DOENTIO, ACEITA A PÉS JUNTOS AS MAIS ESTÚPIDAS INVENÇÕES.

Terça-feira, 16 de Março de 2010

 

 

"O meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." - (João, 5:17)

"Ninguém jamais viu a face do Pai, senão o Filho". - (João, 6:46)

"Ninguém jamais viu a Deus". - (João, 1:18)

"Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e ninguém conhece o Filho senão o Pai e aquele a quem o Filho quiser revelar". - (Lucas, 10:22)

Algumas teologias apregoam que a entrada no Reino dos Céus depende tão-somente de a pessoa ter fé em Deus, frequentar os bancos das Igrejas e obedecer aos preceitos por ela ensinados.

Algumas dessas religiões concebem mesmo que Deus tem os seus escolhidos, os seus eleitos, e estes merecerão a graça de terem acesso ao Paraíso sem maiores esforços.

Muitos cristãos vivem na convicção de que o Reino dos Céus é um lugar de repouso eterno, que as almas que ali são admitidas passarão a levar uma vida de contemplação beatífica, por toda a Eternidade, convivendo com os anjos e com os santos, sob o olhar paternal de Deus e de Jesus Cristo.

Acreditam, assim, que o Reino dos Céus é uma estância de descanso e de inação. Por isso, aqui, na Terra, quando o corpo de alguém é sepultado, costuma-se colocar na lápide tumular: "Descansa em paz".

Entretanto, Jesus Cristo deixou bem claro no Evangelho que o Pai Celestial trabalha, incessantemente, e o Filho também, que a face de Deus jamais foi vista por alguém (João, 1:18), salvo, naturalmente, pelos Espíritos da mais elevada hierarquia espiritual, tais como Jesus e outros luminares do Universo.

Nada está estático no mundo espiritual. Ali tudo é vibração e sente-se a verdadeira vida num franco processo de trabalho. Deus, Senhor do Céu e da Terra, trabalha, incessantemente, na grandiosa obra de dirigir o Universo Infinito; para isso, conta com colaboradores dedicados e profundos conhecedores de suas leis e de sua vontade soberana.

Seria enfadonho viver toda a Eternidade num estado de estagnação, sem fazer nada. Se, na Terra, muito pouca gente se deleita com a ociosidade, e aqui os homens ficam, apenas, algumas dezenas de anos, que se dirá em relação a toda a Eternidade, considerando-se que os Espíritos mais puros e esclarecidos se ufanam de poderem cooperar na obra de Deus, que abrange todo o Universo Infinito.

A situação se torna ainda mais grave se analisarmos o dogma da vida única do Espírito na carne, como apregoam algumas religiões. Com a lei das reencarnações a coisa muda de figura, porque, pelo menos, os Espíritos desfrutam de numerosas vidas, quando, então, podem aprimorar suas qualidades e se reajustarem perante a Justiça do Criador, resgatando os seus deslizes e aprendendo a amar ao próximo como a si mesmos.

Assim como Deus e Jesus trabalham sem cessar, os Espíritos também, qualquer que seja o seu grau evolutivo, têm diante de si um vasto campo de trabalho, cooperando na portentosa obra de aprimoramento das Humanidades que habitam as muitas moradas da Casa do Pai, ou seja, a multidão de mundos que giram no espaço infinito.

Para melhor elucidação vamos apelar para "O Livro dos Espíritos", (Capítulo X, Livro Segundo), de Allan Kardec, o qual encerra os seguintes ensinamentos:

"Os Espíritos concorrem para a harmonia do Universo, executando a vontade de Deus, cujos ministros eles são.

A vida espírita é uma ocupação constante, mas nada tem de penosa, como é a vida na Terra, porque não há fadiga corporal, nem as angústias das necessidades".

"Todos os Espíritos, mesmo os inferiores e os imperfeitos, têm deveres a cumprir."

"A ociosidade eterna seria um eterno suplício".

"Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes às suas existências corpóreas. No estado de erraticidade ou desmaterialização, tais ocupações são adequadas ao grau de adiantamento deles.

Os Espíritos mais adiantados se ocupam com o progresso, dirigindo os acontecimentos e sugerindo idéias que lhes sejam próprias.

Assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros se encarnam com uma missão de progresso.

Outros tomam sob a sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os povos dos quais se constituem os gênios protetores e os Espíritos familiares.

Outro presidem os fenômenos da Natureza, dos quais se fazem os agentes diretos."

Paulo A. Godoy

publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 05:44

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Excelente texto. Parabéns!
É como você mesmo colocou no subtítulo do seu blog...
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